domingo, maio 03, 2009

Choke


Mais trabalho de casa atrasado. Aposto que a maior parte das pessoas que vai ver este filme vai, quase de certeza, atraída pelo facto de este ser um filme baseado em mais um livro de Chuck Palahniuck, escritor de "Fight Club". Ora, se o filme do mesmo nome foi tão brilhante, porque não este? Pois. Confesso que fui uma destas pessoas. Nunca li nenhum livro do homem, por isso, não sei. E julgo que a percentagem de pessoas que leu deve ser bem ínfima. Seja como for, antes de mais há que dizer que, NÃO, este filme NÃO é tão bom, brilhante ou interessante como o "Fight Club". Quem for vê-lo à espera de algo do mesmo calibre, sairá desiludido ou então consegue, a meio do filme, "adaptar-se" e esquecer a antecipação que levava consigo. É uma tarefa difícil esta, mas, sabe-se lá como, eu consegui.
Aliás, até sei. É tão simples como concluir que um escritor não tem de escrever sempre o mesmo livro, sempre no mesmo estilo ou sobre as mesmas coisas. "Choke", o livro e o filme, é completamente diferente de "Fight Club", livro e filme. Há elementos comuns, claro. Personagens neuróticas, comportamentos desviantes e pertubantes, vidas devassas em geral. Mas "Choke" aposta mais no humor, da mesma maneira que "Fight Club" apostava mais na violência, na psicologia, na sociedade e no twist final chocante. Nesse sentido, "Choke" é, talvez, mais divertido que "Fight Club" (embora também tenha aquele twist final desconcertante). É, um pouco mais soft, digamos.
Em ambos os filmes existe ainda um aspecto que, pelo que já percebi, aprecio imenso e que, só há pouco (quando estava a ler mais pormenor sobre um personagem do "Wolverine", o Deadpool) aprendi: o breaking of the 4th wall, que é, a saber, quando os personagens comunicam directamente com o público espectador; hã? ainda se aprende alguma coisa, vá lá.

Choke is the story of Victor, med-school dropout who takes care of his 70's radical mom now suffering from dementia and dying after years of drug use and mental instability. In order to pay for her upkeep, Victor pulls double duty at his two jobs, one as an employee at a Colonial American theme park, and two, choking on food in restaurant, so that those who save his life, will feel obligated to help him out with cash from time to time. Who would save someone's life, only to let them die, once you know their sad penniless (over exaggerated) story? Victor targets the wealthy and affluent, "You don't wanna get saved by some waiter", he says in one of many direct addresses to the audience.
In the hospital he meets, a young doctor, who assists him in translating his mother's diary, which leads to shocking questions about Victor's origins, and his father or lack there of.
In addition to this Victor goes to sex addict meetings usually just to have sex in the bathroom with fellow addicts. While his best friend Denny, a chronic masturbator, begins taking his first shaky steps to recover, which involves romancing a Stripper and collecting rocks for each day his sobriety, "idle hands are the devils playground". The sex addiction and the need to save his mom, are the twin turbines that propel this film, and by the end they are both so clearly intertwined it escapes being exploitative.

No fim é um filme estranho sim. Daqueles que não se sabe ao certo se se gostou, se é bom, se apenas "finge" ser bom, ou se é mauzito. Há que deixar assentar. E o meu veredicto é que é um filme bom. Pelo menos bom no sentido de proporcionar uns momentos divertidos e ser um filme com algumas soluções interessantes.E a carregar todo este filme está o sempre brilhante Sam Rockwell no papel principal, e Angelica Huston no papel da sua mãe verdadeiramente demente.



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