Fazer um top 10 de filmes é, estranhamente, tarefa ainda mais inglória do que fazer um top musical. Não sei explicar. Mas sei que não é de agora. No ano passado o top 10 cinematográfico foi convertido em top 20. Eheheh. Este ano vou concentrar a coisa em 10. E, sim, já vi que vou deixar de fora uns quantos. Mas reparei também que não são os suficientes para perfazer uma lista de 20, pelo que levarão apenas a tal "menção honrosa". Duma contagem feita a partir das entradas neste estaminé concluí que fui 45 vezes ao cinema. Acho que no ano passado fui mais. Daí haver menos material para um top20. Tenho consciência que deixei passar uns quantos, mas pronto, também ninguém me paga para ir ao cinema (isso é que era!). Seja como for, ainda é um bom número, e pelo menos a qualidade está assegurada. Acho eu, na minha modesta opinião. Ei-los portanto, sem grande paleio, uma vez que o palavreado respectivo pode ser lido nos posts respectivos, pelo que não há necessidade de maçar e incomodar as pessoas com mais tiradas pseudo-entendidas, inseridas num arrazoado atabalhoado e mal amanhado...eheh...
Under the blade Sharpened knife Razor's edge A leap of faith That cuts right through Know nothing more But to expect more "Only the penitent shall pass"
Bem, deve ser em relação a este tipo de filmes que se usa a frase "filmes com a qualidade BBC". Lembro-me sempre daquela série muito antiga que dava na TV, o "Reviver o Passado em Brideshead". Enfim, "Bright Star" é também aquele tipo de filme em que as senhoras andam com vestidos farfalhudos e chapéus impossíveis, e os senhores com fatos esquisitos, tudo muito formal e engravatado. Ou seja, é um filme de época feito com o extremo cuidado que se espera deste tipo de filmes britânicos. Cuidado extremo na recriação do período histórico, da sociedade, do ambiente em geral. Ambiente esse carregado de um romantismo gigantesco, ou não se tratasse de um filme sobre o relacionamento amoroso entre John Keats (um dos poetas mais famosos do Romantismo) e Fanny Browne. Que dizer? Bom, logo à partida que este tipo de filmes não faz muito o meu género. Neste em concreto pouco acontece, embora seja sempre útil conhecer alguma coisa da vida de Keats (especialmente para alguém, como eu, que nada conhecia para além do nome). Neste aspecto sim, tem alguma dose de interesse. De resto vale, e muito, pela fotografia e pelas belas imagens que nos oferece. Aliás, optei por colocar aquele cartaz em especial e não o óbvio cartaz distribuído cá pelo burgo, porque me parece que é aquele cartaz que traduz melhor o feeling do filme: muita cor, muita paisagem contemplativa, bucólica ou não. Em suma, não é um absoluto must see, mas também não aborrece de morte. Ideal para um Domingo chuvoso em casa, diria.
Têm vindo a subir a fasquia lenta e competentemente. O "Elegy" e o "Tuonela" são dois dos meus álbuns favoritos de sempre. Chegarem a 2009 com tanto ainda para dar é algo digno de nota e louvor. Um álbum belíssimo, pesado q.b, mas, principalmente, cheio de melodia. Tão poucas palavras para o álbum do ano? Talvez, mas a verdade é que não se explica, tem de se ouvir.
Longe vão os tempos em que esta banda era motivo de algum gozo e levantar de sobrolho. Infelizmente, durante algum tempo também eu alinhava nisso. Erro corrigido há uns anos quando conheci como deve ser. Não, não são apenas a banda da "Carrie" e do "The Final Countdown". Têm muito mais. E desde que regressaram, em 2004, mostraram ter ainda mais. "Last Look at Eden" é o equilíbrio perfeito entre o bom hard rock, mais ou menos comercial, e uma abordagem mais moderna ao rock. Um álbum que custou a entrar ao início, mas q pouco tempo depois não consegui deixar de ouvir.
Isto foi uma surpresa total. Não conhecia sequer a banda, mas é para isso que servem os amigos. Boa recomendação cujo valor e interesse não pude deixar de reconhecer imediatamente. Obrigado Luís. É daqueles álbuns que requer atenção na audição, e de cada vez descobre-se um pormenor novo nas várias camadas de que a música é constituída. Um excelente “assalto” aos sentidos, uma verdadeira viagem por oceanos ora calmos ora mais tempestuosos.
Mais uma vez, um álbum que ouvi várias e muitas vezes assim que o obtive. E apesar de ser longo dei comigo a recomeçar imediatamente a audição após terminar. Canções fantásticas (sendo a “Wither” a mais ‘fraca’de todas), em especial a brilhante “The Count Of Tuscany”. Mas tb tem a “A Rite of Passage”, “The Shattered Fortress”, The Best of Times”, etc (e com isto enumerei-as quase todas, o que só indicia o quão alto ponho este álbum). Facilmente o melhor disco deles desde há muitos anos.
Um álbum quase perfeito. Musicalmente, liricamente, produção, músicos, etc. Diga-se o que se disser do Michael Kiske, a verdade é que ele canta bem como o caraças (termo altamente científico e conhecedor). E neste álbum canta ainda melhor que no primeiro. Aliás, em geral acho este segundo álbum uns bons pontos acima do álbum de estreia. Pronto…mais uma vez foi um álbum que ouvi até à exaustão este ano. Boa música que me fazia sentir bem. Uplifting
É Black Sabbath, é Dio, Butler, Iommi e Appice no seu melhor Pouco mais falta dizer. Para uma banda de “avôzinhos” foi realmente uma grande surpresa. Não que não fosse expectável, tendo em conta os senhores envolvidos. Mas surpreendeu-me ainda assim. Não é de fácil audição confesso. Exige atenção e concentração e o facto de eles se terem dado a esse trabalho, em vez de enveredarem por um caminho mais ‘fácil’, torna-o digno de figurar em todos os tops.
Algo mais obscuro, que encontrei pela internet aquando do lançamento do primeiro álbum. Este é o segundo. E eu já estava devidamente informado. Como descrever? É Death Metal no sentido em que usam, principalmente, vozes grunhidas, embora facilmente perceptíveis. Tem algo de prog tendo em conta as durações um pouco maiores das canções, e tem algo de heavy metal mais tradicional nas guitarras, nos solos e intermináveis melodias. Lembra-me uma mistura de Opeth com muito de Amon Amarth.
Não sou grande fã de doom metal. Acho algo aborrecidote, arrastado e lento. Mas nem sempre é assim. E os Candlemass provam-no. Muito dinâmico, arrastado q.b. sim, mas com canções excelentes. Excelente também o novo vocalista.
Foi o último álbum de 2009 que ouvi. Fui ouvir no site, onde está disponível em stream e, para minha surpresa, gostei. Surpresa porque já não esperava algo tão inspirado do Schaffer. Nota-se que é um álbum composto com alguma raiva, muita energia e vindo directamente dos instintos do homem. Algo que o tipo precisava de exteriorizar, pôr cá para fora. Liricamente é sem dúvida interessante, ilustrando a grande desilusão que Schaffer, o grande patriota americano, sentiu em relação ao país onde vive. Musicalmente é a fórmula Schaffer e Iced Earth sim, mas é uma fórmula que eu não via a ser usada tão eficazmente desde o “Something Wicked This Way Comes”. Mereceu fazer parte tão somente porque o ouvi várias vezes e gosto realmente das músicas. Directo e sem grandes mariquices.
Já chega. Rendo-me. Isto é um exagero e uma irritação profunda que dificulta a vida até mais não. Sim tem lados bons, mas cada vez mais os maus pesam mais. FDX. Venha a Primavera. Venha o Verão!
Mas a década não são 10 anos? Isso não quererá dizer que a mesma só terminará portanto no fim de 2010? Pois. Mas seja como for, permiti-me embarcar no bandwagon geral das listas, e aceitar o desafio. Top 10 dos melhores álbuns de heavy metal (ou simplesmente 'metal', como alguns já dizem)? Ok. Tarefa muito difícil, ou não...Em bom rigor, o segredo de fazer esta lista em concreto é, exactamente, não pensar, não "escavar", nem procurar muito. É uma lista composta por álbuns que ouvi e re-ouvi e continuo a ouvir, álbuns que marcaram pela inovação, frescura ou apenas (se se pode dizer assim) pela genialidade. Muitos ficaram necessariamente de fora, mas estes 10 foram realmente marcantes. Pronto. Sem mais delongas:
E eis algo digno de nota. O universo Star Wars, Star Trek e Indiana Jones também se pautam por terem uma forte base de fãs, uns mais nerds que outros, e também uma série de "spin offs" e expansões de universo. Porém, verdade seja dita, nada como os fãs do Senhor dos Anéis, especialmente os dotados de meios e tecnologia para se dedicarem a fundo e com real sentido de homenagem à obra criada por Tolkien. Dois pequenos filmes que retratam episódios não abordados (ou apenas ligeiramente referenciados) nos filmes de Peter Jackson. "Born of Hope" relata o passado longínquo de Aragorn, a sua família e origens. "The Hunt For Gollum", por sua vez traz-nos os eventos imediatamente ocorridos antes da "Irmandade do Anel". O cuidado e dedicação colocados na realização são realmente impressionantes. Para memória futura.
World Exclusive: The Hunt For Gollum is a 40 minute fan film, inspired by the appendicies of JRR Tolkein's classic trilogy, 'The Lord of the Rings', and made for less than $5,000.Watch the film in HD. Click MENU for SUBTITLES in various languages.
Este ano marca o início de uma profunda mudança que decorrerá ao longo dos próximos anos, quer em termos das suas necessidades profundas, quer em termos dos seus relacionamentos com outros a nível íntimo, quer a nível daquilo em que acreditava sobre si mesmo. Nos próximos tempos, dará por si em conflitos abertos entre o que acredita estar certo e o que acaba por dizer e fazer, e provavelmente o grande palco do crescimento este ano é a esfera dos relacionamentos amorosos. Você está a atrair para a sua vida pessoas poderosas e marcantes, por quem você se sente tão irresistivelmente atraíd@ como dominad@ e assustad@. Neste cenário e ao longo deste processo, a sexualidade vai desempenhar um papel muito importante, e vai dar por si a questionar profundamente os seus valores – quem sabe, este é o ano em que descobre que é possível ser verdadeiro e quebrar regras com que não concorda sem trair o seu próprio senso ético. Reconheça que há muito tempo não se sentia assim arrebatad@. Isso fará da viagem às profundezas das emoções e dos sentimentos pessoais um ritual de transição de consciência, purificador e iniciático. Daqui por uns anos, quando regressar a si mesm@, descobrirá que já não é a mesma pessoa.
Antes de mais, a word of advice. Para ver e usufruir deste filme totalmente é absolutamente necessário libertarmo-nos das "correntes" instituídas pela série de televisão dos anos 80 da Granada Television e, acima de tudo, da interpretação carismática e considerada perfeita, de Jeremy Brett. Sim, esta continuará, certamente, a ser a versão definitiva e mais consensual de Sherlock Holmes de sempre. Não tenho dúvidas. No entanto...o filme de Guy Ritchie é, realmente um bom filme, ao pegar nas premissas básicas estabelecidas por Arthur Conan Doyle nas várias histórias e contos do detective, e apresentá-lo de uma forma diferente, mas nada contrária ao espírito da obra. A verdade é que as histórias escritas por Conan Doyle são-no quase ao estilo de um diário (de facto é o Dr. Watson que as "escreve", de acordo com a narrativa, para algum desagrado de Holmes, sempre cioso da sua discrição)e, como tal, não se alongam muito em pormenores da vida de Sherlock Holmes. Não que não estejam repletos desses pormenores, mas mais do que ditos, são sugeridos. Serve isto para dizer que o Sherlock Holmes de Robert Downey Jr. pode ter pouco a ver com o Sherlock unanimemente aceite, mas, em bom rigor, há espaço suficiente na obra original para encontrarmos aquele Holmes também. Apesar da imagem que prevaleceu, Sherlock Holmes é uma personagem excêntrica, mecanicamente lógica e fria, um misantropo. Viciado nas mais variadas substâncias e capaz de ser encontrado quer vestido elegantemente quer como um maltrapilho qualquer. E é esta característica que o filme de Ritchie entende acentuar. E muito bem. O Downey Jr. sai-se muito bem a desempenhar esta faceta mais excêntrica da personagem. Aliás, se se pensar bem, dois dos elementos mais comummente associados a Holmes, não encontram qualquer eco na obra original, a saber: nunca as palavras "elementar meu caro Watson" foram proferidas e não encontramos nenhuma descrição daquele chapelito algo absurdo que nos habituamos quase a chamar de "chapéu à Sherlock Holmes". Até a cidade de Londres é vista de maneira diferente. A Londres Vitoriana não era só coches e caleches cheios de gente elegante a subirem e a descerem o Strand e Whitehall. Era também uma cidade suja, enlameada repleta de pobreza e criminalidade. Eis outro aspecto que o filme acentua bem. Aliás, a própria cidade funciona ela própria como uma personagem importante. E vale bem a pena ver o cuidado pormenorizado na reconstituição que lhe foi dedicado, bem como as panorâmicas gerais do que era Londres naquela época. Portanto, o que temos aqui é um Sherlock Holmes diferente, mas dentro do espírito. No entanto...é um filme do Ritchie...e isso significa que há uma certa dose de upgrade ou update. Há muito mais acção, "tiros e porrada", que numa habitual aventura de Holmes. E é aqui que também se deve aceitar o filme como uma interpretação um pouco diferente da habitual. Algo que, sim, de certeza foi feito para apelar a mais público. Porém, visto que foi feito com conta peso e medida, nada há a apontar. Mais do que isso: todo o ambiente do filme fez-me pensar que, se calhar, porventura, quiçá, a graphic novel de Alan Moore, League of Extraordinary Gentlemen, passada na Londres Vitoriana, teve alguma influência no ambiente geral do filme. Se calhar...Um filme interessante e divertido vá.
Como já é costume, o David Fonseca gravou uma música (e respectivo video) imbuído do espírito da época. E como é costume também, fez um excelente trabalho. Desta vez a escolha recaiu numa das canções mais óbvias da época, todavia, é isto uma versão: pegar numa música sobejamente conhecida e carismática e fazê-la sua. Já o tinha feito, aliás, com a "Rocket Man" do Elton John, versão essa que até prefiro à original, e voltou a fazê-lo agora. E, mais uma vez também, o video, ainda que simples é de qualidade acima da média. Há qualquer coisa neste tipo que, mesmo não sendo eu fã completo da música dele, me faz respeitá-lo. Um tipo inteligente.
Briol. Grizo. Frio do c*r*lho, entre outras expressões mais ou menos vernaculares (embora me queira parecer que sejam mais para o "mais" do que para o "menos"). Hoje, às 17:47 acaba-se o bom tempo, o sol e o calor. Entra o General Inverno em todo o seu esplendor, glória e vigor. Se bem que já se pode dizer que o velho General já mandou uma guarda avançada bem poderosa. Porém, como diz o anónimo pai do Calvin, "o frio fortalece o carácter!"
Mas enfim, reconheço os muitos incómodos que o frio traz. Mas 40º ao sol também é puxado, ok? Seja como for, feliz solstício de Inverno (post adequado a quem não celebra o Natal, ou que, pura e simplesmente, está-se a marimbar!) :P
A praga dos Pais Natal pendurados (ou "dependurados" como agora se diz...) pelas janelas, varandas e omnipresentes marquises deste Portugal afora, está este ano a ser combatida através do uso duns chamativos estandartes avermelhados com a efígie do Menino Jesus, ora deitado, ora esticado nas proverbiais palhas de estábulo. Pais inconscientes! Em pleno Dezembro, não só deitam o menino semi despido, sem sequer uma manta, como ainda o fazem nas palhas pisadas (e sabe-se lá mais o quê!) dum estábulo. Pisadas certamente pelo jumento e pelo bovino que se escondem lá atrás. Ah pois. A gente tá-vos a ver! Seja como for, a ideia é trazer de volta ao lar natalício português os valores cristãos do Natal e a celebração do nascimento do JC. Segundo vi no Facebook, foi já criado uma movimento contra-cultura, os Estandartes Trash de Natal nos quais a efígie é substituída por um cachorro quente. Enfim, está tudo muito bem, não tenho nada contra, nem contra as bandeirolas com o Menino, nem contra os cachorros. Mas por este andar, daqui a uns anos ainda se vai criar um movimento qualquer (no Facebook, claro está, pois se é aí que agora tudo se passa...) de defesa do Pai Natal que é, afinal, o senhor São Nicolau. É que o futuro para o bonacheirão senhor de barbas brancas e roupa incrivelmente vermelha afigura-se assim:
O filme é um bom filme, verdade seja dita. Mas podia ser bem melhor. Egipto, ano 391, mais propriamente a cidade de Alexandria, parte integrante dum Império Romano já em declínio, onde o Cristianismo, finalmente, se torna a religião dominante. No meio dos conflitos religiosos entre cristãos, judeus e pagãos, move-se Hipátia, guardiã da biblioteca de Alexandria, professora, estudiosa, matemática, astrónoma e filósofa. Uma mulher num Mundo de Homens, um Mundo em transição violenta. Apesar de pagã (ou ateia, como é representada no filme) os seus ensinamentos são respeitados por todos, independentemente dos respectivos credos. Até ao dia em que esses credos se chocam irrevogavelmente. Para quem pouco sabe deste período, ou especialmente para quem desconhecia a figura de Hipátia, trata-se de um filme inegavelmente interessante. Uma superprodução espanhola que tenta seguir os passos dos grandes clássicos como "Ben-Hur" ou "Quo Vadis", ou, mais recentemente, "Tróia", "Gladiador", "Alexandre o Grande", etc. Porém, e apesar de ser um filme irrepreensivelmente bem feito (o cuidado na apresentação, os cenários de tirar o fôlego, centenas de extras e as panorâmicas gerais estilo "Google Earth")a verdade é que fica algo aquém daqueles filmes. Falta algo que é difícil de precisar. Talvez falte carisma na representação. Normalmente não sou pelo uso de grandes actores como condição da excelência dum filme, mas acho mesmo que este teria benficiado com outros "pesos pesados" da representação. A Rachel Weisz está excelente, mas carrega nitidamente o filme às costas. O suposto triângulo amoroso entre ela, Orestes e Davus não passa dum esboço e a parte mais interessante do filme é, sem dúvida, a perseverança de Hipácia na busca da explicação do movimento dos corpos celestes, mesmo no meio do caos que se vai instalando à volta dela. Perseverança que acabará por ser a sua perdição. Historicamente mostra uma época confusa e pouco documentada (quando foi a destruição da Biblioteca de Alexandria afinal?) e, quer-me parecer, que certos pormenores foram "actualizados" para os dias de hoje. Nomeadamente o facto de mostrarem Hipátia como uma ateia quando na verdade era politeísta (torna-se uma figura mais 'aceitável' nos dias de hoje se calhar) e, acima de tudo, o facto de mostrarem os cristãos existentes como uma espécie de Mafia que atormenta uma cidade e seus habitantes. Sim, é certo e sabido que os cristãos não eram flor que se cheirasse, mas sinceramente que o Bispo Cyril, líder cristão em Alexandria, tem mais de Padrinho da Mafia, do que outra coisa. Duas "pequenas" liberdades históricas para efeitos de argumento e modernização? Talvez, mas é por demais tendencioso e indutor de falácia. E este é o principal defeito do filme. Mas é a ver, com as devidas reservas.
25 de Janeiro.....finalmente. Orphaned Land The Never Ending Way of ORWarriOR
Os Orphaned Land são a banda israelita considerada pioneira em misturar eficazmente sons tradicionais do Médio Oriente com os ocidentais. O terceiro álbum "Mabool: The Story of the Three Sons of Seven" (sendo Mabool o nome hebraico para o Grande Dilúvio), foi lançado no longínquo ano de 2004 e é um dos melhores álbuns de sempre. Daqueles de levar para uma ilha deserta. Não se espera menos deste novo....
Irra! Demoram que se fartam, mas pelo menos há sempre a certeza de que vem aí coisa boa (e mesmo o "menos bom" destes tipos é excelente quando comparado com muitas). Pelo menos se forem todas da qualidade desta "Sacred" será caso para babar e muito. Uma banda interessante os Blind Guardian. Cheguei à conclusão que das bandas mais "novas" é a que definitivamente me levará a viajar para os ver. Um concerto que vale a pena ser visto realmente.
Ele há coisas a acabar Mas há tantas a começar Ficar atento Saber usar Saber dar tempo Tempo que não há p'ra dar
Ter ideias e sentir Estar atento ao que vai vir Se não perder a esperança se souber aguentar Se não perder Serei eu capaz de dar
Só sei que amar é querer-me a mim E querer-me a mim dá-me o poder De inventar, de conseguir Atravessar um grande rio Entre o voltar e o partir Estranha vontade de amar
Serei um estranho Em terra estranha Serei capaz De vontade tamanha
Tanto músculo e heroísmo desperdiçados. É notório o desconsolo, a desolação e o desânimo deste grupo de super-heróis que se vêem reduzidos a olhar pela janela dum qualquer prédio, incapazes e impotentes para fazerem o que quer que seja contra a onda de crimes que atravessa a cidade. É tristeza meus senhores, verdadeira tristeza e mágoa que se pode observar nas faces imóveis de PVC daqueles garbosos heróis, reduzidos a olharem sem nada poderem fazer, perdidos na sua jaula de vidro e concreto. O Poderoso Thor sem poder brandir o seu martelo Mjolnir, o Wolverine sem ter onde espetar as suas garras de adamantium, o Incrível Hulk sem ter nada para partir e quase com uma lágrima ao canto do olho e o Homem Aranha...enfim, de tanto estar pendurado viu os seus músculos aracnídeos transformados na mais reles pelúcia. E isto passa-se agora senhoras e senhores, agora, nesta época em que o crime grassa especialmente, sem qualquer vergonha, à frente de quem quiser ver. A quantidade de larápios disfarçados de Pai Natal que escorregam pelas fachadas dos prédios, com sacos cheios de material roubado é impressionante. Uns sobem para perpetrar o acto maldoso e condenável e não são impedidos, nem sequer apontados pelo povo, os que descem já depois de cometido o acto não são parados nem pela população embevecida nem pelas autoridades. É um verdadeiro flagelo. Um sem número cada vez maior de energúmenos aproveita-se desta época festiva e, usando o fato vermelho da Coca-Co...ops...do Pai Natal, dedica-se a desapossar incautas famílias dos seus bens. Uma verdadeira tragédia. Drama. Horror. A culpa é, sem sombra de dúvidas, do Sócrates. Mas maior drama é ver que enquanto uns são poupados e saem incólumes e sem castigo, outros há que não se percebe realmente o que fizeram para merecer certos castigos. É o caso gritante do amigo Mickey, esse rato amigo da pequenada e de alguns graúdos também. Esse simpático rato que assim deixa uma viúva chorosa, a rata Minnie (que, mais cedo ou mais tarde cairá nas garras da ratazana Ranulfo), desamparada e só neste Mundo cheio de empresas de desratização. O que terá cometido o amigo Mickey senhoras e senhores, para sofrer tamanho castigo, tamanha indignidade. Empalado numa antena de um automóvel, a servir, quiçá, de exemplo para outros. Infelizmente isto não tem refreado as hordas de Pais Natal gatunos, que continuam a infestar as paredes de tantos prédios por este país fora.