Uma das bandas mais influentes do heavy metal, criminosamente negligenciada por mim até agora. É impossível, para quem gosta de heavy metal, não ter ouvido falar a dado momento desta banda e do seu criador Chuck Schuldiner, o qual, independemente do seu triste fim, é sempre visto como um criador inovador e genial. No entanto, o tempo é pouco, as bandas são muitas e sempre tinha uma ideia pré-formada dos Death que me levou a pô-los em stand by. Há anos.Inspiradores do género a que se convencionou chamar “Death Metal” a sua origem remonta a 1983. Depois de muitas andanças conseguiram gravar o álbum de estreia “Scream Bloody Gore”. Um álbum seminal na história pois é aí que podemos encontrar a semente do death metal americano baseado na Florida, do qual eu não sou grande apreciador. Seguiram-se “Leprosy” e “Spiritual Healing”, consolidando cada vez mais o estatuto da banda.
Entretanto, em 1991 Schuldiner decidiu alterar o som da banda e apresenta “Human”, onde se
consagra pela primeira vez novamente uma outra visão, diferente, do death metal: uma mistura entre os típicos riffs brutais e pesados com um elevado grau de complexidade técnica musical. A meu ver é aqui que as coisas se tornam realmente interessantes. O Progressive Death Metal como lhe chamam alguns. Mais uma vez esta nova abordagem criou um estilo ainda hoje muito em voga.Em 1996 foi tempo de mais uma alteração. Grande impulsionador das vozes guturais no metal, Schuldiner sempre afirmou que no fundo cantava assim apenas e só porque não podia nem sabia cantar de outra maneira; o que ele realmente pretendia era soar como um Bruce Dickinson ou um Rob Halford. Simplesmente não tinha a capacidade para o fazer.
Problema resolvido com os Control Denied, banda onde se concentrava na guitarra apenas deixando a voz para Tim Aymar (hoje nos Pharaoh), dono dum timbre mais melódico e clássico.
Nos Control Denied desenvolveu o seu lado mais progressivo e melódico, mas ainda assim reactivou os Death em 1998 para gravar esta obra-prima “The Sound of Perseverance”, que viria a ser o último.Em 99 foi-lhe diagnosticado cancro cerebral e passou os restantes dois anos seguintes em luta contra a doença, contando inclusivamente com o grande apoio da comunidade metaleira internacional, tendo sido organizados vários concertos de beneficiência para angariar fundos, mesmo cá em Portugal; mas foi em vão, acabando por falecer em Dezembro de 2001.
Para a posteridade deixa uma herança dificilmente igualável, mas sem dúvida permanente e duradoura.
RIP Chuck Schuldiner.

1 comentário:
Sem dúvida alguma um album genial.
Ao Schuldiner,chamar-lhe-ia um Steve Harris mas num campo musical algo diferente.
Quem não ouviu não sabe o que perde.
cabriti here
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