Bom, não será o concerto do ano, mas o maior se-lo-á certamente. E o mais caro de sempre. Pelo menos para mim. Mas, tendo em conta que é bem capaz de ser a última oportunidade....siga, que a vida são três dias!
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Bom, não será o concerto do ano, mas o maior se-lo-á certamente. E o mais caro de sempre. Pelo menos para mim. Mas, tendo em conta que é bem capaz de ser a última oportunidade....siga, que a vida são três dias!
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Foi um concerto interessante, com momentos muito bons e intensos, mas também com alguns bocejos à mistura. De facto, não daria 35 € para ver os Wilco. Mas felizmente foi à borlex, pelo que não me posso queixar.
Os Wilco são, nitidamente, uma boa banda, com bons músicos sim e muitas ideias interessantes. E têm uma base sólida de fãs e seguidores, conforme pude ver ontem.
No entanto, são uma banda estranha. É que de facto misturaram elementos muito intensos e brilhantes com outros mais aborrecidos (para mim pelo menos).
Não os considero uns "one hit wonder", claro. Têm uma carreira longa e fãs que impedem isso. Porém, a "Impossible Germany" destacou-se mesmo naquele set. É uma canção praticamente perfeita, brilhante mesmo e muito original. O solo de guitarra, juntamente com as harmonias simultâneas dos outros guitarristas tornam a canção algo de verdadeiramente original e muito forte. Foi, realmente, um momento alto. Outros momentos do mesmo nível foram atingidos nas canções mais intensas, mais "pesadas" e, principalmente, naquele canção cujo nome me escapa, mas que foi, para mim, O momento alto da noite. Parece que se libertaram completamente do formato imposto da canção, dita normal, e se empenharam a fundo numa improvisação desgarrada e emotiva, repleta de psicadelismo guitarrístico e altamente hipnotizante, que nos prendia completamente a atenção num crescendo sufocante.
Ora, se fossem mais assim teria apreciado mais. Uma banda capaz de canções como a "Impossible Germany", capazes de uma improvisação psicadélica daquele calibre, capazes de uma série de outras canções interessantes, acaba por me perder um pouco nas outras canções que tocaram, mais "presas" ao formato folk/country alternativo. Não é que isso seja mau....eu é que não gosto por aí além. Acaba por me soar tudo um pouco igual.
Seja como for, foi um concerto bom. O Coliseu estava a meio, mas o público presente era fã hard core, pelo que conseguiram fazer a festa e a banda estava nitidamente satisfeita.
Impossible Germany live @ Coliseu dos Recreios
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O filme não é nada mau, devo dizer. Não, não li o livro, ou qualquer livro do Dan Brown, a bem dizer. E só vi o "Código da Vinci" na televisão há pouco tempo. Gostei do filme, pelo que me predispus a ir ver este. Também não ia com grandes expectativas. Já sei que os livros são muito mais teóricos, mas já se sabe que isso seria difícil de pôr num filme. O que fica? Tanto num como noutro, fica um filme que se baseia nas teorias da conspiração que se tornaram apanágio do Brown e muita acção. Cumpre bem o seu papel de entretenimento. E fica no ar a mensagem óbvia: "Querem saber mais? Leiam o livro". Ou leiam outros livros se quiserem saber ainda mais. O tema é, sem dúvida, interessante, mas em termos de filme, basta o que ali está. Cumpre bem o seu papel de puro entretenimento.
Quanto ao Tom Hanks...parece que não teria sido a escolha óbvia da maioria das pessoas que leram o livro. Não sei, não posso opinar.
Uma coisa posso dizer acerca dele: é um gajo esforçado. Pode não ser um grande actor, brilhante, interessante, apelativo ou carismático. Mas acho que tem sabido compensar bem esse handicap com muito trabalho. É a imagem do "1% de inspiração e 99%de transpiração" talvez. Tal como o filme, também ele cumpre.
Não, não é de todo um filme mau e nada merecedor das críticas arrasadoras que se têm lido por aí. And these are my two cents about it.
Mais reflexões estranhas de vida. O outro dia o meu irmão fez o favor e o obséquio de me avisar que tinha sacado, em casa da parentela, este DVD. O "Unledded" do Jimi Page & Robert Plant, ou Page/Plant para abreviar. Sim, o DVD mesmo. Não o DIVX, não o WMV, nem o AVI. Isto de ser pirata tem muito que se lhe diga, e possibilidades mil. Eu, limito-me a sacar música. Videos e DVDs não é muito comigo. Regra geral, e como compro e tenho relativamente poucos, prefiro os originais, sempre a preço de amigo.Mas este resolvi aproveitar. Pouco "pirata" da minha parte...mas neste capítulo devo ser um mero corsário de água doce...
Mas seja como for, esta coisa trouxe-me outras memórias. Memórias de ter assistido isto na televisão (em directo? Já não sei...), na antiga MTV, quando o "M" do acrónimo significava realmente "Música" e não "Merda". E lembro-me de ter sido um daqueles momentos únicos. Metade dos Led Zeppelin juntos novamente! Que acontecimento épico para a época (bela aliteração). Vi este unplugged, que não era bem um unplugged consciente de ser realmente um momento histórico.
Quando revi o concerto, em DVD desta vez, lembrei-me de tudo isso, e tomei consciência de outra coisa: este espectáculo, para fãs mais novos, putos, já faz parte da história, tal como o "The Song Remains The Same" ou o "Houses of The Holy", etc, fazem para mim. Algo que não vivi, mas descobri. Porém, o "Unledded" foi mesmo algo que eu vivi e que agora faz parte da história. Ainda continuo a olhar para aquilo como o grande evento que reuniu o Page e o Plant. Fui ver...é de 1994. Caraças....estou velho! LOL
Seja como for, eis como se pega numa canção perfeita e se faz dela algo ainda melhor.
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Sleepless.Perder-me, ou fazer o possível por me perder nas ruelas desta cidade, rumar por estas vias estreitas, das quais não me lembro, mas nas quais procuro sempre alguma lembrança. Perder-me por aí fora, para ao virar de uma esquina, de repente, reconhecer onde afinal estou. "Perder-me", para depois me encontrar num sítio familiar. E será mais do que isso? Talvez. Ainda e sempre à procura duma via iluminada e reveladora. Talvez um destes dias me "lembre" novamente.
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Bem. Por norma tenho-me escusado a mencionar aqui filmes vistos em DVD. Apenas e só pela simples razão de ter mais que fazer. Se aqui se relatassem todos os filmes que vejo, em cinema e em DVD, bom, digamos que isto seria algo fastidioso. Mas, por vezes, há que abrir excepções. Já aconteceu para o excelente "Saints & Soldiers", para o "Metal: A Headbangers Journey" e para o "Global Metal". E agora para este estranho "The Machinist".
Perdi-o no cinema na verdade. Fiquei com curiosidade principalmente por ter o Christian Bale e pelo facto de o homem ter perdido umas largas dezenas de quilos para fazer o papel. E de facto perdeu...até assusta. Segundo li, passou dias a comer apenas uma lata de atum e uma maçã por dia. Até ficar naquele estado deplorável. A piada é que a seguir fez o "Batman", e calculo que o caminho tenha sido o inverso para ganhar massa muscular. Mas adiante.
Que-filmão-do-caraças-! Calculava que fosse um filme estranho, e é-o de facto. Um filme misterioso, durante o qual pouco percebemos o que está acontecer, tão pouco como o protagonista, diga-se de passagem. Um filme escuro, obscuro, sinistro mesmo e uma verdadeira manta de retalhos desconcertantes, tal qual um filme do David Lynch. A diferença é que em "The Machinist" chegamos ao fim do filme e acabamos por perceber o sentido, tudo nos é revelado, e percebemos o que se passou e a razão de ser dos eventos; e, num processo mental rápido,juntamos todas as peças do puzzle que nos foram "atiradas" e tudo fica na sua devida ordem. E não, isto não lhe retira força nenhuma. Continua a ser um filmão.
Realmente, "The Machinist" parece-me um filme do David Lynch, meio misturado com o "Memento" e com traços do "Vanilla Sky". Um filme estranho e intrigante, com um ambiente soturno e sombrio, e com um desenrolar narrativo constantemente desconcertante e insondável. Porém, ao contrário do "Vanilla Sky", "The Machinist" é um filme bem feito, com um propósito, ainda que simples. Um filme mais apelativo no sentido em que nos puxa à medida que nos intriga. Ao contrário de "Memento" não se revelou um filme tão comercial, talvez pelo ambiente mais sombrio, mas em comum partilham o aspecto interessante de colocar o espectador realmente na pele do personagem principal. Sabemos tanto como ele, e as revelações serão tidas simultaneamente.
E sim, o Christian Bale. O "puto do Império do Sol" cresceu e tornou-se num excelente actor sim senhor. A transformação física a que o homem se submete é uma coisa quase inexplicável. Sim senhor, grande filme.
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Eis mais um filme discreto e despercebido que, provavelmente, nem teria ido ver (ou dado conta dele) não fosse o caso de ter apanhado numa destas Segundas-Feiras o "Cartaz" da RTP2, em grande parte dedicado a este filme. E mesmo assim, a Inglaterra dos anos 80 e a emergência do fenómeno "skinhead" não seria, à partida, um tema que me puxasse por aí além. Mas a verdade é que as imagens do filme deixaram-me interessado, bem como as entrevistas aos actores e ao realizador, Shane Meadows, o qual, segundo disse, fez aqui um filme basicamente auto-biográfico.
A história é simples: Shaun um puto de 11 ou 12 anos é constantemente gozado pelas mais pequenas coisas na escola. Um dia, ao regressar a casa, tem de atravessar um grupo de skinheads e prepara-se para ser gozado mais uma vez. Mas é Woody, o líder do bando, que mete conversa com ele, bem disposto e acaba por lhe dar apoio. Resultado, Shaun rapidamente se "enturma" com o bando.
E tudo corre bem até à chegada de Combo, libertado da prosão, um skinhead, mais velho e que vai provocar uma cisão no grupo devido aos seus ideais mais xenófobos e nacionalistas. Shaun decide alinhar com Combo, não só por ser facilmente influenciável, como também, e principalmente, por ver nele a figura paternal que não tem, uma vez que o pai foi morto na Guerra das Malvinas.
A premissa é simples, mas tudo o que revolve em torno desta é o que faz deste filme uma obra das mais interessantes do cinema britânico actual. O Tatcherismo, a vivência própria dos anos 80, a guerra, a emergência do nacionalismo como forma de combater a pobreza, etc etc, tudo é visto pelos olhos de um miúdo de 12 anos. Filmado de uma forma realista e dura, embora não tão violenta como se poderia supor, o filme é realmente excelente.
É um filme cheio de nostalgia pelos anos 80, pela cultura e música de então, e mostra ainda como a inicialmente inocente tribo skinhead, vinda da cena musical dos Mods e do Ska foi completamente subvertida pela introdução do elemento xenófobo e racista. O visual agressivo, as cabeças rapadas e as Doc Martens acabaram por ser aproveitadas pela National Front para os seus próprios fins.
A perda da inocência do movimento, tornado político e já não um mero movimento ligado ao visual ou à música, é também a perda da inocência de Shaun.
As interpretações são fantásticas, especialmente as de Shaun, que apenas procura um sítio onde se integrar e alguém que indique o caminho e de Combo, um homem violento e xenófobo, mas que acaba por ser a personagem mais trágica de todas com problemas pessoais que acabarão por tomar maior relevância que a "luta contra o estrangeiro".
Um filme trágico, violento aqui e ali, mas acima de tudo, muito nostálgico, feito com amor e, também, muito humor. British style, claro.
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Uma das três bandas da 'trindade' britânica do doom/death metal dos anos 90, juntamente com os Paradise Lost e os My Dying Bride. Todas elas mudaram imenso ao longo do tempo. Os primeiros viraram-se para um som mais pop e electrónico, aproximando-se demasiado duns Depeche Mode (mas sem o fôlego destes), mas progressivamente regressando às origens (embora nunca mais fossem os mesmos). Os segundos mantiveram-se mais ou menos fiéis ao estilo, embora também com muito experimentalismo pelo caminho. Já os Anathema, mudaram sim, mas nunca mais olharam para trás. Começando como uma banda de doom/death basicamente inaudível (para mim), rapidamente evoluíram para um heavy metal mais melódico, mas sempre melancólico, menos death e mais doom, algo dark e sombrio ("The Silent Enigma" é um dos melhores álbuns do género).
Quase de seguida começaram as experiências mais a sério com o rock progressivo e as aproximações a um estilo muito "pink floydiano" com o "Eternity" e o brilhante "Alternative 4".
Em 99, com "Judgement" deixaram o metal para trás, bem como as 'colagens' a Pink Floyd. Em 2001, num Paradise Garage cheio, Danny Cavanagh, o vocalista e guitarrista brinca com o público quando diz que para cantar uma canção mais antiga e, consequentemente, mais pesadota a nível vocal, tinha de fumar um cigarro para engrossar a voz. Coisa que fez lol.
Com o "Judgement" iniciaram o percurso que os afastou definitivamente do campo do metal, mas (ao contrário do que aconteceu com os Paradise Lost), souberam continuar a compor e lançar música interessante.
"A Fine Day To Exit", o álbum de 2001 cimentou por completo a nova personalidade da banda, determinada a tocar um rock progressivo, sereno e atmosférico, que alguns chegam a considerar influenciado pelos Radiohead.
O concerto do ano passado no Alliance Fest foi breve, muito breve. Festival oblige.
Agora sim, um concerto em nome próprio.
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Mais trabalho de casa atrasado. Aposto que a maior parte das pessoas que vai ver este filme vai, quase de certeza, atraída pelo facto de este ser um filme baseado em mais um livro de Chuck Palahniuck, escritor de "Fight Club". Ora, se o filme do mesmo nome foi tão brilhante, porque não este? Pois. Confesso que fui uma destas pessoas. Nunca li nenhum livro do homem, por isso, não sei. E julgo que a percentagem de pessoas que leu deve ser bem ínfima. Seja como for, antes de mais há que dizer que, NÃO, este filme NÃO é tão bom, brilhante ou interessante como o "Fight Club". Quem for vê-lo à espera de algo do mesmo calibre, sairá desiludido ou então consegue, a meio do filme, "adaptar-se" e esquecer a antecipação que levava consigo. É uma tarefa difícil esta, mas, sabe-se lá como, eu consegui.
Aliás, até sei. É tão simples como concluir que um escritor não tem de escrever sempre o mesmo livro, sempre no mesmo estilo ou sobre as mesmas coisas. "Choke", o livro e o filme, é completamente diferente de "Fight Club", livro e filme. Há elementos comuns, claro. Personagens neuróticas, comportamentos desviantes e pertubantes, vidas devassas em geral. Mas "Choke" aposta mais no humor, da mesma maneira que "Fight Club" apostava mais na violência, na psicologia, na sociedade e no twist final chocante. Nesse sentido, "Choke" é, talvez, mais divertido que "Fight Club" (embora também tenha aquele twist final desconcertante). É, um pouco mais soft, digamos.
Em ambos os filmes existe ainda um aspecto que, pelo que já percebi, aprecio imenso e que, só há pouco (quando estava a ler mais pormenor sobre um personagem do "Wolverine", o Deadpool) aprendi: o breaking of the 4th wall, que é, a saber, quando os personagens comunicam directamente com o público espectador; hã? ainda se aprende alguma coisa, vá lá.
Choke is the story of Victor, med-school dropout who takes care of his 70's radical mom now suffering from dementia and dying after years of drug use and mental instability. In order to pay for her upkeep, Victor pulls double duty at his two jobs, one as an employee at a Colonial American theme park, and two, choking on food in restaurant, so that those who save his life, will feel obligated to help him out with cash from time to time. Who would save someone's life, only to let them die, once you know their sad penniless (over exaggerated) story? Victor targets the wealthy and affluent, "You don't wanna get saved by some waiter", he says in one of many direct addresses to the audience.
In the hospital he meets, a young doctor, who assists him in translating his mother's diary, which leads to shocking questions about Victor's origins, and his father or lack there of.
In addition to this Victor goes to sex addict meetings usually just to have sex in the bathroom with fellow addicts. While his best friend Denny, a chronic masturbator, begins taking his first shaky steps to recover, which involves romancing a Stripper and collecting rocks for each day his sobriety, "idle hands are the devils playground". The sex addiction and the need to save his mom, are the twin turbines that propel this film, and by the end they are both so clearly intertwined it escapes being exploitative.
No fim é um filme estranho sim. Daqueles que não se sabe ao certo se se gostou, se é bom, se apenas "finge" ser bom, ou se é mauzito. Há que deixar assentar. E o meu veredicto é que é um filme bom. Pelo menos bom no sentido de proporcionar uns momentos divertidos e ser um filme com algumas soluções interessantes.E a carregar todo este filme está o sempre brilhante Sam Rockwell no papel principal, e Angelica Huston no papel da sua mãe verdadeiramente demente.
Isto é "trabalho" atrasado. Enfim, é mais por completismo obsessivo-compulsivo, mas que se lixe, cá vai.
O novo filme de Steven Soderbergh é isso mesmo: um filme, repartido em dois. Estrearam com meras semanas de intervalo entre eles. E são, em certa medida, um bom complemento aos "Diários da Motocicleta" de Walter Salles, de aqui há uns anos. Mas são filmes em tudo diferentes. Até porque baseados em períodos diferentes da vida do mesmo personagem, Ernesto "Che" Guevara. Se, nos "Diários..." vemos a juventude de Che, e a construção paulatina dos ideais e princípios que nortearão a sua vida, nos filmes de Soderbergh vemos a aplicação prática dos mesmos. Diferentes ainda porque os "Diários..." têm maiores preocupações narrativas, de apresentação de personagens, de contar uma história, enquanto que em "Che", Soderbergh adopta um estilo quase de documentário, quase de diário do dia a dia, primeiro em Cuba e depois na Bolívia (ou não fossem ambos os filmes cada um baseado nos respectivos diários escritos por Che). São filmes em que "caímos" quase de pára-quedas. Exigem talvez um certo conhecimento da vida e andanças de Che (embora o desconhecimento não prejudique em nada o visionamento).
Gostava de poder dizer que adorei os filmes, mas não o posso fazer. São, inegavelmente bons, e o trabalho de Benicio Del Toro, só por si, justifica ir ver o filme, porém, há ali qualquer coisa que me impediu de me envolver no filme, algo que me fez um mero espectador. O filme parece-me ser a transposição fiel do próprio estilo literário de Che. Já tentei ler um dos seus diários (não me lembro qual) mas confesso que tive de desistir a dado passo. Era um diário na verdadeira acepção da palavra, muito descritivo e telegráfico. Muitas entradas com dados estratégicos e geográficos, etc etc. O filme de Soderbergh adopta o mesmo estilo em certa medida., em especial a segunda parte.
Todavia, não deixa de ser uma obra que se vê muito bem. A figura de Che Guevara, já se sabe, tem sido cada vez mais romanticizada, estilizada e apropriada. E gostei de ver que Soderbergh não entrou muito por esse caminho. O estilo "documental" ajudou a evitar cair nesse erro. Aliás, não deixou de surpreender que na primeira parte evita-se mostrar o maior triunfo que foi a tomada de Havana. Em suma, um filme interessante, especialmente para quem tenha curiosidade e vontade de conhecer.
The Argentine:
Guerilla:
Just a name. The first that stuck. If you don't like it... Tough luck.