segunda-feira, março 30, 2009
Pois é.
domingo, março 29, 2009
MUTANT CHRONICLES
Não, não tem nada a ver com os X-Men.
ÚLTIMA HORA!!
Muito bom! Não, não traz nada de novo em absoluto; sim, usa de expedientes narrativos já mais que usados e abusados; apresenta personagens relativamente "familiares" e desenvolvimentos no argumento que são típicos destes filmes; mistura elementos reconhecíveis de vários filmes também. Mas que diabo, fá-lo bem! Muito bem! Desde o "Aliens" que não sentia tanta claustrofobia numa sala de cinema, tanto nervosismo e palma de mão suada. É que apesar de tudo, não se sabe efectivamente o que vai acontecer, ou melhor, como vai acontecer.
Quase que se pode dizer que há aqui dois filmes: a primeira parte contém o que é, para mim, a parte mais interessante do filme: num futuro longínquo a Humanidade luta numa verdadeira Guerra Planetária, dividida entre 4 facções, cada uma sob a bandeira da sua respectiva Corporação. Identificam-se facilmente os lados "americano", "oriental", "europeu" e (acho) "australásio". As cenas iniciais, antes da história propriamente dita arrancar são duras, remetendo-nos, paradoxalmente para a carnificina das trincheiras da I Guerra Mundial.
Ora, é uma destas batalhas têm o condão de despertar seres mais terríveis ainda que os humanos. Seres que acabam por unir as quatro facções contra um inimigo comum....até, praticamente, à aniquilição total.....e aqui começa a segunda parte do filme, mais normal, se assim se pode dizer. Muito surpreendente!
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sábado, março 28, 2009
NEO REALISMO
A "arte pela arte" ou a "arte com conteúdo" é uma forma de resumir em poucas palavras esta exposição patente (odeio esta palavra) no Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira. O que me levou lá foi, em boa verdade, a exposição "Batalha pelas Sombras", uma exposição de fotografias dos anos 40 e 50 do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado. O que eu não fazia ideia era que esta exposição de fotografias portuguesas neo-realistas se inseria numa exposição muito mais vasta dedicada exactamente a este movimento cultural em Portugal.
O neo-realismo foi uma corrente artística de meados do século XX, com um carácter ideológico marcadamente de esquerda/marxista, que teve ramificações em várias formas de arte (literatura, pintura, música) mas atingiu o seu expoente máximo no Cinema neo-realista, sobretudo no realismo poético francês e no neo-realismo italiano. Em Portugal o cinema e a música apenas ligeiramente se deixaram contagiar por estes novos princípios, mas, em compensação, houve extensa produção literária, teatral, fotográfica e pintura.
Não me posso alcandorar a entendedor destas coisas, mas parece-me que este movimento pretendeu imbuir a expressão artística de algum conteúdo útil, a chamada "arte útil". Não bastava, portanto, produzir arte só porque sim, era necessário dar-lhe um significado real e útil. Era essencial dotar a arte de algum conteúdo. Usar a arte para chamar a atenção para certos e determinados pontos da sociedade de então. Só assim valeria a pena. Só assim seria útil. E nos anos 30 e 40, nada era mais útil e real do que olhar para as condições sociais e económicas dum povo. Características essas que tomaram em Portugal, como se pode imaginar, uma importância assaz relevante, chegando muitas vezes o neo-realismo a significar uma verdadeira oposição ao regime salazarengo. A inspiração era óbvia e notória: a revolução bolchevique e a enorme produção artística que esta potenciou, de onde se destaca, em primeiro plano, os filmes de Eisenstein, em especial "Outubro" e o "Couraçado Potemkine".
Bom, não costumo ir assim a tantas exposições como isso. Digamos que já fui a umas quantas. Mas devo dizer que foram raras as que vi com tanto interesse e vagar. Foram raras as que se tornaram tão apelativas e me fizeram dedicar-lhes realmente o meu tempo.
De facto o Museu em si é muito interessante, e a exposição do neo-realismo espalha-se por três andares, muitíssimo bem organizada, com recurso a todos os suportes visuais e auditivos que se possam imaginar, e leva-nos por uma viagem através do tempo e do espaço. Uma viagem que não aborrece nunca em momento algum.
A exposição de fotografias é a peça central e inicial, mas segue-se depois um percurso histórico e artístico que dá conta da génese, desenvolvimento e influência do neo realismo na pintura, cinema, música, literatura e, claro, na política. É uma exposição, acima de tudo, muito bem montada, muito dinâmica, apelativa e perceptível. Vale bem a pena. No fim tive de comprar o catálogo. 10 € não é muito dinheiro pelo trabalho que tiveram ali. E nem cobram a entrada. Achei que sim.
As imagens expostas são “representativas das dinâmicas da fotografia portuguesa ao longo da década de 50, momento particularmente interessante e mal estudado da sua história.(…) A “batalha de sombras” que estas imagem evocam, é a repercussão duma sociedade cada vez mais polarizada entre a perpetuação duma ilusão e o desengano, produzindo imagens ensombradas por uma cultura fotográfica e artística pouco debatida, ignorando-se mutuamente, e em que cada imagem é a expressão dum dilema entre a “arte pela arte” e as rupturas (im)possíveis em prol duma arte de dimensão e participação social e humanista.” Emília Tavares.
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sexta-feira, março 27, 2009
ena
O que me lembra que estes gajos já cá voltavam para mais um concerto.
A canção completa. Uma das mais pelas pérolas pop de sempre.
quinta-feira, março 26, 2009
Happy Go Lucky
Digamos que uma destas Segundas-Feiras passadas estava a fazer jus aos seus aspectos mais caracteristicamente negros, depressivos e neuróticos. Felizmente a cura surgiu, primeiro com os esforços incansáveis e inestimáveis de uma princesa que eu cá sei e depois com este filme. "Happy Go Lucky", ou "Um Dia de Cada Vez" na tradução portuguesa. Perde um pouco de força esta tradução. Por um lado, tem algum sentido de facto, mas acaba por ser uma tradução demasiado séria, o que contrasta com o tom geral, e a ideia, do filme. Não, não é uma comédia, mas é um os melhores feel good movies de sempre.
Poppy é uma professora primária sempre bem disposta, sempre optimista, sempre com um sorriso nos lábios para toda a gente, amigos ou desconhecidos. Sempre pronta a aceitar as coisas menos más da vida como algo inevitável por vezes e capaz de ver o lado bom em tudo o que surge. Alguém, no fundo, com uma crença inabalável na alegria de viver e uma esperança refrescante na felicidade simples.
Tudo isto vimos nós a saber à medida que o filme se desenvolve, porque à partida (e falo por mim) Poppy aparece-nos como uma rapariga algo desmiolada, despreocupada, meio destravada e semi irresponsável. Alguém que parece estar constantemente pedrada, tal é a felicidade que tem em viver. Não parece ter qualquer preocupação nem problemas. Está-se a ver o género, uma cabeça no ar. Do género IRRITANTE. Aquele tipo de pessoa que poderiam meter conversa connosco, de repente e do nada, e que nos pareceria imediatamente uma 'maluquinha alegre'. É precisamente essa a primeira impressão com que ficamos. Exactamente como o empregado da livraria onde ela entra no início do filme e com quem tenta meter conversa, apenas para receber olhares aborrecidos e monossílabos enfadados. Nós somos esse empregado. Consigo perfeitamente imaginar-me no lugar desse empregado, ocupado com os seus afazeres e problemas e sem a mínima paciência para estar a dar conversa a uma pessoa aparentemente metediça e alucinada que não se conhece de lado nenhum. Uma maluca desajustada do resto do Mundo.
Mas, e aqui reside um dos pontos interessantes do filme, assim que vamos avançando na história e à medida que vamos conhecendo a personagem, concluímos que não podíamos estar mais enganados e torna-se difícil não ser conquistado pela alegria de Poppy. Principalmente quando se concluí que não é ela a 'desajustada', mas sim os outros que preferem arrastar-se em poças de auto comiseração e negativismo em geral.
Poppy revela-se, afinal, uma pessoa ponderada, contemplativa e cuidadosa, consciente das suas responsabilidades e, acima de tudo, feliz por ser exactamente quem é e por se manter fiel a si mesma. E é exactamente por isso que é ela que acaba por ganhar mais. Por saber quem é, e saber esperar pelo que a vida lhe traz. Inspirador. E romântico também.
Sim, realmente é impossível sair deste filme com outra sensação que não a de total boa disposição e esperança.
quarta-feira, março 25, 2009
terça-feira, março 24, 2009
De facto...
Por Deus! Que raio foi aquilo? Que filme péssimo, terrível, arrogante, pomposo, cheio de si mesmo, inconsequente e aborrecido! Não, isto não é o "The Spirit" realmente. É o produto de uma mente desequilibrada. Já sabia que o Frank Miller era assim uma espécie de 'excêntrico', para dizer o mínimo. Uma espécie de autor com pretensões artísticas. Mas inegavelmente, o autor que revolucionou o "Daredevil" e o "Batman", que criou o "Sin City" e o "300", merece algum crédito. Mas isso caiu por terra. Pena que ele não tenha demonstrado a mesma preocupação pela obra de Eisner que outros mostraram pela sua.
Pura perda de tempo. Um filme constrangedor e, para quem gosta do "The Spirit", um filme terrível, terrível. Caso para dizer que o Will Eisner deve estar a dar tantas voltas na cova que já deve ter aberto um buraco ainda maior.
The Reader
É um bom filme sim. Mas não o achei excelente. Quer dizer... Achei-o excelente a partir do meio, quando a patacoada lá do romance de Verão entre os protagonistas acaba e o filme propriamente dito começa.
A verdade é q durante a primeira parte, quase uma hora, enquanto dura lá o relacionamento entre o puto e a Winslet, fartei-me de olhar para o relógio. Mau sinal. É que sim senhor, compreendo que se deve estabelecer a origem da relação deles....mas acho que foi demasiado longo. Sim é essencial mostrar que aquele relacionamento marcou profundamente a vida do jovem, não só pelo relacionamento em si, mas também, pelos factos que ele vem a conhecer anos depois. Mas que posso dizer? Aborreceu-me um pouco. Sim, era absolutamente necessário estabelecer aqueles parâmetros condicionantes do desenvolvimento do personagem masculino, mas penso que se podia encurtar um pouco. Não sei. Quem sou eu no fundo?
Em contraste, qdo eles se separam e acompanhamos a vida do rapaz (em traços larguíssimos) o filme começa a interessar-me muito mais. E até coloca umas questões muito importantes e interessantes relativamente à ética e á moral. Questões specialmente enquadradas no âmbito dos chamados "carrascos voluntários de Hitler". "What would YOU have done?" é um dos momentos mais fortes do filme realmente.
A Kate Winslet mereceu o óscar ok. Mas é típico papel de Óscar, devo dizer.
O Fiennes está muito bem, como de costume.
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segunda-feira, março 23, 2009
domingo, março 22, 2009
Barrigada de metal!
sexta-feira, março 20, 2009
quinta-feira, março 19, 2009
quarta-feira, março 18, 2009
Judas Priest
Hell Patrol
Painkiller
Between The Hammer And The Anvil
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Megadeth
A Tout le Monde
In My Darkest Hour
\m/
E mais uma vez, uma grande noite (e fim de tarde) com 3 excelentes concertos e amigos que aparecem de todas as partes do país. É difícil explicar por palavras o que têm sido estes momentos nos últimos meses, mas uma coisa é certa: são estes os momentos que um gajo há-de levar para a cova um dia. Não só pelas amizades que se vão construindo, como também por aquela capacidade, mais uma vez inexplicável por palavras, que um bom concerto tem de me puxar aquele 'sorrisinho parvo' de felicidade e alegria pura à cara. Há poucas sensações melhores. A de "este é o sítio a estar e estas são as pessoas com quem quero estar". Pedro, Rui, Fernando, Daniel e João, Mário, Rick, Gustavo, Raimas e Lena, Nuno, Célia e Jorge, Rita, Ricardo Ferreiro e Ricardo Cabriti, Vítor, Betty, Sebastião, Luís e restante pessoal do nuorte, carago. Thanks a lot!
Fotos da BLITZ (Rita Carmo) e Ricardo Cabriti!
terça-feira, março 17, 2009
domingo, março 15, 2009
Busy weekend!
Sexta à noite: os RAMP de volta aos palcos depois de uns anos complicados. É estranho como o concerto acabou por ser e corresponder exactamente áquilo que eu previa sentir: nostalgia. Lembranças dos anos 90 em que os RAMP eram das poucas bandas de metal nacional com alguma consistência. Felizmente agora têm uma concorrência muito maior, quer em quantidade, quer em qualidade. Musicamente já não fazem muito o meu género, mas soube bem ouvir novamente o "Black Tie", "All Men Taste Hell", "Try Again", entre outras (o "Walk Like An Egyptian" é que continua a ser depropositado, mas pronto...). Valeu a pena ter ido. No Santiago Alquimista também se esteve bem ao que parece, om os Paranormal Waltz e Veinless, mas paciência, há que tomar opções. E como em RAMP contava com uma excelente companhia, a escolha estava feita. Valeu F, bro!


E pronto. Agora é descansar para mais uma semana. Uma semana com Priest, Megadeth e Testament. E o ciclo começa novamente. Assim se vai andando, com a cabeça entre as orelhas.








































