terça-feira, janeiro 18, 2011

R.E.D.

Frank Moses (Bruce Willis) é um ex-agente de operações secretas da CIA a tentar viver tranquilamente a sua reforma, longe da agitação e dos perigos da profissão. Um dia percebe que está a ser perseguido por um esquadrão de morte da própria CIA e, decidido a escapar com vida, Frank reúne as únicas pessoas em quem pode confiar: Joe (Morgan Freeman), Marvin (John Malkovich) e Victoria (Helen Mirren), os membros da sua antiga equipa, igualmente reformados e com alguns problemas em lidar com a monotonia do dia-a-dia. E é assim que se apercebem que são todos alvos de uma enorme conspiração: são procurados pela própria Agência, que os tenciona aniquilar antes que as informações que eles possuem possam ser tornadas públicas. E é assim que estes ex-agentes, sedentos de aventura, vão redescobrir o prazer de uma boa conspiração.
Uma comédia de acção baseada na famosa novela gráfica de Warren Ellis e Cully Hamner.

Dei-me ao trabalho de ver algumas imagens desta novela gráfica, que não conhecia. PAreceu-me bastante interessante, mas fiquei com a impressão que é muito mais negra e dramática que a adaptação cinematográfica. Não que isto signifique uma crítica ou que haja menor qualidade na adaptação. Não faço ideia, sem antes ler a obra.
Seja como for, "RED", enquanto obra cinematográfica é interessante e divertida q.b. A tónica está, definitivamente, colocada na componente "comédia de acção". Um grupo de reformados, aparentemente com dificuldades m se adaptar à nova condição e/ou com nostalgia extrema do passado, poderia dar azo a uma obra mais triste ou cinzenta. MAs preferiu-se dar lugar à comédia, o que, se por um lado o torna um filme menos profundo, por outro torna-o mais divertido e dedicado ao puro entretenimento que é, afinal, também uma das funções do cinema, do bom cinema.
E a melhor parte do filme, aquilo que o eleva acima da média, são os actores. O prazer de ver RED passa precisamente por ver Bruce Willis, Morgan Freeman, John Malkovich e Helen Mirren no papel de ex-assassinos reformados, inadaptados e aparentemente obsoletos. E passa por ver que os actores se divertiram tanto como os espectadores. Malkovich em especial, apresenta uma personagem digna da sua persona, se assim se pode dizer, responsável pelas tiradas mais cómicas e afreakalhadas do filme. E é de saudar o regresso do grande Richard Dreyfuss, desaparecido nos últimos anos.
Um filme engraçado, subordinado ao tema "velhos são os trapos" e ao conceito "a idade é um posto" e ainda ao "Ainda não tinhas nascido já eu cá andava", que cumpre bem o seu objectivo: hora e meia bem passada, sem nos sentirmos insultados na nossa inteligência. Diverte com qualidade. O que, nos dias que correm, já é uma mais valia.


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