sexta-feira, novembro 15, 2013

Amorphis



 


 Finlândia – a Terra dos Mil Lagos e um dos países europeus com maior taxa de exportação de música pesada. Apesar de ser atualmente uma das “potências” com mais força no que toca à produção de heavy metal em todas as suas vertentes, as coisas nem sempre foram assim e, durante a primeira metade dos anos 90, os AMORPHIS foram cruciais na tarefa de levar ao mundo o metal finlandês com discos incontornáveis como «Tales From The Thousand Lakes» ou «Elegy». Antes dos Nightwish, dos Children of Bodom ou dos HIM, já os AMORPHIS estavam lá e, ao longo de uma carreira que por esta altura já ultrapassou a marca das duas décadas, o coletivo oriundo de Helsínquia conseguiu conquistar o seu lugar de destaque no panteão do som de peso. 
Agora, depois de um regresso apoteótico aos palcos nacionais para uma atuação marcante na edição de 2010 do Vagos Open Air e de dois concertos em nome próprio no ano seguinte, o quinteto vai estar novamente de volta a Portugal, desta vez para um espetáculo único integrado na Circle World Tour. Depois de terem comemorado o vigésimo aniversário há três anos e entrado na segunda década de carreira com o pé direito e uma vitalidade impressionante, bem espelhada no muito aclamado «The Beginning of Times», os AMORPHIS estão de regresso aos discos e aos concertos com o 11º registo de estúdio. 
Gravado pelo reputado Peter Tägtgren, «Circle» é já o quinto disco com Tomi Joutsen no lugar de vocalista e mais uma excelente prova de que, hoje em dia, o sexteto – que fica completo com Esa Holopainen e Tomi Koivusaari nas guitarras, Niclas Etelävuori no baixo, Santeri Kallio nos teclados e Jan Rechberger na bateria – ainda soa tão relevante como quando saiu do underground para conquistar o mundo com a sua abordagem muito sui generis ao death metal. 
Com a regularidade que já se lhes conhece, os finlandeses não perderam tempo depois de terminarem a sua muito bem-sucedida última digressão mundial e fecharam-se na sala de ensaios a compor novo material. Saíram de lá com nove temas bem compactos e refrescantes debaixo do braço, com a figura de um homem entre o abismo e a salvação, que usa a sabedoria dos deuses finlandeses para encontrar o seu rumo, a servir-lhes de inspiração. Com o seu híbrido de elementos obscuros, étnicos e progressivos há muito cimentado, o grupo saca um coelho da cartola e continua a surpreender muito graças à sua capacidade de reinvenção dentro do nicho que criaram para si próprios nos idos da década de 90 – «Circle» é o primeiro disco desde «Far From The Sun», de 2003, a não ser produzido por Marco Hietala (dos Nightwish e Tarot) ou baseado no “Kalevala”, o épico nacional finlandês. 
O resultado mostra um ligeiro incremento de peso em termos gerais e, simultaneamente, prova que a banda não perdeu nem um grama do espírito experimental que sempre a caracterizou. Longe de marcarem um retorno às raízes mais agrestes, até porque este é um daqueles grupos que nunca se deixou prender demasiado pela nostalgia, canções como a imprevisível «Hopeless» ou a épica «Enchanted By The Moon» misturam com uma classe considerável ingredientes já conhecidos com outros novos, numa muito inteligente e progressiva combinação do que fizeram de melhor nos anteriores «Skyforger» e «The Beginning of Times». Infalíveis na qualidade da composição, dos arranjos, da execução e do sentimento que imprimem a tudo aquilo que fazem, os AMORPHIS são um caso raro de talento e longevidade criativa. 

BIOGRAFIA AMORPHIS: 

A dar cartas, primeiro a nível underground e, poucos anos depois da formação em 1990, na cidade de Helsínquia, em massa, os Amorphis são um nome incontornável do boom do metal europeu da década de 90. O grupo inicialmente formado por Tomi Koivusaari (guitarra e voz), Esa Holopainen (guitarra), Olli-Pekka Laine (baixo) e Jan Rechberger (bateria) tomou de assalto a cena com a maqueta «Disment Of Soul» e assinou rapidamente contrato com a Relapse, que disponibilizou «The Karelian Isthmus» em 1993. Apenas um ano depois, com a edição do magnânimo «Tales From The Thousand Lakes», a banda transformou-se num verdadeiro fenómeno. Mais embrenhados no seu death metal progressivo em que os teclados começavam a ter um papel cada vez mais preponderante e utilizando pela primeira vez o épico nacional “Kalevala” como fonte de inspiração lírica, os músicos gravaram aquele que é um dos mais revolucionários e inovadores discos de death metal da década de 90. As digressões tornaram-se mais frequentes, várias passagens pela Europa e a primeira incursão pelo território norte-americano permitiram-lhes espalhar a mensagem para fora do seu país. O álbum seguinte, «Elegy», sucedeu a alguns ajustes a nível de formação e direção musical. O novo vocalista, Pasi Koskinen, adaptava-se na perfeição à música progressivamente mais centrada nas teclas, nos sons psicadélicos de guitarra e em belíssimos arranjos vocais. Três anos depois, «Tuonela» aproximou esta nova abordagem musical da perfeição – uma mistura contagiante de heavy, death e doom condimentada por diversas influências exteriores ao metal, incluindo folk, prog e psicadelia. «Am Universum» viu-os mergulharem de cabeça nas suas tendências progressivas e «Far From The Sun», de 2003, mostrou-os a explorar influências étnicas e a canalizar um espírito muito Pink Floydesco. Durante a segunda metade de 2004, o carismático Koskinen decidiu abandonar o projeto e foi rapidamente substituído pelo desconhecido Tomi Joutsen. «Eclipse» o primeiro fruto desta nova formação, surpreendeu muita gente, sobretudo pela forma como apresentou uma banda revigorada e a mostrar que ainda tinha muito para dar. O disco entrou para a tabela de vendas finlandesa e tocaram-no ao vivo por toda a Europa frente a plateias rendidas. Tomi, por seu lado, parecia ter injetado energia renovada nos Amorphis e «Silent Waters» (de 2007) revelou-se o disco mais bem-sucedido de sempre na carreira dos finlandeses. O grupo não só tocou em todos os grandes festivais de Verão como ainda fez digressões em toda a Europa, Rússia, Estados Unidos, Canadá e Japão. Pode parecer incrível, mas «Skyforger» (de 2009) levou-os ainda mais longe. O álbum, assim como o single «Silver Bride», entrou diretamente para o primeiro lugar da tabela de vendas finlandesa e o sexteto foi pela primeira à América Latina, seguindo-se a Forging Europe Tour no Outono. Comprovando a vitalidade de que goza desde a mudança de vocalista, os músicos focaram-se na gravação de temas do seu fundo de catálogo para a coletânea «Magic & Mayhem – Tales From The Early Years» e, sem perder tempo, gravaram o sucessor do muito bem-sucedido «Skyforger». «The Beginning Of Times» foi gravado por Marco Hietala (dos Nightwish e Tarot) no seu estúdio caseiro em Kuopio e, posteriormente, misturado pelo reputado Mikko Karmila. O disco chegou aos escaparates em Maio de 2011 e, no mês seguinte, a banda embarca na extensa The Beginning Of Times Tour. Muitos concertos, aplausos, salas esgotadas e dois anos depois, os Amorphis lançam finalmente «Circle», o 11º álbum numa carreira brilhante.

terça-feira, novembro 12, 2013

Muitos dizem que a lei é "chinês". E, em boa verdade, depois de tantos anos a lidar com a dita, devo dizer que está cada vez pior. Mas era escusado ser tão figurativo!

sexta-feira, novembro 08, 2013

The Power of Words

"It's not what you say that matters...sometimes it's how you say it"...for the better and for the worse.

segunda-feira, novembro 04, 2013

domingo, novembro 03, 2013

Orphaned Land @ Santiago Alquimista


Grande, grande concerto de uma banda que cada vez soa e está melhor e mais interessante. Venham mais!

quinta-feira, outubro 17, 2013

Man of Steel


Apesar de não ser grande fã do personagem, e apesar de saber que este filme sofreu duras críticas dos fãs, devo dizer que é, efectivamente o melhor filme do Super-Homem. Lamento, nem na altura os filmes do Christopher Reeves me convenceram. Chatos e algo patéticos. Eis o Super-Homem das BDs finalmente. A única crítica com a qual concordo é a que refere a existência de destruição e devastação inacreditável para o Super-Homem...realmente, que raio de super herói é este que destrói metade duma cidade, senão mais, numa luta interminável com os seus conterrâneos? Mas pronto, de resto, um bom filme.

quarta-feira, outubro 16, 2013

Spot the differences

Enfim, os americanos continuam a demonstrar um grande interesse e predilecção por, bom, rebentar com a Casa Branca. Não contentes com os filmes anteriores que se limitavam a mostrar o edifício a ser explodido ou demolido por ataques extra terrestres, tremores de terra ou outras catástrofes naturais, desta vez acharam que deviam mesmo invadir o raio da casa, matar umas largas centenas de pessoas, tomar refém o Presidente da República e, bom, destruir tudo. E, este ano, não só o fizeram uma vez, como acharam melhor fazê-lo duas vezes. Não percebo bem a indústria cinematográfica hollywoodesca, mas questiono-me sobre a inteligência de lançar, no mesmo ano, dois filmes com a mesmíssima premissa. Num temos um agente dos serviços secretos "has been", no outro um "wanabee" . Num temos os norte-coreanos como representantes do Mal, no outro a ameaça é interna e doméstica, tanto num como outro o Presidente é um tipo jovem, com boa imagem, e com ideias inovadoras para o cargo. Em ambos temos um plano da bandeira trespassada por balas e/ou a cair do mastro. Simbolismos desgraçadamente clichés. Enfim, apesar de tudo isto, ambos proporcionam entretenimento agradável, sem precisar de puxar muito pela cabeça. Um é mais violento e "irreal" e pretende levar-se mais a sério. O outro tem bastante mais humor e a violência é menor, mas de resto vêem-se bem. Adiante e viva o Cine Troika! 

terça-feira, outubro 15, 2013

A BAD day to die hard


De facto há coisas que custam muito a morrer...a série ou franchise, como agora está na moda dizer, dedicada às aventuras e desventuras de John McClane está a fazer jus ao nome, e custa a desaparecer...já não faz qualquer sentido a meu ver, e este novo filme vem provar exactamente isto. Não tarda chegavam ao conceito original do livro em que o primeiro filme foi baseado: um polícia de NY velho, e reformado que luta por salvar a NETA refém num arranha céus. Livro, por sinal, bastante interessante, e que nada tem a ver com o primeiro filme. Mas perdoa-se facilmente isso, pois trata-se, na verdade, de um bom filme.
Mas bom, o conceito começa a deixar de fazer sentido, ou, por outras palavras, já chega. A coisa devia ter acabado no segundo filme, no aeroporto. O que veio a seguir, enfim, foi corriqueiro e bastante normal...mas ainda assim, longe de ser algo aborrecido, inconsequente e sem qualquer interesse, como é este novo A Good Day To Die Hard.
A novidade está na introdução do McClane Júnior, desempenhado por um actor inexpressivo sem qualquer piada ou humor, matando-se assim um dos preceitos que fez o sucesso da série inicialmente. Consta que haverá outro, desta feita sem o Sénior...duvido muito que o Júnior tenha carisma suficiente para carregar um filme, mas pronto, eles é que sabem. Melhor para o Bruce Willis que, neste filme, mais não é do que um side kick, meio atarantado e arrastado para uma história que não lembra ao diabo. Nestes tempos agitados, agradeço entretenimento e diversão sem grandes exigências, mas isto é por demais obtuso. Siga.

segunda-feira, outubro 14, 2013

The Lone Ranger


Don't mind the critics! É o que mais se vê e lê nas reviews do IMDB. E não podia haver conselho mais adequado. Nunca me passou pela cabeça ir ver o filme, até porque tal me tem estado impossibilitado pelas razões óbvias. Todavia não me parece que o fosse ver de qualquer forma. Não só pelo personagem, à qual nunca reconheci grande interesse, mas também por ouvir dizer que era um filme, basicamente, do Johnny Depp, onde ele dava largas às maiores esquisitices. Não me cheirou. Pois, eis senão quando me vejo forçado a retractar-me. Um belo filme de aventuras, repleto de excelente humor, proporcionado, na sua maioria por Depp, claro, pois se o filme é efectivamente dele. Há lá um tonto qualquer com uma mascarilha, que até não vai mal, mas realmente é o Tonto que prevalece. Boa coboiada, para variar.

terça-feira, outubro 08, 2013

John Carter


Eis um filme criminosamente ignorado, criticado e atacado! Não sei porquê na verdade. Talvez porque ao vê-lo vêm à memória uma série imensa de filmes onde já tinha visto isto, o que leva muitos a criticarem o cariz demasiado visto ou "clichè" do filme. Mas a verdade é que filmes e escritos como Avatar, Star Wars, Flash Gordon, Buck Rogers vieram buscar, senão toda, pelo menos muita inspiração aqui. Quase que se pode dizer que o "John Carter" foi activamente pilhado e reciclado ao longo dos anos, poucos se lembrando da fonte posteriormente. Honra feita ao James Cameron que, apesar de ter feito um filme bastante aborrecido em "Avatar", reconheceu a influência directa. Portanto, referir que o filme é pouco original é não saber contextualizar a coisa. Esta adaptação da obra de Edgar Rice Burroughs (esse mesmo, o do Tarzan), segue o original bastante à risca...e foi escrita em 1911! Ou seja, só em 1928 surge "Buck Rogers", e "Flash Gordon" apenas em 1934! Ambos partem também da premissa "terráqueo transportado para outro planeta, onde acaba envolvido numa espécie de guerra civil entre várias facções/raças". Porém, a verdade é que o passar do tempo não foi favorável à obra de Burroughs, que veio a ficar mais famoso pelo Tarzan, (não sei bem porquê, mas o facto de desde cedo terem feito filmes deve ter ajudado) que pelo John Carter. Assim sendo, eis um filme que surpreendeu e muito pela positiva! Um típico e bem feito filme de aventuras série B, onde o costumeiro Bem combate o habitual Mal, tudo para gáudio dos espectadores. A inocência e a ingenuidade que é apreciada por muitos em Indiana Jones e Star Wars,  está aqui bem exposta. Um filme que vale bem a pena.


 
"A chemical dependency for sanity...have i really lost control?"

segunda-feira, outubro 07, 2013

World War Z

 
Algo me diz que perderam aqui uma bela oportunidade de fazer um Grande Filme. Algo me diz também que, como já vai sendo costume, o livro será consideravelmente melhor que esta adaptação cinematográfica. As ideias estão lá, nitidamente, mas foram pobremente executadas, quer-me parecer. Enfim, um filme que entretém, com algumas cenas dignas de nota (em Jerusalém, especialmente), mas, no fim, nada que não tenhamos já visto. "28 Days Later" ainda continua a ser O filme, para mim.


domingo, outubro 06, 2013

Iron Man 3


Um fim digno da trilogia que relançou o conceito de filmes de super heróis, e que criou um padrão quase insuperável. Apesar de tudo, dos três, é capaz de ser o menos bom. Pouco Iron Man, demasiado Tony Stark a brincar ao 007. O plot twist do Mandarim não foi, de todo, do meu agrado, mas vá, há adaptações que têm de ser feitas assim. Seja como for, um filme agradável, em curva algo descendente, pelo que em boa hora termina, julgo eu. Venham os Vingadores!