
Já não me lembro da primeira vez que fui à Feira do Livro de Lisboa. Infelizmente. Já são muitos anos certamente. Sempre no Parque Eduardo VII (com excepção dum ano qualquer em que foi mudada para o Terreiro do Paço, já nem sei porquê), e sempre uma data muito antecipada por mim. Quase como o Natal. Espero ansiosamente pela época em que a Feira presumivelmente abrirá e digo bastas vezes: "Não tarda está aí a Feira do Livro".
É verdade que já não é o acontecimento que era (tal como o Natal, em boa verdade), é verdade que já não traz nada de novo (apesar das anuais tentativas dos organizadores em mostrarem uma imagem nova e dinâmica) e é verdade que os preços já não são assim tão bons (ou então é preciso procurar bem); e é verdade que muitas vezes já se sabe à partida o que se vai encontrar e ver (todos os anos pergunto: "Mas será que ninguém compra aquele livro do Medina?").
Mas também é verdade que continua a dar-me um prazer dos diabos ir àquele sítio e perder-me no meio daqueles corredores (este ano não tão bem organizados), preocupando-me em 'ver' e 'absorver' tudo. Subir e descer aquelas alamedas de forma metódica e organizada é um acontecimento por si só. É um passeio agradável seja a que horas for.
Sim, os preços já não adiantam muito, mas um livro comprado na Feira do Livro ainda tem um valor e um sabor especial.
: )

Sem comentários:
Enviar um comentário