quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Milk and cookies

E eis mais um filme baseado em factos reais. E mais uma vez sobre uma personagem e sobre eventos dos quais nunca tinha ouvido falar. Está-se sempre a aprender lá diz o outro. Trata-se de um típico biopic dedicado à vida de Harvey Milk, líder assumido do movimento pelos direitos civis dos gays em S.Francisco nos anos 70. O filme mostra uma imagem dum homem normal, sem, à partida, qualquer característica de 'herói', mas que em face das circunstâncias acaba por assumir a liderança e dar a cara por aquilo em que acreditava, na base do pressuposto de se ter tornado impossível ficar impávido perante a verdadeira perseguição religiosa e política que surgiu por todos os EUA na altura. Um homem normal que aos 40 anos decide que queria fazer alguma coisa útil e conseguiu-o em apenas 8 anos. Com muita, mas mesmo muita perseveraça, tornou-se o primeiro político abertamente gay a ser eleito para um cargo público nos EUA. E conseguiu a notoriedade necessária para que as perseguições oficiais terminassem.
Típico biopic e típico filme de óscares. Ah pois é. E o Sean Penn faz o papel típico de ser galardoado com a estatueta de melhor actor principal. Porém, a verdade é que o filme é realmente bom e interessante. Mais uma vez essencial no seu cariz informativo. E se é uma biopic típica, também é preciso destacar a inteligência de Van Sant ao conseguir fazer algo de inovador na forma de contar a história, a qual se inicia como se de um enorme flashback se tratasse, com Milk a contar a sua própria história para um gravador e usando várias imagens de arquivo nos sítios certos. Mas mais do que o Penn, é mesmo o Josh Brolin que se destaca. O enteado da Barbra Streisand anda-lhe a dar com força. Depois de "Planet Terror", "American Gangster", "No Country For Old Men" e "W", ei-lo num papel mais uma vez completamente diferente e tão ou mais interessante que o do Sean Penn, com o qual é mais fácil criar empatia. E não se fica por aqui. James Franco, cada vez mais longe do "Spider Man" e o Emile Hirsch, redimindo-se da palermice pegada com cuspo que foi o "Speed Racer", dão um suporte valioso à história.
Um filme que vale a pena.


4 comentários:

Dreamaster disse...

Eu agora é mais Cinemateca :D

Ter a oportunidade de ver pela primeira vez em cinema os meus filmes favoritos.

`preciso muito mais hoje em dia pra me levar ao cinema ver um filme novo.


Btw, agora ainda está mais facil entrar no meu blog ;)


Bom fim de semana :)

Bola Oito disse...

Precisas de muito mais para ir ver um filme actual, PARA ALÉM do facto de ser um BOM filme?

Estás à espera que te paguem ou q? LOL

Como se costuma dizer: tu é que perdes! Ou não...dps vais vê-los na CInemateca daqui a uns anos! LOL


Bom fim de semana!!

Dreamaster disse...

LOL

Pode ser pode ser.

Mas francamente a maioria dos filmes que se fazem hoje não me atraem minimamente.


Abraços

Bola Oito disse...

Opiniões e gostos.

Mas acho estranho que um gajo que goste tanto de cinema como tu tenha esse ponto de vista. Há imenso cinema excelente nos dias q correm. Fantástico mesmo.

Mas pronto, to each his own. :)