terça-feira, novembro 18, 2008

Quantum of Solace?

In an interview, the producers explained the meaning of the film's title: "The title originally comes from an Ian Fleming short story and, in the context of that, it means that a relationship cannot be salvaged unless there is a 'quantum of solace' between the two parties - 'Quantum' meaning 'measure' and 'solace' meaning 'comfort' - so if they are not willing to share that then their relationship is not redeemable. In our case, it is a couple of things: Bond is looking for a 'quantum of solace' after his experiences in Casino Royale (2006), and QUANTUM also happens to be the name of the villainous organization in the film."

Interessante conceito. Eheheh. Eminentemente prático e ironicamente aplicável in our days and age, como se quer. Para além disso, é mais um filme de James Bond? Não, felizmente não é. Felizmente também, não sou um purista dos filmes do James Bond, nem nunca fui um grande fã. Aliás, o facto de o meu filme preferido da série ter sido sempre o "On Her Majesty's Secret Service", o tal "filme maldito", odiado por todos e protagonizado pelo também odiado "one off" George Lazemby, é um bom indicador da minha posição. De resto, sim, o Connery fez um excelente trabalho, o Dalton também...o Roger Moore, enfim... e o Brosnan...bom, dizer que nem sequer me esforçei por ver os últimos filmes do 007 com ele é dizer pouco. Mas em geral os filmes do 007 sempre foram "filmes de Domingo à tarde na televisão para quando está a chover muito lá fora". Divertidos e tal, mas pouco mais.

Até o "Casino Royale". Deve haver algures um post extenso e aborrecido sobre este filme e sobre o quão gostei dele, pelo que me escusarei a bater na mesma tecla. Mas que "Casino Royale" É um bom filme, independentemente de ser Bond ou não, é. Compreendo que os fãs e puristas da série tenham torcido o nariz pois é óbvio que a era Craig deixa para trás muitos dos elementos típicos do 007: os gadgets, os raios laser, os botões com uma miríade de funções, os vodka martini e os mísseis escondidos atrás de faróis. Por mim é óptimo, porque era essa 'palhaçada' toda que não me interessava por aí além. Li algures uma citação do Moore a dizer que tinha pena que os filmes do James Bond se tenham tornado tão violentos. Azar pázinho. Sempre é melhor que as palhaçadas maricas e pseudo-humorísticas dos teus filmes. O novo Bond é melhor e não descura o humor. Um humor mais subtil e não alarve.
Dito tudo isto, este "Quantum of Solace" tinha uma tarefa muito difícil. "Casino Royale" já tinha posto a fasquia muito alta. Era complicado superar. E, de facto não supera. Além disso é uma continuação directa do anterior, pelo que as comparações são inevitáveis. Mas, ainda assim, que se lixe! Continua a bater todas as palhaçadas anteriores.
Continuo a preferir a abordagem mais realista, dura e violenta, do que aquela cheia de gadgets, botões e mísseis escondidos no bolso do casaco, blá blá. E continuo a dizer que é uma abordagem mais próxima da personagem literária. Portanto é só ganhos. Assim....venham mais.




A única crítica vai mesmo para a música tema deste filme, cantada pela Alicia Keys e pelo Jack White que é, realmente MÁ. Que diabos, até a terrível "Die Another Day" da Madonna é melhor.
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2 comentários:

Anónimo disse...

ohhh por acaso acho a música bem boa!
beijinhos

verónica

Bola Oito disse...

Meh....como tema de um filme de James Bond é o mais fraco.

Como canção talvez tenha algumas virtudes....