Amorphis - "Eclipse"
Os finlandeses Amorphis voltaram este ano com um dos melhores álbuns de 2006. Sim, ainda estamos no início, mas algo me diz que lá para Dezembro este álbum provará que se aguenta muito bem com a concorrência e será um dos 10 melhores. Conheci estes senhores no tempo do "Tales From The Thousand Lakes". Na altura era a coisa mais pesada que ouvia e confesso que as vozes 'monstro das bolachas' me faziam alguma confusão. Mas a verdade é que musicalmente eram interessantíssimos e depois tinham aquela versão do "Light my Fire" dos The Doors.
Fiquei fã da banda e em boa hora o fiz porque o álbum seguinte "Elegy" colocou-os, na minha opinião, na lista das melhores bandas de metal de sempre. Ainda hoje considero este álbum como um dos melhores de sempre. Aqui já contavam com o Pasi Koskinen o qual cantava de maneira limpa e melódica o que trouxe um novo e mais bem definido som para eles.
Seguiu-se o "Tuonela" mostrando uma banda cada vez mais 'retro' e 'seventies', repleta de 'calças à boca de sino' e 'patilhas farfalhudas' (lol). Mais uma vez apuraram o seu som neste disco e podemos ouvir uma síntese muito boa entre rock psicadélico, folk, metal, algum pop, etc etc.
Depois, com o "Am Universum" e o "Far From The Sun" veio uma fase mais confusa e negra segundo alguns. Apesar de gostar bastante destes dois álbuns, com especial ênfase no "Am Universum", reconheço que a banda 'marcou o passo' aqui e não 'andou nem desandou'. Entretanto o vocalista acaba por sair.......
E eis senão quando....."Eclipse" chega a nós. Agora com um novo vocalista, Tomi Joutsen, que consegue ser uns pontos melhor que o anterior, com uma voz algo mais melódica e dinâmica, e ao mesmo tempo capaz de 'debitar' alguns urros tipicamente death metal. Pois é, com "Eclipse" temos os Amorphis de volta à boa e velha forma, não se trata tanto dum 'regresso ao passado', mas há de facto elementos que regressam ao som dos Amorphis. No fundo quase que se pode dizer que "Eclipse" consegue pegar em tudo o que de bom há nos vários álbuns dos Amorphis e 'condensá-lo' neste último. Ou seja...temos uma síntese de tudo o que de bom eles fizeram. Temos uma mistura de algum peso do tempo do "...Thousand Lakes", com algum folk do "Elegy", e com o psicadelismo do "Tuonela". Que mais se pode querer? 10/10


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