sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Foreigner

O Júlio Iglésias já a cantou (oh meu Deus...) e agora é a vez da Mariah Carey. Por mim tudo bem. Mas não posso deixar de fazer aqui um reparo, um parêntesis. Como é a Mariah Carey a cantá-la, já ouvi na rádio os adjectivos "excelente", "grandioso", etc (talvez tenham sido outras as palavras, mas a ideia foi essa, seja como for). Porém, duvido MUITO que essas rádios utilizassem os mesmos adjectivos relativamente à canção original, dos Foreigner, do álbum "Agent Provocateur" de 1984. Aliás, duvido sequer que a ponham no ar. E porquê? Porque é pirosa. É lamechas. É convencionadamente pirosa e lamechas. Nada adequada aos dias de hoje, blá, blá. Mas tem algum cabimento ver um tipo encaracolado a cantar isto? Tornou-se uma canção standard, uma canção facilmente incluída nos "guilty pleasures" de alguém. Diabo, se até com o nome do álbum já ouvi fazerem piadas. Não é cool, convenhamos. Os Foreigner não são cool. São uma banda dos nossos paizinhos. Dos avôzinhos mesmo.
Confesso que gosto do raio da canção. É lamechas 80's vintage sim, mas é uma grande canção. E durante muito tempo foi praticamente a única que conhecia dos Foreigner. Até um dia ver um documentário sobre a banda (VH1, provavelmente)e concluir que os tipos até tinham outras canções interessantes, senão mesmo melhores que esta. E não deixa de ser interessante saber que esta canção, se por um lado foi a que lhes deu o mega sucesso internacional, por outro foi a que acabou por desencadear o processo que desfez a banda. Mas pronto, não são cool, e são motivo de algum gozo certamente. Mas se é a Mariah Carey, já é estrondoso. Whatever. Um mero desabafo.


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