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quinta-feira, fevereiro 23, 2006
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Waiting...
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Walk the Line
Ambos tiveram que aprender a tocar e provavelmente a cantar e conseguiram excelentemente transmitir-nos as personalidades dos dois cantores, fosse quando cantassem, fosse quando estivessem na vida quotidiana. Consta que os actores foram escolhidos pessoalmente por Johnny Cash e June Carter antes de morrerem.
Há portanto música neste filme. Mas não se assuste quem não gosta de musicais ou filmes de ‘cantorias’. É que aqui a música é absolutamente essencial para a construção eficaz das personagens e para o desenrolar das histórias. É que vale a pena mesmo prestar atenção às letras das canções. Mesmo que não gostem do country/folk/rock tocado por Cash, acho que as letras têm muito interesse. Quanto mais que não seja por mostrarem como o Johnny Cash era de facto uma ‘raridade’ naquele tempo; um homem completamente honesto consigo próprio e sem medo de assumir musicalmente o que queria. Um homem que cantava sobre estar preso, sobre assassinar alguém só para o ver morrer, um homem que se vestia de preto praticamente sempre, e recusava compromissos.
Por aqui dá para ver onde reside a relevância de Johnny Cash. Uma relevância reconhecida até pelos próprios U2 que, no álbum “Zooropa” lhe reservaram a última canção “The Wanderer”, tão diferente do resto do álbum mas ao mesmo tempo tão...adequada. Um homem que teve a coragem de pôr aquela fotografia que vêem no post anterior num grande outdoor às portas de Nashville, dedicado a todos dessa cidade que o abandonaram e não ajudaram na sua fase ‘down and out’.
Enfim. O filme vale bem a pena. E saber que o próprio Cash e June estiveram envolvidos na produção do filme enquanto viveram deixa-me deveras reconfortado. Não vi o "Ray", filme do ano passado baseado na vida do Ray Charles, mas duvido muitíssimo que seja tão interessante como este. É que, à partida, é claro que a figura do Johnny Cash é mais mítica, misteriosa e intrigante.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Well...

Mais um fim de semana que se passou. Calminho e relaxante não fosse a pequena inundação em casa provocada pela chuva que inauditamente, em vez de cair na vertical, fustigou horizontal e raivosamente a fachada do prédio onde moro. Resultado: uma pequena inundação em casa. Nunca tal tinha visto. Mas pronto, não houve estragos. Em compensação fui ver o filme sobre a vida do simpático senhor que acima se vê, Johnny Cash. Em breve me armarei em crítico e escreverei as patacoadas do costume.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
The Price of Milk
De facto a pedra de toque do filme reside na 'magia'. Na magia das paisagens, na magia dos contrastes de cores, na magia que existe no relacionamento perfeito entre Rob e Lucinda. E magia na banda sonora fantástica que acompanha o filme e que, em certas passagens, quase dá a ideia de se tratar dum filme 'mudo', apenas acompanhado pela música (gravada de propósito em Moscovo pela Moscow Symphony Orchestra).
E como qualquer conto de fadas, essa magia traz-nos no final uma 'moral' especial, mas ao mesmo tempo tão simples.
Rob tem uma vacaria e trata das suas vacas com muito amor e carinho. Lucinda trata de Rob com muito amor e carinho também.
Mas Lucinda começa a ter algumas dúvidas sobre o seu relacionamento e sobre a 'chama' do mesmo. A influência negativa da sua melhor amiga Drasophila (que está interessada em Rob), que lhe fala em 'sinais evidentes de arrefecimento nas relações' começa a corroer Lucinda.
Quando o edredão com que eles dormem é misteriosamente roubado Rob não parece importar-
Ou seja, lá se vão as vacas para desespero total de Rob. Depois de muitas peripécies Lucinda recupera as vacas por troca do que mais amava, pondo em risco por completo a sua relação com Rob. Eventualmente Lucinda aprende que na verdade o edredão, tal como o resto, não precisava de ser salvo. Há mais coisas, muito mais, mas não me parece bem estar aqui a contá-las. O que é certo é que, como disse o realizador Harry Sinclair, se há filmes repletos de efeitos especiais que não criam magia nenhuma, outros há que sem qualquer tipo de efeito especial criam muita magia.
Magia, conto de fadas, romance e singeleza. As palavras chave.
Se falo do filme agora é porque finalmente consegui obtê-lo e vê-lo como deve ser, ou melhor, com quem deve ser.;)
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Perigoso delinquente é apanhado pela autoridade!
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Agenda cultural para hoje
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
PC
No entanto isso não era problemático uma vez que desde cedo simpatizei com algumas ideologias comunistas, ou melhor dizendo, de esquerda. As preocupações e reivindicações deste campo sempre me pareceram, de alguma forma as mais correctas. O que não quer dizer que tenha sentido qualquer impulso de me perfilar oficialmente nas suas fileiras (nem com estes nem com nenhuns para dizer a verdade).
Portanto a actuação deste departamento reflectia em grande parte as orientações comunistas, como seria natural. No entanto tenho de confessar que, infelizmente, o meu contacto diário com estas actuações teve um resultado de todo inesperado para mim e sobre o qual já muito pensei. Pensar e sentir é mais fácil do que expressar, seja sob a forma verbal ou escrita, por isso, para ser curto e grosso e directo, devo dizer que não gostei. Não gostei da forma como os comunistas convictos que me rodeavam actuavam. Não falo obviamente de atitudes menos correctas ou condenáveis. E também não quero aqui generalizar. Apenas sofri uma grande mudança de opinião com base no que me era apresentado.
Não gostei principalmente da forma de abordagem das pessoas que, como eu, não eram comunistas, nem de perto nem de longe. Não gostei da atitude de darem essas pessoas como certas e garantidas apenas e só pela contingência circunstancial de estarem a desempnhar as suas funções no local onde estavam. Não gostei principalmente da quase 'falta de liberdade' que fizeram sentir a alguns, levando-nos a sentir 'obrigados' a comprar 'coisas' do Partido, a comprar o jornal oficial, a estar presentes em almoços e jantares, etc etc. Não estou a falar de uma perseguição, atenção. Estou apenas a querer referir-me a uma certa 'imposição' de um estado de coisas que forçava as pessoas ou a aceitarem passivamente ou a tomarem inicialmente uma posição frontal de recusa. Obviamente para quem não tinha os empregos seguros, tomar uma tal atitude frontal comportava um 'rumor' de risco; tomou-se a opção do 'vamos lá dançar de acordo com a música deles até onde der sem estarmos a ser falsos'.
Pessoalmente tentei (eu e todos) tomar uma atitude de compromisso, aceitando algumas coisas, e recusando outras. Mas nunca apreciei a forma como as coisas eram apresentadas e a 'opção' que tínhamos que tomar. Que diabos! Nós estamos aqui para trabalhar para o município e mais nada!
Isto, aliado a muitas outras atitudes, louváveis na teoria, mas manifestamente exageradas na teoria e também a certos comportamentos reveladores de falta de horizontes mais largos e capacidade de aceitarem uma opinião diferente, levou à minha total desilusão com o partido comunista. O que me levou então a ter de demonstrar uma atitude mais franca e directa de recusa de participação em certas actividades.
Tive de dizer isto porque hoje fui, mais uma vez abordado (não terei demonstrado já suficientemente que não estou interessado???) de uma forma que, sinceramente não apreciei para fazer parte dumas listas dum grupo de trabalho para constituição de um Centro ou Órgão ou o raio que o parta. Não fui convidado propriamente, mas quase confrontado com o dado adquirido que, sim senhor, eu iria fazer parte. Até me disseram onde é que eu tinha que assinar. Tive que referir várias vezes que assinaria sim, caso o entendesse depois de pensar. Mas não seria mais interessante escolherem uma pessoa que esteja realmente interessada?
Se e quando eu decidir meter-me numa coisa destas, será porque me sinto pertença desse objectivo de 'cabeça e coração' e não apenas...porque sim. Será porque acho que me posso comprometer e empenhar e porque me identifico e tenho disponibilidade física e mental para me meter nisso. E não por qualquer outra razão.
O que me chateia é ser colocado numa situação em que tenho de explicar isso pormenorizadamente. Não é óbvio já que não estou interessado?
Mas que coisa.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
E por falar nela....
From the coast of gold across the seven seas
I’m travellin’ on far and wide
But now it seems I’m just a stranger to myself
And all the things I sometimes do
It isn’t me but someone else
I close my eyes and think of home
Another city goes by in the night
Ain’t it funny how it is,
You never miss it ’til it’s gone away
And my heart is lying there
And will be ’til my dying day
So understand
Don’t waste your time always
Searching for those wasted years
Face up... make your stand
And realise you’re living in the golden years
Too much time on my hands, I got you on my mind
Can’t easy this pain so easily
When you can’t find the words to say
It’s hard to make it through another day
And it just makes me wanna cry
And throw my hands up to the sky
(Já cá faltava!)
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Now Playing...
Sim, eu sei que estes lançamentos podem raiar os limites do mau gosto e do 'brega', especialmente sabendo como é bem provável que a seguir a este a mesma editora lançe o tributo de piano à Sheryl Crow, ao Ricky Martin e à Shakira; pelo menos foi isso que aconteceu com o já infame "String Quartet Tribute". MAS, ainda assim, é relativamente interessante ver como as canções foram transpostas para o piano. Algumas, quase todas, funcionam muito bem, mas é preciso reconhecer que outras nem por isso....infelizmente a "Wasted Years" é um desses casos. Grande canção, mas parece que só funciona com os originais mesmo.
domingo, fevereiro 05, 2006
Match Point
Entretanto lá fomos, finalmente, ao cinema ver o "Match Point" do Woody Allen. Digo 'finalmente' porque nos dias que correm, ir ao cinema já nem sempre é um 'passeio no parque'. Cada vez mais é uma autêntica 'selva'! Selva repleta de macacos e outros animais selvagens....Como tal está-se a tornar numa actividade que requer alguns preparativos antes de nos metermos à 'aventura'....mas enfim, isso é outra história.Quanto ao filme acho que se pode realmente dizer que "primeiro estranha-se, depois entranha-se"! Gostei bastante do filme devo dizer. E quanto mais pensei nele, mais vim a gostar. Há toda uma série de pormenores, uns pequenos, outros nem por isso, que dão a este filme um cariz muitíssimo interessante. Pequenos pormenores que, mesmo pequenos, dão todo o sentido ao filme. Portanto é bom estar com atenção (mas não se assustem: também não é daqueles em que é preciso estar a 'anotar' tudo o que se vê para posterior explicação e percepção. Não é o raio do David Lynch!lol).
Não vou estar para aqui a alongar-me sobre o filme. Até porque é consideravelmente mais interessante ir vê-lo sem saber nada. No entanto ainda assim direi que é um filme algo diferente do que se poderia esperar do Woody Allen. Pelo menos os seus detractores que se apoiam já numa série de 'clichés' associados aos seus filmes, NÃO poderão aqui pegar neles. Tal como o cenário mudou, os personagens mudaram em alguma medida. É de facto o filme mais negro do Allen. Pelo menos nos últimos anos.
A história no fundo é a 'velhinha' 'boy meets girl'. Neste caso 'married boy meets girl'. Todavia, o realizador conta-a de forma muito absorvente e 'puxa-nos' para dentro do drama, de tal forma que a certa altura quase que nos sentimos constrangidos e desconfortáveis...quase como se tudo estivesse a acontecer conosco.
Assim a história vai-se desenvolvendo em duas horas e um quarto e o espectador quase não consegue (eu não consegui)controlar-se de curiosidade em saber 'para onde é que raio é isto está a ir'?
Eventualmente chegamos ao clímax da história e tudo se encaixa na perfeição. Todos aqueles pormenores que passaram à nossa frente voltam a nós e conseguimos encaixá-los e dar-lhes o devido sentido. O próprio título do filme não é desprovido de lógica (não é que os outros sejam, mas este é especialmente adequado).
Depois há Londres. Para quem passou décadas atrás de décadas a filmar NY, passar para o lado de cá e filmar assim é de mestre. Li algures que os ingleses criticaram um pouco a forma pouco verosímil e algo 'aclichezada" como Allen os retratou. Mas sinceramente isso não tem razão alguma de ser. Como o próprio Allen afirmou, a NY dos seus filmes não corresponde em nada à NY real e quotidiana, MAS é a SUA NY, a sua versão romanceada de NY e como gosta de pensar nela. O mesmo pode ser dito de Londres e das suas gentes.
Muito bom e recomendado!
The Wookie way of life!
UUUHHHGGG-rrr!
Parti o coco a rir, confesso. Não estava à espera. De facto é este mesmo o meu tipo preferido de humor. Muito baseado no inesperado,na auto citação circular, no 'non-sense' no quase 'unfunny', mas que, no entanto funciona na perfeição. Admito perfeitamente que muitos não achem isto minimamente cómico, não seria a primeira vez...



