terça-feira, abril 27, 2010
segunda-feira, abril 26, 2010
domingo, abril 25, 2010
sábado, abril 24, 2010
sexta-feira, abril 23, 2010
olhó mérchandising!
Ehehehe. Não resisti à chalaça fácil, como já é, aliás, meu apanágio. Obrigado pelo 'caxuxo' Miss T.
quinta-feira, abril 22, 2010
The Imaginarium of Dr. Parnassus
Um filme fascinante! Mas antes de mais há que afastar um "pré-conceito". Muito se falou deste filme por um motivo que lhe é alheio, e muita gente o irá ver por esse mesmo motivo. É o último filme em que participou Heath Ledger. Mas, em boa verdade, o filme merece ser visto para além desse motivo. Seria mesmo injusto para Gilliam e para esta obra se assim não fosse. Sim, a prestação do Ledger é, objectivamente excelente, como já o tinha sido em Dark Knight, uma pena a perda dum actor que estava agora a "fazer-se". Mas o filme merece ser visto como uma obra cinematográfiga de fôlego e fascinante, capaz de suscitar o interesse de per si, e não apenas por um mero facto colateral, ainda que trágico.
Dito isto adiante com a....com o que raio costumo fazer aqui.
É de facto um filme fascinante. Aliás, é bem capaz de ser a melhor obra cinematográfica de Gilliam desde "Brazil". Gilliam, o Monty Python americano, responsável pelas alucinantes animações do genial "Monty Python's Flying Circus", tem uma carreira de realizador com muitos altos e baixos e, definitivamente, repleta de filmes algo suis generis de, vá lá, "difícil absorção" (excepção feita ao "Brothers Grimm", uma "concessão" à indústria talvez).
Este "Dr. Parnassus", em certa medida, não é diferente. O trailer é...não direi enganador, mas passível de nos levar a uma opinião mais desconfiada. Fiquei à espera de mais um filme alucinado e alucinante, mais uma "trip de LSD". E em certa medida é-o. A diferença é que Gilliam conseguiu aqui criar um filme mais linear, mais consistente em termos narrativos. Mas ainda assim, é um filme que dependerá muito do estado de espírito do espectador. Contos de fadas requerem alguma paciência neste Mundo super sónico.
E é isso mesmo que o filme é: um verdadeiro conto de fadas, uma história complexa mas belíssima, que exige algo mais do público que o simples "recostar na cadeira com pipocas". Um filme que ganhará inclusivamente, com mais do que um visionamento, com tantos pormenores e detalhes deliciosos (sem faltar uma enorme piscadela aos fãs de Python) que nos passam à frente dos olhos.
E mesmo o recrutamento de Depp, Law e Farrell à última da hora para representarem o papel de Ledger sempre que a sua personagem entra na imaginação do Dr. Parnassus (don't ask, complicado...só vendo mesmo), parece ter sido premeditado, de tal forma funciona tão bem.
De resto, o "duelo" entre Parnassus e o Diabo (Tom Waits fantástico) é o motor narrativo do filme, cujo fim senão é brilhante, em todo o seu carácter pouco hollywoodesco, então não sei que mais possa ser. Uma fábula, alegoria, whatever. Em 2010. Quem diria? E funciona, oh se funciona. Um dos filmes do ano, de certeza. E se mais não escrevo é apenas porque não sei que mais escrever que faça jus ao filme. Só visto mesmo.
quarta-feira, abril 21, 2010
Living III
Gunther Dünn
terça-feira, abril 20, 2010
It's Complicated
Jane, mulher de meia idade, de sucesso, filhos criados, divorciada há 10 anos. Envolve-se com o ex-marido, tornado-se, a "outra". Entretanto conhece Adam, o arquitecto que lhe vai renovar a casa: um homem sólido, responsável, maduro e divorciado. A verdadeira questão é: com quem acabará ela no fim?
É um filme divertido, especialmente nas cenas em que entra o genro de Jane, que acidentalmente descobre o "affaire". Mais que isto...só Jesus Cristo. Uma sucessão de estereótipos, de peripécies e diálogos previsíveis, mas pronto: vê-se e cumpriu o objectivo de entreter!
Adeus
segunda-feira, abril 19, 2010
sexta-feira, abril 16, 2010
quarta-feira, abril 14, 2010
terça-feira, abril 13, 2010
Green Zone
E eis que a dupla Greengrass/Damon se volta a juntar numa aparente continuação do estilo Bourne que tanto revolucionou o género dos filmes de acção/thriller/espionagem (tanto que até o James Bond foi atrás, e ainda bem). Mas é de facto uma mera aparência. O Roy Miller de "Green Zone" não tem nada a ver com o Jason Bourne da "Bourne Trilogy", a não ser...a mesma cara. Pelos vistos gostam de trabalhar um com o outro, tanto que Damon já disse que só fará um 4º Bourne se for com Greengrass.... O objectivo aqui parece realmente ser o de juntar uma dupla de sucesso, remeter para os filmes anteriores numa espécie de "garantia" e fazer algo, ao mesmo tempo diferente. Tê-lo-ão conseguido? Talvez não. Isto porque a história de "Green Zone" é apenas e só um tanto ou quanto mais fracota.
Em bom rigor, é um bom filme. Muitíssimo bem feito e que consegue prender o espectador. Tem menos acção espectacular que os "Bourne", aliás o Sargento Miller é um tipo normal, um soldado como outro qualquer, não um super-espião. Em comum com Bourne tem a vontade de descobrir a verdade, uma grande conspiração que levou os EUA a entrearem em guerra com o Iraque.
E é aqui que a porca torce o rabo. Basicamente o filme oferece uma teoria de conspiração, segundo a qual a existência das afamadas "armas de destruição maciça" foram apenas uma desculpa esfarrapada para provocar uma guerra que pusesse o Saddam dali para fora. É essa a teoria que o Sargento Miller descobre e é à volta dela que o filme gira, numa construção bastante elaborada, nada complexa e interessante q.b. Mas a questão é precisamente esta: haverá necessidade de fazer um filme cujo motor narrativo é algo que, senão está provado, está dado mais que certo, isto é, que não havia armas de destruição maciça no Iraque, que os EUA sabiam-no e que mesmo assim foram para a guerra movidos por outros interesses? O interesse geral do filme esbate-se um pouco assim.
Certo, é um filme bem feito (se bem que filmagens de perseguições nocturnas com câmara ao ombro à la documentário já cansem um pouco), e com excelentes interpretações, mas não posso deixar de pensar que Greengrass e Cia tiveram à sua disposição muitos meios para fazer uma história mais apelativa, ou mais inovadora. Sim, não havia WMD no Iraque....já sabemos. É vergonhoso, mas já passou, pronto.
Seja como for, é um filme que se vê bem. Créditos ainda assim para o realizador e actores que conseguiram dar alguma profundidade à coisa.
segunda-feira, abril 12, 2010
sexta-feira, abril 09, 2010
quinta-feira, abril 08, 2010
Like a Rock
Stood there boldly
Sweating in the sun
Felt like a million
Felt like number one
The height of summer
I'd never felt that strong
Like a rock
I was eighteen
Didn't have a care
Working for peanuts
Not a dime to spare
But I was lean and
Solid everywhere
Like a rock
My hands were steady
My eyes were clear and bright
My walk had purpose
My steps were quick and light
And I held firmly
To what I felt was right
Like a rock
Like a rock, I was strong as I could be
Like a rock, nothin' ever got to me
Like a rock, I was something to see
Like a rock
And I stood arrow straight
Unencumbered by the weight
Of all these hustlers and their schemes
I stood proud, I stood tall
High above it all
I still believed in my dreams
Twenty years now
Where'd they go?
Twenty years
I don't know
I sit and I wonder sometimes
Where they've gone
And sometimes late at night
When I'm bathed in the firelight
The moon comes callin' a ghostly white
And I recall
Recall
Like a rock. standin' arrow straight
Like a rock, chargin' from the gate
Like a rock, carryin' the weight
Like a rock
Like a rock, the sun upon my skin
Like a rock, hard against the wind
Like a rock, I see myself again
Like a rock
Bob Seger
The Book of Eli
E que filme tão apropriado para ir ver no fim de semana da Páscoa. Sim, é bastante violento e sangrento (quem diria que o velho Denzel ainda tivesse estaleca para isto!), mas em boa verdade esperei sinceramente ver nos créditos finais qualquer coisa como "Filme apoiado pelo Vaticano". É que o tal livro que o Sr. Eli carrega e protege é tão simplesmente (e não vou estragar nada ao revelá-lo, pois basta ver o trailer e mesmo durante o filme, cedo se adivinha/percebe qual é) a Bíblia. É verdade. E o Eli de Washington é uma espécie de monge-cowboy-ninja que protege o dito livro para o entregar num sítio que lhe dará o devido valor.Ah, falta dizer que tudo isto se passa no futuro não muito longínquo, após uma catástrofe global (uma guerra, presume-se), num planeta destruído e árido, calcorreado por uns quantos sobreviventes, grande parte dos quais maus e cruéis como as cobras. Hmmm....pois nada de novo. Mas convenhamos que foi azar este filme ter estreado depois do magnífico "The Road" de John Hillcoat com o Viggo LOTR Mortensen. É que este, basicamente, é O filme pós apocalíptico da década. Nada a fazer. Seria muito difícil fazer melhor. E o "The Book of Eli" não é definitivamente melhor. É um filme que aposta mais na acção e efeitos especiais, talvez para aqueles que acharam que isso faltava no "The Road"....
Mas independentemente disto, se tivesse aparecido antes do "The Road"? Pois é um filme bastante aceitável. O Denzel Washington veste o papel como uma luva. Quase dá ares de Clint Easwood num dos seus "western-spaghetti". Aliás, o próprio filme tem ares de western misturado com a alucinação cataclísmica de "Mad Max". Porém, o filme é de todo roubado pelo vilão principal, desempenhado por Gary Oldman. O gajo é mau como tudo e, no entanto, dei comigo a simpatizar com o tipo....é uma grande representação. A miudita, Mila Kunis, cumpre, mas não consegui deixar de pensar constantemente que esta tipa é a que dá a voz à Meg Griffin do "Family Guy". Distracções, naturais num filme que é porreiro e tal, mas não é nada de fantástico. Uma espécie de série-b estilizado, actualizado e feito com mais meios e que cumpre na íntegra o seu propósito, desde que não se espere ou peça muito dele.
Tem inclusivamente um pequeno twist final para a populaça arregalar os olhos e que, vá lá, até está bem imaginado. Deixa-se ver. :-)







