quarta-feira, novembro 05, 2008

Barack

O último filme que fui ver chama-se "In Bruges", extraordinariamente traduzido para o português "Em Bruges". Não tenho muito tempo agora para escrever a habitual resmenga de coisas, mas também não se trata disso. Desta vez é só para referir que, num filme inglês, passado na Bélgica, há um personagem americano de relativa importância na trama do argumento. Um americano rodeado por europeus. De cada vez que a sua nacionalidade americana era constatada ou questionada por algum dos outros personagens, a resposta era invariavelmente a mesma: "Yes, i am american, but please don't hold it against me." Ou coisa do género.
Não é preciso ser-se um americano muito inteligente para se ter consciência que a opinião que o Mundo tem dos americanos andou pelas ruas da miséria nestes últimos 8 anos: uma nação de broncos rednecks governados por um babuíno de dedo no nariz (sim, generalizar é mau, mas tem de ser).
O dia é de facto histórico. O Obama pode não se vir a revelar assim tão bom. Aliás, o nível de esperanças e anseios que se deposita no homem é praticamente insustentável. Quase que estão à espera que ele faça milagres e traga o Paraíso à Terra.
Será sempre melhor manter os pés na dita Terra e aceitar o que já é garantido. A maioria dos americanos cansou-se de ser representada por um babuíno. Cansou-se de ser parte de uma generalização e de um estereótipo e acordou. Só aí, já estão a ganhar. Já estamos a ganhar. Os EUA são de facto um grande país. Capazes do melhor e do pior. Talvez já se tenha visto o pior em demasia. Pode ser que agora se veja um pouco do melhor.



And on a lighter note: Obama/McCain dance off!



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2 comentários:

Joao disse...

"Yes, i am american, but please don't hold it against me."
é verdade .. recentemente tenho conhecido alguns americanos que me dizem precisamente isso.. ou então, faço questão de lhes perguntar de que lado estão.. e atiro-lhes com isso à cara!
eles há cada uma...

Bola Oito disse...

LOL

Sabes, eu acho que em geral os americanos são um povo que, bem lá no fundo, têm algum complexo em relação à Europa e aos europeus. Daí aquela vontade (e sucesso muitas vezes) em fazerem o possível para serem grandes.

Nestes últimos 8 anos calculo que serem representados e associados ao Bush lhes tenha trazido alguns dissabores no que toca à imagem q deles é tida por esse Mundo fora.

É estranho realmente.