Sorry about that, mas o vernáculo é mais do que justificado neste caso. Que coisa é esta? Fruta? Aquilo não é fruta. Pelo menos no meu tempo a fruta crescia nas árvores ou em pequenos arbustos semi-rasteiros. Não tinha, definitivamente, nem tampa nem rótulo. Se um gajo quer comer fruta, come fruta pois claro. E sempre se pode comer a casca. Se não se puder deita-se fora, mas não é o mesmo que deixar a porra dum boião (esta palavara existe sequer?) de plástico que há-de ficar por aqui a aborrecer-se e a aborrecer-nos uns valentes milhares de anos até a Terra ser demolida para construir um parque de estacionamento para naves intergalácticas.
Esta moda dos produtos híbridos, 2in1, já irrita. Ok, ok, reconheço que a porcaria do shampoo+amaciador se calhar até dá jeito. Mas chega. Não há pachorra já para a água que sabe a sumo e o sumo que sabe a água. Se um gajo quer água, bebe água, caraças. "Novidade: água do Luso com sabor a dióspiros colhidos às 3 da tarde no Afeganistão", e sei lá mais o quê.
E agora temos a bela da fruta previamente descascada, descaroçada, embalada, liofilizada, conservada, corada, rotulada e ta(m)pada?
Faz-me lembrar um excerto de um rant do Denis Leary, gajo já aqui glosado há ssemanas atrás:
Is it impossible to get a cup of coffee-flavored coffee?You can get every other flavor except coffee-flavored coffee! They got mochachino, cappuchino, frappachino, Al Pacino, what the fuck? www.what the fuck.com!
.












.jpg)













