Bom. Mais uma adaptação dos comics da Marvel, mais um blockbuster americano. Que dizer? Basicamente que sim, é um típico blockbuster americano, mas, felizmente, é um bom filme do género. Aliás, já o anterior o era. Naturalmente, as sequelas têm sempre uma tarefa difícil que é a de suplantar o filme anterior. Raríssimas vezes isso é conseguido. Porém, já é um sucesso quando a sequela mantém o espírito e se peca por alguma coisa é apenas por já não possuir o efeito surpresa que o primeiro teve. Mas isso é sempre impossível de conseguir. A surpresa de ver uma adaptação de um super-herói ao cinema tão bem feita como foi o primeiro "Iron Man", já não se pode repetir. Já conhecemos as personagens, já sabemos o que esperar, ou pelo menos, o que não esperar. E esperava-se um filme de acção, com humor q.b. e uma história decente. E é isso que tivémos. Aposta ganha portanto.
Há algumas "imprecisões" ou "readaptações" de eventos e/ou personagens, mas o espírito de fundo permanece intocável. As adaptações ao cinema têm destas coisas: muito tem de ser cortado, e quando, ainda assim, se consegue manter o ambiente e espírito da série em geral, já é uma mais valia.
Neste "Iron Man 2" temos um argumento baseado livremente na saga clássica "Demon in a bottle", de John Romita Jr. na qual se retrata a depressão de Tony Stark, e a sua descida aos infernos numa garrafa de whiskey. Temáticas complicadas de integrar em duas horas de filme, mas fizeram-no eficazmente. A dose certa de acção, efeitos especiais, humor e uma história razoavelmente sólida. E o Universo Marvel continua a ser criado, com referências mais ou menos escondidas ao que o futuro reserva. Bom filme.


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