sexta-feira, dezembro 14, 2007

Uma classe à parte.

No...it was a surprise. I'm very surprised to realize that we're in a room, in Lisbon, in Portugal, 40 years later and we're talking about this show...i mean, it's extraordinary. We just wanted to write good comedy. We never thought about the idea that it would still be talked about 40 years later.

(Terry Jones respondendo à pergunta de Nuno Markl sobre se os Python tiveram consciência que estavam a fazer uma espécie de revolução na comédia)

Ao longo da minha vida vi-me bastantes vezes na situação de estar sentado no meio de outras pessoas a ouvir outra pessoa, mais ou menos importante. Mas em boa verdade acho que posso dizer que raras foram as vezes que senti que podia ficar mais umas 3 horas a ouvir falar alguém sem correr o risco de me aborrecer. Mesmo estando sentado no meio de um auditório pequeno, cheíissimo de gente e ultra abafado.

Ontem foi uma dessas ocasiões, senão A ocasião.

O Python Terry Jones, em Portugal há já algumas semanas para preparar a estreia mundial da sua ópera "Evil Machines", não tem parado quieto, qual velha gaiteira (que apropriado). Não só teve tempo de assistir à peça "Os Melhores Sketches dos Monty Python" (sobre a qual disse ser melhor que a homóloga francesa), participar na leitura, reposta em cena, dos seus "Contos Fantásticos", como ainda de passar ontem à noite na Fnac para participar no lançamento da tradução em português do livro "The Pythons Autobiography by The Pythons".

E que bela hora foi. Realmente o homem ficou um pouco atrapalhado quando chegou ao café da Fnac e se deparou com aquilo mais cheio que um ovo. Mas logo descontraiu. Contou histórias, respondeu às perguntas de Nuno Markl, Nuno Artur Silva e do público, tudo com uma modéstia, simpatia, humor e boa disposição, que fizeram dele, pelo menos naquela hora privilegiada, efectivamente o homem mais simpático da Terra.
Sei bem que o que se segue é um chavão, um lugar comum, uma frase feita, whatever, mas emboa verdade foi uma suprema honra e privilégio ter podido partilhar uns breves minutos com uma tal personalidade que, no fundo, estava tão deslumbrada como nós. No fim ainda se disponibilizou para dar autógrafos ao pessoal. Não tenho muito jeito para estas coisas, mas consegui que me pusesse o rabisco em dois itens em vez de um apenas (prescindi da dedicatória) e desejei-lhe uma boa estadia.



And that was all folks. Valeu MESMO a pena ter suportado o caos do trânsito de um final de sexta-feira na época natalícia e ter ficado uma hora e tal sentado naquele café abafado. Por mais cliché que seja outra vez, foi um momento inesquecível poder estar na presença de um génio tão modesto e terra-a-terra. É que, mesmo sendo fã do homem e dos Monty Python, mesmo tendo-me deslocado de propósito para partilhar uns momentos com uma das lendas do humor mundiais, mesmo assim não estava à espera de encontrar uma alma tão aberta e divertida. É que apetecia mesmo dizer "Opá, eu vou jantar consigo também!".

(Respondendo à pergunta sobre o porquê de usar o relógio de pulso no cinto)

I don't know what Python actually achieved. I would say the best thing it ever achieved was when i was talking to a friend who was a teacher in an inner comprehensive [school] in the 70's, and he said that since Python they'd noticed a change in the adolescent boys. Whereas in the old days the boys would tend to go round bullying and fighting, they were actually now going round being silly. He thought that was the effect of Python doing that. For a brief moment in time, it became fashionable to be silly rather than to be threatening, and i think that's probably all that Python ever achived, just a slight change in behaviour in a few adolescent boys in an inner city over a brief span of time in the 70's. What more can you hope for?

(In "The Pythons Autobiography by the Pythons")

Obrigado ao Nuno Markl e ao Nuno Artur Silva or se terem disponibilizado para esta noite memorável. Por fim, um "grande bem haja e aquele abraço" ao Troviscal pela companhia e pela amena cavaqueira enquanto esperávamos pelo início da função (sacana, tens sempre de ter as coisas mais mirabolantes para autografar!). Espero que tenhas encontrado a Rita depois.

O costumeiro recuerdo, de qualidade duvidosa:


Já agora, as fotos foram tiradas daqui:

http://minervamacgonagall.blogspot.com/ (a primeira)

http://lmfm.blogs.sapo.pt/ (as restantes)



Um video mais completo (40 minutos!!!!!):

http://video.google.com/videoplay?docid=940940753485887329


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quinta-feira, dezembro 13, 2007

Homens de barba rija: eis o filme para vós!

E digo homens porque duvido que este filme seja recomendável a esposas, namoradas, irmãs, mãe ou primas! Não é por nada, mas este é um típico filme de gajo! Tiros, carros, humor negro, perseguições, violência e Monica Bellucci. LOL
Mas a sério, pouco se falou deste filme, o que é em larga medida injusto. Porém, até é compreensível que isso tenha acontecido. Aparentemente trata-se de mais um filme de acção idiota, com muita violência, tiros, sangue, perseguições de carro, tiroteio da mais variada gama, sangue, acrobacias impossíveis, sangue e mais sangue, caso ainda não o tenha dito. A piada é que o filme é isto tudo, mas muito mais. E de idiota não terá assim tanto.
É um excelente filme de puro entretenimento, pleno de humor (auto) corrosivo e que, ao mesmo tempo que diverte, aponta baterias a todos os clichés mais estapafúrdios do típico filme de acção.
Aliás, acho que nunca antes um filme de acção satirizou, 'cartoonizou' mesmo, os 'filmes de acção' como este "Shoot 'em Up!" Aliás, começa logo pelo próprio título.
O "Last Action Hero" tentou isto há uns anos, mas acho que ainda assim se levou demasiado a sério. Não é agora o caso deste filme. "Shoot 'em Up!" assume sem vergonhas o gozo descarado de todos os clichés de filmes de acção, e assume com orgulho o carácter completamente over the top, exagerado e quase absurdo que mostra. O argumento é propositadamente básico, uma mera muleta para justificar o porquê de tanto tiroteio, mas a verdade é que resulta. O duelo entre o "herói da fita", Clive Owen e o "mau" Paul Giamatti assume proporções de um gigantesco cartoon Bugs Bunny Vs Elmer Fudd. Aliás, só o facto de o "herói" comer várias cenouras ao longo do filme (até servem de armas!!), e conseguir dizer a mítica call phrase do Bugs Bunny "What's up, Doc?", é um bom indício do calibre deste filme. De realçar principalmente Paul Giamatti que tem o um papel de ultra típico vilão de quadradinhos que, entre um e outro tiroteio, tem de atender a sua mulher ao telefone para se justificar do seu atraso nos "negócios". O Clive Owen também tem a sua quota parte de momentos hilariantes, principalmente sempre que pergunta "Do you know what i hate most?", seguindo-se como resposta uma vasta gama de actividades violentas, que passam por dar cabo de um condutor na estrada apenas por não pôr o pisca pisca (yesssss!), dar umas palmadas numa mãe que berrava com o seu filho no meio da rua, etc etc. Nunca houve um "herói" tão irritado com tudo o que se passa à volta dele. Parece um filme alucinado realmente, mas que é perfeito em todos os sentidos em que aponta, é.
E para um filme pesadote, nada melhor que a bela banda sonora com Motorhead, AC/C, etc etc. Que mais se pode querer?






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quarta-feira, dezembro 12, 2007

HOLY CRAP!


Maiden confirm Portugal show
Published: December 11, 2007


Iron Maiden are to perform at the Super Bock Super Rock Festival in Lisbon on Wednesday 9th July at the Parque do Tejo as part of their
Somewhere Back In Time World Tour 2008.

Steve Harris says "I'm personally really looking forward to be playing this festival as I have a lot of close ties with Portugal because I spend a lot of time at my second home in Faro where I also have my 'Eddie's Bar' as well. So I will have a lot of friends and regulars coming down to this show. The Portuguese fans have always been very ardent and loyal followers of the band so it should be a great festival."

Tickets are on sale to the public at www.ticketline.pt

terça-feira, dezembro 11, 2007

HOLY SHIT!











Kashmir:



Stairway To Heaven:



BBC news cast+Black Dog:

Intro+Good Times, Bad Times:



Led Zeppelin Live @ the 02 Arena 10/12/2007


The setlist:

01. Good Times, Bad Times
02. Ramble On
03. Black Dog
04. In My Time Of Dying
05. For Your Life
06. Trampled Under Foot
07. Nobody's Fault But Mine
08. No Quarter
09. Since I've Been Loving You
10. Dazed and Confused
11. Stairway To Heaven
12. The Song Remains the Same
13. Misty Mountain Hop
14. Kashmir

Encore:

15. Whole Lotta Love
16. Rock and Roll

Droooooooooooooling..... Me wants!!!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Scorpions @ Atlântico 2007

Como de costume, mais uma vez, foi preciso virem uns "velhinhos" para mostrar como se faz. Os Scorpions 'puxaram' dos galões na noite de terça-feira 4 de Dezembro perante 9000 pessoas (bilhetes esgotados). Dessas 9000 pessoas a grande, diria mesmo vasta, maioria estava à espera das baladinhas da ordem, e não ficaram desiludidos, infelizmente. Uma rápida olhadela pelas set lists dos concertos que antecederam o nosso, dava a entender que iríamos ter um grande show de hard rock puro e duro. No entanto era realmente preciso não esquecer que se trata de Portugal, país muito atreito à bela da baladinha e onde eles gravaram o disco e DVD "Acoustica", um dos exemplos do cultivo de pepino já mencionados noutro post.
O resultado: foi um grande concerto. Podia ter sido excelente, mas não chegou lá devido ao abuso de baladas inseridas no set. E, se por um lado, algumas baladas dos Scorpions são de facto boas, por outro lado há as que são francamente más. "Send Me An Angel" é um bom exemplo disso. Momento algo entediante e aborrecido. "Winds of Change", por sua vez é algo constrangedora. Não é que odeie a canção, mas há ali qualquer coisa que já não cheira bem. Houve mais uma mão cheia de baladas, umas melhores que outras, algumas inclusivamente em formato acústico. Era, como disse, expectável.
Portanto foi um bom concerto. Quando foram maus, foram mesmo maus, MAS, quando foram bons, foram mesmo muito bons!! Músicas como "Dynamite", "The Zoo", "Blackout", "Big City Nights", "Bad Boys Running Wild", "Coast to Coast", etc fizeram valer a pena a noite. São estes os Scorpions que eu quero ver mais, são estes os Scorpions que interessam. Infelizmente não são estes os Scorpions que tiveram sucesso aqui em Portugal. Aliás, bastava dar uma vista de olhos breve pelos espectadores presentes para fazer uma ideia disso mesmo. Pois, pois, é errado fazer um julgamento das pessoas pelo seu estilo, mas a verdade é que, por vezes, acerta-se. Assim, o público, na sua maioria queria ouvir "aquelas que passam na rádio". Foi desconfortável para mim ver a participação diminuta do público em canções mais antigas. E quase que posso adivinhar a extrema confusão que provocou a "Coast to Coast", música instrumental em que Klaus Meine passa para trás de uma terceira guitarra. Enfim. É assim. Sempre foi melhor do que não ver nada.


Reportagem na Destak TV:









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quinta-feira, dezembro 06, 2007

Choque de Titãs!


A Marvel ou a DC Comics têm aqui, de barato, uma excelente ideia para uma série de comics. Num mundo pós apocalíptico, destruído pelos acidentes de viação e pela praga do endividamento, eis que duas equipas de super homens se defrontam em defesa da humanidade!



HOMENS DE FRAQUE Vs SENHORES DE FRAQUE!


E os direitos para Hollywood? Uma mina!

terça-feira, dezembro 04, 2007

End of the season


E encerra a loja por este ano. Foi um ano bem cheio de bons concertos e, quer-me bem parecer que, até ao final do ano, não há mais nada a que eu vá emprestar a dignidade da minha presença. Sim, sim, ainda há Xutos e Pontapés no Campo Pequeno, na comemoração do lançamento do "Circo de Feras", mas pelo que ouvi, a componente "Circo" é maior que a parte das "Feras", por isso não irei. Além de que já os vi duas vezes este ano, em Algés e em Belém, à borliu.
Portanto: hoje os velhotes Scorpions. Primeira vez que os vou ver, embora não seja a primeira vez que cá vêm... mas como disse aqui, por mais lendários que fossem (e são), algo havia que não me puxava a ir (talvez algumas grandes pepineiras que têm, verdadeiros pepinos do Entrocamento algumas!). No entanto, desta vez irei. Sempre é mais um cromo que me faltava e um bom remate a este ano. E acho que vai ser um bom concerto. O novo álbum promete e os concertos mais recentes confirmam-no!

segunda-feira, dezembro 03, 2007

National Geographic Society

E aqui podemos ver uma manada de funcionários públicos propriedade de uma quinta situada nos arredores de Lisboa.


E reparem que o gado acima visível é daquela raça que faz greve. Vê-se que estão para ali sem fazer nenhum, com o costumeiro olhar bovino, a ruminarem interminavelmente e a roçarem uns nos outros. Infelizmente o fotógrafo não consegui apanhar o espécime que trazia um Record debaixo das patas dianteiras. Os sacanas. Mas hão-de aprender.

É Segunda-Feira e tal, mas até vinha com disposição para me deitar ao trabalho...mas rapidamente a perdi. Há quem não mereça realmente.

domingo, dezembro 02, 2007

Estes já cá moram!

Alguns anos antes dos Monty Python havia duas séries de televisão que começaram a quebrar algumas barreiras: "Do Not Adjust Your Set", com David Jason, Denise Coffey, Michael Palin, Terry Jones e Eric Idle, e "At Last the 1948 Show", com Marty Feldman, Tim Brooke-Taylor, Aimi MacDonald, John Cleese e Graham Chapman. Acreditava-se que os episódios destas séries estavam perdidos, mas alguns acabaram por ser encontrados nas catacumbas da BBC e restaurados para moderna apreciação. Infelizmente não são as séries completas, apenas os episódios completos que puderam ser restaurados convenientemente. Assim se explica que haja um ou outro sketch do "1948" no YouTube que não consta deste DVD. Mas adiante.
Diz o Terry Jones que os Monty Python foram o resultado do encontro destas duas séries, o resumo do melhor numa só.
"Do Not Adjust Your Set" era originalmente um programa para crianças (é de facto um pouco mais infantil, mas ainda assim surpreende-me como raio era possível as crianças entenderem aquele humor), que passava num horário diurno. Mas rapidamente fez tanto sucesso entre os adultos que foi "puxada" para um horário mais tardio. Os Bonzo Dog Doo-Dah Band tocavam uma canção em cada episódio (o vocalista tornou-se anos mais tarde Stig, o clone de Lennon nos The Rutles).
Mas melhor melhor é mesmo o genial "At Last The 1948 Show". É aqui que encontramos, para além do non sense habitual, aquele instinto verdadeiramente corrosivo e cáustico que depois foi aperfeiçoado. Talvez ajudasse não ser uma série infantil. E talvez também ajudasse ter o John Cleese claro, que em matéria de acutilância mordaz e irónica, era o melhor de todos. Seja como for, é desta série que saiu o famoso sketch "The Four Yorkshireman", mais tarde refeito pelos Monty Python ao ponto de se julgar ser da sua autoria. Mas não. A quantidade de vezes que já foi feito mostra bem a fama deste sketch. Ainda hoje é actual, pois é mais um daqueles bits em que se parodia um traço seminal e fundamental do ser humano. Neste caso a tendência para "corajosa e heroicamente nos lamentarmos com as nossas vidas". É também do "1948" o sketch do "Contabilista dançante" e do "Let's Speak English" (I'm a gorilla!!!)

The Charted Accountant Dance:



Let's Speak English:



The Four Yorkshiremen

O original com Tim Brooke-Taylor, John Cleese, Marty Feldman e Graham Chapman:



O recriado pelos Python no recêm lançado "Live At The Hollywood Bowl", com Terry Jones, Michael Palin, Eric Idle e Graham Chapman:



E por fim, Cleese, Palin, Jones e Rowan Atkinson:



Com a compra do DVD com as duas séries "The Ripping Yarns"do Michael Palin também por um módico preço, fica-me a faltar o novíssimo "Monty Python Live at the Hollywood Bowl" e o "Life O Brian - The Immaculate Edition". Yummy!

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quinta-feira, novembro 29, 2007

MTV Cribs with Louis XVI

A Sofia Coppola fez, até à data, e que eu tenha conhecimento, dois bons filmes. Excelentes mesmo: "The Suicide Virgins" e "Lost In Translation" (de cujo argumento eu possuo uma cópia, all the way from New York, thanks to Maria, o que mostra bem como eu gosto do filme).
O último filme dela foi o "Marie Antoinette" (sem hífen para efeitos deste filme e respectivo conceito), e vi-o, felizmente, em casa em DVD.
Felizmente porque, epá, há que dizê-lo sem medo caraças, não gostei do filme! Ok, concedo que o Óscar que ganhou pelo guarda roupa, etc e tal, foi merecido e que as filmagens em si estão muito boas (deve ter sido um privilégio único poder filmar na autêntica Galeria dos Espelhos), mas a história em si...nhé. Sim, a ideia é original e interessante: vamos mostrar a adolescente rainha e a vida que tinha no palácio estabelecendo uma comparação com a vida que uma actual adolescente terá, com as respectivas preocupações, parvoíces, etc etc (li algures no IMDB que numa das cenas foram propositadamente deixados à vista um par de All Star no quarto real da real moça, para dar aquele ar e não sei quê). Muito interessante e tal....mas na prática este filme não me interessa minimamente. E NÃO, não tem nada a ver com eu ser um fundamentalista da História real e autêntica. Não, porque quando se vai ver este filme, sabe-se de antemão que a principal preocupação do mesmo não é fazer um documentário sério e certo sobre a vida da Marie. É claro que há incongruências e erros, mas na perspectiva proposta pelo filme, isso não interessa. Há espaço para liberdade nesse campo. Aliás, a própria escolha das canções da banda sonora revelam a ideia proposta, pois, aquilo é basicamente pop e punk.
Mas a verdade é que fora isso, mesmo não estando eu preocupado com a História, preocupo-me bastante com a história. E, para mim, este filme não tem uma história interessante. Tirássemos o fausto todo, a imponência, Versalhes e as roupas, e teríamos um banalíssimo filme duma adolescente que é colocada numa situação algo incómoda, mas que acaba por se adaptar, encontrando amigas, comprando roupas e indo a festas. Enfim...nada que me levasse a ir porque não tem interesse.

Dito isto, devo dizer que a melhor parte do filme se encontra num extra do DVD, no qual o Rei Luís XVI (Jason Schwartzman) nos faz um tour pelo Palácio de Versalhes ao estilo daquele programazeco da MTV, MTV Cribs (Cribs: slang word for one’s residence, or where one normally hangs out), onde as estrelas da música, cinema e desporto se passeiam pelas suas mansões, mostrando os luxos que têm a nós, meros mortais. Tem a sua piada ver o "Rei" a mostrar Versalhes.





Foi realizado pelo irmão da Sofia, o Roman Coppola. Algo me diz que se não fosse por este apelido não teriam conseguido filmar em Versalhes. Ou não. Sei lá. Apenas estou a expressar os meus maus fígados provocados pelo facto de saber que o "28 Semanas Depois" NÃO vai estrear em cinema....pois já ontem vi o raio do DVD à venda. Enfim.

terça-feira, novembro 27, 2007

Iron Maiden & História

Só o último video é oficial, os restantes são fan made à medida do tema de cada uma das canções. Se fossem oficiais não seriam melhores certamente. Interessante como a inspiração histórica dos IM inspira por sua vez outros criadores. Os temas das respectivas canções não são nada difíceis de identificar...


Brighter Than A Thousand Suns



Alexander The Great



The Longest Day



Aces High



Paschendale



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sexta-feira, novembro 23, 2007

quinta-feira, novembro 22, 2007

Vanden Plas @ Torres Novas


Just a quick word em relação ao concerto de Sábado passado. Ou um recuerdo, ou whatever. Primeiro que tudo, uma boa organização do evento sim senhor. Algumas arestas a limar ainda (o bar principalmente), mas de resto o sítio tinha boas condições e uma acústica bastante boa. Vê-se que aquilo era O concerto dos Progono, banda da terra, e que para chamar mais pessoal convidaram os Hyubis e, principalmente, os Vanden Plas. Ou então limitaram-se a convidar quem queriam ouvir. Bom, mas mexeram-se muito bem em termos de organização. Torres Novas não é propriamente perto, mas as condições justificam a viagem.

Quanto à música...Os Progono abriram e foi notória a sua falta de rodagem, mas mostraram ser músicos competentes. Andam mais pelos campos do prog rock puro e duro, que não faz muito a minha onda, pelo que me aborreceram nalguns momentos. Mas ainda assim acho que lhes dou nota positiva.

Já os Hyubris conseguiram surpreender-me. Só os tinha visto há uns anitos na Festa do Avante. Gostei, mas não fizeram totalmente o meu género, portanto não segui a carreira. Mas no Sábado supreenderam-me pela coesão e energia que têm em palco. Muita experiência já. A vocalista tem uma excelente voz não há dúvida, mas não é de todo o meu aspecto preferido na banda. Exagerará talvez um pouco nos agudos, mas em geral está adequada e até dá um certo ar de originalidade.

Quanto ao prato principal da noite, Vanden Plas...que dizer? Arrasaram por completo. Poucas pessoas num pavilhão enorme (e gelado), uma vez que muito do 'familório' das outras bandas já tinha debandado. Os velhotes também já tinham ido para a caminha. Portanto restaram apenas umas 150 pessoas. Por serem verdadeiros fãs da banda ou por gostarem apenas da energia e da música, não sei, mas a verdade é que se portaram bem, aplaudindo e cantando. E a banda (e assim se vêem as boas bandas) não deixou os créditos por mãos alheias, actuando para 150 da mesma maneira que actuariam para 1.500 ou 150.000 pessoas. Verdadeiro profissionalismo e fantástica presença em palco, muito enérgica e 'mexida', uma variação agradável das restantes bandas de prog metal que já tenho visto (leia-se Dream Theater).

E isto aplica-se principalmente ao vocalista Andy Kuntz dono de uma voz e presença em palco impressionantes. Quem era já fã de certeza que saiu de lá mais fã ainda.

No fim os gajos ainda tiveram tempo de assinar umas coisas que alguns fãs lhes meteram à frente, e ainda trocaram algumas impressões conosco. Lisboa da próxima vez bitte!


Progono:



Hyubris:



Vanden Plas:






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quarta-feira, novembro 21, 2007

Heima

Confesso que perdi um pouco o rasto aos Sigur Ros a partir do álbum "()". O "Von", e, principalmente o "Ágaetis byrjun" conquistaram-me por completo. Vi-os em 2003 no Coliseu dos Recreios num concerto memorável. A partir daí confesso que deixei de seguir com tanta atenção. São coisas. Bom, mas sigo o suficiente para saber que lançaram recentemente o álbum/DVD "Hvarf/Heima". Quanto ao álbum não posso dizer muito para já, mas o preview do DVD que vi o outro dia completamente por acaso na TV deixou-me boquiaberto outra vez, pela beleza das imagens captadas, pelo bom casamento que fazem com a sua música etérea (e, por vezes, bastante rock e pesada) num verdadeiro documentário que acompanha a digressão gratuita que os Sigur Ros fizeram por várias aldeias e terras da sua Islândia natal. Em casa portanto. E é isso mesmo que "heima" quer dizer. As imagens em si justificam toda a atenção a dar a esta obra..... A realização, a fotografia, a montagem, tudo, se conjuga harmoniosamente de uma maneira quase inacreditável, de conto de fadas. Acho eu, pelo menos.




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terça-feira, novembro 20, 2007

Quando?



Letes luk át de trêilar:



De notar que a escolha musical continua emblemática e muito adequada:







Já desde Agosto que vejo este trailer nas salas....quando então?
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sexta-feira, novembro 16, 2007

And so it happened

Aqui fica, para mais tarde recordar! A qualidade visual e sónica destes coisos é a típica do YouTube, ou seja, não faz jus de forma alguma ao que aquilo foi, mas, como disse, serve à laia de 'recuerdo'.

Iced Earth:

01. Invasion (intro)
02. Motivation of Man
03. Setian Massacre
04. Burning Times
05. Declaration Day
06. My Own Saviour
07. A Charge to Keep
08. Ten Thousand Strong

"Ten Thousand Strong":



Heaven & Hell:

01. E5150 (intro)
02. The Mob Rules
03. Children Of the Sea
04. I
05. Sign Of the Southern Cross
06. Voodoo
07. Drum Solo
08. Computer God
09. Falling Off the Edge of the World
10. Guitar Solo
11. Die Young
12. Heaven and Hell
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13. Shadow of the Wind
14. Neon Knights


"E5150" and ""Mob Rules":



"Heaven and Hell":







"Falling Off The Edge Of The World":



"Children Of The Sea":




"Neon Knights":



"Die Young":



Uma boa review e boas fotos:

http://www.rockersdigest.com/Default.aspx?mainact=3&pid=194
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quinta-feira, novembro 15, 2007

A castanha

O ouriço é o fruto capsular espinescente do castanheiro-da-europa (Castanea sativa), geralmente com três aquênios, as castanhas.
Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.
Os Gregos e os Romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este, conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.

Ora isto, e mais, vem na Wikipedia (convém mencionar para não dar uma de Luís Filipe Menezes...)

Mas o que ali não vem mencionado é que este nobre fruto seco tão apreciado pelo São Martinho já é mais procurado que o caviar! Qual quê? O caviar e outros delicatessens não têm comprovadamente o poder de atracção que a Castanea sativa possui.
É que no Terreiro do Paço, este Domingo de S. Martinho, foi colocado O MAIOR ASSADOR DE CASTANHAS DO MUNDO (para efeitos de recorde do Guiness, tema esse que dava pano para mangas, tal é o afinco que o portuga apresenta em inscrever o nome em tão gloriosa publicação...enfim). E para honrar o MAIOR ASSADOR DE CASTANHAS DO MUNDO, uma horda tresloucada acorreu em massa em busca da tão preciosa e rara castanha!!! O ataque foi inexorável e imparável, como aliás foi documentado no Correio da Manhã:


Tão inexorável e imparável que a horda de bárbaros esmagou e empurrou para baixo do MAIOR ASSADOR DE CASTANHAS DO MUNDO, aquele senhor reformado que ali se vê. O homem é esmagado pelos bisontes com a fona das castanhas, perde boné e óculos, provavelmente perde o seu saquinho de castanhas, ainda é empurrado para debaixo do assador (que é o MAIOR DO MUNDO!), pisoteado e mais sei lá o quê, e ninguém quer saber. Apenas há Castanea sativas à borla! "São essas que temos de apanhar! Deixem lá o raio do homem, e passem para cá o saco dele, que vai dar jeito! Pisa pisa, mata mata!"

Ai, mal se ouve a palavra "grátis"......

terça-feira, novembro 13, 2007

Cartoons no Rossio


A exposição europeia de cartoon “Desigualdades, Discriminações e Preconceitos” pode ser vista na Estação do Rossio em Lisboa. Composta por cerca de 200 desenhos, a mostra apresenta os premiados, as menções honrosas e os melhores trabalhos do Concurso Europeu de Cartoon promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação em parceria com o Museu Nacional da Imprensa, no âmbito do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos – Por uma Sociedade Justa. A exposição vai estar patente ao público, no átrio da Estação do Rossio, até 22 de Novembro, no seguinte horário: 2ª a 6ªfeira: 12h-20h. Fins-de-semana 10h-20h. Entrada Livre.










Mais info aqui.




segunda-feira, novembro 12, 2007

Ainda a babar-me....










Foi, provavelmente o concerto mais caro da minha vida, mas valeu todos os pence, pennies e libras (muitas). Depois de ver os Heaven & Hell (que se lixe, eles são os Black Sabbath!) em Junho passado, a vontade de ver um concerto em nome próprio ficou a roer. As oportunidades já não eram muitas, e, em princípio não haverá mais, portanto mais que se justificava a viagem a Londres.
Os Black Sabbath perderam o seu carismático vocalista Ozzy Osbourne em 1980 e, em sua sunstituição, conseguiram o Sr. Ronnie James Dio, ex-Rainbow. Gravaram três álbuns na totalidade. Parece pouco, mas são excelentes, e tornaram-se clássicos. A pretexto do lançamento do Best Of "The Dio Years", reuniram-se, escreveram umas canções novas e resolveram entrar em digressão. Decidiram adoptar o nome do primeiro álbum que gravaram com essa formação. É irrelevante no fundo...são os Black Sabbath e pronto. Click Here For More Details
Qual destas duas fases é a melhor é um assunto que dá pano para mangas. Eu acho que ambas são diferentes e boas à sua maneira. Mas pessoalmente prefiro o Dio como vocalista. Tem uma das melhores vozes, senão A melhor do meio. E já com mais de 65 anos. É um feito notável. Não menos notável é o seu carisma e simpatia. Só um personagem assim, meio careca, baixo e franzino, nitidamente um velhote, consegue encher um palco e agarrar o público mal põe os pés nesse palco. Já não há muitos assim na verdade.
O concerto deste fim de semana teve a virtude de ser maior e, principalmente, a virtude de podermos gozar do fantástico show de luzes e projecções que um concerto dado num festival à luz do sol torna impossível. E só por isso também já teria valido pois as canções, já de si boas, ganham um ambiente notável com toda aquela produção à sua volta (e nem era nada de especial no fundo: um palco excelente, luzes bem aplicadas, projecções simples no fundo do cenário...).
Poder ainda ver estes senhores a tocar pode ser considerado um privilégio e uma honra em boa verdade.
São poucos os músicos actualmente que transpiram classe, estilo, profissionalismo, como o Tony Iommi, Geezer Butler, Dio e Vinni Appice. Fazem-no parecer tão simples...mas na verdade estão num patamar muito superior.
Portanto foi caro, mas compensou. Mais uma viagem que correu bem!Agradecimentos especiais à trupe do costume: Pedro, Nuno, Daniel e Ricardo, mais ao Bartolomeu e ao Rui Paulo dos Alkateya e ainda ao Fernando, Paula e Cabriti que encontrámos em Londres. Next!







sexta-feira, novembro 09, 2007

Wembley Arena


Longe vão os tempos em que ir ao Porto na Renex e atravessar a pé a cidade e o rio para ir ao Hard Club em Vila Nova de Gaia era uma aventura daquelas. Hoje, na London Wembley Arena vamos ter o privilégio de rever a verdadeira classe e estilo em palco, quiçá pela última vez.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Rufus @ Coliseu dos Recreios

Bem, nunca mais volto a falar mal da acústica do Coliseu. Num dos vários momentos altos da noite Rufus Wainwright comenta com o público que a sala era bastante antiga, do tempo em que não havia amplificadores e microfones, pelo que "isto pode resultar", disse ele. "Isto" foi grande parte da banda e ele próprio chegarem-se à boca do palco e, sem qualquer amplificação para os músicos, e sem qualquer microfone para ele, tocarem uma canção folk irlandesa, em gaélico, chamada "Macushla". E não é que se fizeram ouvir por todo o Coliseu, cheio e em silêncio absoluto?
Mas antes desse momento já o concerto podia ser considerado como um dos melhores. Um "daqueles" concertos de que uma pessoa se vai lembrar por muito tempo ainda. Muito contribuiu para isso a personalidade de Rufus, autêntico showman, performer, frontman, stand up comedian, etc. E claro...um vozeirão troante, mas limpo e cristalino. Foram quase 3 horas de concerto, contando com um intervalo de pouco mais de 10 minutos, durante as quais, o homem 'cantou e encantou', para usar um chavão batido. Eis como se dá um concerto: há que comunicar com o público, seja com a música, seja com o que for. Acima de tudo há que abordar a audiência não como um dado adquirido e na 'palma da mão', mas sim como um objectivo a conquistar, e aconquistar com humildade, sem grandes fanfarronadas. E o Rufus, para sorte dele e nosso deleite, soube bem como fazer isto.

Canções brilhantes, comentários cómicos, histórias hilariantes, piadas com...bom, com piada mesmo, fizeram deste um concerto para recordar.

Ponto negativo para o público que ainda se encontrava fora da sala à hora marcada. Pois foi, que coisa esquisita, o concerto começou às 21h15, hora marcada no bilhete. É mesmo muito esquisito. Enfim...vá lá que se redimiram depois mostrando que, se por um lado, a pontualidade ainda não é o forte do tuga, por outro já parecem saber esperar para aplaudir...esperar pelo fim das canções.

Aqui está uma boa review do concerto: BLITZ


SETLIST:

Release The Stars
Going To A Town
Sanssouci
Rules and Regulations
Danny Boy
Cigarettes and Chocolate Milk
Art Teacher
Tiergarten
Leaving For Paris
Between My Legs

2ª PARTE

The Consort
Do I Disappoint You
Foggy Day In London
If Love Were All
Nobody's Off The Hook
Beautiful Child
Not Ready To Love
Slideshow
Macushla
14th Street

ENCORE

I Don't Know What It Is
Poses
Somewhere Over The Rainbow

ENCORE

Get Happy
Gay Messiah










terça-feira, novembro 06, 2007

And Now For Something Completely Different....

Há uns bons anitos arranjei maneira de ir ver os Keane ao Coliseu dos Recreios, o que é o mesmo que dizer que fui à borla. Estes meninos tinham acabado de lançar o seu primeiro álbum e eram vistos como os "novos Coldplay" (que, por sua vez, já tinham sido os "novos Travis"...). As musiquitas até eram agradáveis ao ouvido e sempre tinha alguma curiosidade para ver como é que uma banda sem guitarra, apoiando-se fortemente no frenético teclista, se sairia ao vivo. Era à borla e portanto não se perdia grande coisa. Errado. Perdeu-se tempo. O concerto desses jovenzitos proporcionou-me uma interessante paleta de emoções, começando na normal, semi indiferença, semi curiosidade do pré concerto, para passar para a estupefacção aquando do início do mesmo, hilariedade em geral na maior parte do espectáculo, para acabar no constragimento de estar ali a ver aquilo e aborrecimento entediante do "mas quando é que isto acaba?". Revelaram uma inépcia desconfortável, uma espécie de amadorismo 'bonitinho' e uma incapacidade de verdadeira comunicação com o público (cuja maioria, diga-se em boa verdade, já estava em histeria). Enfim, o total descalabro. De tal forma que, o que antes nem me irritava ouvir, ficou de tal forma marcado que nunca mais consegui ouvir os meninos da mamã (salvo uma vez, num SBSR, de longe, alguns anos depois, quando comprovei que continuavam na mesma).

MAS, não acabou por não ser uma perda de tempo afinal, pois a primeira parte daquele concerto inenarrável ficou a cargo do Rufus Wainwright, que nunca tinha ouvido até então. Em pouco mais de meia hora mostrou como se dá um concerto. É claro que ajuda muito ter canções de facto boas. Foi uma meia hora que valeu, certamente, por todos os concertos dos Keane. Cada uma das canções tinha personalidade e "agarrava" o público de uma maneira bastante intensa e curiosa. Música pop sim, mas carregada de tragédia épica, pompa e circunstância, barroca mesma. Cheia de influências de música clássica, o que não será estranho quando o próprio revela ser esse o seu estilo de música preferido que, infelizmente "não dá dinheiro", como afirma numa recente entrevista. Da última vez que veio cá, em nome próprio não houve "tempo", mas hoje há, felizmente.








"Going To A Town"

domingo, novembro 04, 2007

Halloween

Bom, bom, bom...que dizer? Os Moonspell arrasaram um Coliseu (cheio que nem um ovo) de alto a baixo num concerto de praticamente (e surpreendentemente também) 2 horas. Como se esperava tocaram o "Under Satanae" na íntegra, o que significa que tocaram o primeiro álbum "Under The Moonspell", a demo "Anno Satanae" e ainda a única canção dos tempos em que eram conhecidos como Morbid God. Foram 50 e tal minutos brutais, completos com um excelente trabalho cénico. A começar logo com o próprio Ribeiro a surgir encapuçado a segurar uma cabeça de bode em madeira num bastão durante a intro "Halla alle halla al rabka hall", bem enquadrado por duas moçoilas a fazerem a proverbial dança do ventre. A partir daí foi um comboio de alta velodidade que "atropelou" o público do Coliseu, apenas parando nas mais amenas e bucólicas "estações" de "Interludium" e "Chorai Lusitânia".
Presença de palco, postura, tudo esteve em cima, com o Ribeiro a puxar pelo público como é raro vê-lo.
No fim desses 50 e tal minutos alucinantes deram-nos as duas primeiras canções do "Wolfheart", fazendo com que todos desejassem que eles também tocassem este na íntegra. Mas não seria assim, infelizmente, e passaram para o álbum "Irreligious" onde pontua a bomba que é "Opium" que, como é costume, deitou a casa abaixo.
O resto do concerto foi completado com mais alguns hinos da banda que, sinceramente, merece todo o reconhecimento que tem.

Halla alle halla al rabka hall
Tenebrarum Oratorium I
Interludium
Tenebrarum Oratorium II
Opus Diabolicum
Chorai Lusitania
Goat on Fire
Ancient Winter Godess
Wolves from the fog
Serpent Angel
---------------
Wolfshade
Love Crimes
Opium
Ruin and Misery
Luna
Finisterra
Vampiria
Alma Mater
Mephisto
Full Moon Madness

Setlist apenas 99% perfeita, pois a "Luna" quebrou um pouco o ritmo, mas tinha de ser, não só para descanso geral, mas também pelo facto de ser o single do último álbum e que muita exposição lhes deu. A "não sei quantas" Sofia da banda Cinemuerte subiu ao palco para cantar em dueto e saiu-se bem. Mas as 5 que vieram a seguir compensaram e muito. De resto ainda tiveram a simpatia de agradecerem às outras bandas Root e Kalashnikov, tocando um pouco de uma música de cada um e que diferença substancial, mas já lá vou). Tudo isto junto, mais algumas câmaras, leva-me a pensar em DVD...
Os Kalashnikov...enfim, são uma banda para a palhaçada, mais nada. Mas é uma palhaçada bem
feita e divertida o suficiente. O frontman (não direi vocalista) esteve bem, numa postura enérgica, mas claramente a gozar e a encarnar o personagem. Os restantes músicos foram competentes a acompanhá-lo. Têm uns refrões (fáceis) mas que pedem mesmo a participação do público (estilo "Crush'em" dos Megadeth, uma canção básica, mas que ao vivo puxa por qualquer um).
Os Root eram diferentes, uma banda antiga, com fãs, etc e tal. Infelizmente não me disseram nada. Aliás achei-os mesmo aborrecidos de morte. Aqui e ali havia alguma coisa de interessante, mas não me convenceram em absoluto. O único elogio que
lhes posso fazer é que são de facto originais, pois não me lembraram nenhuma banda (os próprios Moonspell também têm essa virtude, mas são tãããão melhores). No fundo a minha reacção a estes checos foi: "Que raio é isto!???". Pelo menos com os Kalashnikov diverti-me a ouvir as patacoadas sobre a Al Qaeda e o Hezzbollah, e a ver os videos que acompanharam o concerto todo.



sexta-feira, novembro 02, 2007