sexta-feira, novembro 25, 2011

The Thing

"The Thing" não é, como aparenta, um remake do filme do mesmo nome, realizado pelo grande John Carpenter nos longínquos anos 80. É que, defacto, o poster, o título e a ideia, em tudo remetem para a ideia de um remake. Mas (felizmente) não é o caso. "The Thing 2011" é uma prequela ao famoso filme de Carpenter. E feito em tom de homenagem completamente babada ao filme original. O que, só por isso, o desculpa, e consegue-se perdoar mais um "reaproveitamenteo" de ideias passadas.
Mas a verdade é que o tom de homenagem é tal que o realizador nem quis colocar um subtítulo ao novo filme, para vincar intesamente o seu débito para com aquele. Aliás, segundo li, os produtores sugeriram que fosse feito um verdadeiro remake, coisa que o realizador recusou pelo simples facto de "o filme do Carpenter já ser perfeito como é".
Portanto, a ideia foi criar uma prequela. E, em boa verdade, é uma boa ideia. Ou então não é...
É uma boa ideia porque a história com que tomamos contacto no filme de 1982 deixa uma série de pontas soltas, ou não explicadas. Aquele começava com uma situação não explicadana qual dois noruegueses perseguem, de helicóptero, um cão, disparando a eito sobre el, sem sucesso. Acabam por morrer e o cão é "adoptado" pela base americana onde foram ter. Os eventos inexplicáveis levam os americanos a visitar a vizinha base norueguesa, completamente destruída, com vestígios de luta e repleta de cadáveres, mas o que realmente lá aconteceu nunca é explicado, fica para a imaginação de cada um.
Aqui reside o aspecto "mau" da coisa. O que antes era deixado à imaginação de cada um é, agora, explicado ao pormenor, com uma imensa atenção aos detalhes que tínhamos vislumbrado mpelo canto do olho no filme de 1982. Ou seja, o filme de 2011 relata e explica o que virá a acontecer na narrativa.
Pronto, tanta explicação tira aquela aura de mistério sombrio e assustador que tinha ficado do outro filme.
Porém, o "bom" é que a coisa é feita com tanta dedicação e atenção ao mínimo detalhe e pormenor, como se se tratasse de um gigantesco "piscar de olhos" aos fãs do filme de 1982. Estes dirão coisas como "ah, então era por isso que o machado estava cravado na parede!", etc, etc. E não se pode deixar de, em certo sentido, apreciar a dedicação e homenagem feita a um filme tão interessante e excelente como é o filme de Carpenter. O filme de 2011 termina, assim, com as mesmíssimas imagens do de 1982. O que talvez seja algo frustrante para quem não tenha visto o outro....mas isso não é problema meu. lol
Portanto, e desta vez, vamos deixar passar e considerar que, sim senhor, é um belíssimo filme.






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