segunda-feira, abril 19, 2010
sexta-feira, abril 16, 2010
quarta-feira, abril 14, 2010
terça-feira, abril 13, 2010
Green Zone
E eis que a dupla Greengrass/Damon se volta a juntar numa aparente continuação do estilo Bourne que tanto revolucionou o género dos filmes de acção/thriller/espionagem (tanto que até o James Bond foi atrás, e ainda bem). Mas é de facto uma mera aparência. O Roy Miller de "Green Zone" não tem nada a ver com o Jason Bourne da "Bourne Trilogy", a não ser...a mesma cara. Pelos vistos gostam de trabalhar um com o outro, tanto que Damon já disse que só fará um 4º Bourne se for com Greengrass.... O objectivo aqui parece realmente ser o de juntar uma dupla de sucesso, remeter para os filmes anteriores numa espécie de "garantia" e fazer algo, ao mesmo tempo diferente. Tê-lo-ão conseguido? Talvez não. Isto porque a história de "Green Zone" é apenas e só um tanto ou quanto mais fracota.
Em bom rigor, é um bom filme. Muitíssimo bem feito e que consegue prender o espectador. Tem menos acção espectacular que os "Bourne", aliás o Sargento Miller é um tipo normal, um soldado como outro qualquer, não um super-espião. Em comum com Bourne tem a vontade de descobrir a verdade, uma grande conspiração que levou os EUA a entrearem em guerra com o Iraque.
E é aqui que a porca torce o rabo. Basicamente o filme oferece uma teoria de conspiração, segundo a qual a existência das afamadas "armas de destruição maciça" foram apenas uma desculpa esfarrapada para provocar uma guerra que pusesse o Saddam dali para fora. É essa a teoria que o Sargento Miller descobre e é à volta dela que o filme gira, numa construção bastante elaborada, nada complexa e interessante q.b. Mas a questão é precisamente esta: haverá necessidade de fazer um filme cujo motor narrativo é algo que, senão está provado, está dado mais que certo, isto é, que não havia armas de destruição maciça no Iraque, que os EUA sabiam-no e que mesmo assim foram para a guerra movidos por outros interesses? O interesse geral do filme esbate-se um pouco assim.
Certo, é um filme bem feito (se bem que filmagens de perseguições nocturnas com câmara ao ombro à la documentário já cansem um pouco), e com excelentes interpretações, mas não posso deixar de pensar que Greengrass e Cia tiveram à sua disposição muitos meios para fazer uma história mais apelativa, ou mais inovadora. Sim, não havia WMD no Iraque....já sabemos. É vergonhoso, mas já passou, pronto.
Seja como for, é um filme que se vê bem. Créditos ainda assim para o realizador e actores que conseguiram dar alguma profundidade à coisa.
segunda-feira, abril 12, 2010
sexta-feira, abril 09, 2010
quinta-feira, abril 08, 2010
Like a Rock
Stood there boldly
Sweating in the sun
Felt like a million
Felt like number one
The height of summer
I'd never felt that strong
Like a rock
I was eighteen
Didn't have a care
Working for peanuts
Not a dime to spare
But I was lean and
Solid everywhere
Like a rock
My hands were steady
My eyes were clear and bright
My walk had purpose
My steps were quick and light
And I held firmly
To what I felt was right
Like a rock
Like a rock, I was strong as I could be
Like a rock, nothin' ever got to me
Like a rock, I was something to see
Like a rock
And I stood arrow straight
Unencumbered by the weight
Of all these hustlers and their schemes
I stood proud, I stood tall
High above it all
I still believed in my dreams
Twenty years now
Where'd they go?
Twenty years
I don't know
I sit and I wonder sometimes
Where they've gone
And sometimes late at night
When I'm bathed in the firelight
The moon comes callin' a ghostly white
And I recall
Recall
Like a rock. standin' arrow straight
Like a rock, chargin' from the gate
Like a rock, carryin' the weight
Like a rock
Like a rock, the sun upon my skin
Like a rock, hard against the wind
Like a rock, I see myself again
Like a rock
Bob Seger
The Book of Eli
E que filme tão apropriado para ir ver no fim de semana da Páscoa. Sim, é bastante violento e sangrento (quem diria que o velho Denzel ainda tivesse estaleca para isto!), mas em boa verdade esperei sinceramente ver nos créditos finais qualquer coisa como "Filme apoiado pelo Vaticano". É que o tal livro que o Sr. Eli carrega e protege é tão simplesmente (e não vou estragar nada ao revelá-lo, pois basta ver o trailer e mesmo durante o filme, cedo se adivinha/percebe qual é) a Bíblia. É verdade. E o Eli de Washington é uma espécie de monge-cowboy-ninja que protege o dito livro para o entregar num sítio que lhe dará o devido valor.Ah, falta dizer que tudo isto se passa no futuro não muito longínquo, após uma catástrofe global (uma guerra, presume-se), num planeta destruído e árido, calcorreado por uns quantos sobreviventes, grande parte dos quais maus e cruéis como as cobras. Hmmm....pois nada de novo. Mas convenhamos que foi azar este filme ter estreado depois do magnífico "The Road" de John Hillcoat com o Viggo LOTR Mortensen. É que este, basicamente, é O filme pós apocalíptico da década. Nada a fazer. Seria muito difícil fazer melhor. E o "The Book of Eli" não é definitivamente melhor. É um filme que aposta mais na acção e efeitos especiais, talvez para aqueles que acharam que isso faltava no "The Road"....
Mas independentemente disto, se tivesse aparecido antes do "The Road"? Pois é um filme bastante aceitável. O Denzel Washington veste o papel como uma luva. Quase dá ares de Clint Easwood num dos seus "western-spaghetti". Aliás, o próprio filme tem ares de western misturado com a alucinação cataclísmica de "Mad Max". Porém, o filme é de todo roubado pelo vilão principal, desempenhado por Gary Oldman. O gajo é mau como tudo e, no entanto, dei comigo a simpatizar com o tipo....é uma grande representação. A miudita, Mila Kunis, cumpre, mas não consegui deixar de pensar constantemente que esta tipa é a que dá a voz à Meg Griffin do "Family Guy". Distracções, naturais num filme que é porreiro e tal, mas não é nada de fantástico. Uma espécie de série-b estilizado, actualizado e feito com mais meios e que cumpre na íntegra o seu propósito, desde que não se espere ou peça muito dele.
Tem inclusivamente um pequeno twist final para a populaça arregalar os olhos e que, vá lá, até está bem imaginado. Deixa-se ver. :-)
quarta-feira, abril 07, 2010
terça-feira, abril 06, 2010
quinta-feira, abril 01, 2010
Living II
quarta-feira, março 31, 2010
Up in the Air/Shutter Island
Bom. "Up In The Air", o terceiro filme de Jason Reitman (esse mesmo, o filho do Ivan, realizador de tantos clássicos dos anos 80, entre eles o "Ghostbusters"), sucede a "Thank You For Smoking" e "Juno". Vi apenas este último, o "Juno". Lembro-me de o ir ver algo contrafeito e céptico. Um filme sobre uma adolescente que engravida e subsequentes problemas não me pareceram apelativos. Todavia, estava errado e o filme saiu-me uma interessante obra cinematográfica, cheia de humor inteligente, mesmo não se tratando de uma comédia.
Verão de 1954. O marshall Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e o seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) são enviados para o Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, na ilha Shutter, onde estão internados os mais perversos criminosos do país. O caso prende-se com Rachel Solando, uma perigosa assassina em série que desapareceu inexplicavelmente da sua cela e cuja única pista parece ser uma folha de papel com uma pergunta indecifrável.
Os médicos, funcionários e enfermeiras da instituição não parecem empenhados em cooperar com a investigação e há algo de particularmente misterioso com Dr. Cawley (Ben Kingsley), o director do hospital. Com um furacão a aproximar-se, rodeados por um ambiente psicótico e pacientes perigosos, ambos percebem que as suas vidas estão em risco e que podem não conseguir sair vivos desta ilha maldita.
Realizado por Martin Scorsese, é baseado na obra "Paciente 67" de Dennis Lehane (também autor de "Mystic River", adaptado para cinema por Clint Eastwood em 2003).
Ora, dito assim, parece que estamos perante um filme policial com laivos de thriller psicológico, como tantos outros. E mesmo que fosse só isso, muito bom seria o filme. Felizmente, vai além disso. Para onde? Não se percebe bem. Estamos tão perdidos e desorientados como o marshall Daniels. E o segredo para melhor apreciar o filme é simplesmente deixar-nos ir, deixar que o filme lentamente nos puxe para a areia movediça sem grandes estrebuchos, crentes que a "salvação" chegará no fim. O que Scorcese nos apresenta é assim um pesadelo labiríntico uma espiral cada vez mais desorientante que, mais do que ser cempreendida pede que seja aceite. E é por esse caminho íngreme, o da progressiva desconstrução da realidade que ele nos conduz, até começarmos a duvidar de tudo, tal como acontece a Teddy Daniels. A personagem e o público estão juntos na busca pela verdade e no lento e doloroso processo de descoberta, mesmo que seja o público que, em princípio, mais facilmente adivinhará o que se está a passar (alguma bagagem cinéfila estraga a surpresa, é verdade), fruto de uma série de pistas e indícios que se espalham pelo filme. Ainda assim, o final reserva uma surpresa, mesmo para os mais "videntes".
terça-feira, março 30, 2010
segunda-feira, março 29, 2010
domingo, março 28, 2010
A Serious Man
Não que esteja a dizer que é um filme mau. Nada disso. É um filme com algumas boas ideias, bons momentos aqui e ali. Aprecio os simbolismos e alegorias (embora as alegorias bíblicas sejam algo por demais), aprecio o humor (ou tentativa, pois, na verdade, não me ri uma única vez), aprecio o cuidado e a fotografia. Mas tudo isto somado não faz um bom filme, lamento.
A Larry Gopnick, o desafortunado personagem principal do filme, tudo acontece. E por mais que se esforce ele não percebe o porquê dos seus infortúnios. Ao procurar o auxílio de um dos rabis da comunidade ouve uma história contada que, aparentemente, lhe trará a resposta iluminada para os seus problemas. Uma pista do que deve fazer na vida. Mas não, a história é inconsequente e dela ele nada retira que o ajude, para seu despero. Ora, é o que se passa precisamente com "A Serious Man": chegamos ao fim intrigados com o que vimos, mas a sensação geral é a de perda de tempo. Porque nada se retira daquele filme. A satisfação pontual de perceber aqui e ali uma ou outra 'piscadela de olhos', ou uma ou outra metáfora, não chega para suplantar aquela sensação de aborrecimento. Simplesmente o filme não cativa. A Larry tudo acontece é verdade, é uma tragédia pegada, mas o problema é que o filme não cria nenhum tipo de relação entre o personagem e o público. Sinceramente, ao ver a sucessão de episódios desgraçados a acontecerem àquele pobre homem, não achei piada, nem fiquei com pena ou preocupado...nada. Um grande "encolher de ombros" foi o que o filme provocou. E quando não queremos saber, quando o personagem principal nos é indiferente....bom, basicamente estamos só à espera que o filme acabe para ir embora.
Ok, percebi que a principal "mensagem" do filme (se é que se pode considerar como tal) é que nem tudo se explica, nem tudo se controla, nem tudo se domina. Há uma grande dose de incerteza no que nos rodeia, e a maneira como cada um intervém e actua (ou não, como é o caso de Gopnick, um ser irritantemente passivo que, em certa medida quase que merece tudo o que lhe aconteceu, mesmo sendo um homem bom) tem grande influência no nosso "destino". Mas, diabos! Não preciso de um filme para me dizer isto! Lá está, como premissa base não está mal, mas contentar-me-ia com uma curta metragem.
Sinceramente não vale a pena. E com pena digo isto, sendo eu fã dos Coen há anos. Mas em boa verdade, e conforme descobri há semanas em conversa quando este filme estreou, o último filme deles que realmente apreciei foi o "O Brother, Where Art Thou". Os restante oscilaram entre os "assim-assim" e o "chato". Pronto, se calhar sou só eu.
sábado, março 27, 2010
sexta-feira, março 26, 2010
Living
As out of focus as they might be
Trying not to compromise
As i move onward and adapt
Living by my own ideas
Even when some have fallen along the way
Maybe proven wrong
But i keep holding on
It seems i cannot do otherwise
Even if i'm out of place
Way out of line
That's me
So take me as i am.
Gunther Dünn
quinta-feira, março 25, 2010
Solomon Kane
Não sendo conhecedor da obra (excepto o óbvio e mais famoso "Conan") de Robert E. Howard, fui ver este "Solomon Kane" como qualquer outro leigo. Segundo os conhecedores, a transposição da personagem para o grande ecrã respeitou o espírito e o ambiente criado nos pequenos contos escritos nos anos 20/30 por Howard. Não sendo dados grandes pormenores sobre o passado de Kane nestes contos, os argumentistas do filme tiveram que puxar pelas meninges, estabelecendo um passado e todo um background que explica a personagem. A opinião consensual é que foram bem sucedidos. O filme teve, aliás, honras de abertura do Fantasporto deste ano. É natural que passe algo despercebido, mas vale a pena "visionamentalizá-lo", pois é um filme que se vê bem, repleto de aventura e acção. Uma co-produção inglesa, francesa e checa que não fica atrás dos tão propagandeados blockbusters americanos. Interessante.
quarta-feira, março 24, 2010
terça-feira, março 23, 2010
segunda-feira, março 22, 2010
Ainda me lembro...
sexta-feira, março 19, 2010
quarta-feira, março 17, 2010
BBC Arena 1989
Part 02
http://www.youtube.com/watch?v=SN-GO7uYH-g
Part 03
http://www.youtube.com/watch?v=Is6Rj4Fu-9g
Part 04
http://www.youtube.com/watch?v=8xOHNnjx724
Part 05
http://www.youtube.com/watch?v=upzrYAJN_Ck
Part 06
http://www.youtube.com/watch?v=n_qJ9-FALao
segunda-feira, março 15, 2010
Untitled
Untitled (The Sound of Speed and Light), 2009
Robert Long
E até 25 Abril no CCB









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