Da Kathryn Bigelow, "ex-Sra. James Cameron" vi poucos filmes. Mas os que vi: "Point Break" (talvez o melhor filme com o Patrick Swayze, "Strange Days" e "K19", foram todos amplamente satisfatórios. Muito bons. E este "The Hurt Locker" não defrauda as expectativas. É bem capaz de ser o melhor filme de guerra (ou melhor sobre a guerra) dos últimos tempos. E sobre a Guerra do Iraque, tão recente ainda e actual.
Segundo sei, o argumento foi escrito por um jornalista de guerra que esteve no terreno, pelo que deve saber do que fala.
O filme basicamente acompanha o dia-a-dia de uma brigada de desmantelamento de explosivos, e as diferentes perspectivas que esse trabalho assume para os seus membros. Felizmente não é um filme moralista, psicológico ou que coloque as costumeiras questões políticas. É um filme essencialmente humano, sobre humanos, colocados em situações de tensão brutal e para quem essa tensão acaba por funcionar como uma droga. Aliás a frase de abertura é, sintomaticamente, "war is a drug". Já o "Point Break" lidava precisamente com a premissa da adrenalina enquanto droga. E o "Strange Days", enfim, é um filme sobre vícios declaradamente.
E aí está o aspecto humano da história, especialmente centrado na personagem de Jeremy Renner, o sargento que chefia a equipa quem nem mulher, nem filho, nem casa conseguem impedi-lo de mostrar um cada vez maior desprezo pelo risco. Muito interessante esta visão da guerra. Simples e directa, cerebral q.b., mas sem descurar o lado de "acção". Vale a pena. É um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Realmente interessante, forte e apelativo. Merecedor dum Óscar de Melhor Filme sem qualquer dúvida. Mas duvido que chegue lá. É pena, pois é um filmão!
létsselukátedatrailâ:
.


Sem comentários:
Enviar um comentário