Haverá ainda pachorra para esta cobertura diária, quase ao minuto, do que se anda a passar no raio das primárias para a presidência dos EUA? Tenho a certeza que gente haverá que julga que isto já é a campanha propriamente dita. Aliás, ainda há dias ouvi na rádio um locutor referir que "a campanha eleitoral nos EUA estava a chegar ao fim". Qual quê! Ainda nem começou! A seguir a isto teremos direito a outro combate de boxe, desta vez com o já mais que certo McCain do lado dos republicanos. Enquanto os democratas se perdem nos fulgurantes meandros da extensa cobertura do seu lado (sempre tem mais glamour cobrir a campanha da primeira mulher e do primeiro afro-americano a concorrerem, do que a dum old timer qualquer), os republicanos continuam certos e discretos. Ou pelo menos é o que parece deste lado do Atlântico. Normalmente os telejornais dedicam-se a relatar as últimas aventuras Obama/Hillary, as últimas frases, piadas, fotos, etc. E depois há o "Ah, e o senador McCain disse isto e aquilo" e pronto, 'tá despachado.Com tanta cobertura jornalística das primárias eleitorais dos EUA dir-se-ia que nós, europeus, também vamos ter de votar. O que, vistas bem as coisas, até nem era mal pensado. Aliás, não só os europeus, mas o resto do Mundo também. Afinal, o número de pessoas afectada pela escolha do presidente americano é muito maior fora dos EUA do que dentro. Isso sim é que era. Enquanto o povo americano não der provas de ter noção do Mundo e do seu peso nele, enquanto não provarem que saberão votar com a cabeça, então, nós é que devíamos votar.
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