terça-feira, julho 25, 2006

The Art of Rebellion

Suicidal Tendencies

"The Art of Rebellion"

1992

Suicidal Tendencies - The Art of Rebellion

Voltei recentemente a descobrir este álbum, de 1992, dos Suicidal. E felizmente voltei-me a surpreender. Não, obviamente, como aquando da primeira audição, mas ainda assim lembrei-me porque é que o tinha comprado há tanto tempo atrás. Hmmm...uma banda punk/hardcore/skater nas minhas preferências? Pois....mas a verdade é que este álbum é algo diferente. A ligeira mudança já se notava no álbum anterior, "Lights...Camera...Revolution!", mas é com o "The Art of Rebellion" que os ST fazem o seu álbum de metal como deve ser.

A banda adopta aqui uma atitude mais "calma", um tom mais baixo, mas não menos zangado e sarcástico, privilegiando a melodia e a música em detrimento das descragas de raiva musical do passado. Foi uma fase passageira se bem me lembro, pois voltaram às suas raízes mais punky no álbum que se seguiu.

Mas isso foi depois. Aqui temos um Mike Muir preocupado realmente com 'cantar' e muito menos com o desbobinar rápido e raivoso do passado, embora essa faceta também apareça naturalmente. A própria maneira de tocar é diferente, muito mais contida e melódica em vez das descargas habituais de electricidade hardcore. Chegam mesmo a esboçar uma baladita chamada "I'll Hate You Better".

Um álbum que merece ser ouvido, em que às habituais letras corrosivas, sarcásticas e cheias de humor, juntou-se aqui música do melhor que há. "Monopoly of Sorrows", "Gotta Kill Captain Stupid", e principalmente a "Nobody Hears"(o riff!!).

Talvez não seja o álbum mais representativo da carreira dos ST, mas é, definitivamente a meu ver, o álbum a ouvir para quem prefira uma sonoridade mais "metal".



I talk through my eyes, the words pouring down
Nobody hears
You ask me what's wrong, but what can I say
Nobody hears

I try to tell you, I try to show you
How else can I tell you, how else can I show you?

I'm screaming inside, why can't you hear?
Nobody hears
You're looking right through me like I'm not here
Nobody hears

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