Num raro intervalo do presente, eis um momento diferente. Oportunidade surgida, eis que escolhemos um filme que, apesar de tudo, deverá ter uma vida curta nas salas. O "apesar de tudo" diz respeito ao facto inegável do filme ser realmente bom! Uma ou outra aresta a limar, um ou outro "vício" expectável, mas em geral, um filme bem feito e bem divertido. Um grande (demasiado grande para alguns) exercício de ironia, na sua pura acepção. Tão divertido como o filme é ver e ler as opiniões de quem acha que o filme faz a apologia do Estado Novo, do Salazar, da ditadura. Quando na verdade o filme não faz a apologia de nada, nem da ditadura, nem da democracia, simplesmente leva tudo à frente de uma forma bastante deliciosa.
Momentos brilhantes como o "comuninja", o disciplinar do filho Jaime, o "como reconhecer um comunista a olho nu" e, acima de tudo, a brilhante sequência do interrogatório com recurso a pastelaria variada.


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