Visto pela primeira vez há dias numa qualquer legendagem na televisão. Tardou mas ei-lo que chegou (ou deveria dizer "eizi-o"?). O infame "deve de". Ainda não o tinha visto escrito, só ouvido e, naturalmente lido a dor é ainda mais excruciante. Não tardará que este erro palerma se instale de vez e que se torne, afinal, a forma correcta de falar. Não tardarão a ser meia dúzia os que teimosamente resistirão ao "deve de" e que, então, serão vistos como os que não sabem, os equivocados, os "grunhos". Ai "hádem", "hádem"!
Mas, em boa verdade se diga: um país cujo Chefe de Estado se dirige aos respectivos "cidadões", conjugando o o futuro do singular do verbo "Fazer" com o inenarrável neologismo "façarei", já começa a parecer um caso verdadeiramente perdido. Escrever e falar mau português já começa, assim, a ser algo de normal.
Ai ai..."voltas-te" a falar mal de Sua Excelência. Ainda levo com a bela da coima.

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