A alergia crónica e sazonal voltou a flectir os seus músculos ontem. Mas quem ficou dorido fui eu. Esta porcaria prece um vírus: vai mudando de características subtilmente com os anos, tornando complicado o seu combate. Enfim, ontem lá levei a murraça da ordem e assim que pude aterrei no sofá por volta das 18.30, onde fiquei quase duas horas semi-dormitando. Antes do dormitanço estava de tal modo K.O. que até vi, finalmente, um episódio completo do Dr. House.Sim, estava de tal maneira esparramado no sofá que qualquer coisa serviu para me distrair um bocadinho. E sempre aproveitei para ver esta coisa para depois poder falar ma....errr.....para formar uma opinião.
Em primeiro lugar nunca tive paciência para séries de médicos e hospitais (pelo menos as que se levam a sério). Acho ligeiramente aborrecido pela quantidade de conversa técnica que é debitada. Neste Dr. House então, o ritmo é ainda maior. Nunca vi tantas palavras compridas e arrevezadas juntas de uma só vez. Era o arrenitixonol, o lupus integretitiontont, não sei quantas miligramas de paroxoninterferon, etc etc. Parece mais ficção científica que qualquer série de ficção científica. Mas o povo "grama" isto.
Outro tipo de série para a qual perdi há muito a paciência é a que mete advogados, juízes e palhaçadas em tribunal em geral. Mas tem piada que nessas séries não vemos os advogados e comparsas a falar em impugnações paulianas, pactos leoninos, locupletamento indevido, comodato, esbulho, acessão industrial imobiliária, etc etc. "E aquele fideicomisso?? Ah ganda fideicomisso! Só lhe falta uma curatela e talvez algum dolo para ser mesmo fixe!" Se enchessem estas séries com tantas referências legais e jurídicas o público morreria de tédio. Curiosamente o mesmo não acontece nas séries de médicos. Deve ser a tendência inata de alguns de discutir e querer saber sobre as doenças e afins.
Em relação ao Dr. House esta vertente é ainda mais acentuada pois aquilo é uma espécie de CSI dos médicos. Há sempre um acontecimento estranho potencialmente perigoso, vários suspeitos e o esforço da equipa em apanhar o horrível meliante. Neste caso um vírus qualquer obscuro oriundo do Zimbabué ou coisa que o valha. E o esquema parece ser sempre o do "rebelde mas brilhante" Dr. House em luta constante com os pacientes irritantes, os colegas cépticos e os chefes do hospital que tentam fazer com que ele se "porte bem". Obviamente que tudo se encaminha para que o anti-social, sarcástico e levemente arrogante Dr. House prove ter razão.
Enfim...gostos. Mas faz-me confusão ver o Hugh Laurie a fazer de Dr. House, com um sotaque americano manhoso. Tal como me faz confusão o Mr. Bean do Rowan Atkinson. Tanto o um como o outro alcançaram fama internacional com personagens quanto a mim inferiores às suas qualidades. Tal como o Rowan Atkinson será sempre o Edmund BlackAdder para mim, também o Hugh Laurie será sempre o George dessa mesma série "Black Adder" e da excelente britcom "Fry & Laurie".
Pronto, era só isto.



4 comentários:
Gzinho, não consigo deixar de comentar este teu post :) Confesso que lhe achei piada, mas devo dizer-te que sou acérrima defensora do House! Até o acho fofo... LOLOL
Jinhos para ti
Opá! A primeira vez que comentas é para me contrariar. Cum caneco que peste me saíste!
lol
Pois, o personagem poderá ser fofo. Eu até simpatizo com ele....mas é todo o mundo hospitalar e "doentio" que me aborrece.
bjs
mi gosta! lol
abraços pro meu caro amigo bola 8 :D
lol
te gusta hem?
Lol
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