É, sem dúvida, de admirar a eloquência, o poder da retórica, o agudo dom da oratória demonstrado por este jovem autor. A poesia e o romanticismo pulsam vibrantes nestes singelos dizeres, aparentemente escritos displicentemente numa qualquer parede mais ou menos abandonada e, quiçá, não merecedora dum respeitoso segundo olhar, não fosse o caso desta intrigante intervenção plástica na própria textura citadina. É, com efeito, uma acção artística que diz respeito a todo este mundo em que vivemos. Perante tal declaração torna-se impossível não nos sentirmos comovidos. É a própria Natureza do Homem que surge aqui desnudada. A alma real, o seu mais verdadeiro eu! Uma declaração séria de intenções, de quem não tem medo ou receio de falar francamente! Que se seguirá agora? Aguarda-se esperançosamente.
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3 comentários:
qual romeu? qual julieta? espero que shakespeare, camões e outros escritores menores se encolham de vergonha perante isto!
De facto. Concordo plenamente. Estamos perante a arte mais pura e dura. Não há mais nada que se lhe afigure.
Felizmente. LOLOLOL
É todo um épico!Numa frase apenas!
Genial!
F.M.
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