sábado, janeiro 13, 2007

Bah raispartam os irmãos Lulu!

E finalmente o último que fui ver e que também foi relegado para segundo plano por mim. E não o teria ido ver se não fosse pelo ‘incentivo’ de ir acompanhado. É este:


É que eu, tal como largos milhares de pessoas, tenho o livro em casa. Li-o há já muitos anos (demasiado cedo?) e não o achei nada de genial, tal como era dito. Gostei e achei interessante, mas não muito entusiasmante. Portanto quando soube que vinha aí o filme não me preocupei muito em ir vê-lo. Não era uma prioridade. Ora, como afinal lá o fui ver ‘in extremis’ à meia noite e meia no Corte Inglês num Sábado qualquer, pude surpreender-me agradavelmente.

É um filme muito interessante e que agarra o espectador imediatamente, não só pela história, mas também pela técnica narrativa, pela maneira de filmar, pelo ambiente que cria. Não quero chegar ao cliché de dizer que quase se podia ‘cheirar’ o que se passava no ecrã (a história diz respeito, como se sabe, a um homem que nasce com um sentido olfactivo ultra desenvolvido), mas a verdade é que o filme quase consegue transmitir isso, e nós, enquanto espectadores aceitamos pacificamente estar a VER um filme sobre CHEIROS. É credível duma maneira quase genial nesse aspecto.

Aliás, penso que foi o Stanley Kubrick que disse que esta história era impossível de filmar, e uma série de outros realizadores rejeitaram o trabalho na mesma base. Porém o alemão Tom Twyker conseguiu. E, de facto, só quem faz um filme como o “Corre Lola, Corre” (um filme de hora e meia que conta repetidamente os mesmos minutos circularmente e que é um filme muito interessante), conseguiria fazer isto.

Os actores são, em geral desconhecidos, com excepção do Alan Rickman, o terrorista do "Assalto ao Arranha Céus", para dizer um de muitos filmes, e do Dustin Hoffman, que na minha opinião não está lá a fazer rigorosamente nada a não ser ‘emprestar’ o nome a uma produção europeia para lhe dar uma maior vertente comercial; é que não achei muito convincente vê-lo a fazer um papel de fabricante de perfumes italiano e afectado. Até a pronúncia não era muito boa. Mas, tirando este pormenor, pouco mais há a apontar de negativo.

Positivo mesmo é ainda a banda sonora. Algo circular e baseada sempre no mesmo leit motiv a que se regressa vezes sem conta, é essencial para criar o ambiente necessário e’puxar’ o espectador para dentro da história.

Em suma mais uma adaptação de um livro ao cinema que ‘corta’ algumas coisas do livro. Se bem que neste caso parece ter sido pelo melhor.



sexta-feira, janeiro 12, 2007

Ainda à espera dos Lumiére Bros.

Como eu não sou rico, e tenho definitivamente outros interesses na minha vida (que é o mesmo que dizer outros sítios para onde escoar o meu dinheirinho), optei por ser mais selectivo (ok, também houve menos disponibilidade mental para ir efectivamente ao cinema). E isso tem um problema: acabo por, logo de início, pôr de parte filmes. E por vezes perdem-se bons filmes assim.

Foi o caso deste:

"O quê? Um filme sobre a família real inglesa focado no período que se seguiu à morte da Princesa Diana? Nem pensar!" Foi exactamente isto que disse na altura, mesmo com todos os elogios que o filme teve, em especial a Helen Mirren, e mesmo apesar de ser um filme do Stephen Frears, realizador do "Alta Fidelidade", "Ligações Perigosas", etc etc.


A temática "família real inglesa" e "morte da Princesa Diana" não têm o mínimo interesse para mim (isto apesar de eu ter uma proximidade maior do que se pensa a este episódio, pois estava em Londres na noite em que ela morreu e fui para Paris no dia a seguir....lol) Aliás a própria figura da Rainha é-me extremamente antipática. Além do mais, o episódio da morte da Diana é algo que ainda faz correr muita tinta e já é cansativo. Há praticamente 10 anos que aconteceu e ainda se fala hoje em dia.


Mas pronto...semana natalícia ou quase, poucos filmes interessantes, vontade de ir ao cinema....tudo se conjugou para irmos ver este filme, nem que fosse para ver qual era a razão de tanto elogio. E não é que o raio do filme deixou-me interessado até ao fim? LOLOL Um telefilme muito bem feito, com alguns laivos cinematográficos. Limita-se a contar a história, factual na sua maioria, mas também com a inevitável dose de ficção (impossível saber como a Rainha e restantes reagiram à notícia em privado, impossível comprovar diálogos e pensamentos), que, no entanto, não caem nada mal no desenrolar da história.

Uma visão da família real diferente. Nada acusadora, mas também nada desculpante ou facilitadora. Tendemos a quase compreender e simpatizar com aquelas pessoas que têm de viver a sua vida rodeados de constante folclore, com as consequências inerentes a isso. Vemos uma Rainha dura, mas ao mesmo tempo preocupada, mas sem saber bem como reagir a toda aquela situação, até se ver obrigada a fazer algumas concessões (a conselho do novíssimo Primeiro-Ministro Blair, então visto como o salvador da pátria e da monarquia), a bem da Nação.

Não é um filme fantástico, mas vê-se com algum agrado e interesse. Principalmente, de facto, pela composição da actriz Helen Mirren.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Irmãos Lumiére....voltem!!

Ainda me lembro quando ir ao cinema custava 500 paus. Sim, ainda sou desse tempo. Entretanto, como seria de esperar, os 500 parrecos já lá vão. Da última vez que fui ao cinema paguei a bela quantia de 1,102.65 escudos, ou 5.50 €. Ou seja mais do dobro. A barreira “psicológica” dos 5 €, ou dos 1000 paus foi quebrada finalmente. É muito dinheiro. Apesar de, mesmo assim, nada bater a experiência que é o ritual de ir ao cinema.

Porém, com estes preços, ou somos ricos, ou não temos mais interesses na vida para além do cinema, ou, por fim, começamos a ser selectivos no que vamos ver. É que dar mil e cem paus para ir ao cinema custa muito quando o filme que se vê afinal não passa duma banhada bem gelada.

O Cine Estúdio 222 fechou as portas há anos, acabando com os ciclos interessantíssimos que por lá passavam regularmente (suficientes para obrigarem um gajo a enfiar-se naquele buraco bolorento). A Cinemateca é agradável, mas nem sempre passa o que eu quero (afinal de contas não sou um cinéfilo puro e duro) e muitas vezes quando passam é a horas impraticáveis. Resta o King e o Quarteto, onde ainda se pode ir com algum prazer, se bem que se volte com alguns ossos moídos.
Bom, isto tudo para dizer que a minha frequência em salas de cinema decresceu tragicamente nestes meses. 3 –três!- foram os últimos filmes que vi.

Comecei com este:


E se há algum sinal que o Mundo está para acabar é quando decidem lançar um filme do James Bond com uma história decente, um argumento credível, com personagens a sério e não super-heróis de animação. O Daniel Craig pode muito bem ser o melhor James Bond de sempre, ou, pelo menos, o melhor desde o Sean Connery. Claro que isso depende dos gostos. Quem aprecia o estilo apalhaçado do Roger Moore, o estilo amorfo do Timothy Dalton ou o estilo pseudo-cool do Pierce Brosnan, não vai gostar de ver um James Bond bruto como uma parede de tijolos, frio, seco, quase insensível às suas actividades profissionais, mas ao mesmo tempo, uma personagem que vai para além disso (afinal ele é um homem, pasme-se). Até a Bond-Girl de serviço faz mais do que pavonear os decotes e as curvas pelo ecrã.
É um filme muito real, violento e credível do princípio ao fim. Talvez um pouco grande demais, mas vale a pena nem que seja pela atordoante perseguição inicial, a pé, que é uma das melhores que já vi.
Em suma, gostei. Gostei que tivessem cortado com a palhaçada anterior. Não é que odeie esses filmes, mas não os consigo levar muito a sério, ao contrário deste. Aliás o tom do filme é dado logo de início no habitual ‘teaser’ pré genérico (também excelente diga-se de passagem), filmado a preto e branco, sem grandes explosões e efeitos afins. Apenas a fria realidade. Uma lavagem total que só veio trazer alguma dignidade.

Uma nota final para a canção tema, "You Know My Name", cantada pelo Chris Cornell, ex Soundgarden, actual Audioslave, que é, no fundo, uma boa canção rock. Falou-se que não era adequada ao 007....pois eu não acho que seja assim tão má. Aliás, para quem ouviu a porcaria que a Madonna compôs e cantou para um dos últimos filmes da saga....enfim.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Os 'suplentes'

Imediatamente a seguir, ou em 10º lugar 'ezéquo', ou em menção honrosa ou whatever, ainda vinham estes todos, pois também o merecem e não consigo deixar de mencioná-los:






"Rocket Ride" - Edguy
"Dominate" - Adagio
"Sunstorm" - Sunstorm
"The Locust Years" - Hammers Of Misfortune"
"Rich Man's War, Poor Man's Fight" - Herod
"Blackrain" - Blackrain
"The Scattering Of Ashes" - Into Eternity
"Rage Of Fire" - Redkey
"Pitch Black Progression" - Scar Symmetry
"Between Two Worlds" - I

sexta-feira, janeiro 05, 2007

2006

Bom, e como já vai sendo hábito, desde o mais pequeno ao mais grande, todos fazem a sua lista, portanto cá vai a minha listazeca dos melhores 10 álbuns de metal e afins de 2006. Se inicialmente me custou a lembrar de alguns ao ponto de pensar que não havia nada de jeito em 2006, quando começei a investigar e a lembrar-me, acabei por arranjar uma série deles, de tal forma que foi uma 'luta' para preencher o 10º lugar, pois ainda tinha uma série deles possíveis. Mas pronto, é só uma lista sem importância. Como tal, e mais uma vez, sem qualquer ordem preferencial (excepto o primeiro lugar, claro) eis

O meu TOP 10:


1. "A Matter Of Life And Death" - IM
2. "Aurora Consurgens" - Angra
3. "Eclipse" - Amorphis
4. "Waves Of Visual Decay" - Communic
5. "Monday Morning Apocalypse" - Evergrey
6. "Almah" - Edu Falaschi
7. "Come Clarity" - In Flames
8. "A Twist In The Myth" - Blind Guardian
9. "With Oden On Our Side" - Amon Amarth
10. "Christ.0" - Vanden Plas

quarta-feira, janeiro 03, 2007

2007

E pronto, mais uma vez acabou-se. Passou o Natal, o fim de ano e todos os stresses interentes a estas celebrações, uns bons (dentro do género), outros nem por isso. Enfim, é a confusão instalada. E pensar que já há anúncios a artigos carnavalescos. *suspiro*
Seja como for, é altura de respirar fundo novamente e voltar a mergulhar os remos na água e puxar!
É costume formular nesta altura do ano uma série de desejos e promessas e decisões. Não sei bem porquê, mas nunca fui capaz disso. Ou melhor, nunca fui capaz de especificar e concretizar. O que eu quero é simples e genérico. Pode ser um ano como o que passou mas um bocadinho melhor, para mim para todos os que me rodeiam. Paz e saúde e dinheiro? Um cliché? Talvez, mas dão um jeito do camandro!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

E mais uma vez...

...chegou aquela altura em que milhares (milhões quiçá) de pessoas enlouquecem festejando a mera operação matemático-cronológica da sucessão de um numeral por outro! A seguir a 2006 vem...........sim senhor, 2007!!! LOLOL

Seja como for, há ainda algum simbolismo nesta transição temporal, por isso, e por falta de tempo e oportunidade, aproveito já para desejar a todos sem excepção um FELIZ ANO NOVO de 2007. ;)



quinta-feira, dezembro 21, 2006

Feliz Natal!

E pronto, depois de uns dias agitados, chega agora a altura da paragem obrigatória nas boxes. Como tal estarei indisponível e offline nos próximos tempos. Pelo que desejo a todos e a mim um excelente Natal cheio de tudo do bom e do melhor!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

A Merry Messy Christmas!

'Teindes' de clicar para ver como deve 'de' ser. Um bem haja e aquele abraço.


sexta-feira, dezembro 15, 2006

Justiça reposta!

Um pequeno grande reconheci- mento e homenagem que há muito estava para fazer, mas a falta de tempo e também o facto de outros já o terem feito muito bem, levou-me a relegar esta menção para mais tarde. Portanto, não queria deixar de assinalar aqui que finalmente, depois de muitos elogios que já tinha ouvido, ouvi este álbum do José Cid e pude comprovar que todos aqueles elogios eram completamente merecidos. Um álbum criminosamente 'descartado' quando saiu e negligentemente ignorado nos dias que correm. O que é uma pena, pois é um dos melhores álbuns de música feitos em Portugal. Era-o já em 1978 e continua a sê-lo. Quantos portugueses saberão que o gajo da 'cabana' e da 'neve em NY' e 'favas com chouriço' é responsável por um álbum considerado internacionalmente como um dos melhores álbuns de rock progressivo do Mundo? Enfim, para uma melhor compreensão nada melhor do que clicar AQUI para ler uma óptima revisão deste álbum, inteiramente subscrita por mim.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Nós e a Finlândia

Ontem à noite na RTP 1 foi transmitida uma reportagem interessante chamada "Nós e a Finlândia".

Depois de muito se ter falado, ao longo dos últimos meses, do modelo finlandês, do ensino finlandês, no sistema de saúde finlandês, da tecnologia finlandesa, e de como é que o país ultrapassou a crise dos anos 90, quisemos ver como é que afinal, funciona esta sociedade nórdica e compará-la com a sociedade portuguesa. Chegámos a conclusões extraordinárias:

- Os portugueses pagam mais impostos do que os finlandeses.
- O preço do passe social combinado é praticamente o mesmo em Helsínquia e em Lisboa.
- Os finlandeses não pagam menos do que 1000 euros a um trabalhador.
- Temos quase o dobro dos estudantes mas o nosso orçamento para a educação é menor do que o finlandês.
- Esperamos, em média, um mês para uma consulta no médico de família e os finlandeses não esperam mais do que três dias.
- etc.

Estas e outras conclusões são o resultado de um trabalho realizado ao longo de um mês, em Lisboa e em Helsínquia.

A reportagem “Nós e a Finlândia” é contada com base na experiência de uma finlandesa a viver em Portugal e de um português a residir na Finlândia. Ambos aceitaram colaborar neste trabalho.


Infelizmente só pude ver a parte final, mas pareceu-me realmente interessante. Talvez seja um pouco injusto comparar Portugal com aquele que é, provavelmente, o país mais avançado do Mundo presentemente, mas, seja como for chegam-se a conclusões interessantes. Muito me surpreenderam alguns dados estatísticos apresentados. As diferenças em termos de números são óbvias, claro, mas não são assim tão gritantes. E porquê? Porque a cultura e mentalidade própria de cada um dos povos faz toda a diferença. A abordagem à vida que cada um faz é tão diferente que é aí que reside a principal fonte do 'atraso' português em relação à Finlândia. Os finlandeses são ensinados desde crianças a adoptarem uma atitude de equipa, em prol dos 'outros' (embora individualmente sejam mais solitários); é-lhes inculcado desde cedo um certo sentido de dever para com os outros e para com o seu país que cá será quase impossível de adoptar. Para um finlandês, conforme disse o emigrante português só duas coisas são certas na vida: a morte e os impostos. Para um português é só a morte, porque quanto ao resto, vai-se dando um jeitinho, ou tentando.
E isso tudo vem de onde? Do sistema educativo. Os alunos finlandeses são os melhores a matemática em toda a Europa. Mostraram imagens de algumas crianças e tinham um ar normal, não eram aliens.

A emigrante finlandesa cá em Portugal expressou a sua total perplexidade com o funcionamento das coisas em Portugal. Para manter o nível de vida finlandesa em Portugal teve naturalmente de recorrer ao sistemas privados de saúde, educação, etc, etc. Algo que nunca faria na Finlândia.

Mentalidades e educações diferentes que fazem com que o português, como dizia o Miguel Esteves Cardoso noutro dia, nunca esteja bem com o que tem, queixa-se por tudo e por nada, nunca parando para apreciar o que já tem e o facto de poder ter o q tem.

O problema não é o que se não tem, é aproveitar ao máximo e usar o que se tem para melhorar. Parece ser isso o que os finlandeses fizeram, com os resultados óbvios.

Enfim, a reportagem acaba com um aviso interessante: se um português estiver a pensar em mudar-se para a Finlândia deve preparar-se para mudar também de estilo de vida. Tem de passar a chegar a horas a todo o lado, habituar-se a deitar-se cedo e a levantar-se cedo, tem de estar consciente que tem tantos deveres como direitos, tem de esperar pela sexta-feira para se ir divertir, tem de se habituar ao frio, tem de falar menos, etc etc. Ao que eu acrescento ainda o facto de ser o país por excelência do heavy metal mundial.


O que me leva a pensar que eu devia ter nascido finlandês. Mas ainda sou too much a fuckin' portuguese!

terça-feira, dezembro 12, 2006

Opeth - Clube Lua 09 Dezembro 2006

Pois foi, os Opeth lá voltaram a dar um grande e excelente concerto. Daqueles que, pessoalmente, me irei sempre lembrar. Afinal não foi no Paradise Garage, mas sim no Clube Lua, ali no Jardim do Tabaco.
Antes de mais, uma pequena palavra acerca desta mudança. Ela ocorreu uma vez que os bilhetes para o Garage já estavam esgotados há muito tempo. Eu próprio já o tinha adquirido há meses (obrigado Ricardo!). Visto que a procura continuou decidiram mudar o concerto para o Clube Lua, disponibilizando mais 150 bilhetes. Ora, conhecendo eu o Clube Lua como já conhecia, fiz o possível para minimizar os problemas previsíveis, comparecendo o mais cedo que pude e colocando-me desde logo na fila para entrar. Caso contrário....caso contrário teríamos o caldo entornado.
O Clube Lua não é adequado para concertos como o de Sábado,
que levam muita gente. É maior que o Paradise Garage? Será certamente, mas em espaço útil, isto é, espaço adequado para uma pessoa ver o espectáculo em condições? Ah, isso NÃO O É COMPROVADAMENTE! O espaço útil é, em geral do mesmo tamanho que o Garage! Tem um mezzanine, mas só as pessoas que estiverem à frente na varanda vêem. Depois, parte dessa mezzanine é algo recuada, a visão é complicada e mais difícil é com uma mega bola de espelhos à frente. Acresce que metade do espaço está uns dois degraus mais abaixo que o espaço fronteiro ao palco, o que significa que quem fica atrás não consegue pura e simplesmente ver nada. Vi várias pessoas lá em cima que nitidamente desistiram de tentar ver, limitando-se a ouvir.
É vergonhoso que a organização tenha disponibilizado mais bilhetes, sabendo de antemão (não me lixem! Só um cego é que não adivinha isto) que uma grande parte do pessoal não vai ver nada. Chama-se a isto vender gato por lebre.
Quanto a mim, coloquei-me logo na fila, a qual ainda era maior do que inicialmente supus, com voltas e reviravoltas sinuosas pelo espaço do Jardim do Tabaco. Mas consegui chegar-me à frente do espaço e ficar mesmo ao pé da grade, do lado totalmente direito do palco. O Nuno, o Vítor e o Daniel que estavam comigo ficaram mesmo 'para além da grade'.
Ainda assim tive de suportar um mais ou menos cerrado ataque dos moshers, alguns empurrões e perdas de equilíbrio que me obrigaram a fincar bem as pernas. Por volta da terceira ou quarta música um gajo que estava do meu lado direito numa espécie de soalho ligiramente mais alto quis trocar comigo para falar com um amigo e irem para a confusão.
A partir daqui foi uma beleza. Está bem que só via metade da bateria, mas via tudo o mais, descansadinho e duma perspectiva ligeiramente subida, e foi o que bastou para poder apreciar as duas horas de concerto. Aliás, acho que nunca tinha estado tão perto num concerto assim tão concorrido e tão 'violento'.
Antes tocaram uns tais de Amplifier que apenas trouxeram aborrecimento e perplexidade em geral. E mais não vale a pena dizer.
Quanto aos Opeth...enfim...li algures que o som não estava bom. Não sei, deve depender muitíssimo do local onde cada um estava. Eu cá fiquei muito satisfeito com o som. Alto, mas não em demasia, sem distorções ou feedbacks, todos os instrumentos se ouviam distintamente. É como se quer.

Eis o alinhamento:

Ghost Of Perdition (Ghost Reveries)
When (My Arms, Your Hearse)
Bleak (Blackwater Park)
Face Of Melinda (Still Life)
The Night And The Silent Water (Morningrise)
The Grand Conjuration (Ghost Reveries)
Windowpane (Damnation)
Blackwater Park (Blackwater Park)

encore:

Deliverance (Deliverance)


Músicas grandes, claro, que encheram quase duas horas, sendo o restante tempo preenchido pelas pequenas conversas e introduções que o vocalista Mikael Åkerfeldt ia mantendo com o pessoal, demonstrando uma excelente simpatia e comunicabilidade raras. Várias piadas foram trocadas entre ele e o público (que ia berrando as músicas que queria) e com o resto da banda. O gajo lá consegui engatar o público para pedir um solo de baixo para 'chatear' o baixista, o qua 'teve' de aceder para grande gáudio e galhofa da banda e do público. Mas lixaram-se porque foram depois 'exigidos' solos de bateria, e guitarra e até de voz, dando azo a que Mikael, com uma cara 'angelical' cantasse de improviso e a capella uma pequena coisa que costuma cantar à esposa, repleta de 'baby' e 'i love you'! LOLOLOL
Depois disse que era hora de tocar metal e mudou literalmente de cara, dizendo que agora, para tocar a próxima tinha de pôr 'esta' cara, prosseguindo a assumir uma cara que de tão 'maldosa' chegou a ser cómica. Mais risos do público, etc etc.

Musicalmente irrepreensível, grande presença em palco, de uma simpatia e simplicidade extrema, como só antes tinha visto no anterior concerto deles e no dos Evergrey. Enfim, cumpriram totalmente o que esperava deles, e mais até. Concertos como estes fazem parte daqueles que, certamente me vou recordar sempre, como algo único. Mesmo cansado, valeu a pena!

sábado, dezembro 09, 2006

Programa cultural para hoje:

Opeth Live in Lisbon

Photobucket - Video and Image Hosting


Finalmente vamos poder assistir ao concerto da tour de suporte ao magnífico álbum do ano passado "Ghost Reveries", já por demais dissecado por mim AQUI!

"The Grand Conjuration"

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Please....

BURN IN HELLL!!!!!!!!




Oh, why don't you just leave me alone
Your the kind I choose not to know
I don't want you to see you I am
Your the kind that just tries to (command)
You try to fool me and make me look so blind
And you told so many stories
But the lies you told were only in your mind
Now I ride into the glory

All burn in hell
You're choosing well
All burn in hell

You fall and (fail)
If you think you're still in demand
Look inside you're a small frayed end
Now you don't want to be left alone
I know your rotten (goal) will unfold
You (demanded) me the things
I can (obey)
Now you're begging me for glory
Seems to me this has always been the way
The final chapter of the story

All burn in hell
You're choosing well
All burn in hell

White Lion

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Ainda Barcelona...

From Nicko McBrain's Tour diaries:

On board flight from Barcelona to London.
Time: 1:25 local
November 30, 2006

Well, well, well, what can I say? Barcelona, YOU RULE!!!!!!!!!!!!
No offence to all of our wonderful fans through out the globe, but I have to admit this evening was the ‘Kin bollox I can tell you!!!!!!!!

We hit the stage at 9:50pm and we ‘Kin rocked from the off. All the audience seemed as one for every song that we played and ‘Kin loud too. I have not experienced what I did this night since maybe Quebec. Awesome night. We had a great time on stage and this show was Maiden at our finest.

All the tempos and grooves were right where they were supposed to be and everyone played two hundred percent. The vibe was immense.
I will not forget this show for a very long time. Thank you Barcelona for what for me was the best show on the whole of the tour so far!!!!!!!!!!!!!!!!!

Well, you guys will not be reading this until at least Friday sometime, as I do not have an internet service where I am living at the moment. I will not be able to post until then. I hope you guys are all well after a great night in Barcelona.

I am overwhelmed at the moment!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Look forward to our show in Milano.

Stay safe and well
God bless you all

=Nicko=

Oh yes, our dinner last night was amazing!!!!
Thank you to all our chums at Moncho’s for a great time.

Well, we always seem to play great with a hangover!!!!!!! TEEHEE.





\m/



The Evil That Men Do



Out Of The Shadows


quarta-feira, dezembro 06, 2006

Foi e é assim: Maiden e tudo o mais!

Uff! Seja do lado do trabalho, seja do lado do lazer, dias complicados e cheios. Parece que não há maneira de passarem e, ao mesmo tempo parece que estão a passar a correr. Felizmente alguns problemas resolveram-se, outros vão-se resolvendo e outros vão ficando por aí mesmo. Nada a fazer, o melhor é não queimar mais a imponente massa cinzenta que me recheia o crâneo.
O Natal está aí, a correr e a saltar e, pela primeira vez em muitos anos, vai ser mesmo diferente para mim. Primeiro porque um daqueles problemas que não se resolveu foi a falta de dinheiro crónica que curiosamente me assalta sempre por esta altura (ai subsidiozinho de Natal, que serves para tudo menos para o Natal!LOL), mas desta vez é ainda mais crónica pelo que vai ser um Natal menos comercial. Falta de guito oblige. Depois porque pela primeira vez desde os inícios da década do grunge vou passar o Natal fora de Lisboa (não contando obviamente com os primeiros 10 anos da minha vida).Vai ser diferente portanto.

Enfim, mas o belo concertão de Iron Maiden já cá canta! E depois de tanto cansaço, suor e desidratação já estava pronto para outro! A viagem correu bem, o pessoal era porreiro e Barcelona é, sem dúvida, uma cidade a rever, com mais tempo espero.
O Palau Sant Jordi situa-se na aldeia olímpica em Montjuic e é uma zona muito agradável, no estilo do nosso Parque das Nações. Aliás o próprio Palau é ao estilo do Pavilhão Atlântico, embora um pouco maior penso eu.
Seja como for, leva mais gente que o nosso Pavilhão, a julgar pelas palavras do Bruce Dickinson
que agradeceu aos praticamente 18.000 fãs presentes (nem todos espanhóis, ehehe), fazendo daquele o MAIOR concerto que os Iron Maiden deram em Barcelona desde sempre. Claro que ser o único concerto em toda a Península Ibérica ajuda bastante!

Um concerto de Iron Maiden é sempre especial, pelo nível de intensidade e entrega que se sente quer no palco quer na plateia. É uma verdadeira celebração, uma festa, onde é impossível sentirmo-nos deprimidos ou down. Tudo se esquece naquelas quase duas horas em que há que concentrar as forças e energias no concerto. Pessoalmente posso dizer que é dos concertos que fisicamente exigem mais de mim. Mas tem de ser. Só assim se consegue, de facto, participar realmente no espectáculo. Foi o meu oitavo concerto de Iron Maiden. Consegui assistir a todas as tours desde 1995 (com excepção infelizmente da de 99). E em todos eles houve sempre qualquer coisa de diferente. Suponho que é isso que faz um fã. Mas este...este foi brilhante. Genial quase. Um dos melhores concertos, senão o melhor, que já assisti na minha vida. Só estando lá mesmo. Foi também o concerto mais caro de sempre, mas acho que é bem perceptível que valeu muito a pena. Seria difícil encontrar algo melhor!
Com um álbum tão bom como o último (surpreendente mesmo a todos os níveis para uma banda com 30 anos), foi bom vê-los a afirmarem a sua confiança total no seu trabalho ao tocarem o álbum todo de uma ponta à outra, deixando alguns clássicos para o fim. E foi bom ver que as novas músicas já soam melhor ao vivo que no disco. Sinal inequívoco de boa música digo eu.

Infelizmente voltei a confirmar que o público espanhol é em geral melhor que o português. Ou melhor, são em tudo iguais: participativos, energéticos, alegres e tal, mas em Espanha não existe aquele grupo de energúmenos violentos do costume que cá em Portugal há e que tornam impossível ver o concerto como se quer, uma vez que temos de estar preocupados em ver de onde virá a voar o próximo 'javali'. Enfim. Em Espanha o defeito principal é, como sempre, o falarem demasiado, e alto, mas até esse defeito foi 'domado' neste concerto, o que muito me surpreendeu. Houve agitação, saltos e
berraria, mas tudo em comunhão, sem preocupações ou chatices. Assim é que é. E pronto...venham mais concertos que mais tarde ou mais cedo é para acabar. E depois duvido que mais alguma banda me faça viajar para Barcelona e ficar mais de 30 horas sem dormir.


Mas até lá....venha 2008!