Costuma-se dizer que “ano novo-vida nova”, mas será sempre assim? Nem sempre, claro. A mera transição cronológica que já aconteceu 11 vezes no mesmo ano, repete-se e nem sempre grandes diferenças ou mudanças traz.
A altura da passagem do ano contrasta muito com a do Natal, em mim pelo menos. A chegada do último dia do ano traz-me uma sensação de cansaço algo inexplicável. É como se tivesse chegado ao fim duma longa corrida, a qual me custou ao princípio, mas que, com o avançar do caminho, vai custando menos à medida que se entra no ritmo. Imaginem que estão a chegar à meta e sonham com o descanso merecido e alguém vos diz que a corrida ainda não acabou, que é preciso correr ainda mais para chegar ao fim. É óbvio que esta é uma visão algo idiota, pois o final do ano não é o final da vida e ainda vamos ter de ‘correr’ muito tempo se tudo correr bem. Mas não deixa de ser uma sensação do género ‘respirar fundo, cerrar os dentes e recomeçar a correr’, sem tempo para parar. São mais 365 Km pela frente e às vezes dava jeito parar um pouquinho e ‘descansar’....reflectir e prepararmo-nos para o que vem aí. Mas nem sempre é possível. Temos que correr!!
Enfim, não estou a dramatizar nem nada que se pareça....apenas e só a pôr ‘isto’ cá fora....afinal para isso é que serve esta geringonça.
2006 vai, todavia, ser um ano de mudanças, pelo menos para mim. E mudanças concretas e palpáveis. Mudança de casa, por um lado. Tecnicamente a maior parte do meu tempo já é lá passado. Inadvertidamente estas férias de Natal trouxeram essa decisão. Um corte que será gradual, que não será feito radicalmente, mas ainda assim um corte com a vida anterior até agora. Um corte que trará os evidentes custos financeiros. Há-de correr tudo bem.
Por outro lado, mudança no emprego, seja mudança física, uma vez que parece quase certo que vou mudar de instalações (para onde, serão melhores ou não, mais perto ou mais longe, ainda não se sabe) e mudanças a nível de comportamento e actividade, uma vez que estas últimas eleições autárquicas trouxeram-me um cesto de laranjas bem grandes. Que vai mudar, vai....se vou ficar melhor ou pior ainda não sei. Já houve muitos indícios de que as coisas irão piorar...mas tb já houve felizmente, alguns bons sinais. A ver vamos. Há-de correr tudo bem.
Em último lugar, mudanças pessoais e internas. Velhadas como sou e ainda penso que há muito em que evoluir, e muito por onde ‘puxar’ por mim. É preciso ver onde entretanto. Só posso dar o meu melhor, e fazer o melhor que possa...logo verei. Há-de correr tudo bem.
Mudanças perspectivadas, mais 365 km pela frente, a ver vamos como é que os irei percorrer. 2005 foi um bom ano. Um ano de consolidação. Um ano de ganhar forças para dar o salto neste novo ano. Logo verei se tenho ‘pernas’ para aumentar o ‘ritmo’. Terei certamente. Felizmente tenho muito apoio e ajuda. Obrigado.
Esta ‘patacoada’ toda veio-me de repente à cabeça ontem enquanto ouvia a canção “Tears Of The Dragon” do Bruce Dickinson. É engraçado como já há tanto tempo eu sabia que a canção falava especificamente das mudanças na vida de cada um, e dos medos e receios em lidar essas mudanças, e na coragem decisiva de os aceitar e enfrentar, e só ontem ‘me bateu’ a sério. Adoro Música.
Um Bom Ano para Todos!
Tears of the Dragon
For too long now, there were secrets in my mind
For too long now, there were things I should have said
In the darkness...i was stumbling for the door
To find a reason - to find the time, the place, the hour
Waiting for the winter sun, and the cold light of day
The misty ghosts of childhood fears
The pressure is building, and I can’t stay away
I throw myself into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face the fear I once believed
The tears of the dragon, for you and for me
Where I was, I had wings that couldn’t fly
Where I was, I had tears I couldn’t cry
My emotions frozen in an icy lake
I couldn’t feel them until the ice began to break
I have no power over this, you know I’m afraid
The walls I built are crumbling
The water is moving, I’m slipping away...
I throw myself into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face the fear I once believed
The tears of the dragon, for you and for me
Slowly I awake, slowly I rise
The walls I built are crumbling
The water is moving, I’m slipping away...
I throw (I throw)
Myself (myself)
Into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face (to face)
The fear (the fear)
I once believed
The tears of the dragon, for you and for me
I throw (I throw)
Myself (myself)
Into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face (to face)
The fear (the fear)
I once believed
The tears of the dragon, for you and for me
A altura da passagem do ano contrasta muito com a do Natal, em mim pelo menos. A chegada do último dia do ano traz-me uma sensação de cansaço algo inexplicável. É como se tivesse chegado ao fim duma longa corrida, a qual me custou ao princípio, mas que, com o avançar do caminho, vai custando menos à medida que se entra no ritmo. Imaginem que estão a chegar à meta e sonham com o descanso merecido e alguém vos diz que a corrida ainda não acabou, que é preciso correr ainda mais para chegar ao fim. É óbvio que esta é uma visão algo idiota, pois o final do ano não é o final da vida e ainda vamos ter de ‘correr’ muito tempo se tudo correr bem. Mas não deixa de ser uma sensação do género ‘respirar fundo, cerrar os dentes e recomeçar a correr’, sem tempo para parar. São mais 365 Km pela frente e às vezes dava jeito parar um pouquinho e ‘descansar’....reflectir e prepararmo-nos para o que vem aí. Mas nem sempre é possível. Temos que correr!!
Enfim, não estou a dramatizar nem nada que se pareça....apenas e só a pôr ‘isto’ cá fora....afinal para isso é que serve esta geringonça.
2006 vai, todavia, ser um ano de mudanças, pelo menos para mim. E mudanças concretas e palpáveis. Mudança de casa, por um lado. Tecnicamente a maior parte do meu tempo já é lá passado. Inadvertidamente estas férias de Natal trouxeram essa decisão. Um corte que será gradual, que não será feito radicalmente, mas ainda assim um corte com a vida anterior até agora. Um corte que trará os evidentes custos financeiros. Há-de correr tudo bem.
Por outro lado, mudança no emprego, seja mudança física, uma vez que parece quase certo que vou mudar de instalações (para onde, serão melhores ou não, mais perto ou mais longe, ainda não se sabe) e mudanças a nível de comportamento e actividade, uma vez que estas últimas eleições autárquicas trouxeram-me um cesto de laranjas bem grandes. Que vai mudar, vai....se vou ficar melhor ou pior ainda não sei. Já houve muitos indícios de que as coisas irão piorar...mas tb já houve felizmente, alguns bons sinais. A ver vamos. Há-de correr tudo bem.
Em último lugar, mudanças pessoais e internas. Velhadas como sou e ainda penso que há muito em que evoluir, e muito por onde ‘puxar’ por mim. É preciso ver onde entretanto. Só posso dar o meu melhor, e fazer o melhor que possa...logo verei. Há-de correr tudo bem.
Mudanças perspectivadas, mais 365 km pela frente, a ver vamos como é que os irei percorrer. 2005 foi um bom ano. Um ano de consolidação. Um ano de ganhar forças para dar o salto neste novo ano. Logo verei se tenho ‘pernas’ para aumentar o ‘ritmo’. Terei certamente. Felizmente tenho muito apoio e ajuda. Obrigado.
Esta ‘patacoada’ toda veio-me de repente à cabeça ontem enquanto ouvia a canção “Tears Of The Dragon” do Bruce Dickinson. É engraçado como já há tanto tempo eu sabia que a canção falava especificamente das mudanças na vida de cada um, e dos medos e receios em lidar essas mudanças, e na coragem decisiva de os aceitar e enfrentar, e só ontem ‘me bateu’ a sério. Adoro Música.
Um Bom Ano para Todos!
Tears of the Dragon
For too long now, there were secrets in my mind
For too long now, there were things I should have said
In the darkness...i was stumbling for the door
To find a reason - to find the time, the place, the hour
Waiting for the winter sun, and the cold light of day
The misty ghosts of childhood fears
The pressure is building, and I can’t stay away
I throw myself into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face the fear I once believed
The tears of the dragon, for you and for me
Where I was, I had wings that couldn’t fly
Where I was, I had tears I couldn’t cry
My emotions frozen in an icy lake
I couldn’t feel them until the ice began to break
I have no power over this, you know I’m afraid
The walls I built are crumbling
The water is moving, I’m slipping away...
I throw myself into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face the fear I once believed
The tears of the dragon, for you and for me
Slowly I awake, slowly I rise
The walls I built are crumbling
The water is moving, I’m slipping away...
I throw (I throw)
Myself (myself)
Into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face (to face)
The fear (the fear)
I once believed
The tears of the dragon, for you and for me
I throw (I throw)
Myself (myself)
Into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face (to face)
The fear (the fear)
I once believed
The tears of the dragon, for you and for me














