Um filme estranho. Não é que seja mau, ou aborrecido ou incomodativo no mau sentido da palavra. É, no fundo, um filme que se vê relativamente bem, que distrai, entretém e dispõe bem. Mas fica aquém, muito aquém do que promete. Ou se calhar não promete nada.
Prestes a tornar-se pai, Peter (Robert Downey Jr.) vê-se numa situação complicada: tem de atravessar o país para assistir ao parto. Mas acabou de ser expulso do avião, sem carteira ou bagagens, tudo graças a uma discussão com um excêntrico passageiro, Ethan (Zach Galiqualquercoisa) que, ironia das ironias, se torna a sua única esperança de conseguir chegar a casa a "tempo e horas". E é assim que, numa travessia agonizante e cheia de peripécias - que quase leva o futuro pai a um esgotamento nervoso -, duas pessoas absolutamente diferentes criam vínculos que ligarão, para sempre, as suas vidas...
Road movie com o proverbial odd couple, é a premissa base deste filme. Premissa essa que já vimos retratada N vezes. Basta pensar no "Planes, Trains & Automobiles" com Steve Martin e John Candy.
O problema é que enquanto este filme era uma comédia assumidamente desbragada (ou não tivesse Candy e Martin), "Due Date" fica a meio caminho, algo perdido entre uma comédia e um drama. Há, naturalmente, momentos cómicos, previsíveis, mas cómicos ainda assim, mas há também momentos mais dramáticos e emocionais. E nem sempre esta salada resulta bem. O disparidade emocional e de personalidade entre Peter e Ethan é
mais que evidente, mas, quanto a mim, ou se levavam as coisas mais longe, ou se punha o travão na piada. No fim, ficamos com um filme que se vê bem e é suficientemente divertido. Não irrita, nem chateia, mas dele não rezará a História...
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Due Date
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