terça-feira, março 06, 2007

Angra+Firewind+Powerquest

Ora bem, já foi há uma semana e já é mais do que tempo de deixar aqui um registo para mais tarde recordar. Angra+Firewind+Powerquest em mais uma jornada de Heavy Metal melódico no nosso país. O sítio escolhido foi em Corroios, no Cine Teatro G.C. Corroios, local que, aparentemente, com o fecho do Hard Club de Gaia se tornou o melhor sítio para concertos desta envergadura. É uma sala à maneira com um bom palco, visível de onde quer que se esteja.
O início da função estava previsto para as 21h00, mas como de costume começou mais cedo. Ainda assim conseguimos ver 20 dos 30 minutos de actuação dos
Powerquest, banda britânica de origem, embora apenas 2 dos seus elementos sejam ingleses.


Tocaram bem e de forma competente. Já os conhecia e não estava à espera de muito mais do que apresentaram. O som podia estar, melhor, mas isso já é o normal nas primeiras bandas. De resto tocaram o seu heavy metal rápido e bastante épico de forma satisfatória.

Seguiram-se os
Firewind, banda grega (pelo menos só o baterista é alemão) do guitar hero Gus G, que provou ser muito mais do que um mero virtuoso da guitarra, mas um excelente compositor.


Foi uma espécie de “2in1” porque o vocalista normal não pôde vir devido a emergências familiares. Recrutaram o Henning Basse dos Metalium, o qual surpreendeu imenso. Primeiro porque da última vez que o vi era muito mais magro (lol), segundo porque deu um show do caraças o que me levou a pensar que está mal aproveitado na sua banda. Grande voz, grande à vontade no palco, o gajo vestiu mesmo a camisola dos Firewind (em ambos os sentidos!) e saiu-se muito bem. Mesmo quando o microfone dele decidiu não funcionar umas quantas vezes. Um bom frontman consegue sempre capitalizar mesmo com os erros ou azares, e foi o que ele fez. Musicalmente foi excelente. Acho mesmo que foram muito superiores ao que ouço em disco. Nota 10. Nota 10 também para o outro guitarrista, Bob Katsionis que tocava a guitarra com uma mão e as teclas com a outra (sim, eu sei que, provavelmente em termos técnicos não estava a fazer nada de especial, mas fica sempre bem!)

Finalmente, depois de meia hora de espera (demasiado tempo) lá vieram os
Angra banda totalmente brasileira. Terceira vez em Portugal, mas apenas a primeira com esta nova formação e com o vocalista Edu Falaschi. Enfim...que dizer?



São excelentes no que fazem e não houve um único defeito a apontar. É o único sítio na Europa onde podem falar a sua língua, o que deve ser agradável. A setlist percorreu todos os álbuns da carreira e se, por um lado, é patente que o Edu não consegue atingir o nível de agudeza que o André Matos conseguia, por outro, cheguei à conclusão que assim é melhor. Sempre achei que o Matos (um excelente vocalista decerto), exagerava nos agudos. A falta deles não me incomodou nada, antes pelo contrário.
Foi uma hora e vinte de puro profissionalismo e gostei de ver que a própria banda se estava a divertir a tocar uns com os outros (muitas vezes até parecia que estavam a tocar mais para eles do que para nós), o que é sempre bom.

No final, e como estão a comemorar 15 anos de banda, resolveram ‘avacalhar’. Trocaram todos de instrumentos, vocalista incluído, para tocar uma versão da “Smoke On The Water” dos Deep Purple. Rafael Bittencourt nas vozes. E ainda tiveram tempo para voltar a baralhar os instrumentos novamente para uma versão mais pesadota da “Come Together” dos The Beatles, com o Kiko Loureiro a cantar. Sim, podiam ter aproveitado o tempo para tocarem mais músicas deles, é verdade....mas às vezes um pequeno devio da normalidade acaba por tornar a noite ainda mais memorável.
Nota 10+ com louvor. :D

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Agradecimentos ao r1ck autor das fotos, originalmente publicadas no cada vez melhor www.heavymetalpt.com

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