PELO FIM DA RUA 28 DE MAIO
Tendo em conta que:
1. O dia 28 de Maio assinala, desde 1926, o golpe militar que levou à queda da Primeira República e deu origem a 48 anos de ditadura fascista em Portugal;
2. O golpe militar de 1926 deu origem ao Estado Novo, plasmado na constituição de 1933;
3. Essa “longa noite” ficou marcada pelo desrespeito das mais básicas liberdades individuais, proibição do divórcio, falta de liberdade das mulheres, falta de proteção social, fraquíssimo serviço de educação, guerra colonial, etc.;
4. A ausência de democracia e a falta de liberdade de expressão foram impostas e reforçadas por uma brutal repressão protagonizada pela polícia política;
5. A memória histórica desse período deve ser preservada e divulgada, tendo como objetivo evitar que se repita um regime deste género;
6. Em Lavedios existe uma rua chamada 28 de Maio, a qual, pelo simbolismo referido no início desta recomendação, evoca, comemora e, de certa forma, enaltece um acontecimento histórico que em nada dignifica os valores da liberdade e democracia do nosso estado;
A Assembleia Municipal de Lavedios reunida em plenário no dia 28 de Maio de 2012 delibera:
1. Condenar veementemente o regime saído do golpe militar de 28 de Maio de 1926.
2. Recomendar a alteração do nome da Rua 28 de Maio, na freguesia de Lavedios, para outro nome que seja discutido pelos órgãos da Freguesia na base de propostas que sejam consensuais.
Lavedios, 28 de Maio de 2012.
O Presidente da Assembleia Municipal
De facto estamos perante toda uma nova palete de, enfim, parvoíce, com várias nuances e degradès. Já nem falo do absurdo que é estar hoje a "condenar veementemente" um golpe militar ocorrido há 86 anos, como se não houvesse outros assuntos mais meritórios de debate por parte dos ilustres eleitos locais. Real e totalmente obtuso é a declaração, de louvar, da necessidade de preservar a memória de tal período histórico, para depois se concluir que a melhor maneira de o fazer é, pasme-se, acabar com as referências, ainda que meramente toponímicas, ao dito evento. Enfim, é o que temos.
Tendo em conta que:
1. O dia 28 de Maio assinala, desde 1926, o golpe militar que levou à queda da Primeira República e deu origem a 48 anos de ditadura fascista em Portugal;
2. O golpe militar de 1926 deu origem ao Estado Novo, plasmado na constituição de 1933;
3. Essa “longa noite” ficou marcada pelo desrespeito das mais básicas liberdades individuais, proibição do divórcio, falta de liberdade das mulheres, falta de proteção social, fraquíssimo serviço de educação, guerra colonial, etc.;
4. A ausência de democracia e a falta de liberdade de expressão foram impostas e reforçadas por uma brutal repressão protagonizada pela polícia política;
5. A memória histórica desse período deve ser preservada e divulgada, tendo como objetivo evitar que se repita um regime deste género;
6. Em Lavedios existe uma rua chamada 28 de Maio, a qual, pelo simbolismo referido no início desta recomendação, evoca, comemora e, de certa forma, enaltece um acontecimento histórico que em nada dignifica os valores da liberdade e democracia do nosso estado;
A Assembleia Municipal de Lavedios reunida em plenário no dia 28 de Maio de 2012 delibera:
1. Condenar veementemente o regime saído do golpe militar de 28 de Maio de 1926.
2. Recomendar a alteração do nome da Rua 28 de Maio, na freguesia de Lavedios, para outro nome que seja discutido pelos órgãos da Freguesia na base de propostas que sejam consensuais.
Lavedios, 28 de Maio de 2012.
O Presidente da Assembleia Municipal
De facto estamos perante toda uma nova palete de, enfim, parvoíce, com várias nuances e degradès. Já nem falo do absurdo que é estar hoje a "condenar veementemente" um golpe militar ocorrido há 86 anos, como se não houvesse outros assuntos mais meritórios de debate por parte dos ilustres eleitos locais. Real e totalmente obtuso é a declaração, de louvar, da necessidade de preservar a memória de tal período histórico, para depois se concluir que a melhor maneira de o fazer é, pasme-se, acabar com as referências, ainda que meramente toponímicas, ao dito evento. Enfim, é o que temos.






