quarta-feira, maio 30, 2007

ACHTUNG!!!!!


Há algo neste cartaz, que eu encontrei por acaso na internet que me diverte bastante. Os desenhos são excelentes e expressivos, à boa maneira dos artísticos murais da altura do 25 de Abril. Mas acho que a adição daquele "carago!" e em especial daquele estalinista e ameaçador dedo em riste, são realmente a "cereja no topo". Muito bom. Olhem que isto não é "o da Joana!"Ehehehehehehehehehehehe.



EDIT: Para que se saiba, acabei por fazer greve. Não tanto pelas razões gerais, também importantes, mas também por razões concretas e muito particulares que me fazem sentir justificado.

terça-feira, maio 29, 2007

10



ETERNAL LIFE


Eternal Life is now on my trail
Got my red glitter coffin, man, just need one last nail
While all these ugly gentlemen play out their foolish games
There's a flaming red horizon that screams our names

And as your fantasies are broken in two
Did you really think this bloody road would
Pave the way for you?
You better turn around
and blow your kiss hello to life eternal, angel

Racist everyman, what have you done?
Man, you've made a killer of your unborn son...
Crown my fear your king at the point of a gun
All I want to do is love everyone...

And as your fantasies are broken in two
Did you really think this bloody road would
Pave the way for you?
You better turn around
and blow your kiss hello to life eternal....

There's no time for hatred, only questions
What is love, where is happiness, what is Life,
where is peace?
When will I find the strength to bring me release?

And tell me where is the love in what your prophet has said?
Man, It sounds to me just like a prison for the walking dead
And I've got a message for you and your twisted hell
You better turn around and blow your kiss goodbye
to life eternal angel...



17 Novembro 1966 ~ 29 Maio 1997

segunda-feira, maio 28, 2007

[(...)]

We're nothing but mice
Running in this maze
Always throwing dice
Little men amazed

Gunther Dünn

quinta-feira, maio 24, 2007

Tempo a mais, neurónios a menos!


Este país tem vários problemas, é mais que sabido. Alguns dos mais importantes são:

1. Há pessoas que fervem constantemente em brasas de ódio pútrido e chamas de inveja lancinante;

2. Há, depois outras pessoas, que dão crédito a estas bestas andantes;

3. A maioria das pessoas, vulgo "carneiradis molis", que não tem nada para fazer, acredita cega e piamente no que lhes é enfiado à bruta pelos olhos dentro.

Tudo isto parte obviamente daqueles primeiros que pertencem àquele segmento, ou melhor, que dão corpo àquela característica tão portuguesa do "bota abaixo". Aqui funciona assim:

a) "Se estás lá em cima e estás a ter algum sucesso, tem paciência, temos de te deitar abaixo";

b) "Se estás em baixo e sem grande sucesso, és um idiota incapaz que tem de ser deitado abaixo";

c) "Se não estás a fazer nada de momento és um preguiçoso inepto ou um cretino sentado à sombra da bananeira e, como tal, há que deitar-te abaixo".

Por isso "compreende-se" que o Gato Fedorento seja atacado (num jornal que julgava ter uma reputação de seriedade até), de terem "plagiado", "copiado", "roubado" a canção e o genérico duma pepineira qualquer francesa do tempo da Joana D'Arc. "Plagiaram" a música e o estilo da dança. Oh meu Deus! Onde é que este Mundo está a chegar!!!???? Quando um grupo de cómicos pega numa coisa caricata, levada originalmente a sério, e lhe dá o seu tratamento satírico e parodiante, quando isto acontece, dizia, deve ser certo que o Mundo está para acabar. Pois nunca tal se viu no humor.

O GF que se cuide, pois seguir-se-ão várias acções em tribunal! Então não é que eles próprios, os grandas palermas, apresentaram provas, em público e semanalmente, em como "plagiaram" e "copiaram" o Marcelo Rebelo de Sousa, o Paulo Portas, o Major Valentim Loureiro, o Sócrates (cuja mera menção dá, ao que parece, direito a ser suspenso), o Cavaco Silva, o Pacheco Pereira, o formato do Telejornal, o Paulo Bento e toda uma série de músicos cujas composiçõs originais foram grotesca e vilmente violentadas no final de todos os programas!!!!

Estamos em Portugal, onde determinadas pessoas ou grupos de pessoas quando começam a ter algum grau elevado de sucesso, de aceitação generalizada, se tornam alvos a abater. Talvez por começarem a ter esse sucesso e aceitação generalizada. Os GF fazem o que fazem muitíssimo bem. Pode não se apreciar de facto e não achar piada nenhuma, mas há que dar crédito aos moços: eles fazem-no bem. Porque é que nãop são elogiados por isso? Porque já se tornaram grandes demais e têm de ser "controlados" para ver se "baixam a bolinha", pois como é certo e sabido (?), já lhes "deve ter subido à cabeça", etc e tal, blá blá.

terça-feira, maio 22, 2007

DASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!

CALEM-SE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




Ou mudo-vos a dieta para milho reforçado com raticida e antraz! Raio das galináceas sempre a cacarejar! STFU!



sexta-feira, maio 18, 2007

Ah pois é bébé!


Nada como acordar de manhã de pois de uma noite mal dormida, tomar o belo do banhoco refrescante e tal, para, apenas 5 minutos depois de entrar no carro, começar a escorrer um belo fio de suor pela testa. Porra! Nem 9 horas da manhã são!!!!!!!!

Aliens, extraterrestres, criaturas estranhas em geral, maléficas ou nem por isso: this one's for you! Se acham que a temperatura em Mercúrio é por demais sufocante e seca, se Vénus é demasiado irrespirável e de Marte em frente é um pouco frio, já sabem! Venham ao interessante planeta Terra, onde poderão encontrar uma temperatura decerto agradável e adequada a CRIATURAS VINDAS DO ESPAÇO EXTERIOR. Sightseeings e bronzeado garantido, mesmo que sejam homenzinhos verdes. Quanto aos irritantes habitantes humanos, not to worry! Serão grelhados por métodos perfeitamente naturais e postos à vossa disposição. Espetos não incluídos infelizmente. Tem sido difícil convencer os espécimes a fazerem-se espetar enquanto estão ao sol a grelhar. No entanto, esperamo-vos na mesma. Serão bem vindos.





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terça-feira, maio 15, 2007

Yes, yes, i own it...

Embora não seja a Edição Especial. Seja como for, é realmente épico e majestoso. Exacto, exacto, falo da transposição deste disco para o palco, algo que sinceramente me parecia difícil senão megalómano mesmo.

domingo, maio 13, 2007

Ontem


Uma tese de um professor de Filosofia sobre lugares imaginários e um projecto para destruir a cidade foram duas das mais de 70 respostas que chegaram à associação Alkantara na sequência da pergunta "Como seria a Lisboa ideal?".

As respostas à questão lançada no início do ano pela associação Alkantara, em conjunto com a Galeria Zé dos Bois, foram apresentadas num evento público, no sábado dia 12, entre as 18.00 e as 24.00, na Rua do Século, em Lisboa.

"Recebemos um pouco de tudo, desde acções muito concretas para serem realizadas na cidade até à tese de um professor de Filosofia sobre lugares imaginários, passando por vídeos com perspectivas ideais, um projecto para destruir Lisboa e poemas", referiu Ana Riscado, da produção da iniciativa.

A acção decorreu em dois espaços da Rua do Século. No átrio da Escola Superior de Dança foram expostas as propostas, realizaram-se debates e foram projectados os vídeos que chegaram aos organizadores do concurso. O Largo do Século serviu de ponto de encontro, com bancas das associações e movimentos cívicos que participaram nos debates, um palco e vários bares.

O concurso integra-se na programação do projecto internacional Lugares Imaginários, apoiado pela Comissão Europeia, e cujo tema central é a Cidade Ideal. Segundo o projecto, durante um ano, cinco equipas de artistas devem trabalhar sobre as paisagens imaginárias do corpo humano e da cidade mediterrânica, de forma independente, mas com a hipótese de trocar ideias e pontos de vista e de desenvolver o trabalho em parceria.

No encontro Lugares Imaginários - Lisboa, que termina no dia 20, as cinco equipas - que incluem encenadores, coreógrafos, actores, bailarinos e outros artistas - da capital portuguesa, de Marselha (França), Cagliari (Itália), Ljubljana (Eslovénia), Girona (Espanha), Istambul (Turquia) e Beirute (Líbano) encontram-se em Lisboa para trocar ideias.




(DNOnline, adaptado)

sábado, maio 12, 2007

SAL a mais pode fazer mal!

Ontem fui ver as figuras que eu fazia há 10/15 anos atrás! LOL

Enfim, não me parece que fosse tão histérico como alguns dos jovenzinhos que vi ontem. Mas pronto. Quando cheguei a Algés, e depois de estacionar, lá consegui arranjar maneira de chegar ao Passeio Marítimo de Algés, que mais não é que um descampado que ontem estava literalmente a abarrotar de miudagem (mas não só). Pelo caminho fui ouvindo os Tara Perdida do Ribas que até deram um bom concerto. Quando finalmente entrei no recinto e depois de ter dado uma olhadela ao stand do Sapo (obrigado pelo convite Patrícia!) fui para o palco que os Xutos estavam para começar.
O piso do recinto é muito mau. Basicamente andamos em cima de pó, pedras e entulho. E é ali que querem fazer um festival internacional?? Bom....todas as creches devem ter despejado as suas crianças naquele sítio! Estava apinhado e acabei por ficar mais para trás do que gostaria, mas paciência. Já não tenho paciência nem idade para andar a "furar" à bruta. Procurei e encontrei o grupinho que queria, isto é, os casalinhos mais velhos, tão estudantes como eu, e postei-me atrás deles.
O concerto foi muito bom. Curiosamente os melhores concertos que me lembro dos Xutos foram sempre na Semana Académica. Tocaram para cima de duas horas (enfim, 2 horas se descontarmos o Intro aborrecido e longo) e devo dizer que a certa altura já 'pedia' a "Casinha" para ir descansar! lol
O Tim explicou que as músicas que iam tocar tinham sido escolhidas pelos fãs (na internet provavelmente) e foi uma boa escolha e bem variada. "Esquadrão da Morte", "Quero-Te", "Viuvinha", "O Vento", "Andarilhos" etc etc etc foram muito bem vindos.A homenagem esperada ao Zeca Afonso apareceu com o "Coro da Primavera", precedida do discurso político da praxe pelo Zé Pedro. Até o tema do "Diz Que É Uma Espécie de Magazine" tocaram.
Muito bom sim senhor, valeu o sacrifício.


Barcos Gregos



Coro da Primavera



Chuva Dissolvente




E sim, é claro que houve oportunidade de ouvir omentários brutos, como o de um bébé ao meu lado que depois da sequência "Esquadrão da Morte"+"Viuvinha"+"Não Sou Jesus"+"Andarilhos" exclamou alto: "Agora a ver se tocam alguma coisa conhecida, tá!?" Mas não faz mal. Para meu espanto, ainda houve um punhado que cantou o "Quero-te".

28 anos a serem a maior e melhor banda portuguesa é obra.

quinta-feira, maio 10, 2007

Yo! The Doctor is in da house! Yo!

A alergia crónica e sazonal voltou a flectir os seus músculos ontem. Mas quem ficou dorido fui eu. Esta porcaria prece um vírus: vai mudando de características subtilmente com os anos, tornando complicado o seu combate. Enfim, ontem lá levei a murraça da ordem e assim que pude aterrei no sofá por volta das 18.30, onde fiquei quase duas horas semi-dormitando. Antes do dormitanço estava de tal modo K.O. que até vi, finalmente, um episódio completo do Dr. House.
Sim, estava de tal maneira esparramado no sofá que qualquer coisa serviu para me distrair um bocadinho. E sempre aproveitei para ver esta coisa para depois poder falar ma....errr.....para formar uma opinião.
Em primeiro lugar nunca tive paciência para séries de médicos e hospitais (pelo menos as que se levam a sério). Acho ligeiramente aborrecido pela quantidade de conversa técnica que é debitada. Neste Dr. House então, o ritmo é ainda maior. Nunca vi tantas palavras compridas e arrevezadas juntas de uma só vez. Era o arrenitixonol, o lupus integretitiontont, não sei quantas miligramas de paroxoninterferon, etc etc. Parece mais ficção científica que qualquer série de ficção científica. Mas o povo "grama" isto.
Outro tipo de série para a qual perdi há muito a paciência é a que mete advogados, juízes e palhaçadas em tribunal em geral. Mas tem piada que nessas séries não vemos os advogados e comparsas a falar em impugnações paulianas, pactos leoninos, locupletamento indevido, comodato, esbulho, acessão industrial imobiliária, etc etc. "E aquele fideicomisso?? Ah ganda fideicomisso! Só lhe falta uma curatela e talvez algum dolo para ser mesmo fixe!" Se enchessem estas séries com tantas referências legais e jurídicas o público morreria de tédio. Curiosamente o mesmo não acontece nas séries de médicos. Deve ser a tendência inata de alguns de discutir e querer saber sobre as doenças e afins.

Em relação ao Dr. House esta vertente é ainda mais acentuada pois aquilo é uma espécie de CSI dos médicos. Há sempre um acontecimento estranho potencialmente perigoso, vários suspeitos e o esforço da equipa em apanhar o horrível meliante. Neste caso um vírus qualquer obscuro oriundo do Zimbabué ou coisa que o valha. E o esquema parece ser sempre o do "rebelde mas brilhante" Dr. House em luta constante com os pacientes irritantes, os colegas cépticos e os chefes do hospital que tentam fazer com que ele se "porte bem". Obviamente que tudo se encaminha para que o anti-social, sarcástico e levemente arrogante Dr. House prove ter razão.

Enfim...gostos. Mas faz-me confusão ver o Hugh Laurie a fazer de Dr. House, com um sotaque americano manhoso. Tal como me faz confusão o Mr. Bean do Rowan Atkinson. Tanto o um como o outro alcançaram fama internacional com personagens quanto a mim inferiores às suas qualidades. Tal como o Rowan Atkinson será sempre o Edmund BlackAdder para mim, também o Hugh Laurie será sempre o George dessa mesma série "Black Adder" e da excelente britcom "Fry & Laurie".






Pronto, era só isto.

quarta-feira, maio 09, 2007

\m/




IRON MAIDEN Announces 'A Matter Of The Beast Summer Tour '07' - May 8, 2007

In acknowledgement of the 25th anniversary of the release of their seminal album "The Number of the Beast" and the tremendous international success of their recent album "A Matter of Life and Death", IRON MAIDEN's forthcoming June dates in Europe will go under the banner of "A Matter Of The Beast Summer Tour 07". The band will be playing five songs from each of these albums plus other fan favorites and will be taking out a full-on stage production which will include the final appearances of Eddie's notorious tank!

Says vocalist Bruce Dickinson: "It's always a lot of fun for us to play outdoors in the summer. It tends to be a different vibe to playing indoors, much more of a party atmosphere so it's good to put together a set list that matches this. There has been a lot of interest in the 25th anniversary of the release of 'Number of the Beast' so we thought it would be great to give the fans a bit of extra Beast this summer to acknowledge this."

Biddinghuizen, Holanda, aí vou eu!



HOLLAND June 16, 2007 Zwolle Fields Of Rock festival

domingo, maio 06, 2007

Viva o Túnel do Marquês!!

Viva o Túnel do Campo Pequeno cheio que nem um ovo e com a mesma dinâmica desse mesmo ovo que fica para ali no frigorífico durante semanas, imóvel...


Final de tarde de Sexta-Feira. Os verdadeiros Homens, com "H" grande mesmo estavam aqui. A suportar um fluxo dramático de trânsito nunca antes visto no Mundo Civilizado (por mim pelo menos).



Nem sequer o pobre desgraçado do françiu do "Rally Des Capitales" se safou. Teve de aguentar o passo de caracol como se fosse um Mercedes grandinho.

Bem que o compadre Saldanha indicava o caminho dali para fora, como quem diz: "Bazem daqui, desamparem-me a loja! É por ALI que têm de ir, ok? Agora vão!"


Mas como fazer isso quando o único caminho possível e livre era "para cima"? De resto não havia espaço nem sequer para mais um Smart. Qual quê...nem sequer um Aixam lá caberia ou um daqueles irritantes "papa-reformas".

quarta-feira, maio 02, 2007

~~~~~~

Relax in the superiority of your certainty

Relax in the certainty of your superiority




Gunther Dünn

quinta-feira, abril 26, 2007

blah #34.456

You’re obliged to pretend respect for people and institutions you think absurd. You live attached in a cowardly fashion to moral and social conventions you despise, condemn, and know lack all foundation. It is that permanent contradiction between your ideas and desires and all the dead formalities and vain pretenses of your civilization which makes you sad, troubled and unbalanced. In that intolerable conflict you lose all joy of life and all feeling of personality, because at every moment they suppress and restrain and check the free play of your powers. That’s the poisoned and mortal wound of the civilized world.

Octave Mirbeau in Torture Garden

quarta-feira, abril 25, 2007

A preguiça

Bem, não só este blog anda semi parado, como ainda por cima os posts mais recentes são apenas sobre cinema. Pior: o último é obra da arte do copy/paste, pelo qual me penitencio. Mas pronto, que é que se há-de fazer? Agora é assim.

Seja como for, realmente recomendo o filme "Missão Solar". O realizador Danny Boyle afamado com "Pequenos Crimes Entre Amigos" e, principalmente o "Trainspotting" parece ter virado as suas atenções para géneros mais fantásticos. E fê-lo muitíssimo bem. Eu, que não me interesso minimamente pelos filmes de zombies achei o anterior "28 Dias Depois" excelente (a propósito, já está para breve o "28 Semanas Depois", e já sei quem está a rebolar os olhos agora! LOL). Desta vez temos um filme de ficção científica, de pendor mais científico do que fictício que cumpre muito bem o que se pede dum filme deste género. Como disse o Mourinho, que eu citei no post anterior, "Missão Solar" combina eficazmente o que de bom têm alguns filmes de ficção científica. Juntamente com uma grande dose de suspense e muita muita claustrofobia e tensão.

Blá blá e blá. Um bom 25 para todos e como se sabe, "fasssssismo nunca mais!"

terça-feira, abril 24, 2007

SUNSHINE - Missão Solar


Ainda é possível fazer-se um filme de ficção científica que seja, ao mesmo tempo, completamente derivativo e terminantemente novo? Que reaproveite ideias de filmes anteriores mas dê a impressão de nunca ter sido feito? Visto "Missão Solar", a resposta é terminantemente positiva: Danny Boyle realizou aqui aquilo que tentou, sem conseguir, fazer ao filme de zombies no inteligente "28 Dias Depois". De novo trabalhando com o romancista Alex Garland, assina com "Missão Solar" um filme com alma de série-B e espectáculo de série-A, uma enorme manta de retalhos com uma extraordinária coerência, um pequeno triunfo visual, conceptual e narrativo - em suma, aquilo que Hollywood devia ainda saber fazer mas só muito raramente consegue. E, para isso, nem foi preciso puxar muito pela cabeça.
"Missão Solar" é o equivalente de um daqueles computadores feitos em casa por carolas que canibalizam partes de outros computadores mais antigos ou as compram separadas na loja de ferragens. A "Armageddon" e "Impacto Profundo" vai-se buscar a ideia da missão da última oportunidade para salvar a humanidade - no caso, uma tripulação enviada em direcção ao sol moribundo, para detonar uma bomba que reacenda a estrela. "Solaris" fornece a ideia da desorientação que a proximidade da estrela causa nos tripulantes; "O Enigma do Horizonte" a ideia de uma missão anterior, falhada, que dá a conhecer a sua presença perto do objectivo; "Alien, o Oitavo Passageiro" o "jogo das cadeiras" que vai eliminando a tripulação; "Alien 3, a Desforra" o subtexto (deixado por aflorar) de uma epifania religiosa no espaço profundo. O monstro de Frankenstein assim criado é trabalhado como se fosse uma velha série B económica: o que ficou para trás não interessa. O sol está a morrer, e é preciso fazer qualquer coisa. Há oito pessoas fechadas numa nave que é a última esperança da humanidade. As coisas começam a correr mal. Resume-se tudo nestas três frases e na pergunta que falta: o objectivo da missão será atingido?

Antes de responder, Boyle fecha a panela de pressão sobre o espectador, aperta os parafusos bem apertados, constrói minuciosamente o ambiente e a tensão. Estamos fechados dentro daquela nave com aquelas oito pessoas; não sabemos de onde é que elas aparecem, quem são, quais os seus problemas, e isso não interessa nada para o efeito final. "Missão Solar" é um filme de uma claustrofobia esgotante, sabe o que quer e como lá chegar, não perde tempo a inventar, e a partir de certa altura atira drogas de boa qualidade para o cozinhado. Fá-lo com uma pulsão quase ofensiva de criar, mais do que um filme, uma experiência sensorial - um pouco como Boyle fizera no seu filme-charneira, "Trainspotting", que procurava colocar o espectador no corpo de um drogado, fazê-lo sentir os picos e os abismos da experiência. Agora, naquele que é muito provavelmente o seu melhor filme, Boyle coloca o espectador dentro da nave, confronta-o com a loucura de partir numa missão quase kamikaze em nome da humanidade, com a arrogância de achar que se pode operar a natureza do universo; mas fá-lo dentro de uma estrita fórmula de cinema de género, atendo-se às regras codificadas - é um filme que será tanto mais eficaz quanto mais se conhecer da história da série B e da ficção científica, mas que sobrevive perfeitamente sem esse conhecimento - e com o virtuosismo quase insultuoso de quem sabe que está a reciclar peças de Legos que tinha lá em casa para criar um modelo completamente novo.


"Missão Solar" faz novo do velho e isso, hoje em dia, é quase milagroso.


Por: Jorge Mourinha (PÚBLICO)

quarta-feira, abril 18, 2007

Ah...nada como...

...sangue e mutilações em geral para animar um gajo! Ou por outras palavras, fui ver o "300" ontem!
Eis uma peça interessante de cinema. "300" é baseado na graphic novel do genial Frank Miller (o mesmo de "Sin City") que relata a história da batalha de Termópilas , em que o Rei Leonidas e 300 Espartanos lutaram até à morte contra Xerxes, Imperador Persa, e o seu gigantesco exército. Havia mais uns milhares de gregos lá atrás, mas eram todos "cobardes, poetas e sodomitas". lol

Pelo que eu tinha li parecia ser um daqueles tipos de filmes "love it or hate it", sem meio termo. Porém não é assim tão simples; não é fácil formar 'preto no branco' uma opinião. É que tudo depende da abordagem que se faz ao filme, pois o que ele tem de bom é mesmo BOM, mas o que tem de mau, é mesmo MAU. Ou seja é uma questão de pesar os prós e contras.

Se se preferir um filme cheio de luxos visuais, extremamente bem filmado, com cada plano obviamente delineado e planeado ao milímetro, repleto de acção, batalhas coregrafadas quase poeticamente, cores fortes, etc etc, então este filme é perfeito. De facto é um filme extremamente visual, luxuriante mesmo na sua tentativa (com sucesso, diga-se) de adaptar o livro ao ecrã. Algumas cenas são mesmo 'decalcadas' do livro e funcionam muito bem. Há uma sucessão de planos lentos e planos mais acelerados que combinam muito bem para a construção da tensão das batalhas. Sendo a componente visual tão forte é natural que sejam as imagens a ficarem retidas na nossa memória.

No entanto, e aqui reside o menos bom do filme: pouco mais há além disso. Não sei como explicar, mas em termos de argumento é extremamente fraquinho. Tem diálogos cheios de lugares comuns e clichés, alguns que não adiantam muito à história propriamente dita, e outros que rebentam pelas costuras de pompa e circunstância de uma maneira que faz parecer muito soft qualquer álbum dos Manowar. As 'intrigas políticas' passadas nos bastidores são as esperadas e o próprio filme nos mostra logo nos primeiros 5 minutos quem da 'corte' vai 'tramar' o Rei.
Depois há algumas coisas meio incómodas na história em si. É óbvio que isto é baseado numa interpretação de um facto histórico e não se deve esperar grande precisão na história. Mas mesmo assim, mostrar os espartanos a gritarem e lutarem pela liberdade e pela defesa dos homens livres é algo caricato, pois Esparta era uma sociedade esclavagista (a maior da Grécia na verdade). "Liberdade" e "somos homens livres" são expressões demasiado repetidas para exprimirem o que levou aqueles homens a combater. Penso que o livro do Miller não é assim. É óbvio que se trata duma 'reformulação' para os tempos modernos.
Depois, houve críticas obre a maneira como os Persas foram retratados. Pessoalmente não tenho problema nenhum, pois o filme não pretende ser uma reconstituição histórica, mas acho que se foi longe demais ao retratarem alguns personagens aparentemente saídos directamente do Senhor dos Anéis: há dois brutamontes que podiam pertencer às fileiras dos Orcs. O mesmo se diga acerca da elite persa, os chamados Imortais, que não o eram, mas tinham feições de 'zombies'. LOL

O enfâse está portanto dado à parte visual, e essa é, como já disse, fantástica e irrepreensível. O resultado final? Pesados os pontos bons e os maus, conclui-se que os bons são ligeiramente mais pesados, o que portanto justifica ver este filme, especialmente num ecrã grande. Podia ser um excelente filme, mas não é. É apenas interessante pelas imagens fanásticas que proporciona e pela maneira como está filmado.
Portanto é aproveitar as batalhas e a sangria generalizada. É um filme de gajo! No entanto acredito que com tanto mamilo masculino ao léu e musculatura torneada e bem oleosa durante 2 horas de filme, algumas senhoras também o possam achar interessante.....lolololol

terça-feira, abril 17, 2007

Thank God it's Tuesday

Normalmente as Segundas-Feiras são o objecto de "terror" de qualquer normal trabalhador. No entanto, parece-me que o pior de desse dia aziago é mesmo a parte final quando se chega ao fim e se toma consciência que, afinal ainda faltam mais quatro dias até ao bem aventurado fim de semana. Chegar ao fim de Segunda Feira comporta um sentimento quase similar ao de chegar a um sítio novo, ou mesmo o acabar de um ano e a entrada do Ano Novo. É todo um cansaço melancólico e resignado que nos faz perguntar 'ok, que raio estou eu aqui a fazer e que raio vou eu fazer agora?' Como sempre acabamos por nos adaptar e ultrapassar esse sentimento ("adapt and overcome" nas palavras do Viggo Mortensen), mas há definitivamente momentos em que 'andamos à toa' enquanto se luta pela adaptação. Tudo isto me parece de um horrível pretensiosismo trágico de mau gosto, mas apeteceu-me.

Tell me why?
I don't like Mondays.
Tell me why?
I don't like Mondays.
Tell me why?
I don't like Mondays.
I want to shoot
The whole day down.

sexta-feira, abril 13, 2007

Não é oficial, mas....

...é um video bastante bem feito. Provavelmente melhor que muitos videoclips oficiais que por aí andam.Foi feito por um tal Tommy Bellingham que depois o disponibilizou no YouTube. Combinou imagens do showcase que os Iron Maiden deram nos famosos estúdios Abbey Road com cenas de um documentário ou telefilme (não sei bem) sobre o mesmo assunto da canção "Brighter Than A Thousand Suns", o lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945.



We are not the sons of God
We are not his chosen people now
We have crossed the path he trod
We will feel the pain of his beginning

Shadow fingers rise above
Iron fingers stab the desert sky
Oh Behold the power of man
On its tower, ready for the fall

Locking hands together well
Raise a city, build a living hell
Join the race to suicide
Listen for the tolling of the bell

Out of the the universe, a strange love is born
Unholy union, trinity reformed

Yellow sun its evil twin
in the black the wings deliver him
We will split our souls within
Atom seed to nuclear dust is riven

Out of the the universe, a strange love is born
Unholy union, trinity reformed

Out of the darkness, brighter than a thousand suns

Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns

solo #1 Adrian

Bury your morals and bury your dead
Bury your head in the sand
E equals MC squared, you can relate
How we made God with our hands

Whatever would Robert have said to his God
About he made war with the Sun
E equals MC squared, you can relate
How we made God with our hands

All nations are rising
Through acid veils of love and hate
Chain letters of Satan
Uncertainty led us all to this

All nations are raising
Through acid veils of love and hate
Cold fusion and Fury

solo #2 Janick

Divide and conquer while ye may
Others preach and others fall and pray
In the bunkers where we'll die
There the executioners they lie

Bombers launched with no recall
Minutes warning of the missile fall
Take a look at your last sky
Guessing you won’t have the time to cry

Out of the the universe, a strange love was born
Unholy union, trinity reformed

Out of the darkness...
Out of the darkness...
Out of the darkness, brighter than a thousands suns

Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns
Out of the darkness, brighter than a thousands suns

Holy father we have sinned

terça-feira, abril 10, 2007

A pedrada no charco



O Gato Fedorento foi protagonista, na semana passada, dum acontecimento inovador senão genial mesmo. Já que havia "mensagens grotescas" no Marquês de Pombal, eles acharam por bem também colocarem o seu outdoor pois, segundo o RAP, também têm bastantes ideias grotescas. Acontecimento genial pois conseguiram trazer o humor para a rua e fazer com que todos participem dele. É um verdadeiro 'happenning' de consciência cívica. Pessoalmente acho que tem muito mais peso do que a simples vandalização do cartaz dos outros. Já era tempo de alguém fazer este tipo de humor acutilante e de intervenção em Portugal. Está bem que algumas das piadas não são tão conseguidas como outras, mas o importante é que as haja.

E mais importante ainda é necessário que haja uma cultura de aceitação, de tolerância e de poder de encaixe das mesmas. É que, na minha humilde opinião, satirizar deste modo não equivale automatiamente a insultar ou humilhar. Portugal pode ainda não estar preparado para reagir confortavelmente a este tipo de humor, mas para lá caminha espero eu. A sátira pela sátira tem de ser aceite, independentemente dos efeitos indirectos que venha a ter, políticos ou não.

Infelizmente os senhores daquele partido não souberam reconhecer isso e reagiram da forma esperada, com quatro pedras na mão e ameças várias, verbalizadas confortável e anonimamente num fórum de opinião da chamada Juventude Nacionalista, como se pode confirmar peela notícia dada aqui no DN Sapo. Falta de humor é lamentável mas não se pode acusar ninguém disso. Mas fazer ameaças de baixo valor moral já é mais censurável. Mas tudo bem, conforme é dito pelo Partido, este fórum de opinião não é da responsabilidade do partido, e mesmo assim este não se pode responsabilizar pelas pessoas que aderem gratuita e espontaneamente ao mesmo. Pois.

Aliás, eles tentaram "dar a volta" recorrendo também ao "humor" para responder aos Gatos, o que é de louvar. no entanto continuaram a primar pelo extremo mau gosto e inconveniência, como se pode ver:

A tentativa de "ter piada" é, no mínimo, confrangedora. Já vem tarde mas ao menos podia ter piada. Não é o caso. A utilização das torres gémeas de NY é inqualificável em termos de mau gosto.

segunda-feira, abril 09, 2007

Bom...

...é Segunda-Feira, e o que valeu antes, vale ainda mais agora.

Bring it on!

terça-feira, abril 03, 2007

Portugal dos Pequeninos II



Continua a pequenez de espírito. Não é de admirar que o Salazar tenha vencido um mísero concurso de popularidade. Mas estes já estão a "esticar a corda" um pouco demais. O cartaz até tem alguma piada negra, mas é triste pensar que eles se levam a sério. Enfim, é a democracia. Não fosse assim e ali o 'rosadinho' já tinha levado com uma bota cardada em cima. Será que é um anúncio da TAP que correu mal? E aquele senhor é suposto ser o piloto, o comissário de bordo, o hospedeiro?

sábado, março 31, 2007

Portugal dos Pequeninos I



"Allgarve"???
"O turismo em Portugal destina-se principalmente aos estrangeiros"????
Eu não sei, mas espero que ali o Pinho esteja MESMO preparado para "experiências que marcam". Acho que ele já está bem marcado pelo que é.

sexta-feira, março 30, 2007

It's Friday....

...e até Segunda-Feira, e na sequência do post anterior:




...NO FECKING WORK!!!




Cute.

quinta-feira, março 29, 2007

The Final Statement, When All Reason has Failed...

The "Big Flipper" is perfect for those drivers who want to make sure the other driver knows how you feel about them after they cut you off in rush hour traffic! The Big Flipper is a large closed hand that flips up a very large middle finger activated by a wireless remote control from up to 50' away!

Quer-me parecer que este pode ser um item de utilização mais variada. porquê restringir o seu uso ao trânsito? Pessoalmente vou ver se compro este artigo para o ter aqui em cima da secretária no trabalho. De certezz que vai dar um jeitão.


EDIT: Fui ver e, claro, já está esgotado!

segunda-feira, março 26, 2007

Moonspell-Incrível Almadense

E assim foi:




Opium ao vivo na Incrível Almadense, Sábado 24 de Março de 2007 (video de paulopetrucci)

Bom, Moonspell ao vivo em Portugal e em Lisboa já vai sendo uma ocasião rara, e ainda por cima à borla! Não custava muito dar um salto a Almada para ver os rapazes na renovada Incrível Almadense.
E assim foi. Lá apanhei o belo do cacilheiro mais um amigo meu e lá chegámos à porta da IA, onde já uma série de miudagem fazia uma fila relativamente grande. Eram 20h00 e as portas só abriam lá pelas 21h30, para um concerto marcado para as 22h00. Acabámos por decidir que já não tínhamos idade ou pachorra para estar mais de duas horas numa fila e fomos jantar num restaurante um pouco mais acima na rua. Comeu-se e bebeu-se muito bem! Ehehe. Quando saímos a fila tinha triplicado. Por momentos pensei que já não ia dar, mas a verdade é que o timing foi perfeito. Aquilo começou a andar e conseguimos entrar. A sala já estava praticamente cheia, tanto a plateia como os dois andares circundantes.

Eram 22H22 quando o concerto começou e foi um dos melhores concertos que já vi dos Moonspell (capaz de rivalizar com o de 1996 no Convento do Beato, curiosamente tb à borla). O som estava bom, as luzes também, o ambiente estava magnífico.
Este foi praticamente o concerto de “aquecimento” para a tour europeia que começou no Domingo em Milão. A banda estava cheia de força e visivelmente orgulhosa por estar a tocar na IA. O Fernando Ribeiro nunca parou de mostrar o seu agrado e respeito pela sala e pelos fãs da margem sul e afins. Aliás, o homem estava brutalmente inspirado! Ou mudou muito desde a última vez que os vi, ou então estava definitivamente numa noite “sim”. Fartou-se de falar e comunicar com o público, ora fazendo referências ao jogo da selecção e aos Belgas (ressalvando claro os metaleiros belgas lol), ora agradecendo ao público a sua presença e apoio, ao mesmo tempo que mandava umas farpas às promotoras incentivando-as a marcarem mais concertos de Moonspell em Portugal. Recordou os tempos em que eram uma banda jovem e as bandas portuguesas que na altura existiam e agora já desapareceram. Chegou inclusivamente a brincar com o público que gritava pela versão do “Noddy”. “Não sabia que pessoas tão cultas e inteligentes viam o Noddy...”, disse ele para gáudio geral LOLOL Falou das bandas estrangeiras que aí vinham e incentivou militantemente o pessoal a ir vê-las e a continuar a apoiar o heavy metal.

A setlist foi também excelente. Se bem me lembro foi assim:

Lowering Skies
Finisterra
Memento Mori
Wolfshade (Werewolf Masquerade)
Opium
Awake
Blood Tells
Everything Invaded
Nocturna
Vampiria
Alma Mater
Full Moon Madness
Proliferation
Mephisto
Tenebrarum Oratorium
Capricorn At Her Feet

Lá pelo meio o concerto foi ‘interrompido’ pelo Director da SIC Radical que lhes entregou o disco de ouro pelas vendas do “Memorial”. As câmaras estavam lá desde o princípio, mas penso que só filmaram parte do concerto. Há-de passar na SIC provavelmente.

O “Opium” e a “Alma Mater” iam trazendo a casa abaixo, como de costume. Muita gente ainda conhecia o “Tenebrarum Oratorium” o que ainda me surpreendeu. As novas canções funcionam muito bem ao vivo. A “Proliferation” é extraordinária mesmo, fazendo brilhar a bateria de Mike Gaspar e as teclas do Pedro Paixão.
Pessoalmente só não teria acabado com a “Capricorn At Her Feet”, mas tudo bem.

Acabou às 00h00, mais de uma hora e meia de concerto.

Depois ainda fomos dar uns giros pelas ruas e, meus amigos, deixem-me que vos diga, aquilo é bem fixe. Mais calmo, claro, mas há bastantes bares, com algumas pessoas a beber na rua, estilo Bairro Alto, mas muito mais descontraídos.
Entrámos num bar cujo nome não me lembro que estava a passar Iron Maiden e Manowar e afins e ainda acabámos no Lado Negro, bar de heavy metal por excelência com muito bom aspecto e estilo. Beberam-se mais umas aí, ao som dos Moonspell (era noite especial de homenagem) e voltou-se para baixo para apanhar o último barco às duas da matina.

Em resumo: um grande, mas grande concerto, muito melhor do que estava à espera sinceramente. Os Moonspell são uma excelente banda e são vergonhosamente desaproveitados cá no nosso burgo.


quinta-feira, março 22, 2007

sexta-feira, março 16, 2007

A Headbanger's Journey

Sean Dunn is a 31-years old anthropologist who wrote his graduate thesis on the plight of Guatemalan refugees. He's also a lifelong metal fan. After years of studying diverse cultures, Sam turns his academic eye a little closer to home and embarks on an epic journey into the heart of heavy metal.

His mission: to try and figure out why metal music is consistently stereotyped, dismissed and condemned, even while the tribe that loves it stubbornly holds its ground - spreading the word, keeping the faith and adopting the styles and attitudes that go way beyond the music.

Sam visits heavy metal landmarks as far as flung as L.A.'s Sunset Strip, the dirty streets of Birmingham and the forests of Norway. Along the way the two sides of Sam - the curious anthropologist and the rabid fan - collide, as Sam explores metal's obsession with sexuality, religion, violence and death, meets his heroes, and discovers some things about the culture that even he can't defend.

Part social document, part celebration of a misunderstood art form, this docummentary is the first of its kind: a chance for metal fans to speak out and a window into a culture that's far more complex than it appears.

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0478209/

Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Metal:_A_Headbanger's_Journey

Official site: http://www.metalhistory.com/





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sexta-feira, março 09, 2007

Good

Como ser bom? Basta não ser mau para se ser bom, ou é necessário mais alguma coisa? É esta a premissa base deste livro de Hornby, um dos meus escritores preferidos.
Uma das coisas que gosto mais neste escritor é que, por baixo de um estilo aparentemente simples e acessível, residem toda uma série de questões, problemas, assuntos e obsessões que dizem respeito a qualquer um de nós. Todos os personagens dele têm sempre algumas características ou questões com que a maior parte do leitor se pode identificar e projectar, mesmo no ,não tão apelativo para mim, “Febre do Estádio” que relata a obesessão dos adeptos do futebol.

Neste “Como Ser Bom” a narradora é uma personagem feminina, atormentada com o que se passa À sua volta. Katie Carr considera-se uma pessoa boa. Recicla, é contra o racismo, é uma boa médica que sofre por não poder ajudar mais os seus doentes, tenta ser uma boa mãe e uma boa esposa, o que neste caso é complicado pois o marido, David, é um escritor/jornalista do mais cínico, egoísta, sarcástico e furioso que há, autor de uma coluna no jornal local intitulada “O Homem Mais Furibundo de Holloway”. No entanto a entrada em cena de um ‘curandeiro’ muda radicalmente a vida do marido e a sua atitude para com os outros e o Mundo.

E é esta nova atitude que vem perturbar Katie que quer ser uma pessoa boa, e é justamente por isso que escolheu a medicina como profissão, ou seja, a fim de ajudar aos outros para se sentir melhor consigo mesma. Mas, será que isso basta? O comportamento do novo David deixa-a perplexa, e põe em xeque tudo que diz respeito à benevolência que ela julgava distribuir através do trabalho que exerce. E aqui, exactamente neste ponto, é que está o grande valor deste livro. O que é ser bom? Basta estar bem consigo mesmo, ou é necessário expandir os horizontes, e ver a coisa como um todo, onde cada indivíduo é uma célula de um organismo complexo e necessitado? E, sendo assim, é dever de todos colaborar para o bem comum? Pensamentos antagónicos (de Katie e David) expõem essas dúvidas através de prismas diferentes, não-convencionais.

A atitude aparentemente louca de David faz com que Katie questione toda a sua vida e as suas opções. Cada vez mais se torna difícil para ela viver com o marido e, também, consigo própria. E se isto parece dramático, é porque o é de facto. Mas Hornby consegue contar esta história, com a dose certa de humor e simplicidade, que tornam impossível não sorrir enquanto se lê este livro. E pensar também....




quinta-feira, março 08, 2007

XXI

Somos escravos do Ter e do Dever Ser, quando deveríamos servir o Ser.

Gunther Dünn

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quarta-feira, março 07, 2007

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...mas independentemente da distância que percorresse, independentemente de se ter familiarizado com as vizinhanças e ruas, ficava sempre com a sensação de estar perdido. Perdido, não apenas na cidade, mas também dentro de si. Sempre que dava um passeio sentia-se como se se deixasse a si próprio para trás e, entregando-se ao movimento das ruas, reduzido a um olho que vê, conseguia escapar à obrigação de pensar, e isto, mais do que qualquer outra coisa, trazia-lhe uma certa paz, um salutar vazio interior. O mundo estava no exterior de si, à sua volta, perante si, e a velocidade com que o mundo mudava impossibilitava-o de se prender por muito tempo a uma única coisa. O movimento era a essência, o acto de pôr um pé diante do outro e seguir a errância do seu próprio corpo.
Todos os lugares se tornavam semelhantes caminhando assim sem destino, e deixava de ter importância o sítio onde se encontrava. Nos seus melhores passeios conseguia atingir o sentimento de que não estava em lugar algum. E isto, afinal, era tudo o que pedia às coisas: não estar em sítio algum.


Paul Auster in Trilogia de Nova Iorque

terça-feira, março 06, 2007

Angra+Firewind+Powerquest

Ora bem, já foi há uma semana e já é mais do que tempo de deixar aqui um registo para mais tarde recordar. Angra+Firewind+Powerquest em mais uma jornada de Heavy Metal melódico no nosso país. O sítio escolhido foi em Corroios, no Cine Teatro G.C. Corroios, local que, aparentemente, com o fecho do Hard Club de Gaia se tornou o melhor sítio para concertos desta envergadura. É uma sala à maneira com um bom palco, visível de onde quer que se esteja.
O início da função estava previsto para as 21h00, mas como de costume começou mais cedo. Ainda assim conseguimos ver 20 dos 30 minutos de actuação dos
Powerquest, banda britânica de origem, embora apenas 2 dos seus elementos sejam ingleses.


Tocaram bem e de forma competente. Já os conhecia e não estava à espera de muito mais do que apresentaram. O som podia estar, melhor, mas isso já é o normal nas primeiras bandas. De resto tocaram o seu heavy metal rápido e bastante épico de forma satisfatória.

Seguiram-se os
Firewind, banda grega (pelo menos só o baterista é alemão) do guitar hero Gus G, que provou ser muito mais do que um mero virtuoso da guitarra, mas um excelente compositor.


Foi uma espécie de “2in1” porque o vocalista normal não pôde vir devido a emergências familiares. Recrutaram o Henning Basse dos Metalium, o qual surpreendeu imenso. Primeiro porque da última vez que o vi era muito mais magro (lol), segundo porque deu um show do caraças o que me levou a pensar que está mal aproveitado na sua banda. Grande voz, grande à vontade no palco, o gajo vestiu mesmo a camisola dos Firewind (em ambos os sentidos!) e saiu-se muito bem. Mesmo quando o microfone dele decidiu não funcionar umas quantas vezes. Um bom frontman consegue sempre capitalizar mesmo com os erros ou azares, e foi o que ele fez. Musicalmente foi excelente. Acho mesmo que foram muito superiores ao que ouço em disco. Nota 10. Nota 10 também para o outro guitarrista, Bob Katsionis que tocava a guitarra com uma mão e as teclas com a outra (sim, eu sei que, provavelmente em termos técnicos não estava a fazer nada de especial, mas fica sempre bem!)

Finalmente, depois de meia hora de espera (demasiado tempo) lá vieram os
Angra banda totalmente brasileira. Terceira vez em Portugal, mas apenas a primeira com esta nova formação e com o vocalista Edu Falaschi. Enfim...que dizer?



São excelentes no que fazem e não houve um único defeito a apontar. É o único sítio na Europa onde podem falar a sua língua, o que deve ser agradável. A setlist percorreu todos os álbuns da carreira e se, por um lado, é patente que o Edu não consegue atingir o nível de agudeza que o André Matos conseguia, por outro, cheguei à conclusão que assim é melhor. Sempre achei que o Matos (um excelente vocalista decerto), exagerava nos agudos. A falta deles não me incomodou nada, antes pelo contrário.
Foi uma hora e vinte de puro profissionalismo e gostei de ver que a própria banda se estava a divertir a tocar uns com os outros (muitas vezes até parecia que estavam a tocar mais para eles do que para nós), o que é sempre bom.

No final, e como estão a comemorar 15 anos de banda, resolveram ‘avacalhar’. Trocaram todos de instrumentos, vocalista incluído, para tocar uma versão da “Smoke On The Water” dos Deep Purple. Rafael Bittencourt nas vozes. E ainda tiveram tempo para voltar a baralhar os instrumentos novamente para uma versão mais pesadota da “Come Together” dos The Beatles, com o Kiko Loureiro a cantar. Sim, podiam ter aproveitado o tempo para tocarem mais músicas deles, é verdade....mas às vezes um pequeno devio da normalidade acaba por tornar a noite ainda mais memorável.
Nota 10+ com louvor. :D

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Agradecimentos ao r1ck autor das fotos, originalmente publicadas no cada vez melhor www.heavymetalpt.com

segunda-feira, março 05, 2007

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Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
As vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas

Todas as tuas explosões
Redundam em silencio
Nada me diz

Berras às bestas
Que te sufocam
Em abraços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor

Remar remar
Forçar a corrente
Ao mar, ao mar
Que mata a gente

sexta-feira, março 02, 2007

quinta-feira, março 01, 2007

Letters From Iwo Jima

Diacho! Escrevi tanto para o outro 'filme-irmão' deste "Letter From Iwo Jima" que agora para fazer jus à superioridade deste último teria de escrever ainda mais. Infelizmente, não só não há tempo como também ninguém conseguiria ler o testamento (eu inclusivé). Como tal limitar-me-ei a dizer que este é um filme bom, MUITO bom aliás. Nota principal para Ken Watanabe que desempenha o papel do General comandante da defesa de Iwo Jima (e cujo nome agora me escapa) e para o actor que desempenha o papel de Saigo, um soldado raso, ex-padeiro e perdido no meio dquela confusão. Como quase todos os outros. Aliás é este personagem que, no meio de tanta tragédia, consegue promover algum alívio cómico, tornando mais suportável a desgraça daqueles homens. Sim, porque desta vez é mesmo de "sofrimento" que se fala.