segunda-feira, setembro 11, 2006
...
domingo, setembro 10, 2006
:D
Grandes
sexta-feira, setembro 08, 2006
quinta-feira, setembro 07, 2006
Pleasantly Surprised
Ora aqui está mais um carismático vocalista de uma banda de sucesso que se lança numa carreira a solo. Tivémos o Thom Yorke dos Radiohead com o seu "The Eraser" e noutro campo o Edu Falaschi dos Angra com o "Almah". É interessante ver o que leva um músico assim estabelecido procurar outras paragens. Se no caso de Yorke a razão do pop electrónico presente em "The Eraser" parece assinalar uma vontade de continuar uma obra que, ao que consta os Radiohead vão deixar (felizmente ouve-se que o próximo álbum vai ser mais rock....a ver vamos), no caso do Edu Falaschi e do James Dean Bradfield parece ser algo diferente. Em ambos os casos.
Este "The Great Western" parece não diferir muito do que aquilo que os Manics nos têm vindo a habituar. Mas a verdade é que, ouvindo com atenção, a diferença e a razão estão lá. Como confesso e absoluto fã dos Manic Street Preachers acho-me autorizado para dizer que a sua 'boa estrelinha' está a desvanecer um pouco. O último álbum é bom, mas não é excelente; é talvez um álbum para fãs acérrimos. É talvez um álbum para quem no fundo, é fã da voz do James. E assim sendo, este "The Great Western" surge como uma dádiva dos céus.
Seja como for, a diferença entre ambos está, logo para começar, num James Dean Bradfield mais solto, menos 'acorrentado' à tradição ao costume dos Manic Street Preachers. Enquanto estes sempre se caracterizaram por aquela veia épica e quasi pomposa das suas canções, com refrões grandes e cheios, o que o JDB nos traz agora, provavelmente menos preocupado em fazer o 'som' dos MSP, é algo muito mais intimista (calma, não estou a falar em 'acústico'!), mais reservado, mais virado para si. Algo mais descontraído e que precisava de 'sair'.
quarta-feira, setembro 06, 2006
terça-feira, setembro 05, 2006
Freddie
Ao que parece um dos eventos que fará parte dessa comemoração será (para além da previsível edição de um Greatest Hits da sua carreira a solo) a publicação de uma autobiografia onde podemos ter pela primeira vez acesso à perspectiva do próprio sobre a sua vida, a fama e estrelato e, principalmente sobre a algo conturbada vida amorosa.
Numa operação internacional que envolve apenas um órgão de Comunicação Social por país, a Domingo mostra em primeira mão o capítulo mais polémico dos 20 de ‘Uma Vida Nas Suas Próprias Palavras’, a autobiografia de Freddie Mercury. ‘
Do que li (o tal capítulo) confesso que me deixou bastante perplexo. Mais do que uma auto biografia (pelo menos no que diz respeito a esse capítulo em particular), parece antes que se trata de um diário pessoal e íntimo do cantor, onde se vê o quão atormentado, receoso e preocupado ele era por vezes. Pergunto-me se ele gostaria que isso viesse à luz do dia.
segunda-feira, setembro 04, 2006
domingo, setembro 03, 2006
For Samera!
Sinto-me tão baralhado
Que fico neste triste estado
Eu já não sei o que está certo
Já nem sei se é longe ou perto
Já não sei se ando torto
Se estou vivo ou se estou morto
Aquilo que eu preciso mesmo és tu
Aquilo que eu preciso és mesmo tu
Casas, carros, mordomias
Barcos, bolsa e mais valias
Nada disso me faz falta
Eu quero é a tua maré alta
Aquilo que eu preciso mesmo és tu
Aquilo que eu preciso és mesmo tu
Eu já sei
Sim já sei bem o que eu quero
Sim eu sei bem por quem espero
Sim eu sei bem o que eu quero
Sim eu sei bem por quem espero
Sei que és tu
Sei que és mesmo tu
Sei que és mesmo tu
Sei que és mesmo tu
Aquilo que eu quero mesmo és tu
Xutos
sábado, setembro 02, 2006
AMOLAD - Uma review
Ainda não consegui apanhar o queixo do chão desde que começei a ouvir este álbum. Como tal ainda não foi possível organizar um qualquer esboço de review. Porém, esse trabalho foi-me retirado dos ombros pelo Pedro que o fez de maneira brilhante. Não consigo fazer melhor. Pelo que aqui fica o texto, com os créditos devidos ao seu escriba.AQUI podemos encontrar a fonte do texto.
Ouvir um álbum novo de Iron Maiden pela primeira vez causa sempre algum receio nestes ouvidos e coração de fã acérrimo da banda há mais de 20 anos, 22 para ser mais preciso. Será que é desta que me vão defraudar? Será que as minhas expectativas foram elevadas com tudo o que li sobre o álbum antecipadamente e que afinal não soa nada aquilo que os outros profetizavam? 72 minutos com músicas muito longas, será que não é demais? Tornar-se-ia num álbum chato e vazio de conteúdo? Será que todos aqueles que querem fazer o enterro a esta banda mítica terão finalmente razão para o fazer?
Com todas estas dúvidas na minha mente e, depois de já ter ouvido algumas músicas nessa coisa fantástica chamada Internet, lá coloquei o CD na aparelhagem e carreguei no PLAY. Mal eu sabia o que me esperava...
Desde o grito do Nicko, antes do início da Different World, até aos últimos acordes da The Legacy, canção que encerra o álbum, escutei com o máximo de atenção possivel, ás vezes nem ousando respirar tal era a concentração e...o espanto. Não pode ser, já passaram 72 minutos? Não acredito!!!! Durante esses 72 minutos atravessei um sem número de emoções que me deixaram perplexo.
Sinceramente não estava à espera de ser surpreendido, quanto mais completamente abismado, com uma revelação de mestria, de musicalidade, de raiva, de poder, enfim, de puro génio que é o que nos revela este A Matter of Life and Death.
Não é um album de fácil digestão, pode-se gostar logo à primeira, mas não se sente logo à primeira, tem tantas nuances, tantos ambientes, tantas coisas escondidas de uma primeira audição que tenho a certeza que daqui a muitos anos ainda se irão estar a descobrir coisas novas sobre este disco.
Após mais algumas rodagens posso agora fazer uma apreciação mais conclusiva...espero eu.
DIFFERENT WORLD
é realmente a musica mais diferente do album, numa onda mais hard rock e com alguma parecença com Thin Lizzy nas linhas vocais do refrão e no solo dobrado das guitarras. Embora esta seja uma imagem de marca de Maiden, nesta canção em particular soa a uma mistura entre Lizzy e Wishbone Ash, muito interessante mas completamente diferente do resto do album
THESE COLOURS DON'T RUN
Começa mais calma, como aliás grande parte do album, mas depressa cresce para um refrão imenso onde o Bruce canta com uma raiva espantosa a excelente letra.
BRIGHTER THAN A THOUSAND SUNS
Será que Maiden alguma vez soaram tão pesados como nesta música? Na minha opinião nem mesmo na ultra-pesada Where Eagles Dare a banda teve esta intensidade. Peça musical espantosa, com um ambiente fantástico e muito audaciosa. O baixo bem saliente, como aliás no resto do disco, marca a canção com um excelente trabalho de bateria. O riff por trás do solo é simplesmente genial.
THE PILGRIM
Grande início, fez-me logo pensar num concerto ao vivo com toda a gente a gritar os ohohos. Grande canção com um refrão bem orelhudo, muito melódico mas sem nunca passar a linha do cheesy.
THE LONGEST DAY
Mais uma peça musical interessantíssima, extremamente ambiental e muito emotiva, ou não estariam a falar do desembarque na Normandia, o Dia D.
Ao vivo vai ser um estrondo com este refrão.
OUT OF THE SHADOWS
A mais calma e com um ambiente mais característico dos albuns a solo do Bruce.
Nesta altura já estou completamente de queixo no chão com a performance dos 6 magníficos, mas a do Bruce e do Nicko sobressaem aos ouvidos de todos.
THE REINCARNATION OF BENJAMIN BREEG
O começo é tipicamente Maiden e ainda bem que é o unico tema no disco que soa como tal. Excelente música, muito groovy e com um riff magnífico o que a torna tão diferente do resto das musicas de Maiden, que normalmente são mais baseadas em sucessão de acordes do que propriamente em riffs.
FOR THE GREATER GOOD OF GOD
Introdução de baixo mas a não soar nada como todas as introduções de baixo de àlbuns anteriores. Grande melodia de voz numa musica fantástica. A bridge é ENORME e ao vivo vai deitar a casa abaixo.
LORD OF LIGHT
Não foi fácil de perceber esta musica, entrou-me à primeira mas como uma musica normal, mas depois de a ouvir várias vezes com atenção redobrada fiquei fã incondicional. O inicio é fantasmagórico, tão diferente para a banda, a letra é muito boa, como todas aliás.
THE LEGACY
No ultimo album tinha sido Journeyman a espantar o mundo, esse sentimento recai sobre The Legacy desta vez. Mas que coisa magnífica, que voz, que composição, que som, tantas emoções numa musica só.
Excelente maneira de encerrar o album.
Em conclusão, podemos afirmar que é claramente Maiden, estão lá todas as coisas que nos fazem amar esta banda há muitos anos, mas estão habilmente disfarçadas que quase nem percebemos que lá estão.
Não sei se me faço explicar, ouvimos o álbum e dizemos, isto é Maiden, mas porquê, se as guitarras dobradas em melodias não estão tão salientes, porquê se não existem praticamente ritmos galopados, porquê se não existem refrões mais comerciais, porquê se não existem canções rapidas??
Porque sim, porque é Maiden, mas soa a fresco, não soa a uma banda com 30 anos de carreira, soa a uma data de rapazes novos a quererem quebrar barreiras de preconceito contra o Heavy Metal.
Embora com muito mais maturidade do que nos anos 80 este álbum soa a uma banda que soube sempre se reeinventar e mais do que nunca conseguiu-o com um album fantástico que se tivesse saído em 1982 em vez do Number of the Beast, hoje as pessoas que não souberam evoluir com a banda estariam a dizer "nunca hão-de fazer nada como o A Matter of Life and Death, esse sim, grande àlbum". Se o album a editar em 2006 se chamasse The Number of the Beast com o mesmo alinhamento esses fãs iriam criticá-lo à mesma, porque vivem no passado e esperam em todos os albuns que venha uma musica chamada Run to the Hills - Revisited, ou The Trooper - Viewed by the russian soldiers, ou mesmo que fizessem um Seventh Grandchild of a Seventh Grandchild - The Return.
Percebo aqueles que continuam a preferir os àlbuns do passado mas que saibam apreciar e criticar construtivamente os àlbuns do novo milénio pois eles são bons, e nunca o foram tão geniais com este A Matter of Live and Death.
Iron Pedro
sexta-feira, setembro 01, 2006
BDB - BITUK
"Born In The UK"
BORN IN THE UK
Then you see it happened again, the world turned over
Wouldn’t it be something to live your Life On Mars?
Or at least demanding some kind of masquerade?
I never never ever believed in things uncertain
Hanging round the corner just when, just start doing time
in the case of I my me and mine October 1969
Where were you in 76, the long hot summer?
You wanna be a rebel and turn your hosepipes on
With two years to wait for the sound of Jilted John
Virginia Wade was winning our hearts, she made us want to live
Vicious and his brothers were trying to set us free
But much more than this to you and me
This was the Silver Jubilee
We made something out of nothing
Sense of loathing and belonging
Some of us were gonna be rich with the Iron Lady
Lennon’s gone already, let’s post the boys to war
Oh mother what you worrying for? He’s somewhere he’s not been before
Then you see the Union Jack and it means nothing
But somehow you know that you will find your own way
It’s a small reminder everyday that I was born in the UK
;)
quinta-feira, agosto 31, 2006
O problema,
Será assim tão difícil de compreender?
.
segunda-feira, agosto 28, 2006
domingo, agosto 27, 2006
É já amanhã!!
O que não significa que não o tenha ouvido já. Era impossível resistir com o que já se dizia por todo o lado. Era necessário confirmar. E confirmado está. Mais de 30 anos depois conseguiram voltar a erigir mais um monumento à música. E este destaca-se notoriamente, alto, imponente e orgulhoso. Tem sido só babar!!!!! \m/
sábado, agosto 26, 2006
Back in my...
This is our small electric space
A place of love a place of hate
Friends that hold you true
Who scares you more than you
Sometimes it's just like your world
Lost track of time lost the whole of you
Lost every thing worth fighting for
If ever time could heal your wounds
So you hide in our world
In our small Electric Space
This is our small electric space
A place for joy a place for your soul
If ever time means much to you
Find this place
Tears of gold tumbling down
Feelings that're cold take you far
Forever keeping life so true
Now you're damned
So you hide in your world
If ever time could heal your wounds
So you hide in our world
In our small Electric Space
Bem vindos pois a este pequeno lugar, retemperados e prontos (espero!) para o que é a segunda parte, o segundo acto desta ópera trágico-cómica que é 2006. :D Bem regressados sejam a este lugar, um lugar de alegria, um lugar de descanso e refúgio.
quinta-feira, agosto 10, 2006
FÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!
Mas é que não pára mesmo!
Boas Fééééérias!!!!!
quarta-feira, agosto 09, 2006
Something Wicked This Way Comes
Amados por muitos, odiados por muitos também, os Iced Earth já devem estar habituados a tantas emoções e convulsões, quanto mais que não seja pelas constantes alterações de membros que fazem com que Jon Schaeffer, guitarrista e principal compositor, seja o elemento sempre resistente. Bom, o line-up que gravou este disco foi, na mina modesta opinião, o melhor. Também foi o mais duradouro: ainda gravaram mais um disco juntos. Infelizmente a tragédia do World Trade Center teve as influências mais estranhas e espalhadas e o vocalista Matt Barlow achou que cantar não era fazer o suficiente e saiu para ocupar um lugar nas forças da ordem. mas isso é outra história.
Aqui encontramos a banda em 'estado de graça'. Um álbum de power metal americano, muito técnico e agressivo, mas simultaneamente melódico, com arranjos bastante complexos, passagens quasi-orquestrais, interlúdios emocionais, refrões memoráveis e históricos e o bom e velho Heavy Metal 'prá carola'! E, principalmente...a VOZ. De facto a voz de Matt Barlow reflecte uma emoção e entrega rara de se ver e ouvir. Uma voz quase 'soul' no meio de todo o Metal.
"Watching Over Me", "Burning Times", "Melancholy (Holy Martyr)", a trilogia "Something Wicked This Way Comes", e tudo o resto fazem um álbum bem clássico de heavy metal, e moderno ao mesmo tempo na sua mistura eficaz do melhor dos Metallica com o melhor dos Iron Maiden. Característica esta aliás, que lhes granjeou os comentários mais depreciativos dos seus detractores....que não passavam de uma banda que reciclava sons antigos, que copiavam, que tentavam imitar...............enfim....gostos são gostos, e o MEU é que este é um dos grandes álbuns de heavy metal dos anos 90.
terça-feira, agosto 08, 2006
Programa cultural "away is the way"!!
Mostly Autumn em Vizela:
Gerês:
E etc, etc.... mas principalmente:
Paz e descanso!
segunda-feira, agosto 07, 2006
sexta-feira, agosto 04, 2006
Preaching From A Chair
"Preaching From a Chair", dos britânicos Thunder. Uma grande banda de rock, com letras excepcionais. Esta é dedicada a uma situação especial no mundo da música, principalmente à época em que foi escrita, nos anos 90..........mas, como sempre, e ainda bem, cada um lê como quer e extrai as lições e os conhecimentos que lhe aprouver. Honestidade, ser verdadeiro consigo próprio, viver descansado, sem 'prisões' idiotas, sem ceder a quem se limita a pregar e a dizer como se deve viver.....pregar duma cadeira é sempre fácil.....I'm sorry I don't hate the world
I'm afraid that I'm not disturbed
I'm sorry that I don't do drugs, I hope you understand
I can't talk about my life in hell
Or a suicide attempt that didn't go well
No life of crime, no misery, what you see is what you get
And I don't believe in dwelling on the darker side
There's enough bad news on the television every night
So I don't need some little punk who's the latest star
Telling me over and over again
Life's such a drag when you're in a band
What is it coming to when everyone's talking through their hat
And we've heard it all before
What happened to honesty? The way that it looks at me
Is everybody's in it trying to get somewhere
And trying to justify it, preaching from a chair
Please forgive me if the clothes ain't right
I wouldn't want you hanging with an uncool guy
No flannel shirt and no tattoos, maybe I should grow a beard ?
Don't you tell me what I oughta think
Which cigarettes to smoke, and what I oughta drink
Don't judge me by the way I look cos the clothes don't make the man
I'm not about to be a slave to a book of rules
Don't wanna spend my life trying to be somebody else
I'd be wrong to believe in every word that I ever read
You can't fool all the people all of the time
And one man's opinion's another man's lie
The makers of taste will be patronising you and me forever
And it's always been the same
You'll enter the twilight zone if you don't keep your mind your own
I shouldn't let it get to me but I don't care
I can't stomach bullshit, when it's preaching from a chair
I'm sorry that I like the sun
I'm sorry to say I don't wanna own a gun
Cos if my number's up that's alright, sometime we all got to go
So many versions of the world outside
Reality is getting hard to find
So many people with an axe to grind
It's hard to know who to believe
Don't lecture me, until you know what the truth is
Take a good look inside you criticise everyone else
Your jealousy ain't enough of a reason
To justify telling me where I went wrong
So don't try to do it
Cos all you ever do is sing the same old song
And no one wants to hear
Preaching from a chair
Morley
quinta-feira, agosto 03, 2006
Grrrrrrr
5 days and counting...........grrrrrrrrrrrrr
lol
quarta-feira, agosto 02, 2006
terça-feira, agosto 01, 2006
O "Conde"
O que interessa é que este outro livro me encontrou ‘disponível’ e surpreendeu-me muito.
Eça relata-nos a vida de um político fictício do séc. XIX, figura paradigmática do Constitucionalismo (o tal Conde, Alípio Abranhos) através das palavras do seu Secretário, um tal Sr. Z. Zagalo, que, à laia de homenagem póstuma decide escrever uma biografia depois da morte do seu ex-patrão. Não uma biografia que segue os eventos cronologicamente, mas sim um suceder de episódios relevantes no tempo que nos permitem brilhantemente vizualizar este Conde d’Abranhos.
Deste modo estão reunidos os meios para que Eça faça, porventura, uma das mais impiedosas caricaturas literárias dos costumes políticos portugueses da época.
Estes episódios são-nos apresentados num tom de profunda admiração pelas ideias, projectos e atitudes do Sr. Conde, que é visto pelo seu ex-secretário como a mais brilhante mente do seu tempo
No entanto a sua própria imbecilidade transforma o desejado elogio do estadista numa gargalhada. Fica exposto um político oco e ávido, trapaceiro, capaz de tudo para atingir os seus objectivos. Um político que coloca os seus interesses à frente dos da Nação e que considera que há que afastar os pobres, manter o Povo na ignorância e suprimir qualquer atitude construtiva por parte dos estudantes.
O sarcasmo cáustico, a ironia afiada reside precisamente no facto de enquanto lemos as palavras de admiração e elogio do Sr. Zagalo, vemos perfeitamente o tipo de pessoa que o Sr. Conde é: uma pessoa sem princípios, com uma falsa moral, hipócrita e calculista, preocupado mais com as aparências do que com a realidade. O tom exageradamente rasgado dos elogios e homenagens em contraste com o que o elogiado é na realidade só pode provocar-nos gargalhadas.
Alípio Severo Abranhos é conde e motivo de uma biografia caricata e caricatural.
Em si mesmo, Abranhos satiriza o político do constitucionalismo, a sua mediocridade e o postiço que o atormenta; doutro ponto de vista, ele é sobretudo a falsificação do talento e da habilidade política. Em síntese, a ironia de Eça no seu máximo fulgor.
Imagem e excerto retirados de: Personagens Ilustres
O mais triste é pensar que ainda hoje, provavelmente, se podem encontrar bastantes ‘Condes d’Abranhos’ por aí.....
segunda-feira, julho 31, 2006
%
Algo que vai e vem
Que altera o meu comportamento
Quem poderá explicar? Ninguém!
É um grito na alma
Que luta pela liberdade
Mas será que isto me salva?
Não sei se será verdade...
É algo indefinido
Que se sente cá dentro
E que, por vezes, me deixa ferido
Talvez descontentamento
Quem o poderá dizer?
Quando nem eu próprio o sei explicar.
Estranha forma de viver.
Gunther Dünn
sexta-feira, julho 28, 2006
#
quinta-feira, julho 27, 2006
Born in the UK
Live at the Cactus & Music
2004
À falta de material novo valham-nos as bootlegs e afins. Seja como for, e de acordo com o que circula por aí finalmente acabou o suposto writers block do amigo Damon. Provavelmente graças à invocação do muso Springsteen e à homenagem declarada no título do novo álbum. Cá estaremos à espera.
quarta-feira, julho 26, 2006
*
terça-feira, julho 25, 2006
The Art of Rebellion
Suicidal Tendencies
"The Art of Rebellion"
1992
Voltei recentemente a descobrir este álbum, de 1992, dos Suicidal. E felizmente voltei-me a surpreender. Não, obviamente, como aquando da primeira audição, mas ainda assim lembrei-me porque é que o tinha comprado há tanto tempo atrás. Hmmm...uma banda punk/hardcore/skater nas minhas preferências? Pois....mas a verdade é que este álbum é algo diferente. A ligeira mudança já se notava no álbum anterior, "Lights...Camera...Revolution!", mas é com o "The Art of Rebellion" que os ST fazem o seu álbum de metal como deve ser.
A banda adopta aqui uma atitude mais "calma", um tom mais baixo, mas não menos zangado e sarcástico, privilegiando a melodia e a música em detrimento das descragas de raiva musical do passado. Foi uma fase passageira se bem me lembro, pois voltaram às suas raízes mais punky no álbum que se seguiu.
Mas isso foi depois. Aqui temos um Mike Muir preocupado realmente com 'cantar' e muito menos com o desbobinar rápido e raivoso do passado, embora essa faceta também apareça naturalmente. A própria maneira de tocar é diferente, muito mais contida e melódica em vez das descargas habituais de electricidade hardcore. Chegam mesmo a esboçar uma baladita chamada "I'll Hate You Better".
Um álbum que merece ser ouvido, em que às habituais letras corrosivas, sarcásticas e cheias de humor, juntou-se aqui música do melhor que há. "Monopoly of Sorrows", "Gotta Kill Captain Stupid", e principalmente a "Nobody Hears"(o riff!!).
Talvez não seja o álbum mais representativo da carreira dos ST, mas é, definitivamente a meu ver, o álbum a ouvir para quem prefira uma sonoridade mais "metal".
I talk through my eyes, the words pouring down
Nobody hears
You ask me what's wrong, but what can I say
Nobody hears
I try to tell you, I try to show you
How else can I tell you, how else can I show you?
I'm screaming inside, why can't you hear?
Nobody hears
You're looking right through me like I'm not here
Nobody hears
quinta-feira, julho 20, 2006
T+C2 = [F2(P+T)] = 072006
= Falta de Paciência+Falta de Tempo
=072006
Em tempos de exames de Matemáticas e afins, eis a minha equação actual.
segunda-feira, julho 17, 2006
And now for something really new!
Iron Maiden
"The Reincarnation of Benjamin Breeg"
(Murray/Harris)
\m/
sexta-feira, julho 14, 2006
And now.....
It's Friday!!!
quinta-feira, julho 13, 2006
...
Não há nada para ver aqui!!
quarta-feira, julho 12, 2006
Encomenda #1
Pensei em deixar de lado estas ‘críticas’ cinematográficas por uns tempos. Receio cair em excessos pretensiosistas. No entanto, por um lado a Ana ‘encomendou-me’ a crítica para mais tarde a ler (apesar de me ter perguntado o que é que eu tinha achado do ‘Klimt’. Grrrrrrrrr) e por outro, este intrigante filme merece o esforço de ‘arrumar’ ideias.Estava agora a ler várias opiniões sobre este filme, e uma delas dizia que “ou se amava ou se odiava”. Achei piada a isto porque o meu sentimento generalizado ontem não foi esse. Antes pelo contrário! A dado passo não podia dizer que estava a ‘amar’ o filme, ou a ‘odiá-lo’. Estava algo intrigado e perplexo pelo filme realizado e protagonizado por Miranda July (como o mês em inglês), sem saber bem o que pensar. O que me deixou algo obcecadito com o filme, principalmente depois de confrontar as minhas ideias com as da Maria, bem mais definidas e arrumadas.
O filme é de uma simplicidade 'assustadora' e talvez seja isso que me intrigou de início. Parece que estamos sempre à espera de mais qualquer coisa, quando, no fundo, estamos a ver apenas aquilo que é. O problema é que me parece que estamos formatados para um determinado tipo de narrativa e quando se nos depara um filme assim estranhamos. Às vezes o melhor mesmo é esvaziar a cabeça.
Mesmo tendo uma narrativa condutora, várias até, parece-me mesmo que o filme deve ser encarado como uma sucessão encadeada de vários ‘sketches’ ou imagens, ou ideias, as quais, cada uma delas, quase poderiam ser curtas-metragens. Mas optou-se por encadeá-las e entrecruzá-las, o que não me parece mau.
Estamos assim perante uma visão original e desconcertante de um quotidiano perfeitamente banal. Um quotidiano em que prevalece a solidão, a solidão de cada um dos personagens. Porém, não se trata de uma solidão deprimente ou negativa, como seria de esperar, pois todas as personagens, à sua maneira parecem lutar contra essa solidão. O filme está repleto de indícios de tragédia, mas que nunca acabam por se concretizar, tal como na vida felizmente. Aí está a pedra de toque do filme: um optimismo e romantismo simples, quase angelical e puro que, esse sim, nos deixa mesmo desconcertados.
Não posso dizer que seja um grande filme; não vou prometer que daqui a um ano me lembre dele, mas acho que vale a pena ver, principalmente pelas várias e boas ideias que percorrem o filme.
Is this good enough? :D
terça-feira, julho 11, 2006
No One Knows
They live on pretending
But there's no change
In the way they are living
People are afraid
They don't know their boundaries
But they choose to lay still
In order to stay safe
People are unaware
They keep losing so much
But there's no way of telling them
In a self convincing way
The dumbness and dullness
Of our times
Makes me think
I just wasn't made for these days
All our cares and woes
Must be taken on
But that.....no one knows
Gunther Dünn

