Perdi a conta às vezes em que me perguntaram: "Então vais a Metallica?" A resposta foi sempre a mesma: "Não. Vi há pouco tempo e só veria outra vez em certas condições". Ei-las. Obrigado Raimas.
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Perdi a conta às vezes em que me perguntaram: "Então vais a Metallica?" A resposta foi sempre a mesma: "Não. Vi há pouco tempo e só veria outra vez em certas condições". Ei-las. Obrigado Raimas.
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Warning: não ver este filme quando se tem sono! Eheheh. O filme é bom sim senhor. A ideia é interessante e apelativa, mas não me pareceu muito bem conseguida. Muito porque é um filme muito contemplativo, algo parado, embora seja possível sentir um crescendo de tensão e violência desde o princípio até à "explosão" final.
No fundo, bem vistas as coisas, é um western. Não lhe faltam paisagens americanas, great wide opens, tingidas por imagens do Séc XX. Mas o feeling geral é exactamente o mesmo que se sente nos velhinhos filmes de "cáubois", passados nas degradadas e perdidas cidades de fronteira. E, mais ainda, a tensão que surge entre os dois clãs de irmãos, filhos do mesmo pai, é tipicamente um motivo western.
Dum lado Son, Boy e Kid Hayes, filhos dum pai alcoólico (e não só, aparentemente) que não quis saber deles ao ponto de nem lhes dar nomes decentes, abandonando depois a família. Do outro, Mark, Cleaman, John e Stephen Hayes, fruto da mudança de vida do pai e da nova família constituída sob uma égide cristã e temente a Deus.
Palavras azedas ditas por Son no funeral do pai desencadeiam uma espiral de tensão e violência com...muitos paralelos na vida e no Mundo actual.
Michael Shannon (Son Hayes) é, sem dúvida, a personagem (e o actor) a reter aqui. É a personagem mais bem delineada e apofundada. Das restantes pouco sabemos, embora este seja um daqueles filmes que deixa muito a adivinhar ao espectador deixando um ou outro indício pelo caminho para ser apanhado por quem quiser e souber.
Excelente banda sonora também. Lembrou-me....pois, um filme western. :D
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Eis um filme piroso. E não digo isto de forma pejorativa. O filme é propositadamente piroso, sobre pessoas pirosas! "Rudo Y Cursi" junta novamente Gael Garcia Bernal e Diego Luna, depois do excelente "Y Tu Maman También" realizado por Alfonso Cuarón e escrito por Carlos Cuarón.
O que me surpreendeu foram os nomes dos produtores: para além de Alfonso Cuarón ainda Alejandro González Iñarritu e Guillermo del Toro! Um filme apadrinhado por estes nomes não pode ser mau e, sim, é completamente diferente dos filmes a que estes senhores nos habituaram. Dá-me a impressão que achram piada à história e que queriam variar um pouco dos habituais temas mais sérios/dramáticos/fantásticos.
"Rudo y Cursi" é uma comédia de costumes, sobre dois irmãos pobres, oriundos de uma família pobre mexicana e que trabalham numa plantação de bananas. Ah, e jogam na equipa local de futebol, onde são descobertos por um "olheiro" meio trafulha que, eventualmente, leva os dois para a Cidade do México, para clubes rivais. É mais complexo e elaborado que isto, claro, mas não tenho tempo ou paciência para debitar aqui a história do filme.
No fundo trata-se de uma comédia social ou de costumes com o habitual pano de fundo do "zé-ninguém" que ascende à fama e glória e tem de lidar com os problemas inerentes a essa situação. Torna-se ainda mais complicado quando o verdadeiro sonho de Cursi é singrar no mundo da música. O problema é que joga futebol muito melhor do que canta.
Vale a pena ver o filme só pela ineracção Luna/Garcia Bernal. No fim as costumeiras lições de vida são aprendidas.
Ou não. :D
E uma coisa seja em dita em abono da verdade. O futuro do Gael Garcia Bernal nunca passará pela música, porra! Felizmente é um dos excelentes actores da actualidade. Don't quit your day job dude!
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Just a name. The first that stuck. If you don't like it... Tough luck.