terça-feira, agosto 18, 2009
segunda-feira, agosto 17, 2009
E noite também
domingo, agosto 16, 2009
quinta-feira, agosto 13, 2009
St.Nikolai-Kirche
Estávamos no Metro a caminho do centro de Hamburgo quando a certa altura a conversa derivou para a II Guerra Mundial, e para os bombardeamentos que a cidade sofreu. Conversa em português, claro. Mas alguns nomes apareciam de forma bastante óbvia "Luftwaffe", "Goëring", etc etc. O que me levou a pensar o quão incómodo isso poderia ser para os alemães que viajavam connosco na mesma carruagem. Preocupação inútil claro e que teve apenas alguns minutos de vida. Fez-me lembrar aquele episódio do "Fawlty Towers" no qual um trio de alemães se hospeda no infame hotel e o gerente Basil Fawlty avisa o staff
para evitarem a todo o custo qualquer referência à guerra ("don't mention the war!!"), com medo de melindrar os hóspedes. Claro que, na sua costumeira forma trapalhanoa acabou a imitar o tio Adolfo e a andar em passo de ganso (como só o John Cleese sabe). Mas adiante que isto são outros quinhentos.É uma preocupação que já deve ser irritante. O estigma nazi sobre os alemães ainda deve ser algo forte, mas penso que é algo com que eles aprenderam já a viver e a aceitar, como parte essencial e importante da sua história.
Bom, dito isto tinha obviamente alguma curiosidade acrescida em cirandar pelas ruas de Hamburgo que, uns meros 60 anos atrás, mais ou menos, mais não eram do que pilhas de destroços e carcaças de edifícios. A construção foi rápida e eficaz, como já disse. Mas consegui dar com o único sítio que não foi propositadamente reconstruído. A igreja de São Nicolau, ou o que resta dela.
Obviamente a história da igreja remonta a séculos e séculos atrás, começando no século XII quando uma capela dedicada a São Nicolau foi construída no local. Um século mais tarde começou a ser construído um edifício maior e mais sólido cuja base, com mais ou menos alterações, remodelações ou expansões, perdurou até ao século XIX. A torre, um dos ex libris da cidade foi erigida no século XVI. Em 1842 o edifício foi totalmente consumido no grande incêndio que grassou em Hamburgo. Os trabalhos de reconstrução começaram imediatamente, terminando em 1863, após uma sucessão de projectos. A torre foi terminada um ano mais tarde sendo, durante alguns anos, o edifício mais alto do Mundo. Ainda hoje é o segundo edifício mais alto de Hamburgo, a seguir à torre da televisão. 
Tal imponente característica foi contra producente durante a Segunda Guerra Mundial, uma vez que os pilotos aliados usavam a torre como ponto de referência nos bombardeamentos exaustivos a que submeteram a cidade. Eventualmente, a própria igreja foi bombardeada, em 1943. Sofreu graves danos estruturais mas manteve-se de pé.
A torre e restantes ruínas foram então deixadas como estavam, servindo como um enorme memorial contra a guerra. Os restantes destroços foram usados para solidificar as margens do Elba.
usufruir do sítio cá embaixo e depois partir para outras paragens e ver outras coisas. No entanto, se algum dia lá voltar subirei de certeza.É algo estranho entrar no espaço que resta da igreja. Especialmente quando não se sabe muito bem onde fica situada (bela porcaria de mapa ó senhores do Etap!) e quando se vem a andar por ruas elegantes ao longo (e por cima) de vários canais. De repente damos com aquilo que parece, ao início uma capela muito pequena. Qual quê. São apenas os restos que ainda estão de pé. Situada na Rua Willy Brandt, uma artéria com imenso tráfego, o local da antiga igreja é um sítio de calma e paz absoluta. Um sítio realmente parado no tempo. Enquanto que, literalmente, à volta dela tudo cresceu, edifícios modernos, canais e pontes, avenidas movimentadas, ali respira-se um silêncio e um respeito quase fantasmagóricos. Com alguns turistas a circular em silêncio por ali. O pequeno jardim com
árvores frondosas também ajuda a este sentimento de 'bolha temporal'. E em especial a singela escultura "Prüfung", que em português será qualquer coisa como "A Provação", também contribui para o ambiente mais "pesado". Colocada ao fundo, numa parede ainda intacta, quase num nicho protector, é impossível não nos sentirmos atraídos para ela. Só para nos sentirmos ainda mais comovidos do que já estávamos.
Hamburgo, para o memorial de Sandbostel, na Baixa Saxónia. Sandbostel era onde, até 1945, estava localizada um dos maiores campos de prisioneiros nacional-socialistas. Mais de 50.000 pessoas de todas as nacionalidades encontraram aí a sua morte. O pedestal é feito com pedras vindas dos barracões dos prisioneiros. Sandbostel foi também a última paragem para cerca de 10.000 prisioneiros do campo de concentração de Neuengamme, em Hamburgo (info afixada no chão perto da escultura). .
quarta-feira, agosto 12, 2009
Hamburgo I
Os muitos canais de Hamburgo são cruzados por mais de 2500 pontes, mais do que Amsterdão e Veneza juntas. Hamburgo tem mais pontes no seu perímetro urbano que qualquer outra cidade no mundo. As pontes Köhlbrandbrücke, Freihafen Elbbrücken e Lombardsbrücke são importantes vias de tráfego. O norte e o sul da cidade também são ligados por túneis, destacando-se o túnel sobre o Elba construído em 1911 (hoje um ponto turístico) e o túnel sobre o Elba de 1975, que é parte da via expressa Bundesautobahn 7.
Hamburgo teve e tem um lugar reservado na história da música sendo não só a cidade onde os The Beatles começaram a solidificar a sua carreira, tocando em vários bares e clubes da famosa Reeperbahn, como também por ter sido uma cidade fulcral no heavy metal durante os anos 80. Muitas bandas como os Helloween, Running Wild, Grave Digger, Gamma Ray, etc, começaram as suas carreiras em Hamburgo.
Se inicialmente as primeiras impressões não foram muito boas, depois de marchar umas valentes horas pela cidade (e, sim, perdi-me novamente, o que é sempre bom!), mudei de opinião rapidamente. Cidade interessantíssima e carismática.
segunda-feira, agosto 10, 2009
RIP Raul Solnado
No meio de toda esta torrente vertiginosa de posts, não quero, não posso, deixar de dizer qualquer coisa para e pelo Raul Solnado que faleceu esta semana.Não tenho idade suficiente para me lembrar do famoso "Zip Zip", aliás, não sou sequer desse tempo, pelo que ter qualquer memória seria de todo impossível.
Mas obviamente que, durante anos e anos, ouvi falar desse programa de televisão, quer da boca dos meus pais ou avós, quer na própria televisão.
E as imagens que vi, excertos mais ou menos longos, não me deixaram qualquer dúvida sobre a real importância desse programa na televisão de então e, acima de tudo, não me deixaram quaisquer dúvidas sobre o seu verdadeiro carácter revolucionário e inovador a todos os níveis. Carácter esse que o não torna num programa de televisão de forma alguma datado, mas sim num programa que ainda hoje seria actual e que facilmente bateria 99,9 % do entulho televisivo que actualmente entope os nossos aparelhos.
E grande parte desse carácter deveu-se, mais uma vez sem sombra de dúvida, ao talento do Raul Solnado.
A primeira memória que tenho dele remonta a uma longínqua sexta-feira em que eu, miúdo, banho tomado, pijama e roupão vestidos, fui autorizado pelo poder parental a ficar levantado até mais tarde a ver a representação televisiva da peça "Há Petróleo no Beato". Talvez por ser uma peça tenha obtido tal indulgência...sempre era melhor que o Rambo, ou qualquer outro filme de porrada.
Bom, a verdade é que hoje lembro-me menos da narrativa da peça do que da sensação de gozo e diversão que tive a ver aquilo. Mais do que a história em si, lembro-me de ter gostado imenso a peça e, em especial, o actor que fazia de chefe de família em cujo lar era descoberto petróleo.
Desde então o Raul Solnado sempre foi uma daquelas figuras queridas e simpáticas. Um tipo da televisão com piada e com uma cara, expressão, atitude e discurso de boa pessoa, de simpatia e de integridade.
Lembro-me, mais tarde, de estranhar vê-lo a fazer de inspector da PJ na "Balada da Praia dos Cães" e, hoje, é essa a memória mais viva que tenho do filme, curiosamente.
Desde então vi-o e ouvi-o em vários sítios e ambientes, sempre com grande prazer e respeito. Era difícil não simpatizar com a figura dele, com a cara de menino reguila e traquina que sempre teve mesmo nos últimos anos. Últimos anos esses que foram revelando uma fragilidade pungente e preocupante.
Agora que já não está entre nós vejo e oiço X e Y tecerem os costumeiros elogios e referirem o privilégio, o prazer e a honra que tiveram e sentiram por trabalhar com ele, ou por privarem da sua companhia.
E acredito verdadeiramente desta vez. Não consigo conceber que alguma daquelas personalidades diga tal "da boca para fora".
Seja como for, é como tudo na vida. Agora que se foi é que se sente a falta e importância dele. Mas a verdade é que antes não foi nada bem aproveitado pela televisão. Enfim. É assim a vida. Portugal ficou mais pobre definitivamente.
domingo, agosto 09, 2009
Amon Amarth @ Vagos Open Air
sábado, agosto 08, 2009
Bem...
Porque não? Porque não realmente? 2009 é para estoirar e derreter mesmo. Might as well go with a bang. E que tudo o mais vá pró inferno, como diz o zuca das baleias.
sexta-feira, agosto 07, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
Find Wally III

Nah...nevermind. Ainda não há lupa suficientemente forte para tornar este desafio exequível. Mas que o Wally está ali no meio do maralhal, ah isso garanto que está. \m/
.
terça-feira, agosto 04, 2009
ui ui
Puxadote sim senhor. Mas folgo em saber que ainda tenho pedalada para aguentar este tipo de actividades violentas quer para a mente quer para o corpo, especialmente para este último, que muito se queixou; felizmente ainda estou na fase de "mind over matter" ou body, neste caso.
Extreme music for extreme people é um dos slogans mais bem imaginados de sempre. Wacken é de facto um lugar de extremos. A chuva, a lama, a confusão, o mar de gente, podem, por vezes, fazer-nos sentir algo miseráveis e extenuados. Mas o outro extremo também se encontra bem depressa: momentos únicos, de diversão pura e dura, daqueles que nunca se esquecem. Faster, Harder, Louder, o outro slogan do festival, também é muito apropriado, porque desde a última vez que lá estive há seis anos, o upgrade foi monstruoso. Digamos que já vi cidades menores...




































