E eis que finalmente me chega às mãos o primeiro opus desta banda de Lisboa/Torres Vedras/Estocolmo. A espera foi bastante, mas compensou largamente em termos de produto final. O que, nos dias que correm, penso ser uma coisa de louvar: a longo prazo um produto com maior qualidade aguenta bem melhor o teste do tempo.
É bem melhor aguardar o tempo que for preciso e ter uma coisa decente do que não aguardar, apressar e ter rapidamente uma coisa que daqui a uns tempos é vista como uma parte do "passado vergonhoso". Não foi isto, portanto, que aconteceu aqui. Os Scaffold Bird ainda têm muito tempo e espaço para se estenderem, para evoluírem e se desenvolverem. Se o vão conseguir ou não, logo se saberá. Mas entretanto já é uma vitória e um ponto positivo poderem saber que este primeiro lançamento (de autor) prima pela excelência a todos os níveis e pelo bom gosto e cuidado de apresentação.
Ou seja, acho que daqui a uns bons anos, quando forem velhos e gordos e cheios de massa (lol) poderão olhar para trás e ainda ficarem orgulhosos desta rodela de música.
Começa logo pela capa, simples e muito básica, mas que traduz com eficácia o conteúdo musical do EP. Música bastante contemplativa e atmosférica, especialmente nas duas faixas que abrem o disco, "Soft Rain" e "Silent Dream". Os próprios títulos dão uma pista dos ambientes sonoros que trazem até nós: melodias suaves e muito melancólicas onde predomina o uso das guitarras e da voz.
Mas é nas duas faixas seguintes "Awake in a Halo" e "Visible", com banda completa, que a banda brilha, a meu ver. A melancolia continua presente, mas é agora acompanhada com uma descarga eléctrica mais vigorosa, como só um baixo, bateria e guitarras podem dar. Os riffs e as melodias são complexos, técnicos e intrincados, mas são também bastante apelativos e audíveis para os menos habituados a estas sonoridades mais 'complicadas'. As comparações são inevitáveis, pelo que falar em Anathema e Opeth não é de todo descabido. Aliás, o facto de a banda ter duas versões destas duas bandas é um bom indicador disso mesmo.
É bem melhor aguardar o tempo que for preciso e ter uma coisa decente do que não aguardar, apressar e ter rapidamente uma coisa que daqui a uns tempos é vista como uma parte do "passado vergonhoso". Não foi isto, portanto, que aconteceu aqui. Os Scaffold Bird ainda têm muito tempo e espaço para se estenderem, para evoluírem e se desenvolverem. Se o vão conseguir ou não, logo se saberá. Mas entretanto já é uma vitória e um ponto positivo poderem saber que este primeiro lançamento (de autor) prima pela excelência a todos os níveis e pelo bom gosto e cuidado de apresentação.
Ou seja, acho que daqui a uns bons anos, quando forem velhos e gordos e cheios de massa (lol) poderão olhar para trás e ainda ficarem orgulhosos desta rodela de música.
Começa logo pela capa, simples e muito básica, mas que traduz com eficácia o conteúdo musical do EP. Música bastante contemplativa e atmosférica, especialmente nas duas faixas que abrem o disco, "Soft Rain" e "Silent Dream". Os próprios títulos dão uma pista dos ambientes sonoros que trazem até nós: melodias suaves e muito melancólicas onde predomina o uso das guitarras e da voz.
Mas é nas duas faixas seguintes "Awake in a Halo" e "Visible", com banda completa, que a banda brilha, a meu ver. A melancolia continua presente, mas é agora acompanhada com uma descarga eléctrica mais vigorosa, como só um baixo, bateria e guitarras podem dar. Os riffs e as melodias são complexos, técnicos e intrincados, mas são também bastante apelativos e audíveis para os menos habituados a estas sonoridades mais 'complicadas'. As comparações são inevitáveis, pelo que falar em Anathema e Opeth não é de todo descabido. Aliás, o facto de a banda ter duas versões destas duas bandas é um bom indicador disso mesmo.
E acima de tudo, o que me surpreendeu mais foi a produção cristalina do disco. Porque já se sabe que muitas bandas têm um bom som ao vivo, mas depois nas primeiras gravações o som não corresponde. Felizmente que isso aqui não aconteceu, o que também é mais um sinal de que a espera compensa.
Aguardam-se agora os concertos.
Scaffold Bird - Live at Porto dinheiro
Aguardam-se agora os concertos.
Scaffold Bird - Live at Porto dinheiro
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4 comentários:
Tive a ouvir no carro do Nuno e acheio chato e repetitivo. Nao é realmente o meu estilo de som.
Alguns só gostam é do trolaró da feira popular....
LOL
Ok DREMASTER. Pelo menos ouviste e fizeste questão de expressar a tua opinião negativa. O que é sempre de muita ajuda.
Enfim. Eu, como se vê, não o achei nada chato nem nada repetitivo. ANTES pelo contrário mesmo.
Mas pronto, opiniões.
LOL
Realmente há cada um.....
Opiniões pronto....mas dar-se ao trabalho de comentar só para falar mal é triste.
Enfim....
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