sexta-feira, julho 07, 2006

Recordação de uma noite

Tom Barman & Guy Van Neuten Live

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Um disco muito bom, não só pelo que contém, mas também, e principalmente, pela recordação que me traz à memória da noite de 14 de Março de 2002 em que o Paradise Garage foi uma das paragens da digressão acústica e a solo do vocalista dos dEUS. Uma noite para recordar mesmo tendo ido sózinho. Mas rapidamente isso deixou de interessar assim que o público foi 'mergulhado' por completo nas simples, porém belíssimas roupagens das várias canções.

Foi um Paradise Garage cheio, metade com cadeiras, metade, ou talvez mais, em pé que teve o privilégio de assistir a um concerto memorável (pelo menos para mim) em que a intimidade e a comunicação com a audiência foram elevadas a níveis que nunca antes vi, ou voltei a ver. Parecia mais um grupo de amigos do que um concerto propriamente dito. Segundo o músico belga, os presentes deviam acender um cigarro, beber um “whisky”, desligar o telemóvel e relaxar. Isto porque este seria o ambiente mais propício para a audição das “canções tristes” (as palavras são de Barman) que iria apresentar. Com o passar dos minutos, Barman foi-se revelando um bom contador de histórias. Dotado de um humor sarcástico, sempre à espreita, o músico ali esteve durante uma hora e meia, acompanhado pelo seu amigo pianista de Antuérpia, na Bélgica, cidade natal dos dEUS, um rapaz de ar colegial que dá pelo nome de Guy Van Nueten.

Barman, umas vezes só com a sua guitarra, outras com o piano de Van Neuten, foi percorrendo várias canções e várias influências, desde Nick Drake, JJ Cale, David Bowie, Serge Gainsbourg, Captain Beefheart, Violent Femmes entre outros. Canções de dEUS também, que aqui surgiram despidas de toda a electricidade e distorção, revelando toda a sua alma.

Pelo meio houve um momento alto e divertido: uma pausa forçada, daquelas que servem apenas para simular a entrada do encore (já programado no alinhamento que os músicos levam para o palco). Barman e o seu amigo Guy ficaram sentados atrás do palco, de pernas esticadas. Barman acendeu outro cigarro e ali esperaram um minuto para voltarem, no meio da risota geral, dado o ridículo da situação. Tom Barman afirmou ter-se inspirado nos Morphine para aquele apontamento de humor. A banda norte-americana costumava parodiar à volta do assunto “encore forçado” e fazia questão de ficar em palco enquanto o público aplaudia para pedir à banda que voltasse, em vez de recolher aos bastidores .

Foi um concerto genial, descomprometido e descomplexado, ideal para relaxar e saborear as canções que desfilavam perante nós. Já ouvi o disco e, como é natural, não consegue capturar nem pouco mais ou menos, o espírito daquela noite. Mas não faz mal...não é isso que se exige também.

Mais informações sobre esta noite neste site, de onde retirei algumas citações:

http://www.voxpop.pt/noticias/ficha.asp?id=98C83202-052C-4F7E-A723-07510C366643

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quinta-feira, julho 06, 2006

X3

"X-Men - The Last Stand"


Finalmente fechou-se a trilogia da melhor adaptação ao cinema de heróis da Marvel. Melhor, mas subvalorizada infelizmente. Melhor porque se trata da adaptação, não de um ou dois 'palhaços fantasiados', mas sim de muitos e vários. A adaptação, com os cortes e 'novidades' esperáveis é, ainda assim, extremamente eficaz na transposição do princípio que presidiu à criação desta série: o medo do que é diferente e desconhecido, a perseguição de indivíduos e a luta pela defesa dos valores humanos. Este último capítulo até nem é o melhor dos três (a saída do realizador Bryan Singer não deve ser alheia a isso), no entanto, continua repleta de boas (e várias histórias) que se entrecruzam bastante bem e, claro, como não podia deixar de ser, excelentes efeitos especiais que se caracterizam especialmente pelo seu uso muito comedido e eficaz qb.

Uma história inteligente e principalmente sem as típicas preocupações de fornecer um 'final feliz' em que todos sobrevivem e vivem alegremente.

Talvez não sejao melhor dos três, mas em conjunto, todos os três fazem uma excelente obra, que vai muito para além do mero filme de acção de super-heróis.
A trilogia parece estar definitivamente fechada. Muitos personagens não sobreviveram. Mas muitos ainda têm potencialidades para serem desenvolvidas. O que é aquilo que aparentemente está a ser feito. Cá esperamos.


quarta-feira, julho 05, 2006

Klimt: o melhor e o pior.

Adele Bloch-Bauer I
Gustav Klimt, 1907
Lauder Gallery, NY


Desde Domingo passado que o quadro "Adele Bloch-Bauer I" pintado por Gustav Klimt em 1907 é oficialmente o mais caro de sempre, tendo sido vendido pelo preço recorde de 107 milhões de euros. É muito guito. Destronou o Picasso cujo "Rapaz de cachimbo" voi vendido em 2004 por uns míseros 104 milhões de euros. E consta que a família da Senhora Bloch Bauer ainda tem mais outras quatro telas de Klimt que também admitem vender e que estão avaliadas em mais de 80 milhões de euros.

Ainda bem. Sempre compensa o desastre que é o filme que agora estreou sobre a vida deste pintor, protagonizado pelo eternamente agoniado John Malkovich (eu até gosto dele atenção...). É que passa-se que o filme, que fomos ver o outro dia, é uma inenarrável sucessão de disparates alucinatórios, um exercício de estilo pomposo, quasi-arrogante e pseudo-intelectual. Inenarrável literalmente porque...bem, porque não há narrativa! Não há uma "história" para seguir. Caímos de páraquedas no filme, que não tem princípio, meio ou fins aparentes, em que somos confrontados com uma sucessão de nomes, e personagens como se já estivéssemos suficientemente familiarizados com eles, filme em que o personagem principal morre mais ou menos a meio, o que não impede de continuar a ser visto graças ao abuso de flashbacks.
Um filme bom para quem seja um fanático do Klimt. Mas, em boa verdade, parece-me que quem seja fanático não vai apreciar....

Há quem justifique dizendo que não se trata de um filme sobre a vida de Klimt, mas sim uma qualquer alucinação do pintor enquanto estava no leito de morte. Muito bem, será isso certamente, mas não invalida o facto de o filme ser muito aborrecido e, em geral, sem qualquer propósito. A única coisa que se traz deste filme é cansaço, uma ligeira irritação e o espanto do "Como é que é possível? Mas ninguém vê?"

Enfim, duas horas extremamente aborrecidas e incómodas, em que pela primeira vez me senti desconfortável fisicamente num cinema, e não tinha nada a ver com as cadeiras. Eram mesmo os nervos em franja. Não se percebe qual a finalidade ou o interesse deste filme. Mas essa é só a minha opinião.


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Medo!!!!!

terça-feira, julho 04, 2006

Sic(k) Kids??!

O novo segmento infanto/juvenil da SIC dá agora pelo nome de "SIC Kids", com direito a logotipo próprio e tudo. Ena, viva o luxo! É debaixo dessa designação que os putos de hoje se colocam em frente à televisão (se conseguirem 'descolar-se' da Playstation) para receberem a dose diária de Pokemon, Digimon, Hamtaro, Cubix. Megaman, Shaman King, Teenage Turtles, etc etc. A bonecada da actualidade: bichos japoneses esquisitos e personagens deformadas ou ultra musculadas. LOL

Não vou estar aqui a debater o problema já 'velhinho' da qualidade ou não desta bonecada e não sei quê, "no nosso tempo é que era!". Já é mais do que sabido que os desenhos animados de agora, salvo raras excepções (todas no Cartoon Network), não passam de uma grande e montanha de estrume fumegante. Não, não vou debater esta questão.

Mas realmente gostaria de saber quem terá sido o génio que teve a ideia brilhante de chamar a este segmento diário de várias horas "SIC Kids". Será alguém muito burro? Alguém que não conhece o significado fonético de 'sic' em inglês, tão parecido com 'sick'? Ou, pelo contrário, será alguém bem ciente disto tudo e dotado de um afiado sentido de humor irónico?

É que com os desenhos animados que agora se vêem é de admirar como é que os putos não ficam doentes!

Lembro-me muito bem da situação hilariante ocorrida aquando de uma das visitas do Bryan Adams a Portugal. A jornalista, educadamente perguntou-lhe se podia responder a algumas perguntas da SIC ("Can you answer to some questions from Sic Television"). A cara de espanto e gozo que ele fez foi do melhor! lol

Sick people!

segunda-feira, julho 03, 2006

Um filme....

"La Meglio Gioventú"




Italiano. 6 horas de filme. Sem nunca olhar para o relógio. Uma obra-prima genial. Não só não há blog suficientemente longo para tentar sequer falar deste filme, como também duvido que tenha a capacidade de lhe fazer justiça com meras palavras. A ver. Mesmo.

sexta-feira, junho 30, 2006

No Cities Left

Let's just keep fighting the end
We're holding hands
We're making plans
For Life
Let's just keep fighting the end
Last time I swear
or we'll go nowhere tonight

Don't you think that now
is the time to move on
If you don't mind well I'll
just keep holding on for good

Let's just keep fighting
the end of the world
We will hold hands and
We will make plans
For Life

quinta-feira, junho 29, 2006

Somewhere in Time

Faz hoje 20 anos!

Dia 29 de Junho de 1986 foi a data de lançamento do seminal álbum dos Iron Maiden "Somewhere in Time" e o meu favorito pessoalmente. Já aqui falei extensivamente sobre este álbum, pelo que vou poupar-vos ao 'testamento'. Podem encontrar o que eu escrevi aqui neste post: http://bola-oito.blogspot.com/2005/11/o-lbum-da-semana-e-de-todos-os-anos.html .


"Somewhere in Time"
Released: June 29th 1986
UK Chart Position: 3

1. Caught Somewhere In Time (Harris)
2. Wasted Years (Smith)
3. Sea Of Madness (Smith)
4. Heaven Can Wait (Harris)
5. The Loneliness Of The Long Distance Runner (Harris)
6. Stranger In A Strange Land (Smith)
7. Deja Vu (Murray/Harris)
8. Alexander The Great (Harris)

Deixo aqui, graças às novas potencialidades destaS geringonças, o meu video preferido da minha canção preferida, do meu álbum preferido da minha banda preferida. Ehehehe.

"Wasted Years"




\m/


quarta-feira, junho 28, 2006

Frankly....

Como se sabe, ou talvez não, os Beach Boys compuseram no período Jurássico a canção "Don't Worry Baby", que vai mais ou menos assim:

"Don't worry baby/Cos' everything will turn out alright".


É claro que se fosse nos dias que correm deveria ser mais assim: "Don't worry baby/Cos' frankly no one gives a damn".

terça-feira, junho 27, 2006

Sea of Madness





Like the eagle and the dove
Fly so high on wings above
When all you see can only bring you sadness
Like a river we will flow
On towards the sea we go
When all you do can only bring you sadness
Out on the sea of madness









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segunda-feira, junho 26, 2006

A televisão anda a melhorar?

"24"

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Eis uma prova daquela afirmação. Ultimamente a produção televisiva anda a subir vários furos no que diz respeito à qualidade. O efeito surpresa que os "X-Files" tiveram há uns anos já se apagou um pouco, e já está a ser habitual muitas das produções televisivas serem bem melhores que os melhores esforços cinematográficos.
A série "24:" é um bom exemplo disso. Não pude seguir a primeira série na TV pois é-me algo complicado dispôr de forma sistemática do meu tempo assim, semana após semana. Mas a Visão fex o favor de publicar esta primeira temporada. Seis DVD's de quatro episódios cada, ergo: 24 horas no total.

Algo me dizia que era uma boa compra, mas não estava à spera de um produto tão bom. Excelente argumento, desenvolvimento de personagens, enredo e sub-enredos fantástico, enfim, uma série literalmente de prender respiração e viciante. Mal se veja a primeira hora não dá para descansar enquanto não se chega ao fim.

No meio de tanta peripécie, aventuras e acção desenfreada há todo um sentimento de plausibilidade no que estamos a ver. Isto não é um qualquer filme do James Bond. É interessante ver como o herói Jack Bauer tem em si uma característica de falibilidade e impotência muito humana. E é ainda mais interessante ver como os escritores desta série demostram desde cedo, não terem medo de 'mexer' com as regras habituais deste género: não há personagens que 'não podem morrer', não há uma definição clara,a 100% entre 'bons' e 'maus', não há obrigatoriamente um final feliz. Não temos sequer a certeza que o herói vai salvar a situação. Temos portanto um sentimento permanente de 'stress', ou 'medo' enqunto vemos cada episódio, pois o que vemos é suficientemente credível para nos provocar isso.


Obviamente o facto de se passar em tempo real ajuda muito. 5 minutos ali, são realmente 5 minutos. Quando um personagem tem de ir de um sítio para o outro, demora efectivamente o tempo que demoraria na vida real. Tudo isso obrigou certamente a grandes operações de logística que, a meu ver funcionaram na perfeição.


Tudo isto junto dá um bom espectáculo. Não sei quanto às posteriores séries...mas esta, a primeira, entrou para a história da TV.

sábado, junho 24, 2006

sexta-feira, junho 23, 2006

Back by popular demand!

Bem, já que foi tão apreciado pelo povo em geral e por mim em particular, deixo aqui mais uma foto do Becas a Verdadeira e Maléfica Marioneta Infernal. Não, não se trata de uma versão farsolas daqueles livros, já de si tão farsolas, do "Onde Está Wally?".
Trata-se antes de uma foto do primeiro Woodstock onde Becas - The Evil One- foi apanhado a criar o caos, destruição e anarquia generalizada.

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Aqui fica o link para o site bertisevil.tv, onde se podem encontrar muitíssimas mais fotos e também um link para o site 'gémeo', "Barbie is Bad". LOLOLOL

http://www.bertisevil.tv/index2.htm

quinta-feira, junho 22, 2006

Um disco

The Dears
"No Cities Left"

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Um álbum de 2004 para o qual a Maria chamou a minha atenção, graças à canção "22.The Death Of All Romance". Banda canadiana já com alguns anos. Este segundo álbum (o próximo está aí a rebentar) não teve grande publicidade quando saiu. Felizmente tiveram uma segunda oportunidade e uma re-edição do álbum. Pop, rock, rock psicadélico? É complicado. Muitas guitarras certamente, às vezes até ao ponto de criarem uma "wall of sound" sufocante, mas algum virtuosismo também a aparecer em vários sítios. Muito interessante.

quarta-feira, junho 21, 2006

O horror....o horror!

Provas finalmente vindas a lume vêm revelar a verdadeira identidade de uma tão familiar personagem da nossa infância. Para quem pensava que o Mal residia no ignóbil Ferrão da nossa Rua Sésamo, contemplai!

EGAS, a Verdadeira Marioneta das Trevas!!!!!

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Agora se percebe de onde surgiu aquela terrível e assustadora fotografia anteriormente postada. E mais terrível do que isso, este ser hediondo não só foi libertado, como ainda teve a maléfica displiscência de fazer um filme sobre a sua negra vida!

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Next: Marco executa experiências científicas no seu macaquinho! Heidi leva Pedro e o Avô por um caminho de decadência e degradação humana! A sex tape da Abelha Maia! Noddy e o primeiro ataque de Napalm no Vietname!


terça-feira, junho 20, 2006

The Other Half

Não tenho qualquer comissão na divulgação deste filme. Também...se tivesse bem podia esperar sentado tendo em conta a passagem fugaz do filme nas salas portuguesas (e não só), no entanto, vou perder algum tempo a tecer elogios exagerados a esta obra e a proclamá-la como o melhor filme jamais feito à face da Terra e como o filme salvador da 7.ª Arte. (pausa introspectiva)
Não. No fundo e em boa verdade estava a exagerar grandemente. Anyway e agora bem a sério: a verdade é que este filme inglês MERECE SER VISTO.
Vários aspectos levam a considerar este filme como uma obra menor: o facto de ser uma comédia romântica sobre futebol e ter sido traduzida para o absurdo e muuuuuuuuito apelativo título "Euro 2004-Amor e Futebol". Uau, este pessoal que traduz os títulos não está mesmo para se chatear, pois não? O poster também não ajuda muito, embora apareça discretamente a Praça do Rossio.

Pois é, mas a verdade é que fomos vê-lo (dois bilhetes pelo preço de um) e, não estando à espera de nada, ou até mesmo de um filmezeco medíocre, acabei por ficar abismado e surpreendido e, principalmente, divertido na sala de cinema.
Trata-se da história dum jovem inglês, fanático do Wimbledon e da selecção inglesa que tem bilhetes para vir a Portugal ver a selecção jogar no Euro. Entretanto casa-se com uma americana e a lua de mel fica marcada precisamente para as semanas dos jogos. Solução: nada melhor do que propor uma lua de mel em Portugal, fingir não saber o que é que se está a passar e tentar ver todos os jogos dos ingleses sem que a noiva suspeite que ele está a 'negligenciar' a lua de mel em favor de um jogo. Há bastantes peripécies, muito divertidas mas sem caírem no tom alarve dalgumas comédias. Aliás é uma característica de todo o filme: um bom argumento, muito bem executado.

E depois....tem Lisboa. E os portugueses. E valia a pena ver o filme só por isso. Lisboa (e Coimbra tb já agora) é filmada de uma maneira simpática e divertida, obviamente duma perspectiva turística e os "tugas" saem com uma imagem bem simpática e divertida (mesmo com a referência ao proverbial bigode tuga). Um bom filme, muito bem filmado e que aproveitou excelentemente o ambiente dado pelo Euro e pelos Santos Populares em Lisboa.

Boa publicidade de Portugal e do futebol. Capaz de dispôr bem qualquer português.

segunda-feira, junho 19, 2006

Rainmaker

When I was wandering in the desert. And was searching for the truth
I heard a choir of angels calling out my name.
I had the feeling that my life would never be the same again
I turned my face towards the barren sun

And I know of the pain that you feel the same as me.
And I dream of the rain as it falls upon the leaves.
And the cracks in our lives like the cracks upon the ground.
They are sealed and are now washed away

You tell me we can start the rain.
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears away.
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change.
You tell me we can find something to wash the tears.


And I know of the pain that you feel the same as me.
And I dream of the rain as it falls upon the leaves.
And the cracks in the ground like the cracks are in our lives.
They are sealed and are now far away

(IM)





sexta-feira, junho 16, 2006

Whitesnake, 14 de Junho 2006

Bom....afinal a semana não foi tão curta como esperava, mas foi mais curta anyway e já é Sexta. Além do mais, semana em que se tem o prezer e o privilégio de ver um concerto de Whitesnake, é sempre uma semana a ter em conta num futuro 'momento kodak'.
Na Quarta-Feira os 'velhotes' vieram mostrar a um Coliseu dos Recreios, praticamente lotado, o que é o hard-rock e como se dá um concerto, com alegria e entrega total aos seus fãs. Já o disse antes e volto a dizê-lo: já não se fazem bandas assim. Bandas que são excelentes em estúdio e que ao vivo revelam-se ainda superiores. Superiores no relacionamento com o público, na verdadeira festa e celebração que proporcionam a todos. Ou seja, bandas que trabalharam muito para chegarem onde estão. Que tiveram de esperar alguns anos para pacientemente irem construindo a sua personalidade e força.

Já vai havendo poucas bandas assim de facto. Há sim, as que tentam copiar, como é o caso da banda de abertura, os Faithfull. Portugueses, mais não são do que um 'clone defeituoso' dos Whitesnake; um 'pastiche', 'medley' de todos os clichés de uma banda de hard-rock dos anos 80. Os instrumentistas não são maus, o vocalista safa-se embora seja algo irritante, mas continua a faltar qualquer coisa. Não basta tentarem imitar a atitude, é preciso tê-la, caso contrário tornam-se aborrecidos e com canções que, durante meia hora, soaram todas da mesma forma indistintamente. Enfim.
Mas a prestação destes jovens destina-se, (in)felizmente a ser devidamente recalcada e esquecida para que possamos concentramo-nos em Whitesnake.
Mais uma vez o Sr. David Coverdale foi o gentleman do costume, falando bastantes vezes com o público e elogiando novamente a cidade de Lisboa, a qual, tal como em 2004, eles visitaram. Desta vez apanharam os Santos Populares que foram muito apreciados aparentemente; "You guys party hard!" disse o Coverdale.
De resto foi só deixar a música falar aliada a uma imponente presença em palco e auma entrega mútua da banda e do público. Praticamente todas as canções foram cantadas por quase 5000 pessoas e no fim tivémos direito ao "Fool For Your Loving", que, segundo parece não fazia parte do set original. Obrigado.


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"Os Whitesnake continuam a colocar nas actuações ao vivo um fulgor e um empenho que fazem dos seus concertos verdadeiras celebrações rock."
in Correio da Manhã

Um bom resumo:

segunda-feira, junho 12, 2006

Yep...

...it's feckin' Monday again!!!!

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Mas se tudo correr bem, será uma semana curta. Ehehehehe. Entretanto, um pequeno update e algumas coisas que devem ser mecionadas. Na Quarta-Feira, fruto de um 'vipe' de última hora fomos ao Super Bock Super Rock. Valeu a pena pelos The Cult que deram um mega concertão, facilmente o melhor do dia. Foi um desfilar de clássicos cantaroláveis durante 1H10M. Foi uma prestação segura e confiante, bem 'in your face', a mostrar realmente que ainda são muito precisos 'velhotes' como estes para mostrarem como é realmente um concerto de rock e como é que uma banda se deve comportar em palco, sabendo que devem conquistar o público, concerto após concerto, e como o devem fazer. E não tomarem tudo como adquirido.

Antes já os dEUS me tinham surpreendido pela positiva ao tb terem uma grande prestação (nunca os tinha visto, só ao Tom Barman qdo cá veio a solo). Editors infelizmente não vimos mas consta que foi muito bom. Depois, quanto ao lado mau: Os Keane fizeram a bosta balofa do costume, debitando na íntegra as suas musiquetas, que, em disco, até são agradáveis, mas que ao vivo tornam-se realmente constrangedoras e aborrecidas. Como alguém me disse há bandas que não deviam tocar ao vivo. Limitavam-se a gravar o discozito de vez em quando e pronto.

O tal de Legendary Tiger Man também lá tocou, antes dos Franz Ferdinand e fomos ver o que era afinal esse gajo. Aparece-nos então um fulano com uns óculos escuros enormes e cabelo pasteloso a tocar guitarra com as mãos, bombo com um pé e pratos+pandeireta com o outro pé. A juntar a isto havia também uma atitude mais ou menos bimba, mais ou menos arrogante e pseudo-rock star que tiveram o condão de ajudarem a formular a minha opinião acerca daquele senhor. Aquilo não é nada. Não vale nada. É uma pena porque os WrayGunn onde o gajo tb toca não são assim tão maus como isso.

Depois vieram os Franz Ferdinand, profissionais, competentes, ultra seguros, directos etc etc. Mas nada mais. Durante as primeiras duas, três, até à quarta canção, ainda estava a ver com agrado o rock dançante dos escoceses, tenho os dois àlbuns e sempre gostei deles (aliás podia fazer como o idiota do Álvaro Costa da Ant3na e dizer que já os conhecia antes de serem cá tão difundidos), mas aquilo que vimos no palco foi algo que me desiludiu bastante. Faltou um 'je ne sais quoi', aquele brilho, aquela faísca que me faz entrar por completo na música que estou a ver e a ouvir. Às vezes não basta saber reproduzir na perfeição aquilo que se faz em estúdio....é preciso mais chama ao vivo.


sexta-feira, junho 09, 2006

Waiting

Às vezes parece que passamos tanto tempo a esperar.

A esperar pelos outros, a esperar que os outros esperem por nós, a esperar pela sexta-feira, a esperar pelo fim de semana, a esperar pelas férias, a esperar que as coisas melhorem, a esperar que os outros puxem por nós, a esperar que nos deixem sossegados nem que seja por um bocadinho, a esperar pelo autocarro, pelo comboio, pelo metro, a esperar que o carro saia da oficina, a esperar ter tempo para fazer isto ou aquilo, a esperar ter dinheiro para fazer isto ou aquilo, a esperar......

É tarefa dura por vezes. É preciso ter uma grande dose de paciência, perseverança, fé, esperança. Espero ter tudo isso....tenho. Temos.

Enfim....já o Tó Petas dizia e com razão:
"The waiting is the hardest part"


The waiting is the hardest part
Every day you see one more card
You take it on faith, you take it to the heart
The waiting is the hardest part

Dont let it kill you baby, dont let it get to you
Dont let em kill you baby, dont let em get to you
Ill be your breathin heart, Ill be your cryin fool
Dont let this go to far, dont let it get to you


Tom Petty

quinta-feira, junho 08, 2006

Que apropriado!

BURGESSO

burgesso

do Ing. burgess

s. m.,

homem gordo e muito grosseiro;

sem distinção;

de maneiras rudes;

ignorante.


Apropriado porque acabou agora mesmo de entrar pela porta o "meu" burgesso preferido (not!)

Bô Tardi Xô Dôtô! Diz-me ele.

quarta-feira, junho 07, 2006

The Sound of Perseverance


Uma das bandas mais influentes do heavy metal, criminosamente negligenciada por mim até agora. É impossível, para quem gosta de heavy metal, não ter ouvido falar a dado momento desta banda e do seu criador Chuck Schuldiner, o qual, independemente do seu triste fim, é sempre visto como um criador inovador e genial. No entanto, o tempo é pouco, as bandas são muitas e sempre tinha uma ideia pré-formada dos Death que me levou a pô-los em stand by. Há anos.

Inspiradores do género a que se convencionou chamar “Death Metal” a sua origem remonta a 1983. Depois de muitas andanças conseguiram gravar o álbum de estreia “Scream Bloody Gore”. Um álbum seminal na história pois é aí que podemos encontrar a semente do death metal americano baseado na Florida, do qual eu não sou grande apreciador. Seguiram-se “Leprosy” e “Spiritual Healing”, consolidando cada vez mais o estatuto da banda.

Entretanto, em 1991 Schuldiner decidiu alterar o som da banda e apresenta “Human”, onde se
consagra pela primeira vez novamente uma outra visão, diferente, do death metal: uma mistura entre os típicos riffs brutais e pesados com um elevado grau de complexidade técnica musical. A meu ver é aqui que as coisas se tornam realmente interessantes. O Progressive Death Metal como lhe chamam alguns. Mais uma vez esta nova abordagem criou um estilo ainda hoje muito em voga.

Em 1996 foi tempo de mais uma alteração. Grande impulsionador das vozes guturais no metal, Schuldiner sempre afirmou que no fundo cantava assim apenas e só porque não podia nem sabia cantar de outra maneira; o que ele realmente pretendia era soar como um Bruce Dickinson ou um Rob Halford. Simplesmente não tinha a capacidade para o fazer.
Problema resolvido com os Control Denied, banda onde se concentrava na guitarra apenas deixando a voz para Tim Aymar (hoje nos Pharaoh), dono dum timbre mais melódico e clássico.

Nos Control Denied desenvolveu o seu lado mais progressivo e melódico, mas ainda assim reactivou os Death em 1998 para gravar esta obra-prima “The Sound of Perseverance”, que viria a ser o último.

Em 99 foi-lhe diagnosticado cancro cerebral e passou os restantes dois anos seguintes em luta contra a doença, contando inclusivamente com o grande apoio da comunidade metaleira internacional, tendo sido organizados vários concertos de beneficiência para angariar fundos, mesmo cá em Portugal; mas foi em vão, acabando por falecer em Dezembro de 2001.

Para a posteridade deixa uma herança dificilmente igualável, mas sem dúvida permanente e duradoura.

RIP Chuck Schuldiner.

segunda-feira, junho 05, 2006

...

Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard


C.Martin

sexta-feira, junho 02, 2006

It's Fridaaaaayyy!

Post non sense da semana!


Precipitações

Como é sabido, ou talvez não, este ano o 18º Prémio Camões de Literatura foi atribuído ao escritor angolano Luandino Vieira. Este prémio, no valor de 100 000 € é uma iniciativa conjunta do Governo Brasileiro e do Governo Português, premiando escritores de expressão portuguesa.
Ora o Sr. Luandino Vieira, que há 15 anos vive desterrado por opção própria e quase isolado na região minhota recusou o prémio. É verdade. Que ousadia, que rebelde. E naquela idade, ó meu Deus.
Os jornais encheram-se de casos similares, de recusas famosas de prémios e galardões e começou a falar-se do feitio isolado e fechado do escritor, do seu carácter quasi eremita, do seu terror da celebridade e de ter as atenções sobre si. Falou-se inclusivamente no facto de ele preferir andar pelos campos a falar com os passarinhos (sic) e a apascentar rebanhos de ovelhas. Falou-se da sua recusa determinada de contactar com o mundo literário e jornalístico. Em suma: era mais um daqueles artistas alucinados. Um freak. Um intelectual. Whatever.

Só ontem soube da história completa. Assim, o Luandino Vieira não publicava nada de novo há quase 34 anos!!! Portanto a pergunta é: porque diabo atribuir-lhe um prémio??? Se é inegável a sua contribuição para o mundo literário (eu confesso a minha ignorância) porquê esperar tantos anos para o distinguir?
A resposta é equívoca, mas parece que Luandino entregou finalmente ao seu editor, após mais de três décadas, um novo livro. Ora...sendo assim, não seria melhor ter guardado esta distinção para o ano? E assim evitar esta situação embaraçosa? É que o prémio veio cedo demais (ou tarde demais, conforme a perspectiva) e o próprio Luandino já tinha afirmado em raras declarações anteriores que não aceitaria o prémio pois não tinha escrito nada há anos. Como oficialmente ainda não o fez, era de esperar que, congruentemente, mantivesse a sua recusa.

Ou seja, o que parecia um caso de modéstia, falsa ou não, ou um caso de terror mediático, ou aversão à sociedade, mais não é do que uma reacção normalíssima de alguém suficientemente lúcido para recusar uma distinção quando nada fez para a merecer. Só lhe ficou bem.

quinta-feira, junho 01, 2006

A Feira


Já não me lembro da primeira vez que fui à Feira do Livro de Lisboa. Infelizmente. Já são muitos anos certamente. Sempre no Parque Eduardo VII (com excepção dum ano qualquer em que foi mudada para o Terreiro do Paço, já nem sei porquê), e sempre uma data muito antecipada por mim. Quase como o Natal. Espero ansiosamente pela época em que a Feira presumivelmente abrirá e digo bastas vezes: "Não tarda está aí a Feira do Livro".

É verdade que já não é o acontecimento que era (tal como o Natal, em boa verdade), é verdade que já não traz nada de novo (apesar das anuais tentativas dos organizadores em mostrarem uma imagem nova e dinâmica) e é verdade que os preços já não são assim tão bons (ou então é preciso procurar bem); e é verdade que muitas vezes já se sabe à partida o que se vai encontrar e ver (todos os anos pergunto: "Mas será que ninguém compra aquele livro do Medina?").

Mas também é verdade que continua a dar-me um prazer dos diabos ir àquele sítio e perder-me no meio daqueles corredores (este ano não tão bem organizados), preocupando-me em 'ver' e 'absorver' tudo. Subir e descer aquelas alamedas de forma metódica e organizada é um acontecimento por si só. É um passeio agradável seja a que horas for.

Sim, os preços já não adiantam muito, mas um livro comprado na Feira do Livro ainda tem um valor e um sabor especial.




: )

quarta-feira, maio 31, 2006

Ranzinza!!!

Bem, antes que digam que só acontecem coisas más e irritantes, devo dizer que fiquei bastante agradado hoje quando pude constatar que a perseverança na boa educação e simpatia pode, afinal, dar bons resultados.
Se há coisa que me desagrada é a falta de boa educação e modos, nomeadamente no que toca à secular arte das saudações. Nada como um forte e vigoroso "Bom Dia!" para começar bem o dia.

Daí andar ligeiramente incomodado com uma senhora com a qual, fruto da nossa localização geográfica laboral recíproca, me cruzo bastantes vezes. Fico algo indisposto quando ao meu relativamente sonoro "bom dia" ou a qualquer outro tipo de saudação do género, apenas obtenho uma expressão carrancuda, ou 'trombas', em belo português.

(In)felizmente tenho andado ocupado com outras coisas que me irritam mais pelo que não deixei de cumprimentar a dita senhora com a cortesia devida. Pois, qual não foi o meu espanto quando hoje, finalmente, não só obtive uma resposta igualmente cordial, como até, pasmem, fui interpelado para a bela da piada circunstancial.

Ainda bem. O que só prova que se há alturas em que uma pessoa tem de desistir de dar o 'benefício da dúvida a alguém', há outras, em maioria felizmente, em que até compensa 'esperar' por melhores dias. Nem sempre as pessoas são assim tão mal encaradas....são feitios. E, nesse aspecto, eu sei muito bem o que digo.
Óptimo....sempre é mais agradável trabalhar assim.

Não há necessidade

Alguém devia dizer ao Ribeiro da Rádio Comercial que, sim senhor, o hino da selecção de Trinidad & Tobago é muito giro e divertido, mas que NÃO HÁ NECESSIDADE de o repetir 347 vezes durante os 45 minutos que eu ouço rádio de manhã.

Já agora alguém que diga a TODOS os locutores de rádio que, sem prejuízo de alguns terem realmente piada, que têm, NÃO HÁ NECESSIDADE de estarem constantemente a tentarem ter piada. É que por vezes falham miseravelmente nesse intento.

Aliás, alguém devia dizer o mesmo àquelas pessoas que estão permanentemente a fazer piadas no dia-a-dia nas suas relações pessoais e profissionais. É que é extremamente cansativo, ridículo e sinal, ao contrário do que se calhar julgam, de falta de sentido de humor. Alguém que venha aqui e que diga a uma certa pessoa que NÃO HÁ NECESSIDADE. E já agora que vá morrer para o cu de Judas.

Por fim, estive ontem na Feira do Livro. Reparei que o livro do Carrilho já vai na 2.ª edição. Por favor alguém que diga ao povo que NÃO HÁ NECESSIDADE de comprar mais!!!!!

sábado, maio 27, 2006

:s

Our life is fritted away by detail... Simplify, simplify!

Henry David Thoreau

sexta-feira, maio 26, 2006

Fight

We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender.

Winston S. Churchill

quinta-feira, maio 25, 2006

The Way

Forging the future from the timeless stone
Oh let me know how far I can go
Answering the questions that no one ever asks
Float through the sea of madness
And face the everlasting task
So lonely to wander
So sad to be alone
In the mist of the unknown
Trying to fool myself
With dreams that never come
So hard to stand my ground
Never again will i fail
Will you tell me not to wait
Tell me to live for today
As the flowers wither
I will forget my pain
Since the stars have shone
The devil has shown me the way


P.Koskinen

quarta-feira, maio 24, 2006

Just Fucking Google it!!!!

A Internet é um mundo. A quantidade de informações que se podem encontrar aí é quase imensurável. Desde a receita mais básica de Culinária até à mais avançada teoria de física quântica. De certeza que até podemos encontar a Teoria da Relatividade do Einstein explicada em termos básicos aos pobres mortais como eu.
Se, por um lado, é verdade que passamos muito tempo online, também é verdade que muitos de nós já não conseguiam trabalhar sem a internet.
E se, por um lado, é incrível e quase assustador, a quantidade de dados a que podemos aceder num piscar de olhos, por outro lado, também não deixa de ser incrível quando estas facilidades e possibilidades são desbaratadas ou ignoradas.
Vem isto a propósito dum site que descobri inadvertidamente, e que realça precisamente as virtuddes da Internet e do Google no processo aquisitivo de conhecimentos, especialmente dirigido a preguiçosos!



LOL

terça-feira, maio 23, 2006

Nunca é demais recordar!

HARD ROCK HALLELUJAH!!!

Lordi live in Eurovision Semi-Finals - 18-05-2006




Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!

The saints are crippled
On this sinners' night
Lost are the lambs with no guiding light

The walls come down like thunder
The rocks about to roll
It's The Arockalypse
Now bare your soul

All we need is lightning
With power and might
Striking down the prophets of false
As the moon is rising
Give us the sign
Now let us rise up in awe

Rock 'n roll angels bring that Hard Rock Hallelujah
Demons and angels all in one have arrived
Rock 'n roll angels bring that Hard Rock Hallelujah
In God's creation supernatural high

The true believers
Thou shall be saved
Brothers and sisters keep strong in the faith
On the day of Rockoning
It's who dares, wins
You will see the jokers soon'll be the new kings

All we need is lightning
With power and might
Striking down the prophets of false
As the moon is rising
Give us the sign
Now let us rise up in awe

Rock 'n roll angels bring that Hard Rock Hallelujah
Demons and angels all in one have arrived
Rock 'n roll angels bring that Hard Rock Hallelujah
In God's creation supernatural high

Wings on my back
I got horns on my head
My fangs are sharp
And my eyes are red
Not quite an angel
The one that fell
Now choose to join us or go straight to Hell

Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!

Rock 'n roll angels bring that Hard Rock Hallelujah
Demons and angels all in one have arrived
Rock 'n roll angels bring that Hard Rock Hallelujah
In God's creation supernatural high

Hard Rock Hallelujah!

"Hard Rock Hallelujah" videoclip:

segunda-feira, maio 22, 2006

Busy Bee

Fim de samana agitado! Preciso de outro, já!
Jantar em Sesimbra na sexta com noite terminada no meio dum bailarico irlandês bem suado, exposição da Maria no Sábado, bastante concorrida e festa de anos do irmão a seguir. Saída para a Monstra-Festival de Cinema de Animação onde primava a famosa Escola Polaca de Animação (Vasco Granja, onde andas??), onde deu para assistir ao concerto dos Orquestrinha do Terror, uma banda instrumental, e muito instrumental, diga-se de passagem. Muito interessante o concerto e difícil de catalogar.
Entretanto os LORDI ganham avassaladoramente o festival da canção para choque do cretino do Eládio!!
Domingo chegou com chuva e desmontagem da exposição, e muitas, muitas voltas de carro...LOL, mas tudo se fez felizmente. Fim de semana acabado em modorra a ver o "The New World", nova obra do Terrence Malick, baseado na história da Pocahontas. Grande realizador, de culto, e só para alguns, como se costuma dizer. Sê-lo-á e, de facto, tem-no sido. Infelizmente, neste caso, não me trouxe absolutamente nada a não ser a monotonia e uma sensação geral de desnecessidade.

Anyway: Monday, feckin' Monday.
ARGHHHHHHHHHHHHHH

sexta-feira, maio 19, 2006

Go LORDI, go!!! \m/

Se há país que se pode considerar um país metal, esse país é a Finlândia. A Suécia, a Noruega e a Alemanha andam bem perto, mas penso que ‘O’ país mais heavy metal de todos é mesmo a Finlândia. De facto não só é a terra natal de tantas e boas bandas, como Stratovarius, Nightwish, Ensiferum, Amorphis, Sentenced, Manitou, Machine Men, Moonsorrow, Children Of Bodom, Mors Principium Est, Finntroll, Thunderstone, etc etc, como também os próprios finlandeses em geral têm uma atitude praticamente única na Europa. Se aqui em Portugal foi um acontecimento os Moonspell terem atingido o primeiro lugar do Top com o álbum “Memorial” na Finlândia, ao que sei, isso é um acontecimento vulgar com as bandas de heavy metal nacionais.

Por isso foi com alguma antecipação que aguardei a semi-final desse inefável e inenarrável evento televisivo o Festival da Eurovisão, onde a Finlândia foi representada pela banda mais improvável de sempre, os LORDI.

Os LORDI são uma banda de hard rock melódico muito na linha duns WASP ou do Alice Cooper. Têm uma sonoridade muito melódica, com canções definitivamente ‘orelhudas’ e memoráveis e cheias de guitarras e refrões cantaroláveis. Do melhor portanto. Quanto ao aspecto visual então, mais improváveis se tornam, uma vez que parece que se vão influenciar grandemente nos KISS e nos Gwar, apresentando todos os elementos da banda como um qualquer figurante de um qualquer filme de terror ou de ficção científica. ‘Shock rock’, ‘monster rock’, ou como lhe quiserem chamar; cada membro da banda tem em cima uma máscara altamente produzida e característica. São autênticos monstros.

Ora foi esta banda que venceu o Festival da Canção Finlandês com uns esmagadores 42% de votos, tornando “Hard Rock Hallelujah” na canção finlandesa mais popular de sempre. O próprio Mr. Lordi, líder e vocalista, quando foram convidados a participar no Festival julgou que havia um engano qualquer. E à questão do que acham em participar no festival respondeu que era como se fossem carnívoros num restaurante vegetariano (‘meat eaters in a vegetarian café').

Foi ontem a semi-final e os LORDI qualificaram-se para a final! Deram um espectáculo completo com fogo de artifício e pirotecnia. O que, mais uma vez diz muito acerca do povo finlandês. Segundo o que foi noticiado, a TV finlandesa não possuía dinheiro suficiente para suportar todos os custos envolvidos com a produção do show, nomeadamente com a pirotecnia. Chegou mesmo a falar-se em cancelamento. Mas os finlandeses não deixaram que isso acontecesse, ao unirem-se espontaneamente, fazendo uma ‘vaquinha’ para juntarem o dinheiro suficiente para suportar as despesas. Várias organizações e até cidadãos particulares quotizaram-se para pagar. Ninguém pediu para o fazerem, mas fizeram-no mesmo. Toda a Finlândia está com os LORDI.

Se isto não é APOIAR, não sei que mais possa ser. Está-se mesmo a ver isso a acontecer cá em Portugal. LOL

Por Portugal...lá estivémos mais uma vez. Nem sequer nos qualificámos. Não é que a canção fosse má (para os padrões daquele festival), mas sou só eu que acho, ou as meninas não tinham uma boa voz? Pareceu-me muito fraquinho.
Mais uma vez o Eládio Clímaco comentou a cena ao estilo habitual, ou seja: ridículo e constrangedor ao máximo. Para quando a reforma deste senhor?
Em relação ao resto das canções....enfim....o desfilar do costume de cançonetas todas iguais umas às outras, sempre com a mesma batida tecno por trás. Muito pobrezinho. A Islândia então chegou a roçar a deficiência mental.
De realçar a prestação genial da Lituânia com a canção "We are the winners of the Eurovision" LOLOLOL

quinta-feira, maio 18, 2006

Nem o Saramago se safa! Devia DE pensar que é muita bom! Pfff.

A nossa língua sempre foi muito propensa a corruptelas. De tal maneira que às vezes deixamos de saber como se escreve ou pronuncia uma determinada palavra, de tão propagada essa corruptela é. O famoso "hádes", "espilrro", "portantos" e o "prontosx", já correram muito por aí; e se correm menos agora é porque já há consciência de que são termos incorrectos.

Mas há agora, e desde há um par de anos atrás, uma dessas corruptelas que insidiosamente, qual verdadeira praga, se tem vindo a alastrar entre nós. De tal maneira que é impossível não ouvi-la várias vezes durante o dia-a-dia. É o infame e cansativo "deve de"; como em "Nós devemos de ir lá mais logo", ou "devíamos de ter convidado o Bonifácio". Basta prestar atenção à televisão e rádio para apanharmos com este perfurante "de". E como é óbvio, se se ouve nos mass media, ouve-se ainda mais no dia a dia. Ainda hoje ouvi esse pequeno "de" a várias pessoas aqui no trabalho.

Será possível que não lhes soe mal? É que a mim soa. Torna uma frase normal, num amontoado atabalhoado de palavras em que a mera existência dessa partícula torna difícil dar uma entoação adequada. O "de" obriga-nos a fazer uma paragem no meio da frase. Muito estranho. Em vez do escorreito "Nós devemos ir lá mais logo", temos o "Nós devemos DEEEEEEE ir lá mais logo". É esquisito e soa mal. E não vejo a necessidade de colocar ali aquelas duas letras, coitadinhas, que precisam já de descanso.

Procurei na Internet um site de Dúvidas de Português para esclarecer de vez isto. Qual não é o meu espanto quando a busca da expressão "deve de" resultou num sem números de sites onde tal expressão estava escrita...... o que mais me encorajou a procurar a verdade.

E encontrei-a. Portanto, sem mais delongas, e sem querer parecer uma qualquer Edite Estrela vou passar a citar:

Tema
Pode-se «ter o dever de», mas nunca se "deve de"

Pergunta
Ouve-se muitas vezes dizer coisas como:

«Devia de o convidar para a festa...»
«Devíamos de ir lá...»
«Devíamos de perguntar-lhe se....»
Sempre achei que este «de» estava a mais, mas deparei-me com este tipo de construção numa obra de Saramago (em "Todos os nomes") pelo que fiquei confuso:
Será que está incorrecto, e este escritor apenas o escreve como "referência livre" a uma certa tradição oral, ou será gramaticalmente aceitável?

Filipe Oiveira

Resposta

O de está a mais, com Saramago ou sem ele! Deve-se à confusão do verbo dever com a locução sinónima ter de, cujo de se lhe juntou analógica e indevidamente.

F. V. P. da Fonseca
14/03/2006



Ou seja: podemos "ter o dever de fazer" o que quer que seja, mas NUNCA "se deve de fazer" o que quer que seja.

terça-feira, maio 16, 2006

FULL SPEED AHEAD

I’ve walked 31 miles
31 more lie ahead of me
Will I find the strength?
To carry on with this
Sometimes tired and exhausted
Worn and beaten
But somehow I’ll have to manage a way
A way to move on
Never caring for days passed
Never caring for my fate
Walking full speed ahead
While time slips through my fingers
Walking full speed ahead
While trying to learn the best I can
Sometimes it may hurt
Sometimes I may fall, but
Walking full speed ahead
Is the only thing I can do
Walking full speed ahead
Running in front of the tide
Walking full speed ahead
Is the best thing I can do



Gunther Dünn (adapted)

sexta-feira, maio 12, 2006

O Sr. Carrilho

Desta vez o motivo é algo mais aborrecido ou, talvez, menos elevado ou agradável, mas a verdade é que preciso de o dizer. E numa frase simples se pode resumir: "E ninguém cala o idiota do Carrilho?"

O Excélsio Sr. Professor Doutor lançou ontem um livrozeco intitulado filosoficamente "Sob o signo da verdade". Nele o autor dedica-se inteligentemente a remexer e a trazer ao de cima toda a bosta que fez durante a sua patética campanha eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa.

Pergunto-me quão inteligente e producente é realmente esta jogada, tendo em conta a figura ridícula e absurda que este senhor mostrou durante todo o período de tortura eleitoral. Se o Sr. tinha alguma credibilidade, parece-me legítimo supôr que a perdeu em vários níveis e quadrantes. Mais grave ainda, falha em perceber que a sensibilidade do "Zé Povinho" não vai 'muito à bola' com os infames "queixinhas"; que é o que ele foi na campanha e é o que ele, estupidamente, demonstra ser novamente.

Falha também no conhecimento de um aspecto político tão próprio de Portugal que é o esquecimento. Ele fez aquela figura que sabemos; ora, o mais inteligente da parte dele teria sido ficar num 'low profile' discreto até o povo se esquecer. Mas não. Entendeu por bem voltar à tona para relembrar a toda a gente como é cretino. Devia ter umas lições com o Santana, esse sim, perito na arte do 'low profile' após a palhaçada.

Enfim...ou é um caso de declarada debilidade mental para estas coisas, ou então é uma enorme falta de vergonha e uma gritante falta de noção das coisas.

O livro encontra-se em qualquer livraria, mas o Sr. Carrilho, tão magnânimo do alto do seu filosófico pedestal, entendeu dar alguma cultura ao povo ignorante e espectador da infecta SIC, essa estação de TV dirigida pela Inquisição. Assim, temos acesso ao prefácio da sua obra, tão recentemente obrada. Hurra!

Ao lermos podemos imediatamente verificar que se trata do costumeiro estilo achincalhante e queixinhas a que já nos habituou. Estranho que um livro com este título esteja tão em contradição com o mesmo.

Um exemplo sintomático: "...o meu filho Dinis não esteve nunca presente, foss na campanha ou na pré-campanha (...), nunca passou de mera ficção". Pois. Ninguém viu o video eleitoral feito com a mulher e o filho. Era uma ficção.

Outro: "O não aperto de mão foi uma operação totalmente ilegítima de branqueamento da difamação (...) uma montagem retrospectiva cheia de maldade e de intenção caluniosa". Pois. Ninguém viu o teu exemplo de má educação extrema. Foi uma ficção. Por mais razão que tivesse o Manel, não deixou de dar um grande mau aspecto. E só provou mais uma vez a sua total inépcia para a política.

Prossegue ainda mencionando "operações de falsificação", "manipulações políticas", o "polvo" (será fã da série de TV?), etc etc. Não consta do prefácio mas sei que dirigiu grandes ataques pessoais ao Marcelo Rebelo de Sousa e ao Miguel Sousa Tavares. Mais uma vez: que vergonha Manel. Não havia necessidade.

No fundo o que aconteceu é que ele era o "candidato a abater". E pensando bem, se calhar até era. Com tanta figura idiota, com tanta incompetência e cretinice qualquer um tem vontade de o abater e abafar.
Tem vergonha Manel e tá mas é calado!


PS:

Lendo o restante texto do prefácio, há que dizer em abono da verdade, que o Sr. Carrilho expende algumas opiniões certeiras sobre o modus operandi actual da comunicação social, nem sempre pautado pelos mais éticos ou nobres princípios. A comunicação social é uma má comunicação social, sem dúvida. Mas a verdade é que quem começou por não se dar ao respeito, quem começou a fazer figuras cretinas foi o Sr. Carrilho. Estava à espera de quê?

terça-feira, maio 09, 2006

#

Ever tried
Ever failed
No matter
Try again
Fail again
Fail better

Samuel Beckett



Ou como diria o Woody Allen:

"If you're not failing every now and again, it's a sign you're not doing anything very innovative."

segunda-feira, maio 08, 2006

Monday Monday

You can poke my brain
You can broke my heart
But you won't bring me down!!
You can shatter my bones
You can shake my foundations
But you won't bring me down!!!
You can kill me yet again
You can mistreat me as always
But you won't bring me down!!!!
'Cos i will go on forever
And ever...


Gunther Dünn

sexta-feira, maio 05, 2006

Walk On

And I know it aches
And your heart it breaks
And you can only take so much
Walk on, walk on

What you've got they can't steal











Paul Hewson

quinta-feira, maio 04, 2006

I'm goooiiiiiiiiing Slightlyyyyy Maaaaaaaaad!

#$%GRRR**%$$§€£


I'm Going Slightly Mad

When the outside temperature rises
And the meaning is oh so clear
One thousand and one yellow daffodils
Begin to dance in front of you - oh dear
Are they trying to tell you something?
You're missing that one final screw
You're simply not in the pink my dear
To be honest you haven't got a clue
I'm going slightly mad
I'm going slightly mad
It finally happened - happened
It finally happened - ooh oh
It finally happened - I'm slightly mad
Oh dear!

I'm one card short of a full deck
I'm not quite the shilling
One wave short of a shipwreck
I'm not at my usual top billing
I'm coming down with a fever
I'm really out to sea
This kettle is boiling over
I think I'm a banana tree
Oh dear, I'm going slightly mad
I'm going slightly mad
It finally happened, happened
It finally happened uh huh
It finally happened I'm slightly mad - oh dear!
I'm knitting with only one needle
Unravelling fast its true
I'm driving only three wheels these days
But my dear how about you?
I'm going slightly mad
I'm going slightly mad
It finally happened
It finally happened oh yes
It finally happened
I'm slightly mad!
Just very slightly mad!
And there you have it!

quarta-feira, maio 03, 2006

:think:

Yesterday's answers
Have nothing to do
With today's questions
Life can only be understood backwards
But must be lived forward

Kierkegaard/Mustaine

terça-feira, maio 02, 2006

Fábrica da Pólvora: campo e cidade?

Photobucket - Video and Image Hosting


A Fábrica da Pólvora em Barcarena é um lugar surpreendente a todos os níveis. Vale bem a pena visitar este sítio que se vai revelando pouco a pouco a cada passo que damos. É extraordinariamente grande e luxuriante. Há vários cafés com esplanadas aprazíveis, alguns deles mesmo embrenhados na 'selva', há uma deliciosa lojita de livros infantis, há concertos e exposições. E há, claro os jardins enormes, completos com regatos e riachos mais as respectivas pontes e afins. Em suma: vale bem a pena visitar a Fábrica da Pólvora. E perdoem-me o lugar comum ou a frase feita, ou mesmo a previsibilidade suspeita, mas a verdade é que desde Sábado até ao próximo dia 19 de Maio ainda vale mais a pena visitá-la! ;)

sexta-feira, abril 28, 2006

Still Believing

Facts
And errors...
They come
And they go
And still i live my life
Without knowing
If i'm right
Or wrong
But i believe
I believe in me
I got to believe...
And maybe
I'll get by

Gunther Dünn

quarta-feira, abril 26, 2006

segunda-feira, abril 24, 2006

Away is the way!

And I need more!

Some people get by
With a little understanding
Some people get by
With a whole lot more
I don’t know
Why you gotta be so undemanding
One thing I know
I want more
I want more

(and I need all the love that I can’t get to)
(and I need all the love I can get)
(and I need all the love that I can’t get to)




quinta-feira, abril 20, 2006

Jovens actores de Portugal......

.....REGOZIJAI-VOS!!!!!

Eis a resposta para um dos grandes males que afligem muitos de vós!! A notícia é dada pelo Correio da Manhã de ontem:

"Cirurgia inédita para abrir a boca"

No Hospital de São José, médicos resolvem problema de (...) anos em dez horas.
Finalmente alguns dos nossos promissores actores poderão abrir a boca para falarem convenientemente e serem ouvidos adequadamente. Finalmente acabou-se aquele murmúrio arrastado e entaremelado que caracteriza o....e a.... e também o..... desgraçadinhos!
Finalmente!

quarta-feira, abril 19, 2006

Ouçam os rapazes!!

"Roubar a música é matar a música. Sempre que sacas uma música estás a contribuir para que os nossos concertos acabem." - D'ZRT



É impressão minha ou esta 'propaganda' de combate ao chamado 'download ilegal de música' feito por estes jovens auto-intitulados "D'ZRT" é altamente contraproducente para os senhores da Associação Fonográfica Portuguesa?

É que perante tal promessa só apetece fazer download de meio mundo para ver se os rapazitos cumprem a promessa e saem de fininho de uma vez por todas!!!!


LOL




Obrigado ao Gustavo por chamar a minha atenção para este paradoxo dos tempos modernos!

segunda-feira, abril 17, 2006

Amorphis "Eclipse"

Amorphis - "Eclipse"



Os finlandeses Amorphis voltaram este ano com um dos melhores álbuns de 2006. Sim, ainda estamos no início, mas algo me diz que lá para Dezembro este álbum provará que se aguenta muito bem com a concorrência e será um dos 10 melhores. Conheci estes senhores no tempo do "Tales From The Thousand Lakes". Na altura era a coisa mais pesada que ouvia e confesso que as vozes 'monstro das bolachas' me faziam alguma confusão. Mas a verdade é que musicalmente eram interessantíssimos e depois tinham aquela versão do "Light my Fire" dos The Doors.
Fiquei fã da banda e em boa hora o fiz porque o álbum seguinte "Elegy" colocou-os, na minha opinião, na lista das melhores bandas de metal de sempre. Ainda hoje considero este álbum como um dos melhores de sempre. Aqui já contavam com o Pasi Koskinen o qual cantava de maneira limpa e melódica o que trouxe um novo e mais bem definido som para eles.
Seguiu-se o "Tuonela" mostrando uma banda cada vez mais 'retro' e 'seventies', repleta de 'calças à boca de sino' e 'patilhas farfalhudas' (lol). Mais uma vez apuraram o seu som neste disco e podemos ouvir uma síntese muito boa entre rock psicadélico, folk, metal, algum pop, etc etc.
Depois, com o "Am Universum" e o "Far From The Sun" veio uma fase mais confusa e negra segundo alguns. Apesar de gostar bastante destes dois álbuns, com especial ênfase no "Am Universum", reconheço que a banda 'marcou o passo' aqui e não 'andou nem desandou'. Entretanto o vocalista acaba por sair.......

E eis senão quando....."Eclipse" chega a nós. Agora com um novo vocalista, Tomi Joutsen, que consegue ser uns pontos melhor que o anterior, com uma voz algo mais melódica e dinâmica, e ao mesmo tempo capaz de 'debitar' alguns urros tipicamente death metal. Pois é, com "Eclipse" temos os Amorphis de volta à boa e velha forma, não se trata tanto dum 'regresso ao passado', mas há de facto elementos que regressam ao som dos Amorphis. No fundo quase que se pode dizer que "Eclipse" consegue pegar em tudo o que de bom há nos vários álbuns dos Amorphis e 'condensá-lo' neste último. Ou seja...temos uma síntese de tudo o que de bom eles fizeram. Temos uma mistura de algum peso do tempo do "...Thousand Lakes", com algum folk do "Elegy", e com o psicadelismo do "Tuonela". Que mais se pode querer? 10/10


quinta-feira, abril 06, 2006

A Mna. Alberto

VESTIR A CAMISOLA

Nunca fui clubística nem tão-pouco partidária, fico antes naquela linha ténue que separa a ética da estética. Inclino-me para a ética mais por defeito do que por feitio.

Quis a bendita que me iniciasse na dança antes sequer de aprender a dançar. Contra conversas de cha-cha-cha de um demagogo enfermo qualquer, vale a inconsciência dos heróis e a vontade das crianças.

Há que aceitar o convite para dançar, ainda que o bolero não seja o nosso forte.

Acabei de rever Cat on a Hot Tin Roof , nervos fora, não sobra nada. Visto a camisola e aceito dançar em pontas num telhado de vidro, qual Cinderela com sapatinhos de cristal. O risco, feito ruga por via do amadurecimento, tece os contornos do dever . "A sina tem que cumprir-se", ecoa Florbela, que desta me Espanca.

Dizem que a idade conquista ponderação, sensatez e sapiência… só ainda não cheguei lá. Percebi que, afinal, a televisão não é assim tão distinta do futebol. Os adeptos são aos milhares. Sempre se segue atentamente a estratégia do adversário e depois há os defesas, os avançados, os pontas-de-lança. Não faltam os que ficam fora de jogo e os goleadores natos. Há ainda os que, vaiados ou não, mudam de clube.

O objectivo é o de sempre: proporcionar o maior espectáculo do mundo. Mudam-se as camisolas, mas os adeptos são os mesmos. O importante é não defraudar o público e, com verdade e clareza, continuar a crescer e a evoluir. Claro que é sempre difícil mudar de casa, mas também é bom reencontrar velhos amigos. Afinal, somos todos uma grande "família", a trabalhar para o mesmo objectivo.

Eu, que nunca fui muito entendida no assunto, vesti a camisola de Dança Comigo para marcar golo, porque nisto do futebol ninguém joga para o empate. E num ápice, o vaivém desenfreado, o ímpeto voraz que tudo arrasta, como diria Honoré de Balzac. "…As luzes, o entusiasmo geral, a ilusão do palco." Cresce a adrenalina, como subiria o pano em noite de estreia. Acção!



Esta pérola da literatura portuguesa viu a luz do dia no Diário de Notícias da passada sexta-feira, 31 de Março. A escriba designada como “Sílvia Alberto” foi convidada para escrever uma coluna de opinião nas páginas referentes à TV. Certamente iluminada pela inspiração divina produziu o magistral texto que acima se reproduz.
Pessoalmente não tenho pretensões de crítico literário ou de especialista em português e, acima de tudo, não me reconheço grandes capacidades para julgar os textos dos outros. Mas, de quando em vez, surgem obras tão fenomenais que têm o condão de me puxar da letargia literária de modo a poder, também eu -embora sem ser convidado- a expressar a minha humilde opinião.

Este pequeno artigo é um desses casos. Ora, se eu digo que não me reconheço capacidades literárias, estou pelo menos a reconhecer as minhas limitações, sejam elas pequenas ou grandes. Mas pelos vistos esse reconhecimento não é feito por toda a gente. Mais uma vez é o caso da Mna. Alberto.

É que, por amor de Deus!! Serei só eu, ou o que a Mna. Alberto escreve é pura e simplesmente um desfilar inconsequente e desconexo de palavras e frases coladas –e mal coladas- presas à parede com cuspo? Parece que a Mna. Alberto quis dar uso ao dicionário de português lá de casa e à enciclopédia, ambos, certamente já meio empoeirados. É que a Mna. Alberto podia não falar de Balzac ou da Florbela Espanca, mas DIZER EFECTIVAMENTE alguma coisa; mas não, no meio de tanta palavra cara e tantas referências acaba por não dizer nada de nada, zero! Não saber é uma coisa, mas não saber e tentar esconder isso debaixo duma capa arrogante de pretensos conhecimentos é do mais ridículo que há.

É que é duma pobreza enorme de espírito e de inteligência, tentar afogar e distrair o leitor com esta quantidade incrível de verborreia! Principalmente quando se está a falar dum programazeco de televisão! A qualidade deste não está em discussão, claro, mas é um raio de um programa de televisão! Que relevância tem a Florbela ou o Honoré para isto? A conclusão é óbvia quanto a mim. A Mna. Alberto não tem minimamente nada no recipiente craniano e quis aproveitar a oportunidade para ‘mostrar que sabia umas coisas’. Ora, nada é mais ridículo do que isso. Mostra apenas arrogância e muita falta de tacto. “O importante ‘é não defraudar o público” diz ela. Deve ser a coisa mais acertada que escreveu. Pena é que não siga o seu próprio conselho.

Ó Mna. Alberto, tenha santa paciência e volte lá para o sítio de onde veio! Deixe-se ficar na televisão a fazer as figuras que normalmente faz. Se isso ‘cola’ na TV, lamentamos informar que na forma escrita só a faz parecer parvinha. É que para escrever é preciso ter alguma coisa para dizer. Alguma coisa! Mesmo que não se conheça o Honoré de Balzac ou a Florbela que a Espanca.


quarta-feira, abril 05, 2006

What the f**k again!!! GAIJAS!

Pronto, para aligeirar um bocado e intervalar na série de verborreia cinéfila meio aborrecida, e porque isto já está a ficar demasiado sério, lembrei-me que tinha ficado de mostrar as gajas. Gajas, gajas! Portanto, para vosso deleite ei-las,com especial enfâse na Mariah Carey em topless!!!!

What the f**k novamente! Quem as viu e quem as vê. Ou, como comer a sopa toda enquanto criança pode fazer maravilhas. Claro que uma operaçãozeca plástica aqui e acolá também ajuda!

Felizmente a Julia Roberts e a Jennifer Lopez conseguiram corrigir o pequeno problema dentário que as afligia. Ficámos a saber também que a Shania Twain deve ter desaparecido de casa de seus pais já nos anos 70 e que a Pamela Anderson como a conhecemos hoje é um clone da original, nascida certamente nos anos 60. Mas a coroa de glória vai mesmo para a Sarah Jessica Parker que melhorou consideravelmente a qualidade dos filmes em que entra. Na foto vemos a prova que nos longínquos anos 50, já com 33 anos de idade a menina era contratada para fazer de alien em filmes de ficção científica de série B.

A semelhança é notável:

terça-feira, abril 04, 2006

Ghost World

Quanto ao “Ghost World” a história é algo diferente. É bastante surpreendente, pelo menos para alguém, como eu, que não conhecia a banda-desenhada na qual o filme é baseado. Se quiserem um termo de comparação pensem no filme “American Splendor”, também ele baseado (mais ou menos) numa banda desenhada. Ambas retratam personagens normais no seu dia a dia a lidarem com os respectivos problemas e crises. A diferença está no facto de, enquanto o “American Splendor” se basear na vida do criador da BD e, como tal, apenas indirectamente na BD, o “Ghost World” baseia-se na história propriamente dita, tal como foi escrita pelo Daniel Clowes. Nunca li, apesar de estar disponível por cá pela Devir, mas parece que é uma adaptação bastante fiel. Até os actores escolhidos parecem perfeitos: Thora Birch (a filha do Kevin Spacey no “American Beauty”), a Scarlett Johanssen (num dos seus primeiros papéis, com 15 anos!) e o grande Steve Buscemi.

É um filme com adolescentes, mas não é definitivamente para adolescentes, ou apenas para adolescentes. Os que o são podem, se calhar, comungar de muito do espírito do filme, os que o já foram podem perfeitamente recordar esse espírito. No fundo é um filme que acaba por retratar um sentimento cada vez mais comum num mundo cada vez mais padronizado e formatado, e, como tal, pode ser apreciado por qualquer um, novo ou velho.

O filme começa quando as duas personagens, Enid (Thora) e Rebecca (Scarlett) acabam o liceu, sendo confrontadas então com as inevitáveis escolhas de vida. Ambas sempre se mantiveram outsiders a todo o sistema liceal, mas agora que isso acabou é hora de ‘crescer’, e a forma como cada uma delas o faz é que dá o tom ao filme.

Enquanto Enid pretende manter esse carácter outsider buscando sempre outras pessoas, freaks ou não, que também o sejam, Rebecca entra na ‘engrenagem’. A partir daqui começamos a ver a forma como as duas amigas progressivamente se afastam dada a grande diferença de vidas que ambas ambicionam. Enid sente-se algo perdida num mundo de plástico e de farsa em que todos sorriem mesmo não estando felizes, consequentemente sabe o que não quer, mas é difícil discernir o que quer efectivamente. Rebecca, entetanto parece que se ‘vendeu’ ao sistema, preocupando-se em arranjar casa, trabalhar e decorar o apartamento. Contar mais do filme significaria estragar de todo em todo a agradável experiência que é vê-lo, por isso o melhor é não contar mais. Mas vale a pena, pela história e pelas actuações. E pelo humor. Um humor bastante sarcástico e cáustico, que sempre aligeira as ‘crises de identidade’ porque Enid passa.

O cerne do filme diz respeito às pessoas que se esforçam para serem normais, para se integrarem, muitas vezes à custa da sua própria personalidade e muitas vezes anulando-se mesmo. Enid faz um esforço sobre-humano para se tentar ‘integrar’ no que a rodeia, o que só lhe traz mais problemas do que os que tinha quando era uma simples ‘outsider. Será essa a ‘mensagem’ do filme (diabo....já meto nojo com estas pretensões)....seja qual for a decisão que uma pessoa tome, não importa se é certa para os outros ou errada, importa sim que seja a que nos faça feliz. Portanto, não é errada a decisão de Rebecca em entrar na engrenagem, pois é essa a decisão que a faz feliz e é assim que consegue perseguir o SEU sonho de infância.



Portanto, nem se condena a decisão de Rebecca nem a decisão (final) de Enid. E não se devem condenar uma vez que são decisões verdadeiras tomadas em respeito por elas próprias e em respeito pelas suas aspirações. O que sim se condena são as pessoas que desistem de si mesmas num esforço anulatório de integração e 'normalidade'. Mais do que a decisão em si, o que conta é como é tomada e onde nos leva.


Bláblábláblábláblá....parabéns a quem ainda estiver a ler e tenha conseguido chegar a este ponto. É que até eu vou ter de parar pois já me estou a sentir algo agoniado com tantos lugares-comuns e disparatagem pomposa em geral.

segunda-feira, abril 03, 2006

You Broke My Back In The Mountain!

Está muito longe do meu objectivo transformar isto num blog cinematográfico. Até porque não sou grande cinéfilo, nem de longe nem de perto. Mas, seja como for, apetece-me ainda falar de outros dois filmes que vi nestes últimos dias: o “Brokeback Mountain” e o “Ghost World”, este último em DVD. Ambos são recomendáveis à sua maneira.

Assim, começando pela ‘cowboyada larilas’, devo dizer que o filme não é mau de todo. Vê-se bem. Tem umas imagens interessantes e uma fotografia relativamente boa. MAS também não é nada de absolutamente fantástico. É um filme simples, interessante pela história que conta e principalmente pela personagem do Heath Ledger. De facto, parece-me que é esta a personagem que está construída em grande profundidade, tanto no que diz respeito á sua vida interior, como à sua vida exterior, nomeadamente na sua relação com a sua família. O outro ‘larilas’, o Jake Gyllenhal surge um pouco como o verdadeiro pervertido, que quase ‘arrasta’ o amigo. No entanto peca talvez por alguma falta de credibilidade ou profundidade na sua personagem. Quase um estereótipo na verdade. Claro que aquele bigode que passa a ter a certa altura no filme não ajuda. Parece um adereço de 3ª categoria mais adequado a um qualquer personagem do ‘Gato Fedorento’.
Na verdade, no seu essencial, é uma história sobre um amor proibido. Uma vez que as cenas mais eventualmente chocantes surgem na primeira parte do filme, podemos depois concentrarmo-nos no desenrolar das vidas de cada um deles, ao mesmo tempo que lidam com o seu ‘segredo’. Enquanto um deles (o Ledger) acaba por ter a sua vida algo destroçada por tudo isso, o outro (Gyllenhal), talvez fruto de ter casado com uma fortuna, faz o possível para manter a situação e ter ambas as vidas. É claro que nunca se pode ter tudo, conforme se verá no final.

Em suma: um filme interessante e a ver, mas, quanto a mim, nada de tão especial ou fantástico quanto o que foi propagado. Vale principalmente, como já disse, pela personagem do Heath Ledger. Uma interpretação francamente boa. Excelente mesmo ao retratar os dissabores não só de uma vida pobre e algo enclausurada, mas também do peso que um segredo daqueles comportava para alguém naquela época.