Enfim, os americanos continuam a demonstrar um grande interesse e predilecção por, bom, rebentar com a Casa Branca. Não contentes com os filmes anteriores que se limitavam a mostrar o edifício a ser explodido ou demolido por ataques extra terrestres, tremores de terra ou outras catástrofes naturais, desta vez acharam que deviam mesmo invadir o raio da casa, matar umas largas centenas de pessoas, tomar refém o Presidente da República e, bom, destruir tudo. E, este ano, não só o fizeram uma vez, como acharam melhor fazê-lo duas vezes. Não percebo bem a indústria cinematográfica hollywoodesca, mas questiono-me sobre a inteligência de lançar, no mesmo ano, dois filmes com a mesmíssima premissa. Num temos um agente dos serviços secretos "has been", no outro um "wanabee" . Num temos os norte-coreanos como representantes do Mal, no outro a ameaça é interna e doméstica, tanto num como outro o Presidente é um tipo jovem, com boa imagem, e com ideias inovadoras para o cargo. Em ambos temos um plano da bandeira trespassada por balas e/ou a cair do mastro. Simbolismos desgraçadamente clichés. Enfim, apesar de tudo isto, ambos proporcionam entretenimento agradável, sem precisar de puxar muito pela cabeça. Um é mais violento e "irreal" e pretende levar-se mais a sério. O outro tem bastante mais humor e a violência é menor, mas de resto vêem-se bem. Adiante e viva o Cine Troika!
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