sexta-feira, abril 28, 2006

Still Believing

Facts
And errors...
They come
And they go
And still i live my life
Without knowing
If i'm right
Or wrong
But i believe
I believe in me
I got to believe...
And maybe
I'll get by

Gunther Dünn

quarta-feira, abril 26, 2006

segunda-feira, abril 24, 2006

Away is the way!

And I need more!

Some people get by
With a little understanding
Some people get by
With a whole lot more
I don’t know
Why you gotta be so undemanding
One thing I know
I want more
I want more

(and I need all the love that I can’t get to)
(and I need all the love I can get)
(and I need all the love that I can’t get to)




quinta-feira, abril 20, 2006

Jovens actores de Portugal......

.....REGOZIJAI-VOS!!!!!

Eis a resposta para um dos grandes males que afligem muitos de vós!! A notícia é dada pelo Correio da Manhã de ontem:

"Cirurgia inédita para abrir a boca"

No Hospital de São José, médicos resolvem problema de (...) anos em dez horas.
Finalmente alguns dos nossos promissores actores poderão abrir a boca para falarem convenientemente e serem ouvidos adequadamente. Finalmente acabou-se aquele murmúrio arrastado e entaremelado que caracteriza o....e a.... e também o..... desgraçadinhos!
Finalmente!

quarta-feira, abril 19, 2006

Ouçam os rapazes!!

"Roubar a música é matar a música. Sempre que sacas uma música estás a contribuir para que os nossos concertos acabem." - D'ZRT



É impressão minha ou esta 'propaganda' de combate ao chamado 'download ilegal de música' feito por estes jovens auto-intitulados "D'ZRT" é altamente contraproducente para os senhores da Associação Fonográfica Portuguesa?

É que perante tal promessa só apetece fazer download de meio mundo para ver se os rapazitos cumprem a promessa e saem de fininho de uma vez por todas!!!!


LOL




Obrigado ao Gustavo por chamar a minha atenção para este paradoxo dos tempos modernos!

segunda-feira, abril 17, 2006

Amorphis "Eclipse"

Amorphis - "Eclipse"



Os finlandeses Amorphis voltaram este ano com um dos melhores álbuns de 2006. Sim, ainda estamos no início, mas algo me diz que lá para Dezembro este álbum provará que se aguenta muito bem com a concorrência e será um dos 10 melhores. Conheci estes senhores no tempo do "Tales From The Thousand Lakes". Na altura era a coisa mais pesada que ouvia e confesso que as vozes 'monstro das bolachas' me faziam alguma confusão. Mas a verdade é que musicalmente eram interessantíssimos e depois tinham aquela versão do "Light my Fire" dos The Doors.
Fiquei fã da banda e em boa hora o fiz porque o álbum seguinte "Elegy" colocou-os, na minha opinião, na lista das melhores bandas de metal de sempre. Ainda hoje considero este álbum como um dos melhores de sempre. Aqui já contavam com o Pasi Koskinen o qual cantava de maneira limpa e melódica o que trouxe um novo e mais bem definido som para eles.
Seguiu-se o "Tuonela" mostrando uma banda cada vez mais 'retro' e 'seventies', repleta de 'calças à boca de sino' e 'patilhas farfalhudas' (lol). Mais uma vez apuraram o seu som neste disco e podemos ouvir uma síntese muito boa entre rock psicadélico, folk, metal, algum pop, etc etc.
Depois, com o "Am Universum" e o "Far From The Sun" veio uma fase mais confusa e negra segundo alguns. Apesar de gostar bastante destes dois álbuns, com especial ênfase no "Am Universum", reconheço que a banda 'marcou o passo' aqui e não 'andou nem desandou'. Entretanto o vocalista acaba por sair.......

E eis senão quando....."Eclipse" chega a nós. Agora com um novo vocalista, Tomi Joutsen, que consegue ser uns pontos melhor que o anterior, com uma voz algo mais melódica e dinâmica, e ao mesmo tempo capaz de 'debitar' alguns urros tipicamente death metal. Pois é, com "Eclipse" temos os Amorphis de volta à boa e velha forma, não se trata tanto dum 'regresso ao passado', mas há de facto elementos que regressam ao som dos Amorphis. No fundo quase que se pode dizer que "Eclipse" consegue pegar em tudo o que de bom há nos vários álbuns dos Amorphis e 'condensá-lo' neste último. Ou seja...temos uma síntese de tudo o que de bom eles fizeram. Temos uma mistura de algum peso do tempo do "...Thousand Lakes", com algum folk do "Elegy", e com o psicadelismo do "Tuonela". Que mais se pode querer? 10/10


quinta-feira, abril 06, 2006

A Mna. Alberto

VESTIR A CAMISOLA

Nunca fui clubística nem tão-pouco partidária, fico antes naquela linha ténue que separa a ética da estética. Inclino-me para a ética mais por defeito do que por feitio.

Quis a bendita que me iniciasse na dança antes sequer de aprender a dançar. Contra conversas de cha-cha-cha de um demagogo enfermo qualquer, vale a inconsciência dos heróis e a vontade das crianças.

Há que aceitar o convite para dançar, ainda que o bolero não seja o nosso forte.

Acabei de rever Cat on a Hot Tin Roof , nervos fora, não sobra nada. Visto a camisola e aceito dançar em pontas num telhado de vidro, qual Cinderela com sapatinhos de cristal. O risco, feito ruga por via do amadurecimento, tece os contornos do dever . "A sina tem que cumprir-se", ecoa Florbela, que desta me Espanca.

Dizem que a idade conquista ponderação, sensatez e sapiência… só ainda não cheguei lá. Percebi que, afinal, a televisão não é assim tão distinta do futebol. Os adeptos são aos milhares. Sempre se segue atentamente a estratégia do adversário e depois há os defesas, os avançados, os pontas-de-lança. Não faltam os que ficam fora de jogo e os goleadores natos. Há ainda os que, vaiados ou não, mudam de clube.

O objectivo é o de sempre: proporcionar o maior espectáculo do mundo. Mudam-se as camisolas, mas os adeptos são os mesmos. O importante é não defraudar o público e, com verdade e clareza, continuar a crescer e a evoluir. Claro que é sempre difícil mudar de casa, mas também é bom reencontrar velhos amigos. Afinal, somos todos uma grande "família", a trabalhar para o mesmo objectivo.

Eu, que nunca fui muito entendida no assunto, vesti a camisola de Dança Comigo para marcar golo, porque nisto do futebol ninguém joga para o empate. E num ápice, o vaivém desenfreado, o ímpeto voraz que tudo arrasta, como diria Honoré de Balzac. "…As luzes, o entusiasmo geral, a ilusão do palco." Cresce a adrenalina, como subiria o pano em noite de estreia. Acção!



Esta pérola da literatura portuguesa viu a luz do dia no Diário de Notícias da passada sexta-feira, 31 de Março. A escriba designada como “Sílvia Alberto” foi convidada para escrever uma coluna de opinião nas páginas referentes à TV. Certamente iluminada pela inspiração divina produziu o magistral texto que acima se reproduz.
Pessoalmente não tenho pretensões de crítico literário ou de especialista em português e, acima de tudo, não me reconheço grandes capacidades para julgar os textos dos outros. Mas, de quando em vez, surgem obras tão fenomenais que têm o condão de me puxar da letargia literária de modo a poder, também eu -embora sem ser convidado- a expressar a minha humilde opinião.

Este pequeno artigo é um desses casos. Ora, se eu digo que não me reconheço capacidades literárias, estou pelo menos a reconhecer as minhas limitações, sejam elas pequenas ou grandes. Mas pelos vistos esse reconhecimento não é feito por toda a gente. Mais uma vez é o caso da Mna. Alberto.

É que, por amor de Deus!! Serei só eu, ou o que a Mna. Alberto escreve é pura e simplesmente um desfilar inconsequente e desconexo de palavras e frases coladas –e mal coladas- presas à parede com cuspo? Parece que a Mna. Alberto quis dar uso ao dicionário de português lá de casa e à enciclopédia, ambos, certamente já meio empoeirados. É que a Mna. Alberto podia não falar de Balzac ou da Florbela Espanca, mas DIZER EFECTIVAMENTE alguma coisa; mas não, no meio de tanta palavra cara e tantas referências acaba por não dizer nada de nada, zero! Não saber é uma coisa, mas não saber e tentar esconder isso debaixo duma capa arrogante de pretensos conhecimentos é do mais ridículo que há.

É que é duma pobreza enorme de espírito e de inteligência, tentar afogar e distrair o leitor com esta quantidade incrível de verborreia! Principalmente quando se está a falar dum programazeco de televisão! A qualidade deste não está em discussão, claro, mas é um raio de um programa de televisão! Que relevância tem a Florbela ou o Honoré para isto? A conclusão é óbvia quanto a mim. A Mna. Alberto não tem minimamente nada no recipiente craniano e quis aproveitar a oportunidade para ‘mostrar que sabia umas coisas’. Ora, nada é mais ridículo do que isso. Mostra apenas arrogância e muita falta de tacto. “O importante ‘é não defraudar o público” diz ela. Deve ser a coisa mais acertada que escreveu. Pena é que não siga o seu próprio conselho.

Ó Mna. Alberto, tenha santa paciência e volte lá para o sítio de onde veio! Deixe-se ficar na televisão a fazer as figuras que normalmente faz. Se isso ‘cola’ na TV, lamentamos informar que na forma escrita só a faz parecer parvinha. É que para escrever é preciso ter alguma coisa para dizer. Alguma coisa! Mesmo que não se conheça o Honoré de Balzac ou a Florbela que a Espanca.


quarta-feira, abril 05, 2006

What the f**k again!!! GAIJAS!

Pronto, para aligeirar um bocado e intervalar na série de verborreia cinéfila meio aborrecida, e porque isto já está a ficar demasiado sério, lembrei-me que tinha ficado de mostrar as gajas. Gajas, gajas! Portanto, para vosso deleite ei-las,com especial enfâse na Mariah Carey em topless!!!!

What the f**k novamente! Quem as viu e quem as vê. Ou, como comer a sopa toda enquanto criança pode fazer maravilhas. Claro que uma operaçãozeca plástica aqui e acolá também ajuda!

Felizmente a Julia Roberts e a Jennifer Lopez conseguiram corrigir o pequeno problema dentário que as afligia. Ficámos a saber também que a Shania Twain deve ter desaparecido de casa de seus pais já nos anos 70 e que a Pamela Anderson como a conhecemos hoje é um clone da original, nascida certamente nos anos 60. Mas a coroa de glória vai mesmo para a Sarah Jessica Parker que melhorou consideravelmente a qualidade dos filmes em que entra. Na foto vemos a prova que nos longínquos anos 50, já com 33 anos de idade a menina era contratada para fazer de alien em filmes de ficção científica de série B.

A semelhança é notável:

terça-feira, abril 04, 2006

Ghost World

Quanto ao “Ghost World” a história é algo diferente. É bastante surpreendente, pelo menos para alguém, como eu, que não conhecia a banda-desenhada na qual o filme é baseado. Se quiserem um termo de comparação pensem no filme “American Splendor”, também ele baseado (mais ou menos) numa banda desenhada. Ambas retratam personagens normais no seu dia a dia a lidarem com os respectivos problemas e crises. A diferença está no facto de, enquanto o “American Splendor” se basear na vida do criador da BD e, como tal, apenas indirectamente na BD, o “Ghost World” baseia-se na história propriamente dita, tal como foi escrita pelo Daniel Clowes. Nunca li, apesar de estar disponível por cá pela Devir, mas parece que é uma adaptação bastante fiel. Até os actores escolhidos parecem perfeitos: Thora Birch (a filha do Kevin Spacey no “American Beauty”), a Scarlett Johanssen (num dos seus primeiros papéis, com 15 anos!) e o grande Steve Buscemi.

É um filme com adolescentes, mas não é definitivamente para adolescentes, ou apenas para adolescentes. Os que o são podem, se calhar, comungar de muito do espírito do filme, os que o já foram podem perfeitamente recordar esse espírito. No fundo é um filme que acaba por retratar um sentimento cada vez mais comum num mundo cada vez mais padronizado e formatado, e, como tal, pode ser apreciado por qualquer um, novo ou velho.

O filme começa quando as duas personagens, Enid (Thora) e Rebecca (Scarlett) acabam o liceu, sendo confrontadas então com as inevitáveis escolhas de vida. Ambas sempre se mantiveram outsiders a todo o sistema liceal, mas agora que isso acabou é hora de ‘crescer’, e a forma como cada uma delas o faz é que dá o tom ao filme.

Enquanto Enid pretende manter esse carácter outsider buscando sempre outras pessoas, freaks ou não, que também o sejam, Rebecca entra na ‘engrenagem’. A partir daqui começamos a ver a forma como as duas amigas progressivamente se afastam dada a grande diferença de vidas que ambas ambicionam. Enid sente-se algo perdida num mundo de plástico e de farsa em que todos sorriem mesmo não estando felizes, consequentemente sabe o que não quer, mas é difícil discernir o que quer efectivamente. Rebecca, entetanto parece que se ‘vendeu’ ao sistema, preocupando-se em arranjar casa, trabalhar e decorar o apartamento. Contar mais do filme significaria estragar de todo em todo a agradável experiência que é vê-lo, por isso o melhor é não contar mais. Mas vale a pena, pela história e pelas actuações. E pelo humor. Um humor bastante sarcástico e cáustico, que sempre aligeira as ‘crises de identidade’ porque Enid passa.

O cerne do filme diz respeito às pessoas que se esforçam para serem normais, para se integrarem, muitas vezes à custa da sua própria personalidade e muitas vezes anulando-se mesmo. Enid faz um esforço sobre-humano para se tentar ‘integrar’ no que a rodeia, o que só lhe traz mais problemas do que os que tinha quando era uma simples ‘outsider. Será essa a ‘mensagem’ do filme (diabo....já meto nojo com estas pretensões)....seja qual for a decisão que uma pessoa tome, não importa se é certa para os outros ou errada, importa sim que seja a que nos faça feliz. Portanto, não é errada a decisão de Rebecca em entrar na engrenagem, pois é essa a decisão que a faz feliz e é assim que consegue perseguir o SEU sonho de infância.



Portanto, nem se condena a decisão de Rebecca nem a decisão (final) de Enid. E não se devem condenar uma vez que são decisões verdadeiras tomadas em respeito por elas próprias e em respeito pelas suas aspirações. O que sim se condena são as pessoas que desistem de si mesmas num esforço anulatório de integração e 'normalidade'. Mais do que a decisão em si, o que conta é como é tomada e onde nos leva.


Bláblábláblábláblá....parabéns a quem ainda estiver a ler e tenha conseguido chegar a este ponto. É que até eu vou ter de parar pois já me estou a sentir algo agoniado com tantos lugares-comuns e disparatagem pomposa em geral.

segunda-feira, abril 03, 2006

You Broke My Back In The Mountain!

Está muito longe do meu objectivo transformar isto num blog cinematográfico. Até porque não sou grande cinéfilo, nem de longe nem de perto. Mas, seja como for, apetece-me ainda falar de outros dois filmes que vi nestes últimos dias: o “Brokeback Mountain” e o “Ghost World”, este último em DVD. Ambos são recomendáveis à sua maneira.

Assim, começando pela ‘cowboyada larilas’, devo dizer que o filme não é mau de todo. Vê-se bem. Tem umas imagens interessantes e uma fotografia relativamente boa. MAS também não é nada de absolutamente fantástico. É um filme simples, interessante pela história que conta e principalmente pela personagem do Heath Ledger. De facto, parece-me que é esta a personagem que está construída em grande profundidade, tanto no que diz respeito á sua vida interior, como à sua vida exterior, nomeadamente na sua relação com a sua família. O outro ‘larilas’, o Jake Gyllenhal surge um pouco como o verdadeiro pervertido, que quase ‘arrasta’ o amigo. No entanto peca talvez por alguma falta de credibilidade ou profundidade na sua personagem. Quase um estereótipo na verdade. Claro que aquele bigode que passa a ter a certa altura no filme não ajuda. Parece um adereço de 3ª categoria mais adequado a um qualquer personagem do ‘Gato Fedorento’.
Na verdade, no seu essencial, é uma história sobre um amor proibido. Uma vez que as cenas mais eventualmente chocantes surgem na primeira parte do filme, podemos depois concentrarmo-nos no desenrolar das vidas de cada um deles, ao mesmo tempo que lidam com o seu ‘segredo’. Enquanto um deles (o Ledger) acaba por ter a sua vida algo destroçada por tudo isso, o outro (Gyllenhal), talvez fruto de ter casado com uma fortuna, faz o possível para manter a situação e ter ambas as vidas. É claro que nunca se pode ter tudo, conforme se verá no final.

Em suma: um filme interessante e a ver, mas, quanto a mim, nada de tão especial ou fantástico quanto o que foi propagado. Vale principalmente, como já disse, pela personagem do Heath Ledger. Uma interpretação francamente boa. Excelente mesmo ao retratar os dissabores não só de uma vida pobre e algo enclausurada, mas também do peso que um segredo daqueles comportava para alguém naquela época.

quarta-feira, março 29, 2006

V for Vendetta


Ora bem, se me perguntarem porque é que fui ver este filme a resposta é simples. Não foi por causa do trailer, que mal vi; não foi por causa do realizador, que não conheço; não foi por causa dos irmãos Wachowski, criadores do 'Matrix', cujos dois últimos filmes são algo 'patetas'; e não foi nem pela Natalie Portman ou pelo Hugo Weaving sequer, apesar de serem bons actores. Não. Foi por tudo isso um pouco, mas principalmente pelo facto de se basear numa Graphic Novel escrita pelo Alan Moore, o génio que escreveu os 'Watchmen', 'The League of Extraordinary Gentlemen' e 'From Hell'. De facto o Alan Moore é um escritor fantástico que só não tem mais reconhecimento geral porque escolheu escrever no mundo da banda desenhada ou, se quisermos, das Graphic Novels.
A Liga dos Cavaleiros Extraordinários já foi adaptada ao cinema duma forma terrivelmente desastrosa a meu ver. Está certo que os livros são extremamente complexos e pejados de uma quantidade alucinante de referências históricas e literárias, o que tornaria difícil uma adaptação boa, mas a que foi efectivamente feita foi terrível. Mas adiante.

No caso do "V for Vendetta", a adaptação está soberba e não deixa nada a desejar. Sim, alguns personagens não constam, e alguns aspectos do argumento foram alterados...mas isso em nada prejudica a história.

E é aqui, na história, que reside o mais interessante do filme. Sim, há violência e acção a rodos, mas são bastante secundários. Surpreendentemente o realizador conseguiu resistir à tentação oferecida por uma história deste género e não pôs o enfâse nos efeitos especiais, mas sim na história e personagens. Como li algures: não se trata dum filme de acção, mas sim dum filme com muita acção. Mais ou menos como o primeiro 'Matrix': uma boa história e personagens servida por muita acção. Nada a ver com as sequelas deste: muita acção e pouca história.

E a história diz respeito directamente à condição humana, às ideias e ideologias que comandam o Homem, tanto do seu interior, como do exterior. Diz respeito à dignidade e respeito pelo ser humano, diz respeito à liberdade e luta pelos direitos de cada um e de todos. Diz respeito, no fundo, à luta contra o medo. O medo de tudo que tomou conta da sociedade e a consequente desresponsabilização do indivíduo até à sua quase anulação.

Na linha do "1984", "Admirável Mundo Novo", "Equilibrium", e "Nós", temos a história dum indivíduo que luta contra um sistema organizado e imposto pela força. Pergunto-me se alguém terá apreciado a ironia de ver o John Hurt a desempenhar o papel de ditador máximo, anos depois de ter desempenhado o papel do indivíduo lutador e oprimido no "1984".

Há quem se tenha mostrado chocado como, nos dias de hoje, um filme tem como (anti-) herói um 'terrorista' e 'fora-da-lei' que pretende explodir o edifício do Parlamento Britânico. Mas não vejo que haja justificação no filme, pois aí os verdadeiros terroristas são os detentores do poder que conseguiram 'implodir' com os direitos e liberdades individuais da população. Daí surge a personagem 'V', como um símbolo de justiça, como um símbolo de união e de propósito por alguma coisa maior e melhor. Tal como é dito, não é o povo que deve temer os seus governantes, mas sim os governantes que devem temer o povo. Precisamente por ele ser um símbolo é que nunca se sabe realmente quem é o 'homem' por detrás da máscara, apesar de vários indícios deixarem muita latitude ao espectador para construir a sua teoria. Nunca se sabe, nem é necessário saber. O verdadeiro herói do filme não é 'V', mas sim os seus ideais.

Um filme politicamente cliché ou utópico? Talvez, mas a ideia é válida e actual. O filme chega até a ser assustador quando (passa-se no futuro, depois da III Guerra Mundial provocada pelos EUA) certos aspectos do seu passado apresentam muitas semelhanças com o nosso presente.
Um bom filme sim senhor que promete muito e cumpre muito. E finalmente aprendi quem diabo era o Guy Fawkes, que no século XVII tentou precisamente explodir o Parlamento inglês em resposta às perseguições que a Coroa fazia aos Católicos. Ainda hoje o dia 5 de Novembro é feriado no Reino Unido em comemoração do falhanço dessa tentativa. Mas como alguém escreveu: perguntem às pessoas que se reúnem todas as noites de 5 de Novembro à volta das fogueiras e do fogo de artifício (é a chamada 'bonfire night') o que estão a comemorar. Se o falhanço da tentativa se o facto de ter havido alguém que tentou.



Remember remember the fifth of November
Gunpowder, treason and plot.
I see no reason why gunpowder, treason
Should ever be forgot...

terça-feira, março 21, 2006

Party and Party Hard!!!!!

Sempre achei relativamente interessante o conceito musical de fazer uma 'versão'. Acho piada quando uma banda 'pega' numa canção que não é sua e dá-lhe a sua interpretação. Há versões interessantíssimas e outras que nem por isso. São interessantes quando a banda em causa torna a canção alvo da versão numa canção 'sua', ou seja, quando não há uma colagem demasiado evidente, o que torna tudo mais aborrecido e algo irrelevante. Há outras que adoptam uma atitude intermédia e, embora não se afastando muito do original, conseguem dar algum cunho pessoal à canção. Assim, é sempre interessante ver como a banda aborda, interpreta ou homenageia a canção.

O heavy metal está cheio, mas cheio, de versões. Não é estranho aparecer uma versão incluída nalguma edição especial dum disco, ou como lado-B dum single. E também não é, infelizmente estranho a profusão (que atinge níveis de praga quase) de discos inteiros de versões, em que certas bandas se reúnem para homenagear determinada banda.

Acabam por ser um tanto ou quanto redundantes as versões, é verdade, mas, como disse, às vezes ainda consigo descobrir algum interesse, nem que seja motivado pela curiosidade. Aqui há uns anos a Nuclear Blast lançou um disco em que várias bandas de metal prestavam homenagem aos ABBA, e por mais bacoco e pindérico que isso possa soar (não os ABBA, mas sim as versões!), o facto é que, quanto a mim, funcionou muito bem.

Versões heavy metal de músicas pop ou rock, trazem um interesse acrescido: é que tem de haver necessariamente alguma coisa de diferente, para o bom ou para o mau. Isto mais o facto de ter começado a reparar na existência cada vez maior de versões isoladas de canções pop levou-me a ter a ideia peregrina de as juntar todas...e ao mesmo tempo outra ideia surgiu.

Portanto, sem mais delongas e para gáudio das multidões (ie, eu e a Maria), eis a(s) compilaçãozita(s)!

Pet Shop Boys - It's A Sin - Gamma Ray

Seal - Crazy - Iron Savior

Ultravox - Dancing With Tars In My Eyes - Freedom Call

Irene Cara - Fame - Adagio

Cream - White Room - Demons & Wizards

Skunk Anansie - Brazen - Oliver Hartmann

Supertramp - The Logical Song - At Vance

Bette Middler - Wind Beneath My Wings - Sonata Arctica

Andrew Sisters - Mr. Sandman - Blind Guardian

A-Ha - Take On Me - Vision Divine

Ultravox - Hymn - Edguy

Seal - Killer - Angel Dust

Sandra - In The Heat Of The Night - To/Die/For

Simple Minds - Don't You (Forget About Me) - Steel Prophet

Leann Rhymes - Suddenly - Danny Vaughn

Depeche Mode - Sacred - Moonspell

ABBA - Money Money Money - At Vance

The Beatles - Eleanor Rigby - Pain

Steppenwolf - Born To Be Wild - Slayer

terça-feira, março 14, 2006

Atarfe Vega Rock

Pois foi, pois foi....



Lá fomos em mais uma excursão (ou deverei dizer 'incursão'?) metaleira a terras espanholas. Atarfe desta vez, perto da cidade de Granada. Atarfe Vega Rock foi a razão que levou 7 portugueses a aventurarem-se por essas terras selvagens e perdidas no tempo.
Correu muito bem, tudo muito bem realmente. A viagem de ida e volta, a estadia, o festival, tudo. O pessoal era, como já é costume, fixe. Para além disso havia cerveja, metal, merchandising, etc....tudo nas sete quintas portanto.

Não me vou alongar exaustivamente aqui sobre uma apreciação geral do festival ou uma crítica em particular de cada um dos concertos que vi. Direi apenas que o festival correu bem regra geral e que vi alguns dos melhores concertos de sempre; WASP e Testament por exemplo. Tanto uns como os outros redimiram-se em pleno das anteriores prestações que tinha visto e deram uns concertaços magnifícos. A juntar a isso as surpresas muito boas que foram Moonsorrow e Ten e a actuação dos Gamma Ray que quase que 'irritam' de tão bons que sejam, temos então um resultado final muito bom!

Não vale a pena tentar descrever as sensações que assaltam um fã ao estar a assistir um concerto como o que os WASP deram, ou os Gamma Ray, ou, principalmente os Testament. É uma sensação única de festa em comunhão com todos....uma sensação do género: 'só quem está aqui e agora é que sabe o que está a ver e a sentir!' Por muitos posts que se escrevam subordinados ao tema 'Porque é que eu gosto de Heavy Metal', nunca se chegará perto da verdadeira razão. Só visto.
Muito fixe.

segunda-feira, março 13, 2006

Back!


E foi assim de Quinta a Domingo.....

Heavy Metal para a carola!!!!! \m/

segunda-feira, março 06, 2006

IMBB-The End Of An Era

March, 6th 2006 - Last posting day...


Well, March 7th 2006 signals the end of an era with the complete shut down of the IMBB. I know it may sound silly and even childish giving such importance to that event, but as much strange that may sound, the fact is that I found amazing friendship and comradeship and the finest sense of humour in that Bulletin Board, not to mention tons of excellent music.
It helped me during work hours, it helped me when I was feeling bored and it did help me when I was feeling down.

It’s a strange thing talking about friendship that in reality is a ‘virtual’ friendship…it’s something that, I know, many can’t conceive or understand, but it did happen, and it was good and fun. I’m glad I had the chance to meet Nael, who came from the United Arabian Emirates last June, expressly to meet us and watch his first Maiden show. And hmc_777, who came directly from Brazil to see the Portuguese show and go with us into Spain for the Lorca Festival.

I’m glad I got to know the best possible way Martin, John, Staffan, Antti, James, Anna, Suzanne, Ron, David, Stefan, Caroline, Linda, Thomas, Minos, Lewis, Heitor, Vicente, Chiel, Johan, Dave, Thiago, Richard, Hector and Simon. I was allowed to speak and have fun with Finnish, Swedish, Danish, Norwegian, Germans, British, Irish, Scottish, Spanish, Greek, Lybians, Americans, Australians, Polish, Brazilian and Portuguese people. I learned a lot about so many countries and customs. And as a bonus I even improved my English which was a mess a few years ago! LOL I celebrated the marriage of Martin and the birth of his little son, with a new one coming already! I met David’s son and Suzanne’s two sons as well. We talked about everything friends talked about, music, movies, friendship, family, etc etc…..so, as stranger that may sound, I would call it a good friendship. For that I thank you all. And I’m glad that I have all your emails and some of your MSN contacts (Martin: don’t sweat it, I’ll work it out someway!).

Finally I’m glad I got to meet all the guys from the Portuguese thread: Pedro, Nuno, Fernando, Nelson, Gustavo, Tânia, Emanuel, Ricardo, Daniel, João, Sandra, Mário, Logan, and I’m pretty sure that there will be more meetings for us ahead, although they will not be called “IMBB’ers Official Meetings” anymore.

It was truly an honour, privilege and pleasure to have been a part of this online adventure that was the IMBB. I have never seen a BB like this one and I guess I won’t see it again in the future. Like James said: “This whole thing may seem soppy, lame or geeky to you reading it, but I don’t care”, because it was really worth it!
It was really amazing and i know that it'll be hard for someone who's in the outside to even begin to understand what this experience truly meant for everyone in.

Thanks to everyone, for everything.

quinta-feira, março 02, 2006

What the f**k!?

Bem...realmente isto prova que um gajo nunca sabe onde é que vai parar no futuro...

Image hosting by Photobucket

Quem haveria de dizer que esta coleção de cromos daria lugar aos gajos que a gente conhece hoje? Realmente, olhando para alguns destes 'nerds' nunca iríamos dizer que se tratam de pessoas tão 'poderosas' actualmente. Veja-se o Jean Claude Van Damme. É notório que foi bastante gozado na escola, principalmente por ser um caixa de óculos tão perfeito. Deve ter sido depois de ter tirado aquela fotografia que decidiu dedicar-se às artes da porrada e do partir do tijolo. Naturalmente o rapaz precisava de se defender.
E isso certamente foi coisa que não aconteceu com aquele estereótipo de 'nerd', 'geek' ou mesmo marrão, do Marilyn Manson. Obviamente que um gajo com aqueles dentes e colarinhos (e o cabelo...meu Deus!!!) deve ter sido bastante gozado e importunado na sua infância. E muita porrada deve ter levado no toutiço. É compreensível que o jovem tenha crescido e se transformado no ser indeterminável e abjecto que é. Embora lhe reconheça alguma inteligência ainda. Deve ser parte do marrão que ainda não foi absorvida pelo alien.
Por falar em dentes...vejam só o Tom Cruise! Que raio de apêndice dentário solitário é aquele que parece querer fugir do maxilar superior?
O jovem Eminem também piorou com a idade. Felizmente, e para contrabalançar, o mesmo não aconteceu com o George Clooney, cuja idade e cabelos grisalhos conseguiram apagar o 'ar das barracas' que o rapazito tinha.
Enfim. Quem diria?

quarta-feira, março 01, 2006

Yeeeees........

It's Alive!!!


Pois é, pois é. Apesar de tudo it's alive. E kicking de vez em quando. Realmente não tenho encontrado nada que seja digno, ou que me apeteça sequer pôr aqui. Enfim é a vida. Deve ser a isto que se costuma chamar de 'writer's block'. Muito interessante. Mas a verdade é que não se me ocorre nada. Foram dias muito ocupados por vezes e cheguei à conclusão que não perceber de futebol, carros, obras, armamento em geral, vinhos e música de dança electrónica pode efectivamente ser um pequeno handicap social. Felizmente não me preocupo muito com isso. Há outras coisas também. Estava só a pensar.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Waiting...

A ver vamos...


Edit em 18 de Outubro de 2007. Pena, mas já não consigo encontrar a imagem que estava aqui. Enfim...eram apenas os olhos do Eddie, enquanto que deste lado se esperava (em vão, sabe-se agora) pela marcação de um concerto de Iron Maiden em Portugal, no dia em que começaram a ser anunciadas várias datas.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Walk the Line

Ok. Para ser curto e grosso e poupar tempo vou directamente ao assunto. O filme é bom. É mesmo muito bom. As nomeações para Melhor Actor Principal e Melhor Actriz Principal justificam-se. Principalmente no caso do Joaquin Phoenix que parece ter nascido para desempenhar o papel de Cash. Perfeito na composição de uma personagem algo insegura e insatisfeita por vezes, mas completamente transfigurada e poderosa quando subia a um palco e cantava. E cantou mesmo sim. É um dos ‘pontos altos’ do filme. Os actores de facto cantam. E não se saem nada, mas mesmo nada mal.
Ambos tiveram que aprender a tocar e provavelmente a cantar e conseguiram excelentemente transmitir-nos as personalidades dos dois cantores, fosse quando cantassem, fosse quando estivessem na vida quotidiana. Consta que os actores foram escolhidos pessoalmente por Johnny Cash e June Carter antes de morrerem.

Há portanto música neste filme. Mas não se assuste quem não gosta de musicais ou filmes de ‘cantorias’. É que aqui a música é absolutamente essencial para a construção eficaz das personagens e para o desenrolar das histórias. É que vale a pena mesmo prestar atenção às letras das canções. Mesmo que não gostem do country/folk/rock tocado por Cash, acho que as letras têm muito interesse. Quanto mais que não seja por mostrarem como o Johnny Cash era de facto uma ‘raridade’ naquele tempo; um homem completamente honesto consigo próprio e sem medo de assumir musicalmente o que queria. Um homem que cantava sobre estar preso, sobre assassinar alguém só para o ver morrer, um homem que se vestia de preto praticamente sempre, e recusava compromissos.
Por aqui dá para ver onde reside a relevância de Johnny Cash. Uma relevância reconhecida até pelos próprios U2 que, no álbum “Zooropa” lhe reservaram a última canção “The Wanderer”, tão diferente do resto do álbum mas ao mesmo tempo tão...adequada. Um homem que teve a coragem de pôr aquela fotografia que vêem no post anterior num grande outdoor às portas de Nashville, dedicado a todos dessa cidade que o abandonaram e não ajudaram na sua fase ‘down and out’.

Enfim. O filme vale bem a pena. E saber que o próprio Cash e June estiveram envolvidos na produção do filme enquanto viveram deixa-me deveras reconfortado. Não vi o "Ray", filme do ano passado baseado na vida do Ray Charles, mas duvido muitíssimo que seja tão interessante como este. É que, à partida, é claro que a figura do Johnny Cash é mais mítica, misteriosa e intrigante.