terça-feira, dezembro 12, 2006

Opeth - Clube Lua 09 Dezembro 2006

Pois foi, os Opeth lá voltaram a dar um grande e excelente concerto. Daqueles que, pessoalmente, me irei sempre lembrar. Afinal não foi no Paradise Garage, mas sim no Clube Lua, ali no Jardim do Tabaco.
Antes de mais, uma pequena palavra acerca desta mudança. Ela ocorreu uma vez que os bilhetes para o Garage já estavam esgotados há muito tempo. Eu próprio já o tinha adquirido há meses (obrigado Ricardo!). Visto que a procura continuou decidiram mudar o concerto para o Clube Lua, disponibilizando mais 150 bilhetes. Ora, conhecendo eu o Clube Lua como já conhecia, fiz o possível para minimizar os problemas previsíveis, comparecendo o mais cedo que pude e colocando-me desde logo na fila para entrar. Caso contrário....caso contrário teríamos o caldo entornado.
O Clube Lua não é adequado para concertos como o de Sábado,
que levam muita gente. É maior que o Paradise Garage? Será certamente, mas em espaço útil, isto é, espaço adequado para uma pessoa ver o espectáculo em condições? Ah, isso NÃO O É COMPROVADAMENTE! O espaço útil é, em geral do mesmo tamanho que o Garage! Tem um mezzanine, mas só as pessoas que estiverem à frente na varanda vêem. Depois, parte dessa mezzanine é algo recuada, a visão é complicada e mais difícil é com uma mega bola de espelhos à frente. Acresce que metade do espaço está uns dois degraus mais abaixo que o espaço fronteiro ao palco, o que significa que quem fica atrás não consegue pura e simplesmente ver nada. Vi várias pessoas lá em cima que nitidamente desistiram de tentar ver, limitando-se a ouvir.
É vergonhoso que a organização tenha disponibilizado mais bilhetes, sabendo de antemão (não me lixem! Só um cego é que não adivinha isto) que uma grande parte do pessoal não vai ver nada. Chama-se a isto vender gato por lebre.
Quanto a mim, coloquei-me logo na fila, a qual ainda era maior do que inicialmente supus, com voltas e reviravoltas sinuosas pelo espaço do Jardim do Tabaco. Mas consegui chegar-me à frente do espaço e ficar mesmo ao pé da grade, do lado totalmente direito do palco. O Nuno, o Vítor e o Daniel que estavam comigo ficaram mesmo 'para além da grade'.
Ainda assim tive de suportar um mais ou menos cerrado ataque dos moshers, alguns empurrões e perdas de equilíbrio que me obrigaram a fincar bem as pernas. Por volta da terceira ou quarta música um gajo que estava do meu lado direito numa espécie de soalho ligiramente mais alto quis trocar comigo para falar com um amigo e irem para a confusão.
A partir daqui foi uma beleza. Está bem que só via metade da bateria, mas via tudo o mais, descansadinho e duma perspectiva ligeiramente subida, e foi o que bastou para poder apreciar as duas horas de concerto. Aliás, acho que nunca tinha estado tão perto num concerto assim tão concorrido e tão 'violento'.
Antes tocaram uns tais de Amplifier que apenas trouxeram aborrecimento e perplexidade em geral. E mais não vale a pena dizer.
Quanto aos Opeth...enfim...li algures que o som não estava bom. Não sei, deve depender muitíssimo do local onde cada um estava. Eu cá fiquei muito satisfeito com o som. Alto, mas não em demasia, sem distorções ou feedbacks, todos os instrumentos se ouviam distintamente. É como se quer.

Eis o alinhamento:

Ghost Of Perdition (Ghost Reveries)
When (My Arms, Your Hearse)
Bleak (Blackwater Park)
Face Of Melinda (Still Life)
The Night And The Silent Water (Morningrise)
The Grand Conjuration (Ghost Reveries)
Windowpane (Damnation)
Blackwater Park (Blackwater Park)

encore:

Deliverance (Deliverance)


Músicas grandes, claro, que encheram quase duas horas, sendo o restante tempo preenchido pelas pequenas conversas e introduções que o vocalista Mikael Åkerfeldt ia mantendo com o pessoal, demonstrando uma excelente simpatia e comunicabilidade raras. Várias piadas foram trocadas entre ele e o público (que ia berrando as músicas que queria) e com o resto da banda. O gajo lá consegui engatar o público para pedir um solo de baixo para 'chatear' o baixista, o qua 'teve' de aceder para grande gáudio e galhofa da banda e do público. Mas lixaram-se porque foram depois 'exigidos' solos de bateria, e guitarra e até de voz, dando azo a que Mikael, com uma cara 'angelical' cantasse de improviso e a capella uma pequena coisa que costuma cantar à esposa, repleta de 'baby' e 'i love you'! LOLOLOL
Depois disse que era hora de tocar metal e mudou literalmente de cara, dizendo que agora, para tocar a próxima tinha de pôr 'esta' cara, prosseguindo a assumir uma cara que de tão 'maldosa' chegou a ser cómica. Mais risos do público, etc etc.

Musicalmente irrepreensível, grande presença em palco, de uma simpatia e simplicidade extrema, como só antes tinha visto no anterior concerto deles e no dos Evergrey. Enfim, cumpriram totalmente o que esperava deles, e mais até. Concertos como estes fazem parte daqueles que, certamente me vou recordar sempre, como algo único. Mesmo cansado, valeu a pena!

3 comentários:

Bola Oito disse...

Fotos de Manuel Lino, retiradas daqui:

http://www.musica.iol.pt/multimedia.php?div_id=3338#

Anónimo disse...

what a great band!

and it gets better every time!

Unknown disse...

Subscrevo tudo. Realmente um grande concerto daqueles que pouco se vêm !!