Terei ouvido falar em ‘Maior Banda de Rock’n’Roll” de sempre? Não, é claro que não. Felizmente os Purple estão a borrifar-se para isso e continuam o seu percurso certo e seguro iniciado em finais dos anos 60.
Que dizer dos Purple? Antes e primeiro que tudo: é preciso vê-los ao vivo, a actuarem e a tocarem para realmente conseguir perceber o tesouro musical que esta banda é. É do género que faz parecer tão fácil e simples que dá vontade de pegar num instrumento e subir para o palco. Obviamente que logo se verifica que não se trata de simplicidade o que se está a ver, mas sim, suprema excelência dos músicos.
Do que ouço em disco, e do que vi no passado mês de Julho ao vivo, verifica-se que estamos na presença de 5 músicos que conhecem profundamente o que estão a tocar, as suas próprias habilidades e até onde podem ou não podem ir. Domínio total do ‘negócio’, o que contribui totalmente para uma prestação fabulosa, mas ao mesmo tempo descontraída e ‘com um pé às costas’.
O hard-rock puro e duro foi algo deixado para trás, substituído (ou adicionado) por uma abordagem muito mais rock ‘n’ roll, com alguma dose de funk à mistura. O Ian Paice continua a ser o baterista por excelência, ajudado em grande medida pelo baixo seguro e certo do Roger Glover (ver este senhor em cima do palco é um verdadeiro prazer, tal é a atitude dele). Steve Morse continua a ser um mago na guitarra, grande responsável pela abordagem mais ‘bluesy’ e rock ‘n’ roll; felizmente, ao substituir o lendário Ritchie Blackmore, Morse conseguiu imprimir algo de pessoal, o seu próprio cunho, em vez de tentar emular o Blackmore. Nas teclas e afins Don Airey, que substituiu o Jon Lord há relativamente pouco tempo, não deixa os seus créditos por mãos alheias e cumpre eficazmente (afinal o homem já tocou com os Black Sabbath, Rainbow, Whitesnake e Ozzy Osbournee levou os Katrina & The Waves à vitória na Eurovisão em 1997...LOL). E por fim, o gentleman em pessoa, a Voz (qual Sinatra qual carapuça): Ian Gillan. A imagem do profissionalismo e simpatia em cima do palco. Quem dera a muitos cantoreszitos ter a voz que ele tem agora...quem dera a muitos terem a voz que ele tem agora com a idade que tem.
Acabaram de lançar o seu último álbum, “Rapture of the Deep”, mantendo ainda os elevados padrões de qualidade a que já habituaram os fãs. Já há poucas bandas assim. Definitivamente, a meu ver, a melhor banda de rock'n'roll que está por aí. E sempre esteve. Está certo que tanto o Ritchie Blackmore (criador 'daquele' riff de guitarra que todos, TODOS, os aprendizes de guitarra querem tocar), bem como o Jon Lord, (reponsável pela ideia peregrina de ligar amplificadores eléctricos ao órgão e criador, porque não dizê-lo, do som 'seventies'), já não estão na banda. Mas a verdade é que a banda soube unir-se e recriar-se à luz dos novos tempos e oferecer ainda uma banda criadora de música nova e inovadora ainda 'dona' de um som muito próprio e personalizado. Há quem diga certamente que 'não trazem nada de novo'....mas desde quando é que o 'rock'nroll tem de trazer algo de NOVO?
Que dizer dos Purple? Antes e primeiro que tudo: é preciso vê-los ao vivo, a actuarem e a tocarem para realmente conseguir perceber o tesouro musical que esta banda é. É do género que faz parecer tão fácil e simples que dá vontade de pegar num instrumento e subir para o palco. Obviamente que logo se verifica que não se trata de simplicidade o que se está a ver, mas sim, suprema excelência dos músicos.
Do que ouço em disco, e do que vi no passado mês de Julho ao vivo, verifica-se que estamos na presença de 5 músicos que conhecem profundamente o que estão a tocar, as suas próprias habilidades e até onde podem ou não podem ir. Domínio total do ‘negócio’, o que contribui totalmente para uma prestação fabulosa, mas ao mesmo tempo descontraída e ‘com um pé às costas’.
O hard-rock puro e duro foi algo deixado para trás, substituído (ou adicionado) por uma abordagem muito mais rock ‘n’ roll, com alguma dose de funk à mistura. O Ian Paice continua a ser o baterista por excelência, ajudado em grande medida pelo baixo seguro e certo do Roger Glover (ver este senhor em cima do palco é um verdadeiro prazer, tal é a atitude dele). Steve Morse continua a ser um mago na guitarra, grande responsável pela abordagem mais ‘bluesy’ e rock ‘n’ roll; felizmente, ao substituir o lendário Ritchie Blackmore, Morse conseguiu imprimir algo de pessoal, o seu próprio cunho, em vez de tentar emular o Blackmore. Nas teclas e afins Don Airey, que substituiu o Jon Lord há relativamente pouco tempo, não deixa os seus créditos por mãos alheias e cumpre eficazmente (afinal o homem já tocou com os Black Sabbath, Rainbow, Whitesnake e Ozzy Osbournee levou os Katrina & The Waves à vitória na Eurovisão em 1997...LOL). E por fim, o gentleman em pessoa, a Voz (qual Sinatra qual carapuça): Ian Gillan. A imagem do profissionalismo e simpatia em cima do palco. Quem dera a muitos cantoreszitos ter a voz que ele tem agora...quem dera a muitos terem a voz que ele tem agora com a idade que tem.
Acabaram de lançar o seu último álbum, “Rapture of the Deep”, mantendo ainda os elevados padrões de qualidade a que já habituaram os fãs. Já há poucas bandas assim. Definitivamente, a meu ver, a melhor banda de rock'n'roll que está por aí. E sempre esteve. Está certo que tanto o Ritchie Blackmore (criador 'daquele' riff de guitarra que todos, TODOS, os aprendizes de guitarra querem tocar), bem como o Jon Lord, (reponsável pela ideia peregrina de ligar amplificadores eléctricos ao órgão e criador, porque não dizê-lo, do som 'seventies'), já não estão na banda. Mas a verdade é que a banda soube unir-se e recriar-se à luz dos novos tempos e oferecer ainda uma banda criadora de música nova e inovadora ainda 'dona' de um som muito próprio e personalizado. Há quem diga certamente que 'não trazem nada de novo'....mas desde quando é que o 'rock'nroll tem de trazer algo de NOVO?


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