sexta-feira, outubro 21, 2005

Rock Star II

Err....pois. Abusei no post anterior e acabei por não explicar a minha opinião sobre o filme. Lol. Mas a introdução a um assunto é uma coisa muito bonita e eu gosto muito. Sempre me foi muito útil e safou-me sempre em 12 anos de escola mais 5 de Universidade.

Reparei também que contei, mais ou menos o filme todo no post anterior. Normalmente não faria, mas acho que podem ficar descansados. É que quando eu vi o filme, nada do que apareceu, ou nenhum dos desenvolvimentos me surpreendeu. É, portanto, razoavelmente previsível. Enfim.

Como disse, mesmo reconhecendo que o filme não é nada de especial, gostei de o ver. É sempre interessante ver um filme sobre heavy metal (embora os 'Steel Dragon' sejam mais hard rock pesadote do que propriamente heavy metal. Talvez seja 'hair metal', seja lá o que isso for concretamente), com boa música, bandas, espírito e atitude próprias. Boas imagens dos concertos (pareciam de facto reais!) interpretações credíveis.

Para além disso, o elenco é sem dúvida interessante: Mark Whalberg como Chris Cole, ele que já foi músico e cantor. Nos 'Steel Dragon' temos o Jason Bonham(filho do mítico John Bonham dos Led Zepp), como baterista. No baixo o Jeff Pilson dos Dokken, e numa das guitarras o Zakk Wylde dos Black Label Society e Ozzy. Por lá ainda encontramos o Blas Elias dos Slaughter, o Brian Vander Ark dos The Verve Pipe, Nick Catanese dos Black Label Society, Stephen Jenkins dos Third Eye Blind, Miles Kennedy dos Alter Bridge. E a voz cantada do Whalberg é do Mike Matijevic dos Steelheart.

A namorada do Whalberg é desempenhada pela desenxabida Jennifer Aniston...sabem, a ex do Brad Pitt. Saem-se todos muito bem devo dizer. Salvo a Aniston que não me pareceu credível como grande fã de rock pesado. Mas no fundo, para o que era preciso serviu competentemente. De realçar também que o Zakk Wylde não só tem uma perucazorra ridícula, como também é mostrado como um saloio redneck tipicamente americano. Tem poucos diálogos; normalmente diz umas coisas monossilábicas e é mostrado como aquilo que me parece que ele é na realidade: um americano saloio: vêmo-lo a limpar a sua caçadeira e posteriormente a disparar da janela do autocarro para as placas de sinalização nas estradas, algo que parece fzer o personagem dele feliz. Enfim. Criancices.

No entanto o filme peca por abusar nos clichés dos filmes deste género, e como tal, ser bem previsível. À medida que vamos vendo o filme quase que sabemos o que é que determinada coisa vai provocar, as reacções e resultados dos actores. Tornou-se óbvio que o 'rapazinho' não iria conseguir resistir ao estilo de vida e se iria afundar nele. Tornou-se óbvio que ele teria que acordar e arrepender-se, e tornou-se óbvio que o 'tiro lhe iria sair pela culatra' e que o sonho que ele julgava estar a viver não era na realidade o SEU sonho, mas uma mera ilusão.

Outra coisa que me deixou incomodado e que parte inclusivamente destes clichés, é que, convenhamos: o estilo de música que o filme retrata, seja hard-rock, seja heavy metal, NÃO SAI EXACTAMENTE FAVORECIDO! Ficamos a saber que as bandas deste género são altamente decadentes, controladoras, ambiciosas e egoístas e que a indústria destrói a vida e a personalidade aos poucos inocentes que nela ousam entrar. Ora, sabemos que não é assim. Aliás: não é SÓ assim. Como em tudo na vida, como em todos os estilos musicais, há coisas boas e coisas más. Não é tudo mau, decadente e infantil. Pareceu-me dar a ideia que há coisas e músicas que um gajo deixa para trás á medida que envelhece e amadurece. Ora acho que este pensamento é extremamente errado. O estilo decadente de vida tb me pareceu ser algo exagerado. Nem sempre as coisas acontecem assim, nem sempre é tão mau. Era bom que filmes como este mostrassem outros aspectos da vida destas bandas.

Isto é, não quero dizer que excessos como aqueles não existam de verdade. Basta pensar nos horríveis Motley Crue. Mas já se sabe que existem!!!!!! E a intenção moralizante do filme também pode ser um 'turn off'. É demasiado evidente ao querer demonstrar o lado negativo da fama. E julgo tb que a descoberta por Izzy desse lado negativo ocorre demasiado depressa. Mas pronto, é só hora e meia de filme. Porém, mesmo assim acho que vale a pena ver o filme.

É uma hora e meia relativamente bem passada. E antes de mais há que reconhecer algum mérito a um filme que pretende retratar bandas e um estilo de música que não são propriamente os mais populares. Só por isso vale o esforço. E foi por isso que eu gostei dele.

Dava-lhe um 7/10

http://rockstarmovie.warnerbros.com/index_flash.html


1 comentário:

Anónimo disse...

Nada a dizer do filme que não o vi.Mas se calhar o Zakk wylde é Mesmo um Típico redneck americano:(