
Nos últimos anos os filmes de animação têm-se repetido e repetido. Uns melhores que outros, outros realmente aborrecidos, mas todos, claro, dotados da mais avançada técnica em animação.
Mas sinceramente, quanto a mim, não há técnica ou efeitos ou o que quer que seja, que substitua uma boa história.
E "Wall.E" é isso mesmo. É uma animação que não se limita a isso. Vai para além da simples animação. É, de facto um bom filme. Um filme de ficção científica no fundo. Com um fundo infantil claro, o que significa que, sim, a miudagem pode ir vê-lo sem problemas, mas qualquer adulto poderá facilmente apreciá-lo pela série de referência que tem.
Dois terços do filme praticamente não têm diálogo. É arriscado nos dias de hoje, nos dias de um cinema cheio de diálogos e palavras, mesmo que, no fim, não queiram dizer nada. "Wall.E" não. Diz muito e mal utiliza palavras para isso. Nestes dois terços do filme assistimos a uma espécie de sinfonia da solidão, enquanto assistimos ao dia-a-dia rotineiro de Wall.E. Rotina que repete há 700 anos. Por única companhia uma barata e a personalidade que acabou por desenvolver que lhe potenciou uma curiosidade imensa nos artefactos humanos.
As paisagens por onde o robot se passeia no seu trabalho são dignas de ver em ecrã grande. A solidão acaba com a chegada da sonda robot Eve.
Os diálogos surgem na parte final do filme com a introdução das personagens humanas (e também de uma miríade de robots). Aqui o filme torna-se mais...digamos, normal. Porém continua a ser servido por uma boa história. Crítica à sociedade consumista? Outra vez? Sim, outra vez. Mas não aborrece de todo.Insere-se totalmente no fluir do filme e no destino das personagens.
Mas são sem dúvida aqueles primeiros dois terços do filme que são de génio. Uma opção arriscada a recuperar os tempos dos filmes mudos de Lloyd, Keaton e Chaplin. Um filme que acaba por ser mais uma instância da velha premissa do "boy meets girl", tudo bem 'embrulhado' num excelente filme de ficção-científica com bastantes referências ao "2001 Odisseia no Espaço" de Kubrick (é difícil não ver o HAL 9000 no AUTO).
Mas sinceramente, quanto a mim, não há técnica ou efeitos ou o que quer que seja, que substitua uma boa história.
E "Wall.E" é isso mesmo. É uma animação que não se limita a isso. Vai para além da simples animação. É, de facto um bom filme. Um filme de ficção científica no fundo. Com um fundo infantil claro, o que significa que, sim, a miudagem pode ir vê-lo sem problemas, mas qualquer adulto poderá facilmente apreciá-lo pela série de referência que tem.
Dois terços do filme praticamente não têm diálogo. É arriscado nos dias de hoje, nos dias de um cinema cheio de diálogos e palavras, mesmo que, no fim, não queiram dizer nada. "Wall.E" não. Diz muito e mal utiliza palavras para isso. Nestes dois terços do filme assistimos a uma espécie de sinfonia da solidão, enquanto assistimos ao dia-a-dia rotineiro de Wall.E. Rotina que repete há 700 anos. Por única companhia uma barata e a personalidade que acabou por desenvolver que lhe potenciou uma curiosidade imensa nos artefactos humanos.
As paisagens por onde o robot se passeia no seu trabalho são dignas de ver em ecrã grande. A solidão acaba com a chegada da sonda robot Eve.
Os diálogos surgem na parte final do filme com a introdução das personagens humanas (e também de uma miríade de robots). Aqui o filme torna-se mais...digamos, normal. Porém continua a ser servido por uma boa história. Crítica à sociedade consumista? Outra vez? Sim, outra vez. Mas não aborrece de todo.Insere-se totalmente no fluir do filme e no destino das personagens.
Mas são sem dúvida aqueles primeiros dois terços do filme que são de génio. Uma opção arriscada a recuperar os tempos dos filmes mudos de Lloyd, Keaton e Chaplin. Um filme que acaba por ser mais uma instância da velha premissa do "boy meets girl", tudo bem 'embrulhado' num excelente filme de ficção-científica com bastantes referências ao "2001 Odisseia no Espaço" de Kubrick (é difícil não ver o HAL 9000 no AUTO).

4 comentários:
Great review, Gonçalo!
Thanks Ania. :)
Grande rippof do Johnny 5.
Quem?
Esse é aquele do Short Circuit?
Sim, o criador do Wall.E já reconheceu que se inspirou nesse robot. Consta que em termos de expressividade num robot, começar a desenhar pelos olhos é o mais fácil. E essa configuração é tb a mais expressiva. Daí as semelhanças.
Mas param por aí felizmente. O Wall.E é infinitamente superior como filme.
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