Já não se suporta o raio do anúncio do Pingo Doce, ó caraças! Se de cada vez que eu ouvisse o raio do "Pingo Doce, Venha Cá!", fosse lá efectivamente, então o melhor seria armar a tenda num qualquer desses estabelecimentos porque nunca mais saía de lá. Seja como for, questiono-me sobre qual será o grau de aliciamento que uma pessoa destas pode provocar no incauto cliente:
Cruzes credo canhoto! Que ar alucinado o deste tipo. Super mercado? Qual quê! Isto parece uma convocatória para uma reunião qualquer na Igreja Universal do Reino de Deus, ou a nova seita, dissidente da IURD, a Igreja Mundial do Poder de Deus (reconhecem-se como uma seita menor, que apenas tem cobertura mundial. Humildade é muito bonito. Porém, têm o Poder do lado deles...o que parece ser mais reconfortante que o mero Reino que, como sabemos, está repleto de campónios, e povinho em geral). Enfim divagações à parte, o que o Pastor Teodósio Jacaré ali está a querer fazer é, no fundo, chamar as pessoas para o dito estabelecimento. Ele e outros. Como por exemplo:
Muito menos pastoral sim, mas não menos sinistro...Que vem a ser isto? Parece uma imagem de white gangsta rap "Yo! I'm your white homeboy and these are my biatches! Venham cá, senão levam um balázio num drive by shooting...ali prás Avenidas Novas, hum? Yo!"
Será que estas imagens apelam a alguém? E o raio da música! Sempre o raio da música! É que é cá um ataque desenfreado! Já sabemos, já sabemos! Um pouco de descanso agora.
Ao menos inovem caraças, como os D.O.M. (quem??)
Ou ainda melhor:
Em última análise sempre se pode mandar os tipos pró c******!
De todas as peças escritas por William Shakespeare, Romeu e Julieta é indubitavelmente a que mais tem sido utilizada como tema para a dança. A história do Romeu Montéquio e Julieta Capuleto e o seu trágico e romântico destino, causado pela rivalidade entre as suas famílias, foi escrita nos finais do séc. XVI (1594-1595). Grande parte do sucesso que as inúmeras produções de bailado desta obra obtiveram no séc. XX não se deve somente à magnificência da obra de Shakespeare mas também à sua frequente associação com a música de Sergei Prokofiev, escrita em 1935, pouco após o seu regresso à União Soviética. Esta versão de Romeu e Julieta, coreografada pelo sul-africano John Cranko para o Teatro alla Scala de Milão em 1958, foi estreada pela Companhia Nacional de Bailado no ano de 2001 e é, ainda hoje, uma das versões coreográficas de referência.
coreografia: John Cranko música: Sergei Prokofiev argumento: John Cranko segundo William Shakespeare cenografia: João Mendes Ribeiro figurinos, adereços, decoração de carros, panejamento e quarto de Julieta: António Lagarto imagens: Daniel Blaufuks desenho de luz: Cristina Piedade
O Castelo de Pirescoxe é um "item" estranho. Trata-se de uma residência "acastelada", não verdadeiramente um castelo, não deixando de ser um monumento interessante, assim meio encravado num espaço verde de tamanho médio, rodeado de prédios. O dia da semana não ajudou, mas o âmbito autárquico da iniciativa já deixava adivinhar que seria para começar e acabar cedo. E assim foi. Concertos curtos, demasiado curtos para duas tão excelentes bandas nacionais. Apesar de tudo isto, não posso deixar de felicitar ambas as bandas pelos concertos fantásticos que deram ontem à noite, para um público quase inexistente, composto na maioria por curiosos e mitras bêbedos, sendo que fãs, propriamente ditos, nem deviam chegar à dúzia. Apesar de tudo perseveraram e deram, ambas, um grande show. Assim mesmo é que é! Porém, não é possível ignorar o factor algo deprimente da situação. Paciência, é assim a vida duma banda de heavy metal portuguesa. Há que continuar a lutar e perseverar. Venha o disco dos Shivan e dos Gargula que têm aqui, pelo menos, um comprador certo e um apoiante, sempre que possivel.
O timing não é o melhor, mas digamos que estou a precisar de um momento de descompressão e descontracção, pelo que, sim senhor, aceito o desafio Sr. Presidente da Câmara de Loures. Além do mais, nos dias que correm, não se devem desprezar eventos à borlex.
...existem problemas a sério e gravíssimos. O que aconteceu foi simplesmente assustador. Mas não deixa de ser impressionante a forma semi-desligada como nós, do outro lado do Mundo, olhamos para esta e outras catástrofes. Parece que já vamos tendo um "calo mental" para suportar estas coisas. Vemos mas não absorvemos. Para preservação mental talvez. Olhamo-las de forma distanciada, e quase que nos esquecemos que estamos todos no mesmo barco e que, infelizmente, pode "calhar a todos". Seja como for, esta fotografia deixou-me realmente impressionado. Mais do que aquelas de destruição e caos generalizado. Esta foto colorida do que aparentam ser singelas peças de LEGO é algo que deve meter respeito a todos.
"Olha que bem. Um filme sobre um monarca britânico que era gago. E sobre como aprendeu a controlar este defeito. Que interessante! Era só o que faltava! Meu rico dinheirinho e meu rico tempo! Tenho outros filmes para ver!" MAs a verdade é que acabei por ir ver, depois de bastantes recomendações. E, qual não é o meu espanto quando dou comigo a realmente apreciar o filme! Óscar de Melhor Filme talvez seja um exagero. Não me parece que seja um filme assim tão fantástico, mas vá, pronto. Desde os cinco anos que Bertie (Colin Firth), Duque de York e segundo filho do rei Jorge V de Inglaterra (Michael Gambon), sofre de gaguez, algo que sempre abalou a sua auto-estima. Depois do embaraçoso discurso de encerramento da Exposição do Império Britânico em Wembley, a 31 de Outubro de 1925, Bertie, pressionado por Isabel (Helena Bonham Carter), futura rainha-mãe e sua esposa, começa a consultar Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta da fala pouco convencional. Em Janeiro de 1936, o rei Jorge V morre e é o seu irmão Eduardo quem ascende ao trono até, menos de um ano depois, abdicar por amor a uma americana divorciada em favor de Bertie. Hesitante perante o peso da responsabilidade e obcecado em ser monarca digno do reino, o novo rei apoia-se em Logue, que se empenha em ajudá-lo a superar a gaguez. O filme é, basicamente, repartido entre Firth e Rush e de forma excelente. O entre linhas mais não é do que a eterna luta humana de superação de obstáculos, de perseverança e desafio perante as dificuldades que a vida coloca à frente de cada um. E, nesse sentido, chega a ser inspirador. De resto, o cuidado e o humor já tão típicos de filmes de époce britânicos. Vale a pena sim senhor. Surpreendentemente.
TRON é um relativamente obscuro filme da Disney dos anos 80. Penso que passou bastante despercebido por cá, quer no cinema, quer na TV, tendo em conta que raramente passou em qualquer dos canais. Curiosamente, o meu primeiro contacto com a história foi através da versão romanceada publicada pela Europa-América na colecção de ficção científica Nébula (aquela cujos livros eram maiores que meros livros de bolsos e que, consequentemente, começavam a prender mais a atenção). Obviamente reparei que era um filme e fiquei com curiosidade de o ver. Confesso hoje que não me lembro se o vi na TV, se o aluguei em cassete de video. Provavelmente foi esta última. Sei, porém, que já foi há muito tempo. E o filme ficou-me, efectivamente, na retina. Era, na altura, um produto estranho, mesmo para os padrões da ficção científica. Nada de viagens espaciais, nada de naves gigantescas. Nada disso. Tudo se passava dentro do computador. Dentro da chamada rede informática existia todo um universo por explorar. E isto quando a internet e o mundo cibernético era apenas uma miragem. Os jogos de computador e as salas de arcade estavam no seu auge e TRON faz uso disso mesmo. A imagem do filme foi considerada extremamente inovadora, demaisado até para a época, e as famosas motos de luz encarregaram-se de pôr o filme na prateleira dos clássicos de sci-fi apenas conhecidos por alguns nerds, geeks e fãs acérrimos.
E eis que surge, na ComicCon de 2008 um trailer surpresa que foi rapidamente identificado como a continuação de TRON do Século XXI. As imagens e o ambiente eram inconfudívveis, mas foi quando as novas motos de luz fizeram a sua aparição que o público entrou em delírio:
O que na altura se convencionou chamar TR2N, passou a designar-se, dois anos depois TRON: Legacy, e retoma a história de TRON, 20 anos depois do primeiro filme. Jeff Bridges volta ao seu papel de Kevin Flynn, também ele 20 anos mais velho, mas as despesas da acção correm, desta feita, pelo seu fihlo, que, em busca do pai desaparecido há 20 anos, entra também no mundo cibernético de TRON.
E assim está dado o mote para a continuação. Obviamente que o filme é, em termos visuais e de efeitos especiais, um colírio para os olhos. As tonalidades azuis néon transmitem eficazmente um ambiente frio e electrónico. As novíssimas motas de luz e subsequentes duelos são uma maravilha visual, os cenários são grandiosos e uma maravilha de ver. Mas.... Mas o que é certo é que, por mais espectacular que seja e pareça, a verdade é que já não é a surpresa que foi o primeiro TRON. E na surpresa, no mostrar um mundo novo, estava metade do sucesso do primeiro. Desta vez já não me surpreendi e, quer queiramos quer não, já sabemos que os efeitos especiais de hoje permitem aquilo tudo. Da mesma forma que os efeitos especiais algo rudes do Clash of Titans original são bem mais interessantes que os do remake actual, também em TRON os efeitos especiais menos avançados transmitiam um ambiente realmente inovador. O que já não acontece tanto com TRON: Legacy. Infelizmente nem sequer a história desta sequela é assim por aí além interessante. Demasiado complexa a meu ver, demasiados personagens cuja relevância é mínima, demasiado remake, demasiada acção e efeitos. Em suma, uma filme giro e tal, mas muito aquém do original. Quanto ao 3D: segunda experiência da coisa e pela segunda vez não fiquei fã.
Ok, ok, já sabemos que muitos filmes feitos há 20 ou mais anos podem agora ser feitos de forma mais espectacular e perfeita. Mas, só isso não chega. My advice: deixem-se de remakes sff.
- Pois, não me parece que essa actividade caia na alçada deste diploma. - é-me dito pelo telefone de forma algo gelatinosa. - Não? Mas eu acho que pode ser enquadrada no Anexo correspondente. - respondo eu, enchendo-me de paciência. - Anexo? Mas eu não tenho aqui nenhum Anexo. - ...err...deve estar, esse e os outros, no fim do diploma assim tipo em...anexo... - Ah! Pois é. Estava a ver isto mal, em formato Word. - Pois. Estão lá, os Anexos. - repliquei eu, reparando numa pequena fuga no reservatório da paciência. - Sim, sim. Estou a ver. Mas ainda assim acho que não cabe no anexo iii. - ...anexo iii? - Sim, o anexo que tem as actividades... - Ah...o Anexo III, está a falar do Anexo III (três) e não o i... - Pois isso... - ...errr... O reservatório de paciência mais não é agora do que uma câmara de ar vazia jazendo, miseravelmente, no chão impiedoso. E não posso deixar de perguntar-me: onde raio foi esta gente tirar o curso?? Não sou, nem nunca fui de julgar as competências profissionais de alguém pelo sítio onde tirou o curso. Mas que diabo! Há limites. Se há coisa que uma Faculdade de Direito ensina é a nobre arte de "inventar e disfarçar a ignorância momentânea". Um gajo não sabe, mas não dá parte de fraco, nem que depois se desunhe a ler e a estudar. Se nem isso uma pessoa aprende na Faculdade, que raio andou lá a fazer? Rant off.