quinta-feira, setembro 13, 2007

Lazy World - Rant 23980

Wtf!? Foi o que me apeteceu dizer o outro dia qundo vi um petiz à porta dum qualquer estabelecimento comercial, à espera dos pais ou coisa que o valha. E isto porquê? Porque a pobre e entediada criança estava a fazer uma série de bolhas de sabão e a vê-las subir no ar até rebentarem. A estranheza da situação não está, como é natural, na existência de bolhas de sabão, nem, muito menos, no facto de as ditas subirem e rebentarem (deve haver alguma Lei que explique isso). A estranheza da situação estava sim, no facto, inaudito, de o gaiato estar a fazer as bolhas não à maneira antiga com aqueles tubos de plástico cheios de água e sabão (era o que dizia lá), com um aro pelo qual tínhamos de soprar, mas sim com uma MAQUINETA qualquer, uma geringonça de plástico e movida a pilhas, cuja única interacção que exige do seu utilizador deve ser o mero on/off num qualquer interruptor colorido. É difícil descrever o ar semi desalentado e amorfo do 'crianço' enquanto a maquineta zumbia e o anel incorporado metralhava bolhas de sabão como se não houvesse amanhã. É certo que em termos do binómio rapidez/eficácia, a maquineta era superior...mas...what's the point!? Obviamente o puto olhava com bastante desinteresse para aquilo. Provavelmente nunca pegaria no velhinho tubo de sabão e água, visto que os cérebros embotados por videojogos, desenhos animados duvidosos e afins, devem considerar tal objecto vindo da Idade da Pedra, vulgo Idade do Faz Tu Mesmo Que É Mais Divertido. Mas e daí talvez pegasse. Nunca se sabe.
Isto para dizer que a mente que imaginou um tal dispositivo deve ser das mais oportunisticamente preguiçosas das últimas décadas. De alguma forma conseguiram substituir uma actividade lúdica que exigia apenas uns pulmões e alguma perícia por uma máquina. Como se o objectivo daquilo fosse fazer apenas bolhas.Como se não fosse mais interessante ser o próprio utilizador a tentar fazê-las. Para preguiça estamos bem, hem?
É isto e o raio dos telemóveis! Não que tenha alguma coisa contra o raio dos bichos, mas que
diabos! As pessoas deixaram efectivamente de combinar encontros. Torna-se desnecessário aparentemente, uma vez que todos estão, natural e obrigatoriamente, contactáveis. Irra! Que irritação que é quando a pessoa que se quer contactar está incomunicável. É o "Depois ligo", "Depois logo se vê", "Depois combinamos". Tal como o tal tubo de sabão parece ser obsoleto, também a velha arte do "Olha, espero por ti neste sítio e a estas horas" também é já coisa do passado. As SMS, por mais úteis que sejam, e são, dominam, monopolizam, o Natal, entopem as antenas de qualquer um. Como é que raio nós (sim, também me incluo) fazíamos antes de termos estas coisas? Não sei...as pessoas combinavam e tinham de manter o combinado. Enfim.

PS: Por falar em Idade do Faz Tu Mesmo Os gajos da LEGO também vão pelo mesmo caminho. Como se já não bastasse o facto de as séries de LEGO da minha juventude: a Cidade, o Espaço, o
Oeste terem praticamente acabado, sendo subsituídas pelas séries idiotas do Harry Potter, Homem Aranha, Robin Hood, Star Wars, etc, que já não deixavam grande espaço à imaginação (pudera, já está tudo feito, era só construir o que eles mandavam), o outro dia encontrei um jogo de LEGO digital. É em tudo igual mas feito no computador para, segundo dizem "evitar a desarrumação das peças pela casa" (como se isso não fosse metade da piada!). Bom, saquei aquilo e instalei-o. Estive um ou dois minutos a mexer no programa (para o qual deve ser necessário alguma formação informática em programas de arquitectura), até que decidi apagá-lo. Estava a sentir-me idiota.

terça-feira, setembro 11, 2007

GoDog

Este ano a colheita foi bem proveitosa em termos de novas bandas. Sendo que a mais interessante de todas foi, sem dúvida, esta, os Godog de Barcelos. Mas antes uma palavra de apreço aos Spin City, os Wolfmother wannabes portugueses (completos com vocalista semi afro guedelhudo com patilhas a condizer), banda que tocou um rockzito fixe. Bom guitarrista e frontman, mas voz um bocado má. Deviam arranjar outro vocalista e deixar o rapaz concentrado na guitarra. E já agora deviam dizer aos outros elementos da banda (salvo o baterista, pelas razões óbvias) que não há que ter medo de se chegarem à frente do palco. É meio desiquilibrado ter um frontman hiperactivo e um baixista e segundo guitarrista o mais encostados possível ao fim do palco. Pareciam que estavam com medo. Do público e do líder que sem querer ainda lhes furava um olho com o braço da guitarra.
Depois os Rebel Inc., banda de Rock'n'Roll, meio AC/DC-Guns n' Roses, composta por miudagem cuja média de idades deveria andar pelos 16/17 anos. Mas mostraram atitude e presença em palco que falta a muitos. Só por isso já valeu. "enterraram" a "Paradise City" dos Gn'R, mas valeu o esforço. Dispensável era a versão dos Pearl Jam....mas pronto.

Quanto aos Godog a figura já foi outra.


O que fez a diferença foi uma atitude mais profissional, mais rodada, apesar de parecerem novos. Musicalmente estiveram muito bem, num estilo de heavy metal meio tradicional, meio progressivo. Os dois guitarristas estavam em uníssono, criando um efeito por vezes bem 'maidenesco'. A isto juntou-se a verdadeira originalidade de não terem vocalista e terem conseguido com sucesso integrar nalgumas músicas um violino, que deu um ambiente bem diferente do habitual. Espero sinceramente que consigam ter sucesso, e que eu ainda os volte a ver. Mas melhor que palavras, a imagem:

Tiveram direito ao coro do pessoal, à la Maiden:



A Carvalhesa tinha de aparecer:



A small one:

E pronto. Uma banda definitivamente original em Portugal. Heavy metal melódico e com garra, bem tocado, diferente do que por cá é habitual. Fizeram o lançamento (para ser levado à letra) do cd demo no concerto mas não apanhei nenhum infelizmente.



Para melhor ouvir:

Godog Myspace





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sexta-feira, setembro 07, 2007

Here i go again

Pela 13.ª ou 14.ª vez acho eu. Poucos nomes interessantes, como já é costume. Ainda assim espero conseguir ver os Blind Zero, os Blasted Mechanism talvez (com o António Chaínho, o que pode ser bom, e com os Kumpania Algazarra, que não são grande coisa), ainda os Chicago Blues Harp All Stars e definitivamente os The Levellers. Não deixa de ser estranho que tenham um destaque tão pequeno no cartaz...não faço ideia da importância desses senhores, mas pela primeira vez vai uma banda internacional de folk (bom, folk-punk) que eu não só conheço, como até discos deles tenho. A ver vamos. De resto....business as usual: discos, livros, calor (espero), andar dum lado pró outro, pão com chouriço e imperial e a eterna esperança que apareça alguma banda de jeito no Palco Novos Valores.

quinta-feira, setembro 06, 2007

WORLD TOUR 08 - EDDIE GETS HIGH AND GOES GLOBAL

Iron Maiden announce their most ambitious and extraordinary touring plans ever - and are very pleased to announce that this will include Australia for the first time in 15 years!
The 'Somewhere Back In Time' World Tour 2008 will be in three sections, starting in February and March 2008 with the first leg encompassing major concerts in 20 selected cities on five continents in seven weeks including India, Japan, North America, Central and South America, and, of course, Australia, opening in Perth on Feb 4 and continuing through Melbourne, Sydney and Brisbane.
The tour then continues with more concerts in North America in late May and June before finishing with a third leg in July and August encompassing major stadiums and festivals all over Europe. During the tour the band is expected to play to well over one and a half million fans and travel close to 100,000 miles.
In an historic first, Iron Maiden, their 60-strong crew and support staff and over 12 tons of equipment will be travelling around the world en masse for the first leg of the tour in a specially commissioned and converted Astraeus Boeing 757 decorated with Maiden and Eddie designs! Vocalist Bruce Dickinson, who is a qualified Airline Captain flying for Astraeus Airlines, will pilot the plane on its epic mission, flying over 50,000 miles.
Comments Bruce Dickinson, "We had the idea last year of converting a jumbo jet into effectively what would be a flying 113 ton 'splitter bus' for touring and we have been working seriously on it ever since. It's pretty complex but in the end we were able, with a lot of help from Astraeus Airlines, to overcome all the technicalities of customising the plane for our purposes. We are taking out the back 10 rows of seats to fit in a customised cargo hold that we can use again in the future if this jaunt works. This is in addition to all the standard storage holds. By taking band, personnel and equipment in one form of transport it makes all the touring so much easier and overcomes the logistical difficulty of people and equipment going in different planes. We can even work out exactly how big our carbon footprint is and take care of that responsibility! We will be packing as much of the show into the plane as we possibly can for this first leg and intend to give the fans something very special to remember. And it allows me to combine 2 of my greatest passions, music and flying!!"
To tie in with forthcoming 2008 releases on DVD of the classic 'LIVE AFTER DEATH' and 'MAIDEN ENGLAND' concert videos (more details coming soon) this tour, aptly entitled 'SOMEWHERE BACK IN TIME', will revisit the band's history by focusing almost entirely on the 80's in both choice of songs played and the stage set, which will be based around the legendary Egyptian Production of the 1984-85 'Powerslave Tour'. This will arguably be the most elaborate and spectacular show the band have ever presented, and will include some key elements of their Somewhere In Time tour of 1986/7, such as the Cyborg Eddie.
Steve Harris comments; "On the last tour we opened the show by playing our new album 'A Matter of Life and Death' in its 80 minute entirety. We thought we needed the challenge and it proved the right thing to do. However, it can be hard on the fans playing so much new material and we really appreciated the superb support they gave us. So now l guess it's payback time. It's tremendous to be able to use the profile of the DVDs to do what is effectively an 80's show. It will be enormous fun and by changing the approach to the songs we play tour by tour it keeps it fresh and interesting for both the band and the fans alike. l think 'Powerslave' was an incredible show with the Egyptian theme and look forward to seeing it all again myself. We have been planning this for a few years and hoping to take it to Australia - so we are all delighted that it has now worked out. I would also like to say that we are all are very grateful to our loyal fans in Oz who have kept the Maiden flag flying all these years and we are sorry to have disappointed you for so long. Thanks and see you there"
Rod Smallwood, Iron Maiden's Manager, further commented; "Following Bruce's various hints from on stage this last year about our plans for 2008 ("We are taking some time off to build some pyramids!"), fans have been pestering me for details of the tour and especially asking which songs from that era will be played. That may be as easy as a run in the hills but we will keep our aces close to our chest on this issue. I know it would only take a couple of minutes but at this stage of planning, I'd have to be clairvoyant to know what they will do. I'm sure though it will be no revelation for you that we intend to make up for those wasted years by visiting a large number of hallowed metal venues around the world. Historically 'Powerslave' was an incredibly important album for the band and it would be madness if we didn't give the fans a taste of the full on Iron Maiden show from that time. With our jumbo there really is no rime nor reason why the band cannot now visit fans almost everywhere as many have been real troopers to have waited this long. Heaven only knows what the band will choose but if l could and did tell you now l would have to shoot you! You'll all have to be patient and see. But it will be spectacular. No fear!!"

Historically, this will be Maiden's fourth Australian Tour having first toured in 1982 when 'The Number of the Beast' was Australia's number one album, then again in 1985 with the original 'Powerslave' show and most recently in 1992 with 'Fear of the Dark'. However a great deal has happened with the band since then, especially in recent years when ticket sales have continued to explode around the world as the band's loyal fan base continues to flourish. As Maiden have never had airplay or much video channel exposure anywhere in the world their popularity spread mainly by word of mouth on the back of a legacy of many great albums and an awesome live reputation With the ever increasing power of the internet the Maiden legend has fired the imagination of new young fans around the planet, and, although their audience spans two generations, it is now predominantly a young one, inspired by the massive legacy and influence of this unique band (and, of course, Eddie).

terça-feira, setembro 04, 2007

In The Valley

Sinto falta desta banda. Esta é do "Earth And Sun And Moon". Do "Diesel And Dust" já falei AQUI.




My grandfather went down with the Montevideo
The Rising Sun sent him floating to his rest
And his wife fled south to Sydney seeking out safe harbour
A north shore matron she became with some paying guests

My father went down with the curse of big cities
Traffic tolls and deadlines took him to his peace
Now Bob Dyer glued us to our seats
And lawns were always
victa neat
Whilst menzies fawned at royal fleet do you remember?

In the valley I walk, I took some comfort there
In the valley I walk, cold comfort I can hear you talk
In the valley I walk, who will take me there?

When my mother went down it was a stiff arm from Hades
Life surprises and tears you like the southerly
She always welcomed the spring always welcomed the stranger
I dont see too many around like this
Oh no, thats what Im looking for, yeah, what were looking for

In the valley I walk - who will take me there
In the valley I walk - cold comfort I can hear you talk
In the valley I walk - I took some comfort there
In the valley I walk - oh rough justice I hear you talk
In the valley I walk - to meet my watershed

I hope virtue brings its own reward
And I hope the pen is mightier than any sword
I hope the kids will take it slow
I hope my country claims its own

In the valley I walk - I cried yes I cried I was down then I crawled
Mercys arms all around me when I was down there
In the valley I walk - do you read me they can hear me in the valley


(moginie/garrett/hirst)

sexta-feira, agosto 31, 2007

Sorry!

Abertura dos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000. Midnight Oil na abertura. Primeira e única manifestação política (ou politicamente incorrecta?) nesta cerimónia.


Um pedido de desculpa original.

terça-feira, agosto 28, 2007

Death Proof

Bem, genial ou meramente um chico-esperto, a verdade é que o Quentin Tarantino continua na sua senda geek de homenagem ao passado obscuro (e americano) do cinema. Há que lhe dar o devido crédito. O homem construiu uma carreira de culto, e com sucesso, à custa de estilos demodé: desde o corriqueiro filme de gangsters no Reservoir Dogs (um filme sobre um assalto a um banco onde a única coisa que não se vê É o assalto em si), passando pelos 'pulp fiction' (yap, esse mesmo), pelos blaxploitation dos anos 70 em Jackie Brown e pelos filmes de artes marciais de Hong Kong no Kill Bill.
Desta vez achou por bem prestar homenagem à indústria "grindhouse" americana, uma espécie de circuito underground de produção de filmes de terror e afins de série B, que depois eram apresentados em double feature em salas ranhosas por todo o país. Estavam em constante circulação de sala para sala, acabando por ficar em péssimas condições de apresentação.
Assim, em conjunto com o compincha Robert Rodriguez, outro fã declarado do género, criaram o conceito "Grindhouse": dois filmes, trailers (falsos) entre ambos e defeitos propositadamente criados para dar a ideia de má qualidade e muito uso (tipo aquela série que o Toupas me recomendou há meses chamada "Garth Marenghi's Dark Place", aqui com as séries de TV dos anos 80 a serem genialmente emuladas). Aliás penso mesmo que o grosso dos efeitos especiais deve ter sido utilizado para dar o aspecto horrível e pouco sofisticado ao filme.
Tudo isto é muito giro e tal, mas os europeus, provavelmente, não têm muito a ver com este conceito double feature. Simplemente não acontece por cá. Por isso os dois filmes foram autonomizados (os resultados pouco famosos nas bilheteiras americanas também devem ter pesado na opção). "Death Proof" já cá mora, resta esperar pelo "Planet Terror".
Pontos positivos: temos mais filme, quer de um, quer de outro. A versão original dupla mostra menos de cada um dos filmes do que aquela que nós vemos. Desvirtua o conceito original sim, mas temos mais de cada um. Aliás li algures que o "Planet Terror" é de tal maneira alucinante que o público chegava ao "Death Proof" já extenuado.
Pontos negativos: mais filme significa mais diálogo, e se o Tarantino é um mestre declarado em dar um look cool às conversas mais banais dos seus personagens (vide diálogo sobre a foot massage no "Pulp Fiction", sobre a Madonna no "Reservoir Dogs", etc etc), a verdade é que no "Death Proof", a dado momento pode ser um pouco cansativa tanta "girl talk". Mas é apenas uma ligeira nuance rapidamente compensada pela presença de um dos mais subvalorizados actores de Hollywood, Kurt Russell, o actor fétiche de James Carpenter (que será feito dele a propósito?).

Para além disso, do Kurt Russell e dessa enorme "girl talk", em duas doses, (propositadamente?) similares, temos: carros, perseguições e violência. Parece pouco e básico, mas a verdade é que funciona. É um filme com um alto factor de entretenimento e adrenalina. Bolas, é um filme à Tarantino, cool e estilizado, ainda mais depurado e "simplificado" que o anterior "Kill Bill". A história resume-se em meia dúzia de palavras, mas isso, curiosamente, não é um mau aspecto.
O outro ponto negativo de terem separado os dois filmes é o de não termos oportunidade de ver os trailers falsos realizados para completar a experiência. Mas enquanto se espera pelo DVD, valha-nos Santo Youtube!

"Machete" - Robert Rodriguez:



"Werewolf Women From The SS" - Rob Zombie:



"Thanksgiving" - Eli Roth



"Don't" -
Edgar Wright e Simon Pegg



"Hobo With A Shotgun" - Jason Eisener, John Davies e Rob Cotterill.





Achtung. Sangue e tripas elevados ao seu máximo expoente!

sábado, agosto 25, 2007

Está a caminho!

Um dos melhores, senão O melhor concerto que vi no Fields of Rock em Junho passado. Uma classe imbatível!

Heaven And Hell Live at Radio City Music Hall DVD/2CD



Obrigado Nuno!




EDIT: AFINAL JÁ NÃO VEM....



Edit 2: bom...parece que vem.....isto é tudo muito confuso. lol

sexta-feira, agosto 24, 2007

Dr. Jones, i presume?

Ora bem, se os Rockys e Rambos estão de volta passados tantos anos (Meu Deus, como o Stallone está inchado!), porque não o Indiana Jones? Está com bom aspecto diga-se de passagem. E se conseguiram voltar a pôr de forma bastante credível o Bruce Willis na pele do die hard John McClane, porque não, mais uma vez o Indy? E sim, SIM, já se sabe que, por mais que façam agora, por bom que seja o filme, nunca vai ser melhor que a trilogia oficial, blá blá blá. Quanto mais cedo tirarmos este obstáculo psicológico da frente, melhor apreciaremos o filme. Epá, tem o Indiana Jones, how bad can it be?

quinta-feira, agosto 23, 2007

#87.888

For every dream that got away
We found our ordinary way
For every blue sky turning grey
We found imaginary ways
I look at you and where we are
We're human after all

Norum/Tempest

segunda-feira, agosto 20, 2007

Ora com licença....

...enquanto eu volto a pôr o meu delicado tornozelo nesta geringonça depois de 3 semanas de "precária". Ai ai.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Just a few...

...enquanto espero pelas fotografias a sério! E ainda há quem diga que o centro de Portugal é uma pasmaceira....

segunda-feira, julho 30, 2007

41º C

CALOR!

Para quê tanto calor? Não suporto isto. O que é o mesmo que dizer que é insuportável!!!! Dá cabo de mim. Deita-me abaixo. É um suplício. Mal se pode respirar. Tira-me o fôlego, o ânimo, tudo e para tudo. Para quê? Qual a utilidade? Já chega por favor....reduzam o lume se faz favor. E quem disser que assim é q é bom....para o Inferno com ele, que no Purgatório já está.

Street Spirit (Fade Out)

Rows of houses, all bearing down on me
I can feel their blue hands touching me
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
Fade out again, Fade out.

This machine will, will not communicate
These thoughts and the strain I am under
Be a world child, form a circle
Before we all, go under
fade out again, fade out again

Cracked eggs, dead birds
Scream as they fight for life
I can feel death, can see its beady eyes
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
Fade out again, Fade out again

Immerse your soul in love
Immerse your soul in love

quinta-feira, julho 26, 2007

terça-feira, julho 24, 2007

A little bit of Wilson's magic

I Just Wasn't Made For These Times

I keep looking for a place to fit
Where I can speak my mind
I've been trying hard to find the people
That I won't leave behind

They say I got brains
But they ain't doing me no good
I wish they could

Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong

Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)

I guess I just wasn't made for these times

Every time I get the inspiration
To go change things around
No one wants to help me look for places
Where new things might be found

Where can I turn when my fair weather friends cop out
What's it all about

Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong

Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)

I guess I just wasn't made for these times

Wilson/Asher


segunda-feira, julho 23, 2007

Concerto de paróquia

Já há alguns anos que tinha tomado a opção de não me deslocar a estes concertos underground (de paróquia, como lhes chamo) de metal. Não é por nada, mas simplesmente perdi a pouca pachorra que tinha. Para ir a estes concertos é preciso uma certa dose de carolice que já não tenho. Gosto de heavy metal, mas chamem-me mainstream ou acomodado, mas para concertos destes perdi a paciência. Comparecer a estes eventos é saber que vamos ter uma sala mázita, um som péssimo e atrasos costumeiros.
Mas pronto, como este não era longe do sítio onde estava, e como o ambiente geral deste Sábado era mesmo o heavy "hell yeah" metal, lá acabei por ir. Desta vez o atraso foi meu (ou então dei um desconto demasiado grande), mas a verdade é que se estava bem onde estava. O resultado: perdi os Lostland e os Profusions. Com bastante pena no caso destes últimos pois eram a única banda que conhecia, pois já tinha sacado do site do Portugal Underground a demo "Paradigma". Acabei por trazer a mesma demo, em nova edição de autor. Os gajos são bons, dentro dum estilo progressive/power metal.
Mas vi os Gwydion, que tocam um black metal sem palhaçadas com algumas doses de death metal. Até nem foram mal não senhor, mesmo com o som péssimo do antro ultra abafado em que tocaram. Contei 35 pessoas nesta altura, incluindo membros das outras bandas e pessoal da organização.
Os tais italianos Rain chegaram com um grande atraso (blame it on the airport), pelo que só puderam tocar uma 5 músicas. Tentaram a sexta mas a organização cortou-lhes o pio. Aliás, foi a polícia que já estava à porta do buraco. Eram quase 11 da noite!!! É pena para os rapazes, que se viu terem já algum andamento, embora musicalmente o seu power metal não me tenha surpreendido em nada. Enfim, espero que estejam de férias e tenham aproveitado para fazer turismo em lisboa para não perderem a viagem.

segunda-feira, julho 16, 2007

sexta-feira, julho 13, 2007

Monte Pitão?

Constou-me há uns tempos que a UAU deitou mãos ao trabalho e encomendou ao tipo que andava a morder cães há uns anos a tradução de alguns dos melhores sketches dos Monty Python, como se não houvesse amanhã. O objectivo: a estreia do espectáculo convenientemente chamado "Os Melhores Sketches dos Monty Python"! É de louvar certamente. E também é certo que para os envolvidos, dos produtores, aos actores e tradutores, deve ser um trabalho tipo a "cereja no topo do bolo". Mas será que vai vingar?

Antes de mais, o tipo de humor dos Monty Python não é daqueles que que consegue agradar a muitos, é para uma minoria (e não, não estou a querer significar com isto qualquer tipo de elitismo!!!!!), simplesmente ou se acha piada ou não. É o non-sense levado ao extremo, como praticamente mais ninguém voltou a fazer (Os Gato Fedorento aproximaram-se bastante, honra lhes seja feita). É a sucessão de piadas, sketches, situações, momentos, que enfatizam uma característica, um tique, ou talvez não seja nada disso. Tem piada para alguns, não tem para outros, outros ainda encontram a piada no facto de não ter piada. O que é certo é que é um tipo de humor diferente.

Se pensarmos na secção reservada ao humor no nosso cérebro como subdividida em várias partes, podemos dizer que os Monty Python tocam, ou reagem, sobre uma das partes que mais nenhum outro tipo de humor toca. Podemos nem sempre largar a rir a bandeiras despregadas, mas que é um sentimento único de sentir essa pequena parte do cérebro luxuriosamente massajada, daí retirando o exigido prazer, lá isso é.

E depois, o verdadeiro busílis da questão e que realmente me faz interrogar. Será que funciona EM PORTUGUÊS? Longe de querer diminuir as aptidões de tradutor do Markl, que obviamente, como ele disse, abordou o trabalho quase como se fosse uma tarefa religiosa, temo que a tradução para o "camonês" faça perder o non-sense....não sei, talvez seja a necessidade (ou o hábito) de ouvir as vozes do John Cleese, Michael Palin, Terry Jones, Eric Idle e Graham Chapman, os seus tiques e entoações especiais...Não sei, mas como ficará em português o sketch "Dead Parrot"?

Enfim, a ver vamos. Até acho que, apesar do que disse no primeiro parágrafo, isto pode vir a ter sucesso. Os GF abriram um pouco mais os horizontes da comédia em Portugal (e até se fala na edição por cá da série completa do "Monty Python Flying Circus"! Inshallah!). Mas em português...perdoem-me o José Pedro Gomes, o Bruno Nogueira e o MIguel Guilherme (...), mas vou esperar para ver.

In ze meanwhile, eis, legendados, os míticos "Dead Parrot", "Argument Clinic" e o primeiro sketch dos MP de que tenho memória, e que me fez cair da cadeira a rir, o "Silly Job Interview":


"Dead Parrot":



"Argument Clinic"



"Silly Job Interview"

And now for something completely different...still

quinta-feira, julho 12, 2007

Simpsonized!

O filme dos Simpsons está aí a rebentar! Eu já estou preparado e à espera! Dough!

terça-feira, julho 10, 2007

GY!BE 28 Days Later


Gosto da maneira como a tensão crescente desta música dos Godspeed You! Black Emperor, chamada "East Hastings", foi incorporada no filme do Danny Boyle. A maneira como aquele crescendo acompanha a viagem do personagem principal pelas ruas vazias de Londres, e a sua viagem interior até à completa realização do que ocorreu enquanto ele esteve "ausente"....parece mesmo que foi composta para o filme, quando não o foi.

Enfim, mais uns canadianos.

segunda-feira, julho 09, 2007

Na sexta-feira tivémos direito a mais um concerto daqueles.É sempre bom ver uma banda que:

1. Se diverte e tem prazer no concerto que dá;
2. Prima pela simpatia e comunicação com o público;
3. Dá um concerto para 100 pessoas da mesma maneira que daria para 1000, ou 10.000;
4. Consegue dar a volta por cima ultrapassando os (alguns) problemas técnicos que tiveram;
5. Uma banda profissional, em suma!

Os Orphaned Land fizeram tudo isso, e deixaram-me com vontade de voltar a vê-los, mas numa sala melhorzita, com melhor som pelo menos. Apesar de terem feito tudo para melhorarem o som, e terem-no conseguido, seria ainda melhor se tivessem tido mais condições. Mas seja como for deram um óptimo concerto, puxaram pelo público e de certeza que gostaram da resposta que este lhes deu. Foi um motivo de orgulho sim senhor. E ainda se deram ao trabalho de ficarem para o fim para falar com os fãs, dar autógrafos e tirar fotografias. Só lhes ficou bem e deu uma aura simples e intimista ao concerto.
Os Thee Orakle, de quem só vi as duas últimas pareceram-me suficientemente bons, embora se integrem na algo batida, mas tão portuguesa corrente, do gothic metal com o binómio de vocalistas masculino/feminino. Os Thanathoschizo, pareceram-me um tanto ou quanto perdidos, tanto em palco, como musicalmente, mas acredito que os fãs deles tenham gostado. Li que também vão abrir para os Samael. Bom para eles. Mas a verdade é que a noite era dos Orphaned Land, e mesmo que o não fosse, eles tê-la-iam "roubado" para eles, com um concerto impecável em empenho e entrega.



quarta-feira, julho 04, 2007

SBSR - ACT II

Bom, graças ao Raimas e ao Fernando, lá acabei por ir ontem à borliu, a mais uma noite SBSR. O motivo: os tão propagados "salvadores da música moderna", os Arcade Fire. Mas antes disso, ontem foi outra loiça! Jantar descansadinho em casa, esperar pelo Fernando, ir para lá por volta das 22h00, estacionar pertinho, entrar sem qualquer tipo de dificuldade, chegar aos bares sem incómodos, assistir ao concerto relativamente perto e em paz. Muito bem. Longe da confusão criada pelas 40.000 pessoas do outro dia. Mas, ainda assim estava um recinto muito compostinho para receber os canadianos (eram 10 ao todo! Deve ser uma coisa canadiana. Já os Broken Social Scene que vi no ano passado em Paredes de Coura, também do Canadá, eram uma série deles. Aliás mesmo musicalmente andam pelos mesmos lados, mas realmente tenho de admitir que os Arcade Fire me pareceram melhores).

Mas antes disso ainda: quando chegámos estavam a acabar uns hippies cabeludos quaisquer...não tenho ideia de quem eram, mas o público gostou. Acabado que estava fomos dar um giro pelo recinto, cuja maior parte nem sequer tinha visto tal era a montanha humana na 5.ª Feira. Os Bloc Party começaram enquanto estávamos num barzito e por lá ficámos. Musicalmente provocaram-me o equivalente a um encolher de ombros. Não é mau, não irrita, mas também não é nada de especial. Lá tocaram o seu hit da Optimus.

Os Arcade Fire eram/são de outra cepa. Um palco gigante cheio de intrumentos, completo com um mini órgão de igreja (sim, com os tubos e tudo), uns 5 ecrãs circulares pequenos espalhados e uma cortina vermelha atrás. Começaram a tocar com atraso de 10/15 minutos infelizmente, porque depois não compensaram no final, acabando à hora marcada.

E que dizer? Devo dizer que me conquistaram. O meu conhecimento era algo superficial e limitava-se apenas ao primeiro álbum. São uma banda muito suis generis, algo similares aos Broken Social Scene, embora o concerto que vi destes tenha sido mais aborrecido e, curiosamente tinha mais expectativas em relação a estes do que aos Arcade Fire. Mal entraram em palco tinham o público nas mãos, algo notável sendo apenas o segundo concerto cá no burgo. Mas depressa justificaram a recepção. São um pouco mais pop e 'indie' (whatever) que os The Dears (outros canadianos), mas o que estes têm de dramático, os Arcade Fire têm de épico e retumbante. É uma mistura estranha. Juro que em muitos pontos ouvi 'coisas' do Bruce Springsteen, pelo menos esse lado épico e grandioso do piano que se ouve no "Born To Run" do Boss. Não é também surpreendente que os Davids, Bowie e Byrne sejam fãs da banda, pois também deu para ver 'coisas' dos Talking Heads e do Bowie bem mesclados na música.

Dois exemplos:





Não sei os nomes, mas são bastante reconhecíveis. Às vezes é bom ir para um concerto com pouco conhecimento sem esperar nada e acabar conquistado. Como disse, se houver oportunidade e t€mpo, não me importava nada de voltar a vê-los.




terça-feira, julho 03, 2007

Für Maria


I promise you will get old
I promised you everything
To protect you wherever you go
I'll give you this diamond ring

Just promise you will remember
A promise should last forever
Right up to the dying embers
Of a fire that burns so slow

It's a different day everyday
Don't want you to walk alone
But how long we carry on
When all of these things have gone

Just promise you will remember
A promise should last forever
It's the last of the dying embers
Of a fire that burns so slowly

It's a beautiful thing to do
Sometimes you just have to walk away
Remember I do love you
Have courage in what you say

Just promise you will remember
Promises last forever
Still left of the dying embers
The fire that burns so slowly

Sometimes you just have to walk away
Sometimes you just have to walk away
Wishing today was yesterday
Yeah, sometimes you just have to walk away

segunda-feira, julho 02, 2007

SBSR Pt. 2

Lá para o fim do Satriani ainda conseguimos 'furar' mais em frente e acabámos por ficar atrás da segunda grade e à frente da tenda do som e luzes. Pareceu-nos bem. Muita miudagem, estrangeiros, e alguns 'velhotes'. Estava tão para a frente que acabei por decidir nem sair dali, pois já não conseguiria voltar. Resultado, acabámos por esperar quase uma hora: a meia-hora de preparação do palco, mais uns vinte e tal minutos de atraso. Já estava que não podia!
Bom, mas os gajos lá apareceram finalmente: o Bode, o Macaco, o Alien e o Gay.
Na altura não sabia que este era o primeiro concerto da tour e que havia bastante interesse mundial por este concerto. Também não sabia que iam 'saltar' Espanha, o que explicou tantos espanhóis lá. Tudo isto explicou o facto óbvio de terem querido jogar pelo seguro e recorreram aos 'oldies but goldies' dos anos 80. A canção mais recente já tinha uma década em cima, e foi a íunica que tocaram da fase decadente. Falo da "The Memory Remains", uma canção horrível e aborrecida. Felizmente também não houve nada de canções novas, as quais a julgar pelas amostras no YouTube, enfim....não valem nada.

Portanto lá recebemos de rajada a "Creeping Death", "For Whom The Bell Tolls", "Ride The Lightning" e o "Disposable Heroes", todas do melhor que há. A sequência seguinte, para mim foi a pior, com a "The Unforgiven" a quebrar um pouco o ritmo (primeira balada que fez espumar muitos dos presentes), a "...And Justice For All", uma boa canção, mas que me pareceu arrastar-se e a bosta fumegante que é a "The Memory Remains", com aquele coro ou sing-a-long retardado.

Felizmente "The Four Horsemen" retomou a senda correcta. Seguida pela "Orion", excelente não tivesse sido a péssima introdução no baixo pelo Trujillo. Vá lá que o Bode se lembrou de dedicar a canção ao seu 'dono', Cliff Burton. A "Fade To Black", "Master of Puppets" e "Battery" encerraram o concerto.

O primeiro encore foi o prato cheio para a maioria das pessoas presentes, que se retorceram de prazer enquanto espumavam pela boca. Pois foi...tocaram a "Nothing Else Matters", uma óptima canção que o airplay matou. Antes foi o "Sad But True", e depois o "One", completo com fogo, explosões e pirotecnia gigantesca (confesso que gostei) e o "Enter Sandman" (curiosamente acho que esta aguentou-se bem ao teste do tempo). Enfim...o puto que estava ao meu lado enquanto esperávamos estava histérico. Mas quando começou acalmou e limitou-se a estar ali, agarrado à mochila a ver. Até....sim, até começarem a tocar "Nothing Else Matters"! Aí sim, virou-se para o amigo e disse: "É agora! É agora!" e cantou a letra completa com um sentimento quase doloroso. Depois, voltou a acalmar. Os Metallica continuam a atrair muita gente assim pelos vistos.

O segundo encore desenrolou-se no meio de uma moshada generalizada, ao som da cover "Am I Evil?" e da "Seek And Destroy".

Enfim...que dizer? Gostei bastante do concerto. Para minha surpresa. Naturalmente o facto de só terem tocado canções da fase NÃO decadente ajudou e muito. Mas que dizer duma banda activa, que nos seus concertos se limita a tocar canções com 20 anos? Não é que eu me queixe, pois era para ver e ouvir essas que u lá fui. Mas a verdade é que os Metallica tornaram-se uma banda amorfa e moribunda, pelo menos em termos criativos. A inspiração parece ter abandonado aquelas paragens já há alguns anos. E eles parecem sabê-lo, pois uma banda que não toca os seus trabalhos recentes, é uma banda que sabe que eles não são bons. É pena, mas é a verdade. E as novas músicas não auguram nada de bom, pois mais parecem canções de bandas bubble gum punk do que da banda que compôs o "Master Of Puppets" e o "Ride The Lightning". Ah pois é! Falta o baixista. O Cliff Burton morreu. O Jason Newstwed fartou-se de palhaçadas. O Trujillo mais parece ser um mero contratado. Talvez algo esteja em falta mesmo. Não me parece que voltem a encontar esse algo.

Anyway, para o que eu queria, cumpriram. Não os via há mais de 10 anos (e aí o concerto foi horrível), e não planeio voltar a vê-los tão cedo, se calhar. Portanto valeu a pena, foi um bom concerto. Ao vivo não tenho nenhuma queixa. Foi um concerto enérgico e tiveram uma boa postura em palco. É o que se quer! Quando vi o concerto no RiR pela TV fiquei com a opinião que, mesmo com clássicos, a atitude era demasiado "plastificada", ou "artificial". Sinceramente perdi essa ideia, ou então foram eles que melhoraram, pois na verdade entregaram-se a 100% ao concerto!

"Disposable Heroes":



"One":




Só para finalizar, duas palavra de "apreço": uma para a forma deplorável como se procedeu a saída do recinto, após os Metallica. 50.000 pessoas é muita gente. Obrigarem tantas pessoas a sair pela única saída disponível foi uma péssima ideia. Foi um verdaderio "engarrafamento pedestre"! Mau, muito mau. Foi mais de 30 minutos para sair.
A outra, para a Antena 3, rádio oficial do evento, que na hora marcada do concerto dos Metallica achou por bem passar o concerto que eles deram no Rock In Rio 2004, lançando assim a confusão em muitos dos estrangeiros que se ligaram ao site da rádio para ouvirem o primeiro concerto desta tour.


domingo, julho 01, 2007

E não é que valeu a pena?

Lá fui portanto. E até acabou por valer duplamente a pena, não só porque os concertos foram bons, como também pelo factor de bilhete mais barato! Hoorah! lol
Cheguei por volta das 18h15 a Sacavém (sim, Super Rock Super Bock, mas no fundo aquilo também foi Metallica Live at Sacavém! lol), e 5 minutos depois logo chega o Rick no comboio.
Muita gente para entrar, mas acabámos por não demorar mais de 5 minutos. Dentro do recinto começavam os Mastodon. O som estava tão, mas tão alto, que não era preciso ir ver...ouvia-se por todo o lado. Gosto dos Mastodon...principalmente dos dois primeiros álbuns....mas em casa! Ao vivo, conforme já tinha visto na Holanda na semana passada, os pormenores interessantes da sua música desvanecem-se numa muralha sonora demasiado agressiva para o meu gosto.
Fomos encontrar-nos com o Marcelo, companheiro da jornada holandesa, que também por lá andava. Meeting efectuado, WC's utilizados, toca de ir beber e esperar pelos Stone Sour, a outra banda do vocalista dos Slipknot.
Eram terríveis...nem me apetece fazer mais comentários. E é isto que faz sucesso hoje em dia?
Hora excelente para comer e beber portanto. Nova visita aos WC's e por incrível que pareça no meio daquela multidão de ontem, encontrámos o Raimas e o Ricardo que já estavam numa mesa. Tratámos de arranjar os "morfes" (KFC! Damn it! Mas era o mais próximo) e fomos ter com o restante pessoal.
Numa ida à fonte cervejística, mais uma vez por coincidência, encontrei o Daniel e o João. Todos juntos, mal tivémos tempo para acabar de comer e ir ver o Joe Satriani que já estava a principiar.
Montanhas de gente para ver o homem, nunca pensei. Claro que muitos já deviam estar a guardar lugar para Metallica, mas mesmo assim...perdi-me de toda a gente menos do Marcelo e do amigo e lá fomos indo para a frente.
Grande concertaço! Durante uma hora e 10 minutos foi uma grande espectáculo de rock instrumental. Já me tinha esquecido da razão porque sempre gostei dele. Muito simpático e humilde, tocou clássico atrás de clássico. Claro que para quem não é muito fã, um concerto deste género pode tornar-se aborrecido. Falta o 'suporte vocal'... mas a mim foi fácil apreciar o concerto. Só por este já valeu a pena."Surfing With The Alien", "Flying In A Blue Dream", "Always With Me, Always With You", "Circles", "Crowd Chant" etc etc. Como esperava gostei do concerto, mas reaçmente já me tinha esquecido com o este gajo é bom guitarrista e, principalmente, bom músico e compositor. Falando pouco consegue transmitir toda a energia da sua música ao público, e devo dizer que, para minha surpresa, este, estando ou nãoi à espera de Metallica, correspondeu bem. Não ficámos nada mal vistos penso eu. Agora é voltar, e de preferência para um Coliseu!

"Summer Song":



"Surfing With The Alien":

sexta-feira, junho 29, 2007

quarta-feira, junho 27, 2007

Time Machine

Há muitos muitos anos atrás, numa galáxia muito distante.....ops....deixa cá reescrever isto antes que pareça um nerd....há muitos anos atrás dizia, 15 anos talvez, quando começei a interessar-me a sério por esta coisa viciante chamada música (como mero consumidor claro, pq de criador não tenho nada infelizmente), houve dois nomes dos quais me tornei fã. Quer dizer, houve mais, mas destaco estes dois pelo que na altura disse: "se estes gajos ou este gajo cá vierem eu vou ver". Eram eles os Midnight Oil e o Joe Satriani.



Sim, antes que perguntem, há um careca em cada foto, mas são diferentes. Um é australiano e o outro americano. Dos Midnight Oil já por aqui falei em barda, não vale a pena estar a repetir o testamento que escrevi sobre estes australianos. Infelizmente estes já não devo ver porque já acabaram. E mesmo que o não tivessem seria difícil deslocarem-se a Portugal para dar um concerto para meia dúzia de pessoas. Já o Satriani é diferente...

Enfim, não me lembro o que chamou a atenção para a música dele, mas a verdade é que foi em 1993 que recebi a colectânea de raridades e disco ao vivo "Time Machine" e gostei. Era algo novo: música instrumental, rock instrumental. Comprei a trilogia obrigatória "Surfing With The Alien", "Flying In A Blue Dream" e "Extremist", mais os restantes. e vi-o ao vivo em 1995 na primeira parte dos AC/DC no Restelo. Deu um bom concerto, surpreendendo-me até a mim, que não espereva tanta energia num simples concerto instrumental. Foi aí que descobri a razão fundamental que distingue o Satriani dos outros guitarristas solo e virtuosos: o homem escreve canções. Está bem que não têm voz, mas a verdade é que a composição compensa (atenção ao esforço extremo de evitar o cliché de dizer "ele faz a guitarra falar"!). Em vez de compor solos gigantescos e megalómanos sob formato de canção, o homem compõe canções onde coloca os devidos solos. Virtuoso sim, mas com pouco show off. A certa altura perdi o interesse, mas fui vendo "de longe".

Professor de guitarra do Kirk Hammett, Alex Skolnick e do Steve Vai, chegou a tocar nos Deep Purple, e com o Mick Jagger a solo, mentor das digressões G3, é ele que vou poder ver mais uma vez, a segunda. A última vez que ele cá esteve foi apenas para alguns privilegiados da Antena3, portanto não conta. Portanto, à luz do que disse há anos, eu vou.

terça-feira, junho 26, 2007

Original????!

Mas original em QUÊ, concretamente? Ousada frase publicitária tendo em conta os centos de fãs (notem o esforço de ser politicamente correcto ao não escolher outro...adjectivo) que já cá há desta recente forma de circo (mais PC).