A escolha dos títulos "First" e "Second" para os dois primeiros EP’s dos Baroness e "Third" para o split com The Unpersons é algo de tão Led Zeppelin que não dá para deixar de simpatizar. E se os títulos dos álbuns vierem a ser todos nomes de cores, ganhará contornos Monty Python independentemente do profundo significado que possam ter para os seus autores. Vermelho é a cor do primeiro álbum dos Baroness, a banda que, não oficial mas oficiosamente, ocupa o lugar dos Mastodon na Relapse. Embora as comparações nos EP’s fossem inevitáveis, os Baroness seguem agora uma linha mais melódica e graciosa, já algo evidente no referido split, em detrimento da agressividade dos primeiros.
"The Red Album" é um álbum tão preciso quanto exploratório, cuja instrumentação evoca um sentido etéreo e esvoaçante. A voz surge mais como elemento dramático que propriamente num sentido vocal Rock, apontando no sentido da esperança e optimismo, independentemente das trágicas circunstâncias que a parecem envolver. A inteligente sequência das faixas dá-lhe um sentido ondular, em que uma escrita elaborada e marcada por complexas dinâmicas colhe cada onda e constrói a seguinte. Esse acaba mesmo por ser um dos mais interessantes aspectos deste disco: a constante sensação de fluxo, crescimento e transformação a cada nota debitada sem resvalar para o campo onanista ou redundante.
As suas influências estão presentes e são notórias mas os Baroness criam soluções, procuram caminhos e possibilidades que outros nem ousariam. E a marca de uma grande banda é a capacidade de assimilar a influência de um conjunto de artistas e reconfi gurar todas essas sonoridades em algo único e transcendente.
4,6 RA


2 comentários:
tb li e fiquei curioso.
abç
Ah, eu entretanto já o ..."arranjei"....cough cough.
É bem fixe!
Se quiseres....
Enviar um comentário