...pela Avenida da Liberdade fora!
Foram poucas as horas de sono, visto que tive de me levantar mais cedo do que deveria para poder dar uma ajuda a um amigo. Anyway 5 horas de sono e a menina alergia a rondar deveriam ter-me inculcado algum juízo. Mas, como diz a Betty, "só não crio juízo porque não sei o que come". Como tal fui ter com o D. e a C. ao Marquês para a Manif do 25 do 4 da ordem. Chegar em cima da hora e a confusão do trânsito fizeram com que deixasse o carro no Saldanha. E depois fui a pé. Ah pois. Como disse: se é para rebentar, que seja em grande!
Consegui atravessar o mar de gente e atravessei a pé a Rotunda do Marquês, o que é sempre algo que provoca algum frissom e também élan (não sei o que estas palavras significam, mas sempre quis usá-las....). Reunidos que estávamos, e já devidamente artilhado com o cravo da ordem, cortesia da menina C., lá descemos a passo de caracol pela Avenida da Liberdade, com os militares, os emigrantes, os refugiados, os gays, as lésbicas, os sindicalistas, os palhaços e toda a vasta plêiade de personagens e grupos que entende por bem associar-se à manif e gritar pela sua liberdade. Especial apreço para o movimento feminista que gritava qualquer coisa como "Machismo nunca mais!" LOLOLOLOL.


Um mar de gente, como se pode ver. É interessante e inspirador que ainda tanta gente se dê ao trabalho de participar na manifestação do 25 de Abril. Mais do que datada ela surge como uma expressão divertida e festiva da liberdade e da democracia idealizada. Agora só falta que esta gente toda se lembre que também dava jeito que fossem votar nas próximas eleições, sejam elas quais forem. No fundo é importante que as pessoas se lembrem que o que têm hoje depressa lhes pode ser retirado.
No fim da Avenida, já no Rossio, um jovem, aparentemente, procurava algo mais específico.

Um "Pedro" procurava uma "Inês".... Romântico e patético (no bom sentido). Não pude deixar de sorrir à ousadia do rapaz. Ousadia e candura. Tantos "Pedros" andam à procura da sua "Inês", mas este teve coragem de assumir publicamente. lol Pelo menos sabe o que anda à procura, e sabe do que precisa para a sua vida.
Caminhámos até à Praça do Comércio, onde nos separámos. Eu, como certified lunatic que sou, voltei a pé para o Saldanha. Com uma paragem na Calçada do Carmo para ver a lojeca de discos prog, cujo nome agora me escapa, mas que recomendo vivamente a quem gosta de prog rock. Sim, após a janta em boa companhia e alguns dedos de cumbersa, caí na cama qual cepo ou tronco acabado de ser deitado abaixo por um qualquer lenhador de barba e camisa de flanela vermelha aos quadrados. Tiiiiimbeeeeeeeer!!!!
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