segunda-feira, abril 30, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
blah #34.456
Octave Mirbeau in Torture Garden
quarta-feira, abril 25, 2007
A preguiça
Seja como for, realmente recomendo o filme "Missão Solar". O realizador Danny Boyle afamado com "Pequenos Crimes Entre Amigos" e, principalmente o "Trainspotting" parece ter virado as suas atenções para géneros mais fantásticos. E fê-lo muitíssimo bem. Eu, que não me interesso minimamente pelos filmes de zombies achei o anterior "28 Dias Depois" excelente (a propósito, já está para breve o "28 Semanas Depois", e já sei quem está a rebolar os olhos agora! LOL). Desta vez temos um filme de ficção científica, de pendor mais científico do que fictício que cumpre muito bem o que se pede dum filme deste género. Como disse o Mourinho, que eu citei no post anterior, "Missão Solar" combina eficazmente o que de bom têm alguns filmes de ficção científica. Juntamente com uma grande dose de suspense e muita muita claustrofobia e tensão.
Blá blá e blá. Um bom 25 para todos e como se sabe, "fasssssismo nunca mais!"
terça-feira, abril 24, 2007
SUNSHINE - Missão Solar
Ainda é possível fazer-se um filme de ficção científica que seja, ao mesmo tempo, completamente derivativo e terminantemente novo? Que reaproveite ideias de filmes anteriores mas dê a impressão de nunca ter sido feito? Visto "Missão Solar", a resposta é terminantemente positiva: Danny Boyle realizou aqui aquilo que tentou, sem conseguir, fazer ao filme de zombies no inteligente "28 Dias Depois". De novo trabalhando com o romancista Alex Garland, assina com "Missão Solar" um filme com alma de série-B e espectáculo de série-A, uma enorme manta de retalhos com uma extraordinária coerência, um pequeno triunfo visual, conceptual e narrativo - em suma, aquilo que Hollywood devia ainda saber fazer mas só muito raramente consegue. E, para isso, nem foi preciso puxar muito pela cabeça.
"Missão Solar" é o equivalente de um daqueles computadores feitos em casa por carolas que canibalizam partes de outros computadores mais antigos ou as compram separadas na loja de ferragens. A "Armageddon" e "Impacto Profundo" vai-se buscar a ideia da missão da última oportunidade para salvar a humanidade - no caso, uma tripulação enviada em direcção ao sol moribundo, para detonar uma bomba que reacenda a estrela. "Solaris" fornece a ideia da desorientação que a proximidade da estrela causa nos tripulantes; "O Enigma do Horizonte" a ideia de uma missão anterior, falhada, que dá a conhecer a sua presença perto do objectivo; "Alien, o Oitavo Passageiro" o "jogo das cadeiras" que vai eliminando a tripulação; "Alien 3, a Desforra" o subtexto (deixado por aflorar) de uma epifania religiosa no espaço profundo. O monstro de Frankenstein assim criado é trabalhado como se fosse uma velha série B económica: o que ficou para trás não interessa. O sol está a morrer, e é preciso fazer qualquer coisa. Há oito pessoas fechadas numa nave que é a última esperança da humanidade. As coisas começam a correr mal. Resume-se tudo nestas três frases e na pergunta que falta: o objectivo da missão será atingido?
bem apertados, constrói minuciosamente o ambiente e a tensão. Estamos fechados dentro daquela nave com aquelas oito pessoas; não sabemos de onde é que elas aparecem, quem são, quais os seus problemas, e isso não interessa nada para o efeito final. "Missão Solar" é um filme de uma claustrofobia esgotante, sabe o que quer e como lá chegar, não perde tempo a inventar, e a partir de certa altura atira drogas de boa qualidade para o cozinhado. Fá-lo com uma pulsão quase ofensiva de criar, mais do que um filme, uma experiência sensorial - um pouco como Boyle fizera no seu filme-charneira, "Trainspotting", que procurava colocar o espectador no corpo de um drogado, fazê-lo sentir os picos e os abismos da experiência. Agora, naquele que é muito provavelmente o seu melhor filme, Boyle coloca o espectador dentro da nave, confronta-o com a loucura de partir numa missão quase kamikaze em nome da humanidade, com a arrogância de achar que se pode operar a natureza do universo; mas fá-lo dentro de uma estrita fórmula de cinema de género, atendo-se às regras codificadas - é um filme que será tanto mais eficaz quanto mais se conhecer da história da série B e da ficção científica, mas que sobrevive perfeitamente sem esse conhecimento - e com o virtuosismo quase insultuoso de quem sabe que está a reciclar peças de Legos que tinha lá em casa para criar um modelo completamente novo. quarta-feira, abril 18, 2007
Ah...nada como...
Pelo que eu tinha li parecia ser um daqueles tipos de filmes "love it or hate it", sem meio termo. Porém não é assim tão simples; não é fácil formar 'preto no branco' uma opinião. É que tudo depende da abordagem que se faz ao filme, pois o que ele tem de bom é mesmo BOM, mas o que tem de mau, é mesmo MAU. Ou seja é uma questão de pesar os prós e contras.
Se se preferir um filme cheio de luxos visuais, extremamente bem filmado, com cada plano obviamente delineado e planeado ao milímetro, repleto de acção, batalhas coregrafadas quase poeticamente, cores fortes, etc etc, então este filme é perfeito. De facto é um filme extremamente visual, luxuriante mesmo na sua tentativa (com sucesso, diga-se) de adaptar o livro ao ecrã. Algumas cenas são mesmo 'decalcadas' do livro e funcionam muito bem. Há uma sucessão de planos lentos e planos mais acelerados que combinam muito bem para a construção da tensão das batalhas. Sendo a componente visual tão forte é natural que sejam as imagens a ficarem retidas na nossa memória.
No entanto, e aqui reside o menos bom do filme: pouco mais há além disso. Não sei como explicar, mas em termos de argumento é extremamente fraquinho. Tem diálogos cheios de lugares comuns e clichés, alguns que não adiantam muito à história propriamente dita, e outros que rebentam pelas costuras de pompa e circunstância de uma maneira que faz parecer muito
soft qualquer álbum dos Manowar. As 'intrigas políticas' passadas nos bastidores são as esperadas e o próprio filme nos mostra logo nos primeiros 5 minutos quem da 'corte' vai 'tramar' o Rei.Depois há algumas coisas meio incómodas na história em si. É óbvio que isto é baseado numa interpretação de um facto histórico e não se deve esperar grande precisão na história. Mas mesmo assim, mostrar os espartanos a gritarem e lutarem pela liberdade e pela defesa dos homens livres é algo caricato, pois Esparta era uma sociedade esclavagista (a maior da Grécia na verdade). "Liberdade" e "somos homens livres" são expressões demasiado repetidas para exprimirem o que levou aqueles homens a combater. Penso que o livro do Miller não é assim. É óbvio que se trata duma 'reformulação' para os tempos modernos.
Depois, houve críticas obre a maneira como os Persas foram retratados. Pessoalmente não tenho problema nenhum, pois o filme não pretende ser uma reconstituição histórica, mas acho que se foi longe demais ao retratarem alguns personagens aparentemente saídos directamente do Senhor dos Anéis: há dois brutamontes que podiam pertencer às fileiras dos Orcs. O mesmo se diga acerca da elite persa, os chamados Imortais, que não o eram, mas tinham feições de 'zombies'. LOL
O enfâse está portanto dado à parte visual, e essa é, como já disse, fantástica e irrepreensível. O resultado final? Pesados os pontos bons e os maus, conclui-se que os bons são ligeiramente mais pesados, o que portanto justifica ver este filme, especialmente num ecrã grande. Podia ser um excelente filme, mas não é. É apenas interessante pelas imagens fanásticas que proporciona e pela maneira como está filmado.Portanto é aproveitar as batalhas e a sangria generalizada. É um filme de gajo! No entanto acredito que com tanto mamilo masculino ao léu e musculatura torneada e bem oleosa durante 2 horas de filme, algumas senhoras também o possam achar interessante.....lolololol
terça-feira, abril 17, 2007
Thank God it's Tuesday
Tell me why?
I don't like Mondays.
Tell me why?
I don't like Mondays.
Tell me why?
I don't like Mondays.
I want to shoot
The whole day down.
segunda-feira, abril 16, 2007
sexta-feira, abril 13, 2007
Não é oficial, mas....
We are not the sons of God
We are not his chosen people now
We have crossed the path he trod
We will feel the pain of his beginning
Shadow fingers rise above
Iron fingers stab the desert sky
Oh Behold the power of man
On its tower, ready for the fall
Locking hands together well
Raise a city, build a living hell
Join the race to suicide
Listen for the tolling of the bell
Out of the the universe, a strange love is born
Unholy union, trinity reformed
Yellow sun its evil twin
in the black the wings deliver him
We will split our souls within
Atom seed to nuclear dust is riven
Out of the the universe, a strange love is born
Unholy union, trinity reformed
Out of the darkness, brighter than a thousand suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
solo #1 Adrian
Bury your morals and bury your dead
Bury your head in the sand
E equals MC squared, you can relate
How we made God with our hands
Whatever would Robert have said to his God
About he made war with the Sun
E equals MC squared, you can relate
How we made God with our hands
All nations are rising
Through acid veils of love and hate
Chain letters of Satan
Uncertainty led us all to this
All nations are raising
Through acid veils of love and hate
Cold fusion and Fury
solo #2 Janick
Divide and conquer while ye may
Others preach and others fall and pray
In the bunkers where we'll die
There the executioners they lie
Bombers launched with no recall
Minutes warning of the missile fall
Take a look at your last sky
Guessing you won’t have the time to cry
Out of the the universe, a strange love was born
Unholy union, trinity reformed
Out of the darkness...
Out of the darkness...
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Holy father we have sinned
quinta-feira, abril 12, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
A pedrada no charco
O Gato Fedorento foi protagonista, na semana passada, dum acontecimento inovador senão genial mesmo. Já que havia "mensagens grotescas" no Marquês de Pombal, eles acharam por bem também colocarem o seu outdoor pois, segundo o RAP, também têm bastantes ideias grotescas. Acontecimento genial pois conseguiram trazer o humor para a rua e fazer com que todos participem dele. É um verdadeiro 'happenning' de consciência cívica. Pessoalmente acho que tem muito mais peso do que a simples vandalização do cartaz dos outros. Já era tempo de alguém fazer este tipo de humor acutilante e de intervenção em Portugal. Está bem que algumas das piadas não são tão conseguidas como outras, mas o importante é que as haja.
E mais importante ainda é necessário que haja uma cultura de aceitação, de tolerância e de poder de encaixe das mesmas. É que, na minha humilde opinião, satirizar deste modo não equivale automatiamente a insultar ou humilhar. Portugal pode ainda não estar preparado para reagir confortavelmente a este tipo de humor, mas para lá caminha espero eu. A sátira pela sátira tem de ser aceite, independentemente dos efeitos indirectos que venha a ter, políticos ou não.
Infelizmente os senhores daquele partido não souberam reconhecer isso e reagiram da forma esperada, com quatro pedras na mão e ameças várias, verbalizadas confortável e anonimamente num fórum de opinião da chamada Juventude Nacionalista, como se pode confirmar peela notícia dada aqui no DN Sapo. Falta de humor é lamentável mas não se pode acusar ninguém disso. Mas fazer ameaças de baixo valor moral já é mais censurável. Mas tudo bem, conforme é dito pelo Partido, este fórum de opinião não é da responsabilidade do partido, e mesmo assim este não se pode responsabilizar pelas pessoas que aderem gratuita e espontaneamente ao mesmo. Pois.
Aliás, eles tentaram "dar a volta" recorrendo também ao "humor" para responder aos Gatos, o que é de louvar. no entanto continuaram a primar pelo extremo mau gosto e inconveniência, como se pode ver:
A tentativa de "ter piada" é, no mínimo, confrangedora. Já vem tarde mas ao menos podia ter piada. Não é o caso. A utilização das torres gémeas de NY é inqualificável em termos de mau gosto.










