domingo, abril 26, 2009

E avante continuámos!

Pinhal Novo. Essa bela localidade, onde nunca tinha posto os meus reais cotos. Agradecimentos especiais à Miki pelas preciosas indicações. Da próxima vez que for à tua terra prometo que será num fim de semana em que estejas lá! Bom, meia hora depois e graças às indicações da local girl e às muitíssimo bem colocadas placas de sinalização (o que já vai sendo um luxo raro neste burgo, convenhamos), lá demos com o quartel dos Bombeiros Voluntários da dita localidade, em cujo auditório o concerto se iria realizar. Concerto à borla! Yes! Viva o 25 de Abril, pá! O auditório revelou-se uma sala enorme com um grande palco. Muito bom. Porque razão alguém se lembrou de dotar um quartel de bombeiros de uma tal infra-estrutura é algo que me escapa, mas ainda bem que existe, porque as condições eram excelentes. E deve dar um jeitão para os bailaricos festivos. E sim, ficou à cunha. Felizmente chegámos a tempo de obter duas cadeiritas na terceira fila. Tásse bem. Muito bem mesmo.
Antes ainda tivémos tempo de cuscar e fotografar a chaimite que estava estacionada à porta. Ah...assim já parece mais o 25 do 4. Cravos a serem distribuídos à porta, o pessoal a beber a bela da mine.
O concerto começou com uns meros 10 minutos de atraso e, ao contrário do da semana passada, foi mais completo, quase uma hora e vinte talvez. Excelente direi novamente. Este homem deixou-me impressionado, muito impressionado. Por tudo, pela voz, pelas letras, pelas composições, pelo humor, pelo carisma. Uma espécie em vias de extinção. Aprecio especialmente o carácter quase épico de algumas das suas canções, um sentimento muito dramático que perpassa das letras e se espraia pela música. Um sentimento que dá prazer de absorver. A concentração que a música e as palavras provocam em nós é algo de quase hipnotizante. E obviamente que vê-lo e ouvi-lo nesta noite em especial assume um carácter mais especial. "Vou cantar umas cantigas antigas que hoje já estão muito datadas, porque nada do que as canções retratam se passa hoje. Nada mesmo. Hoje está tudo bem...". Mais subtil que meter um "Sr. Engenheiro" no discurso, mas isso são outros quinhentos.
De repente, mal parecia ter começado, acabou. Passou num instante, e até o irrequieto homem ao meu lado que me estava sempre a acotovelar tinha sido esquecido durante o concerto. Prestámos a devida libação ao homem e ao concerto com duas mines (que, já agora, já foram mais mines do que são agora).

De seguida foi a corrida para o carro que já era quase meia noite e os Xutos começavam à meia noite e meia. Do Pinhal Novo ao Seixal é um instantinho. Pelo menos no mapa. Mas a nossa experiência da viagem para o Crato no ano passado já nos tinha ensinado que não era bem assim. A Moita tornou-se mítica desde então.
Lá engendrámos um plano de percurso que foi religiosamente seguido até ao resultado esperado: we're fucking lost goddamnit! Valeu-nos a ajuda prestável duns homens misteriosos que estavam parados numa bomba de gasolina fechada, mas aparentemente a atestar o depósito.... Bom, não era nada de ilegal certamente, e lá nos indicaram o caminho mais rápido. Foi uma volta do caraças, pela auto-estrada, mas terá sido o melhor...pelo menos era a direito. Não havia tempo para andar a testar estradas e caminhos secundários. Da auto-estrada ainda pudémos ver o fogo de artifício de Almada E do Seixal, simultaneamente. Muito bonito, e útil, porque enquanto houvesse foguetório no Seixal, não haveria Xutos.

(continua)

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